segunda-feira, abril 29, 2013

1º DE MAIO DE 2013

A LUTA, NUNCA FOI TÃO NECESSÁRIA...
Em 1990 celebrou-se pela primeira vez em Castelo Branco, a festa do 1º de Maio. A iniciativa pertenceu a um grupo de artistas. A celebração foi abrilhantada pela “Tuna Artistas Albicastrenses”. Durante o dia foram percorridas as ruas da cidade, ao som dos acordes musicais e do ribombar dos foguetes que estralejavam no espaço. À noite houve baile na sede da Tuna, antecipado de vários e fogosos discursos, alusivos ao 1º de Maio (1).
Cento a treze anos depois, as celebrações do 1º de Maio continuam a realizar-se na terra albicastrense. Convém porém recordar aos mais esquecidos, que durante o reinado do Estado Novo era proibido celebrar este dia. Só graças ao 25 de Abril de 1974 os Portugueses voltaram a poder celebrar o 1º de Maio.
Cento e treze anos depois da primeira celebração do 1 de Maio na cidade de Castelo Branco muita coisa mudou, contudo,  convém recordar aos mais distraídos, que não participar nas comemorações do 1º de Maio, é dizer que tudo está bem ou então, que deixamos para os outros a defesa daquilo que cabe a todos nós. 
EU VOU PARTICIPAR NO 1º DE MAIO....
E VOCÊ?   
(1) A recolha de dados;  Jornal ”A Reconquista 
O Albicastrense

quarta-feira, abril 24, 2013

25 DE ABRIL... ONTEM... HOJE E SEMPRE!!!!


“VEJAM BEM”

Vejam bem
que não há só gaivotas em terra
quando um homem se põe a pensar
quando um homem se põe a pensar

Quem lá vem
dorme à noite ao relento na areia
dorme à noite ao relento no mar
dorme à noite ao relento no mar

E se houver
uma praça de gente madura
e uma estátua
e uma estátua de de febre a arder

Anda alguém
pela noite de breu à procura
e não há quem lhe queira valer
e não há quem lhe queira valer

Vejam bem
daquele homem a fraca figura
desbravando os caminhos do pão
desbravando os caminhos do pão

E se houver
uma praça de gente madura
ninguém vai
ninguém vai levantá-lo do chão


Zeca AfonsoCantares de Andarilho (1968)

O Albicastrense

terça-feira, abril 23, 2013

GENTE DA TERRA ALBICASTRENSE - II


A terra albicastrense está de parabéns, uma vez que nos próximos dias vão ser lançados dois livros de filhos seus.

Aos seus autores, este albicastrense só pode mesmo dar os parabéns, e desejar que estes livros tenham um enorme sucesso.


A quem visitar este blog nos próximos dias, só posso mesmo pedir-lhe, (caso possa), para não deixar de assistir ao lançamento destes dois livros, os seus autores irão com certeza agradecer a sua presença.

O albicastrense

domingo, abril 21, 2013

GENTE DA TERRA ALBICASTRENSE - I


LEMBRAR AQUELES A QUEM A TERRA ALBICASTRENSE, MUITO DEVE

Entre setembro de 2005 e abril de 2013 foram publicados neste blog, mais de mil post’s sobre a terra albicastrense, muitos dos post’s publicados, só foram possíveis graças à generosidade de pessoas que dedicaram parte das suas vidas ao estudo da terra albicastrense. Estudos que depois foram publicados, (muitas vezes à custa dos próprios autores), para que as gerações que se lhes seguissem, pudessem conhecer melhor a história da terra e dos seus antepassados.
Entre esses nossos antepassados, não posso deixar de aqui mencionar os seguintes:

