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sábado, fevereiro 25, 2012

ALBICASTRENSES ILUSTRES - XXV

 JOÃO VELHO
(Vassalo e Procurador de D. Dinis 12??-13??)

Nasceu em Castelo Branco (!) na primeira metade do século XIII. Vassalo e Conselheiro de D. Dins, foi enviado por este rei a Aragão para tratar  do seu casamento com a Princesa, que mais tarde viria a ser a Rainha Santa Isabel.
Para isso partiu de Portugal em 1280, acompanhado de mais dois embaixadores, os conselheiros João Martins e Vasco Pires, igualmente fidalgos e pessoas autorizadas.
Na corte de D. Pedro III e D. Constança, pais de D. Isabel, a pretensão foi acolhida favoravelmente, pelo que os dois regressaram ao reino com  os aragoneses Conrado Lança e Beltran de Vila Franca, a fim de se ajustarem as bases do contrato de casamento.
Tudo é combinado  com satisfação  geral, pelo que a 24 de Abril de 1281, na vila de Vide, é passada a carta de arras, onde se afirma:
"Seja notório que a todos, que nos Dinis pela graça de Deus Rey de Portugal, e Algarve doamos, e consignamos propter nuptias, a vos Dona Isabel filha do illustre Rey Dom Pedro, per graça de Deos Rey de Aragão, e da Rainha D. Constança, a qual recebemos por molher conforme a ley do nosso Senhor Jesus Christo as nossas villas, convem a saber, Abrantes, e Porto de Moz".
Alguns messes depois, a 12 de Novembro do mesmo ano, D. Dinis, então em Estremoz, passa igualmente a necessária procuração para os emissários   poderem receber em seu nome a Infanta e, em que diz:  
"Saibão todos, que nos D. Dinis pela graça de Deos Rey de Portugal  e do Algarve, fazemos, e ordenamos nossos procuradores certos, e especiaes, a vos João Velho, João Martins e Vasco Pires nossos vassalos, a todos juntos e a cada hum em particular, para tratar com o ilustre  Dom Pedro pella graça de Deos Rey de Aragão sobre se conthrair matrimonio entre nos, e Dona Isabel filha mais velha do dito Rey, e para tambem conthrair  em nosso nome por palavras de presente, ou esposorias  por palavras de futuro, e para aceitar tambem o consentimento da mesma Dona Isabel de nos querer por marido ou por esposo".
O casamento por procuração efectuou-se no Paço Real de Barcelona, em 11 de Fevereiro se 1282, durante o qual a Princesa profere  as seguintes palavras, que aqui são fielmente traduzidas:
"Eu Isabel filha do Excellente D. Pedro, por graça de Deos illustre Rey de Aragão  faço entrega de mim para mulher legitima a vos Dom Dinis  pela graça de Deos Rey de Portugal e Algarve, e ainda que ausente, como se estiveres presente.  E sobre o essencial do mesmo matrimonio  dou meu consentimento a vos procuradores sobreditos que estais em bom nome do mesmo Dom Dinis Rey de Portugal".
D. Isabel, com o seu séquito, parte de seguida para Portugal encontrando-se em Trancoso com D. Dinis, acompanhado da maior parte da nobreza da Corte e, ali se repete a cerimonia nupcial, a 24 de Junho, no meio de solenes e pomposas festas.  

Recolha de dados: "Figuras Ilustres de Castelo Branco".  de Manuel da Silva Castelo Branco.
O Albicastrense

terça-feira, novembro 13, 2007

ALBICASTRENSES ILUSTRES - XXV

Faria de Vasconcelos

(1880-1939)

António de Sena Faria de Vasconcelos nasceu em Castelo Branco em 1880.
O seu nome foi dado a uma das escolas da nossa cidade, porém não tenho duvidas que este albicastrense será um ilustre desconhecido, para a grande maioria dos habitantes da cidade onde nasceu em 1880, tendo falecido em Lisboa em 1939.
António de Sena Faria de Vasconcelos estudou Direito, em Coimbra e em 1902 foi para a Bélgica estudar na Universidade Nova onde chegaria a Professor Catedrático. Em 1912 funda a Escola Nova de Bièrges-Les-Wavre. Adolphe Ferrière sublinhou o valor desta escola, que usava a inteligência e a acção em vez da memória. Ferrière foi amigo e admirador de Faria de Vasconcelos.
A fundação da sua escola na Bélgica, a sua participação como professor no Instituto Jean-Jacques Rousseau (Genebra, Suíça) o trabalho que prestou em Cuba e na Bolívia, onde publicou muitos livros sobre Psicologia, traduzidos para inúmeras línguas, foi muito importante. Ainda hoje é conhecido nesses países. A sua contribuição para a criação e desenvolvimento das Escolas do Magistério Primário em Cuba e na Bolívia foi, de resto, fundamental.
Voltou para Portugal sendo professor na Universidade de Lisboa, continuando a escrever. Não sabemos qual teria sido a sua relação com o regime de Salazar. Participara, com António Sérgio, de uma tentativa de reforma educativa. Ferrière considerou modelar a escola que fundou e dirigiu na Bélgica. “Une École Nouvelle en Belgique” é uma obra que se encontra traduzida em inúmeras línguas, tal como outras que Faria de Vasconcelos nos deixou.
A admiração que por ele existe no ‘Mundo Hispânico’ é fácil de observar: basta falar nele na Galiza. Um dos seus livros foi distribuído por todos os professores bolivianos. Em Portugal, na maioria dos casos, permanece desconhecido. Mais estranho ainda: a maioria das suas obras, escritas originalmente em francês ou castelhano, nunca foram traduzidas para português.

A revista. “Estudos de Castelo Branco” publicou textos seus em várias edições, que compõem um aumento significativo para o conhecimento da vida e obra, de Faria de Vasconcelos.
Parte destes dados foram recolhidos em: http://www.apagina.pt
O Albicastrense

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