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domingo, maio 12, 2013

CRÓNICAS DO QUINTAL DOS MARRECOS - IV


A TAXA

No quintal marrécal, o sussurro está na ordem do dia, os marrecos vão murmurando entre si, como se algo de muito grave estivesse para acontecer e nada seja possível realizar para combater a calamidade anunciada pelo primeiro marreco do quintal.
O marreco primeiro, também designado por alguns por marreco aldrabão e coveiro dos marrecos mais idosos, veio a terreiro anunciar que os marrecos mais antigos, estão a arrombar o celeiro do quintal, com a demasia de massarocas que recebem.
Perante o excesso das massarocas pagas, o marreco aldrabão (perdão...) primeiro, disse que o celeiro do quintal não aguentava tal encargo, por isso, iria retirar (ou será gamar?) aos ditos cujos, parte da massaroca que estão a receber a mais.
O responsável pela aproximação aos quintais vizinhos, também conhecido por marreco feirante, veio entretanto a público afirmar que não estava virado para esse lado, e logo comunicou que existiam linhas que ele não podia ultrapassar, (que raio de linhas, estaria o marreco feirante a falar?) como tal, não podia concordar com tal medida.
Perante esta discordância, (ou será marosca?), um tal secretário mandatado não se sabe por quem, (ou será que sabemos!..) veio a público, confirmar as palavras do marreco primeiro e “cagando” nas declarações do marreco feirante.
O marreco mais importante do quintal, mantém-se serenamente caladinho da silva, (Silva! Esta palavra não me é estranha...), espera-se a todo o momento que ele possa lançar alguma posta de bacalhau na sua página do facebook.
O chefe da maior facção oposicionista do quintal, conhecido como marreco frouxo, veio entretanto divulgar que esta medida é um ultraje aos marrecos mais idosos e que não contassem com ele para mandar mais cedo para a cova, os marrecos mais velhotes.
Os restantes lideres oposicionistas, apelaram à revolta geral no quintal marrécal, anunciando que o primeiro marreco é um marreco sem vergonha, acrescentando ainda, que tudo iriam fazer para lhe abrir a caminha.

Perante os cortes anunciados pelo primeiro.
Ante a enunciação feita pelo responsável da aproximação aos quintais vizinhos.
Ou ainda, diante das declarações do secretário mandatado.

À maioria do povão marrécal, (pois esta não é uma luta dos marrecos mais velhos, mas de todos), só restam dois caminhos: Ir apertando o cinto até que deixem de existir buracos e sucumbirem lentamente, na esperança de que os outros vão resolver os seus problemas, ou então, participarem nas lutas promovidas por todos aqueles que acreditam que o quintal marrécal não é nem pode ser um local, onde a fome, a pobreza, e a miséria têm lugar à mesa daqueles, que ao longo de uma vida deram o seu melhor em prol do quintal marrécal.
O Albicastrense

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