- J. A. Profírio da Silva; Memorial Cronológico E Descritivo Da Cidade De Castelo Branco (1838)”.
- António Roxo; “Monografia De Castelo Branco (1980)”.
- José Ribeiro Cardoso; “Castelo Branco E O Seu Alfoz (1953)”.
- Manuel Tavares Dos Santos; “Castelo Branco Na História E Na Arte  (1958)”.
- Jaime Lopes Dias; “Etnografia da Beira”, (e muitas outras publicações)”.
António Rodrigues Cardoso; Efemérides Municipais”, (entre muitas outras publicações).
- Manuel da Silva Castelo Branco, (felizmente continua entre nós), que entre as muitas publicações que publicou sobre a terra albicastrense, menciono apenas quatro; “Ilustres de Castelo Branco, Notas e Documentos para a História dos Judeus e Cristãos-Novos em Castelo Branco, Registos Paroquiais Quinhentistas da Igreja de Santa Maria do Castelo da Vila de Castelo Branco e por fim, Subsídios para o Estudo da Toponímia Albicastrense no Século XVI”.

Todavia, esta é uma lista muito reduzida de pessoas a quem os albicastrenses tanto devem, uma vez, que muitos foram aqueles que no passado dedicaram parte da seu tempo, ao estudo da terra albicastrense. É pois justo, independentemente de já o ter feito aqui na devida altura, recordar e homenagear todos aqueles que através dos suas publicações, nos tornam mais sabedores e conhecedores da  história da terra albicastrense.
Informe todos aqueles que se interessem pela história da terra albicastrense, que podem encontrar na Biblioteca da cidade as publicações mencionadas neste poste, assim como muitas outras sobre Castelo Branco. 
O Albicastrense 

quinta-feira, abril 18, 2013

EFEMÉRIDES MUNICIPAIS - LXXIII


A rubrica Efemérides Municipais foi publicada entre Janeiro de 1936 e Março de 1937, no jornal “A Era Nova”. Transitou para o Jornal “A Beira Baixa” em Abril de 1937, e ali foi publicada até Dezembro de 1940. A mudança de um para outro jornal deu-se derivada à extinção do primeiro. António Rodrigues Cardoso, “ARC” foi o autor desde belíssimo trabalho de investigação, (Trabalho que lhe deve ter tirado o sono, muitas e muitas vezes).

O texto está escrito, tal como foi publicado.
Os comentários do autor estão aqui na sua totalidade.

(Continuação)
A sessão seguinte realizou-se no dia 20 de Outubro. Um mês menos um dia a contar da antecedente. O que se passou conta-o mestre Aranha assim:
Nesta Vereação determinarão que havião os Alqueves por coutadas do dia de àmanhã  em que se hão ir coutar vinte hum por diante e mandarão se apregoasse para de despejaram”.
E acabou-se, porque “não houve mais que despachar”. Logo no dia 22 de Outubro houve nova sessão. 
Desta, pondo de parte os nomes dos vereadores que assistiram, vai cópia da acta à risca, porque a achamos interessante:
Nesta Vereação a que assistiram tãobem os Procuradores do Povo determinarão que todos uniformemente que para aver de se pagar a divida de outocentos mil reis que António José da Cunha de bondade tinha emprestado gratuitamente para satisfazer a despeza das Festas que se fizeram pelo feliz nascimento da Sereníssima Princeza  da Beira, e a que estão todos obrigados os bens do Conselho e Povo ouvesse este no prezente anno quatro centos tres mil e sete centos réis produto das Ervagens – Corga das asenhas, e Lombas, e Marradas – que a rematou, a primeira João da Fonseca Coutinho, em sessenta mil e cem réis, a segunda Luiz Vez as Cunha e Manuel dos Reys Soares em outra tanta quantia e as Marradas o mesmo Luiz Vez, em doze mil réis; e duzentos setenta e hum mil e quinhentos réis produto das Ervagens seguinte que pertencem ao Conselho. Da do Barregão quarente e sinco mil e cem réis, da Do Rouxynol quarenta e outo mil e cem réis, e da Manga de Pero velho setenta mil e cem réis a rematadas ao mesmo António Jozé da Cunha.
Mais quarenta mil e cem réis da do Cabeço de Atallaya a rematada pelo mesmo e Jozé Pessoa Tavares e sessenta e outo mil e cem réis da Sorte meya a rematada pelo Padre Manoel de Azevedo, cujas parcellas todas fazem a dita quantia de quatro centos e tres mil e sete centos réis de que lhe mandarão logo passar mandado: E outro sim determinarão que visto acharce nas mãos do Depositário Francisco António Perez de Louro huma avultada quantia pertencente ao Povo de Monforte presentemente sem nescessidade de despender o dito depozito que se tirasse deste por empréstimo a que obrigão os bens do Povo e Conselho a quantia de cento noventa e seis mil e trezentos réis para o mesmo António Jozé da Cunha, vindo a ficar por esta forma embolsado de seis centos mil réis, devendo haver o resto da sua divida das Ervagens que a rematar no anno futuro. E para tanto mandarão passar os mandados competentes”.

É interessante reparar para os preços que foram arrematadas as ervagens. Cada uma delas foi arremadadas por tantos mil réis.
Isto mostra sem menor duvida que sobre a quantia porque cada ervagem ia à praça se punha mais um tostão e acabava-se a história. Estava a coisa bem combinada. Era qualquer coisa como isto; “Arranja-te lá com a ervagem que te convém, que eu não te faço afronta, mas em paga deixa-me arranjar com a que me convém a mim, não te metas nisto”.
Por onde se vê que arranjinhos houve-os em todos os tempos. E aquela referencia à “avultada quantia pertencente ao Povo de Monforte” também não deixa de ser interessante. Era rico o Povo daquele terra.
(Continua)
PS. Mais uma vez informe os leitores dos postes “Efemérides Municipais”, que o que acabou de ler é, uma transcrição fiel do que foi publicado na época.
O Albicastrense

segunda-feira, abril 15, 2013

A ERMIDA DA NOSSA SENHORA DE MÉRCOLES - I

Muito já li e ouvi falar sobre a Ermida da Senhora de Mércoles, por isso, o poust que hoje aqui publico, só podia ser sobre a referida ermida.
Do muito que já li sobre a ermida da Nossa Senhora de Mércoles, quero partilhar com aqueles que visitam este blog, as palavras que José Ribeiro Cardoso escreveu no seu livro; “Castelo Branco no seu Alfoz”.

Contudo falar da ermida da Senhora de Mércoles e não falar da romaria que todos os anos se realiza em sua honra, era quase como ir Roma e não ver o Papa.
Palavra que este albicastrense sente saudades das romarias dos tempos da sua meninice, tempos em que as famílias se deslocavam em peso para o local com o cabaz cheio de boas iguarias, para ali se deliciarem à sombra dos velhos sobreiros.
Que tristeza ver esta centenária romaria, transformada numa espécie de mercado das segundas-feiras que se realiza na terra albicastrense.
Dirão alguns que são sinais dos tempos! Talvez... todavia este albicastrense confessa que o desalento lhe invade a alma, sempre que ali se desloca.
O Albicastrense

sábado, abril 13, 2013

VELHAS IMAGENS DA MINHA TERRA – XXX

ACONTECIMENTOS DE OUTROS TEMPOS 

A imagem que desta vez coloco à descoberta dos albicastrenses que visitam este blog, é uma velha imagem (em péssimo estado), retirado do jornal "reconquista".
A imagem documenta-nos um acontecimento passado em Castelo Branco em determinado ano.
As pergunta desta vez são duas:
Que acontecimento relata esta imagem e, quem podemos nós ver nela?
PS. Tal como das outras vezes, as respostas certas só serão publicadas dois ou três dias depois, para que todos possam responder.
O Albicastrense

quarta-feira, abril 10, 2013

TRISTEZAS DA MINHA TERRA

  
Quando da publicação dos “poust” sobre os portados quinhentistas da terra albicastrense, percorri toda a zona histórica da terra albicastrense.
Nessa altura, constatei a existência de uma casa na Praça da Palha, cuja parede lateral que dá para a rua do Torrejão tinha desmoronado para a via publica, facto que não mencionei na esperança de que alguns dias depois os responsáveis tomassem providências e resolvessem o problema. 
Voltei na segunda-feira passado à Praça da Palha, para espanto meu verifiquei que quase três meses depois de por ali ter passado, a situação estava ainda pior.
Ou seja, quando esperava ver, (pelo menos) a rua do Torrejão limpa de entulho, verifiquei que a tragédia estava instalada no local, como aliás se pode ver nas imagens captadas por mim no local.
Confesso que os tomates (desculpem a palavra utilizada) quase me caiam aos pés, perante o estado desgraçado em que se encontra toda aquela zona.

Eu apenas pergunto:
Será que se caísse a parede de uma casa perto da casa de alguém que todos nós conhecemos, três meses depois a situação ainda estava na mesma?

Confesso que depois de tanto dinheiro gasto na zona histórica da terra albicastrense, fico cada vez mais desanimado quando lá vou, ao ponto de perguntar a mim próprio, se alguma vez a “pobre” zona histórica da terra albicastrense, encherá de orgulho a cidade e os seus habitantes.
O Albicastrense

segunda-feira, abril 08, 2013

NO QUINTAL DOS MARRECOS - III

A CATURRICE”
No quintal dos marrecos a confusão é total, o marreco primeiro (também conhecido como marreco calimero), resolveu comunicar ao povão marrécal, que uma dúzia de marrecos que se julgam sabichões e que têm a mania de se aglomerar para ajuizar das suas decisões relativas ao bem estar do povão, que os ditos cujos tiveram a ousadia de chumbar as medidas propostas por ele, relativas ao bom funcionamento do quintal e ao bem estar do povão marrécal.

Informou ainda o marreco calimero, (perdão...) primeiro, que os tais sabichões de costas viradas para as dificuldades do quintal marrécal, tinham colocado com a decisão tomada, o quintal em estado de desgraça eminente.
Perante a recusa dos doutrinados na aprovação das medidas propostas por ele, desde logo anunciou, que se povão não pagava de uma maneira, irá pagar de outra, anunciando e imediato que iria substituir as propostas chumbada pelo conselho dos ajuizados, por novas medidas.

Dizem as “más” línguas do quintal marrécal, que o marreco calimero se olvidou de quem tinha que proteger e não atacar quem nele confiou. 
Afiançam ainda as mesmíssimas “más” línguas, que o raciocínio do marreco primeiro, esteve sempre em fazer os pobres cada vez mais pobres, em mandar os reformados o mais depressa possível para a cova, em cortar salários, em acabar com serviços públicos e nunca em retirar a alcatifa debaixo dos pés, aos manda chuvas do quintal Marrécal.
O Albicastrense

domingo, abril 07, 2013

CONCENTRAÇÃO DE MOTARDS EM CASTELO BRANCO

A concentração de Motards em Castelo Branco foi um êxito total, aos responsáveis por esta concentração, o albicastrense só pode mesmo dar-lhes os parabéns.







 O Albicastrense

sábado, abril 06, 2013

IMAGENS DE CASTELO BRANCO ANTIGO E DE BORDADOS DE CASTELO BRANCO








Carteiras com 12 Fotografias antigas de Castelo Branco.



(Três carteiras diferentes).




Carteiras com 12 Fotografias 
de Bordados de Castelo Branco.


(Três carteiras diferentes).









CONTACTOS:

Deixar na caixa de comentários o email, (que eu 
não publicarei), para eu entrar em contacto com os interessados.


O Albicastrense

quarta-feira, abril 03, 2013

BIBLIOTECA MUNICIPAL DE CASTELO BRANCO


EXPOSIÇÃO
O ESTADO NOVO E AS MULHERES

Na Biblioteca Municipal de Castelo Branco, está patente ao publico até 4 de abril, a exposição: “O Estado Novo e as Mulheres”.
Visitei esta exposição (tardiamente) e confesso que gostei muitíssimo do que vi, por isso, recomendo a quem visitar este blog, que deixe a comodidade da cadeira onde está sentado, desligue o computa e vá até là (rapidamente... pois, ele termina amanhã).

A mostra, cedida pelas Bibliotecas de Lisboa, estará patente ao público no 1º piso do edifício. Pretende ser uma viagem ao passado para compreender qual o papel da mulher nesta época.
O Estado Novo, à semelhança das ditaduras nazi e fascista, instaladas na Europa nos anos 30, abordou a questão da mulher como uma questão de estado.
O Programa, o discurso e as práticas relativas à formação de uma elite feminina e à organização e mobilização das mulheres manifestam o empenho ideológico do regime no género. A Obra das Mães para a Educação Nacional, a Mocidade Portuguesa Feminina e o Movimento Nacional Feminino, em contextos diversos, constituíram frentes fundamentais do regime. As primeiras no processo de consolidação, a última no esforço de apoio psicológico à guerra colonial que prenuncia a agonia do Estado Novo.Através de todas elas, o protagonismo feminino surge associado à função sagrada da maternidade, cuja simbologia é a bandeira do regime erguida contra o feminismo e a emancipação, obsessivamente combatidos, ao mesmo nível que a democracia. Está ainda por estudar a dimensão do investimento ideológico e político do Estado novo através do género feminino.
O Albicastrense

terça-feira, abril 02, 2013

ALBICASTRENSES ILUSTRES - XXXI


MANUEL DE OLIVEIRA DA SILVA CASTELO BRANCO

Nasceu em Castelo Branco a 25 de Dezembro se 1802, sendo filho de José da Silva Castelo Branco e de sua mulher D. Antónia do Almorão Capelo e Silva.
Tendo assentado praça com 19 anos, a 5 de Fevereiro de 1821, é nomeado porta-estandarte a 11 de Novembro do mesmo ano.
Passou a oficial em cadete, sendo alferes a 14 de Dezembro de 1825, em Cavalaria 11. Em virtude dos seus ideais liberais, emigrou no mês de Outubro de 1828, pela Galiza, para Inglaterra.
Estando em Plymouth em 1892, dali partiu para os Açores no navio Bolivar, desembarcando em Angra do Heroísmo, na Terceira, a 7 de Março do mesmo ano. Fez parte do exercito liberal que desembarcou nas praias do Mindelo, a 8 de Julho de 1832, sendo promovido a tenente a 26 do mês seguinte.
Toma parte nas açoes que tiveram lugar no sítio do Porto, onde foi gravemente ferido, tendo sido distinguido pelo valor demonstrado com o grau de Cavaleiro da Torre e Espada.
Promovido a Capitão, a 25 de Julho de 1833, está presente na Asseiceira a 16 de Maio de 1834, valendo-lhe a sua actuação nesta batalha, o Oficia-lato da Torre e Espada. Fez parte da Divisão Auxiliar a Espanha, onde esteve em Arminon.
Nomeado Cavaleiro da Ordem de Aviz, foi promovido a major a 1 de Julho de 1844, demonstrando grande zelo na repressão contra as guerrilhas de bandidos e malfeitores, quando comandava a 4ª e 5ª secções Militares da Sub-Divisão de Beja. Por decreto de 20 de Janeiro de 1847 é promovido a Tenente-Coronel do regimento de Cavalaria 8, por distinto comportamento e relevantes serviços na açao de Torres Vedras de 1846.
Distinguido com o grau da Cavaleiro da Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa, morreu na Acção do Alto do Viso, próximo de Setúbal, a 1 de Maio de 1847, quando à frente dos soltados comandava uma carga de cavalaria, como refere Pinho Leal.
Como militar e cavaleiro, dele ficou uma aura de bravura e intrepidez, de tal modo que Cristóvão Aires na História da Cavalaria Portuguesa, afirma:
Quantos soltados da nossa cavalaria sabem o que representa para a sua arma os nomes, por exemplo, do Marguês de Sá de Bandeira, de Cristóvão Teive, e do Barão de Sicosme, de José da Fonseca, de Simão da Costa Pessoa (Conde de Vinhais), de D. Carlos de Mascarenhas, de Manuela de Oliveira Castelo Branco, de António José da Cunha Salgado e, de tantos outros, que se tornaram ilustres quer nas lides cruentas da guerra ou quer nos profícuos trabalhos da paz? Pois estes nomes, com os factos que os tornaram conhecidos e memoráveis, devem ser decorados”.

Recolha de dados: “Figuras ilustres de Castelo Branco”, de Manuel da Silva Castelo Branco.
O Albicastrense