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quarta-feira, maio 18, 2011

EFEMÉRIDES MUNICIPAIS - XLVI

A rubrica Efemérides Municipais foi publicada entre Janeiro de 1936 e Março de 1937, no jornal “A Era Nova”. Transitou para o Jornal “A Beira Baixa” em Abril de 1937, e ali foi publicada até Dezembro de 1940.
A mudança de um para outro jornal deu-se derivada à extinção do primeiro. António Rodrigues Cardoso, “ARC” foi o autor desde belíssimo trabalho de investigação, (Trabalho que lhe deve ter tirado o sono, muitas e muitas vezes).
O texto está escrito, tal como foi publicado.
Os comentários do autor estão aqui na sua totalidade.
(Continuação)
Na sessão de 1 de Dezembro os vereadores limitaram-se a nomear “para cobrar o direito do Subsidio Literário a Fernando José de Carvalho”. O Subsidio literário vinha já do tempo de D. José e tinha sido criado para sustentação dos professores. E mais nada houve na sessão de 1 de Dezembro.
No mês de Dezembro de 1790, depois da sessão do dia 1, só se realiza outra no dia 27, e os bons dos vereadores não acharam mais nada que fazer do que nomear os derramadores das sisas.
Copiamos-lhes os nomes, com a ortografia do escrivão Aranha, para se ver que os tais derramadores não eram lá pessoas de pouco mais ou menos.
Foram: D. Pedro José Nogueyra, José Vaz da Cunha, Francisco Martins Pelicano, Euzebio Ferreyra, Capitão Jozé Agostinho Pancas e Jozé Jorge.Na sessão imediata, que se realizou em 1 de Janeiro de 1791, foram nomeadas as justiças para as povoações rurais do concelho, que eram: Salgueiro, Cafede, Maxiais, Escalos de Cima, Louza, Escalos de Baixo, Mata, Monforte, Malpica, Palvarinho, Juncal, Lentiscais, Cebolais, Retaxo e Benquerenças.
A sessão seguinte realizou-se em 16 de Janeiro e diz-nos a acta que “foi determinado o seguinte”:
"Sendo aprezentada huma ordem da Provedoria na qual mandava S. Magestade que respondesse esta Câmara sobre o requerimento de Diogo da Fonseca Marreto Mesquita e sendo outro sim examinado pella mesma o dito requerimento votarão todos uniformemente que consentiam que ao referido Sup. se lhe concedesse a grassa que pedia à exepção do Procurador do Concelho que votou no contrario pela razão de ser prejudissial à Terça de S. Magestade e declarou não queria assinar a resposta da Camara".
Ora façam favor de ler, que da leitura colhem ainda a informação sobre a “graça” referida a Sua Madestade pelo fidalgo Diogo da Fonseca:
"Nesta mesma vereação disse o Provedor do Concelho e requereu que queria assinar a resposta q. a Camara dava sobre o requerimento de Diogo da Fonseca Barreto Mesquita em que pertendia tapar huma Terra que pessue na Fonte da Feiteira visto que todos erão deste voto com a condição de que o mesmo pagasse ao Concelho a quantia de cinco tostões no tempo em que vendesse a sua pasteje e de como assim o declarou asignou este termo".
As outras deliberações desta sessão referem-se à pastagem nos olivais, em que deviam apenas entrar ovelhas e carneiros e só seriam “comidas desde o dia da a rematação athé o dia de São Pedro e desde o fim das vindimas athé dia de todos os Santos”.
(Continua)
PS. Mais uma vez informe os leitores dos postes “Efemérides Municipais”, que o que acabou de ler é, uma transcrição fiel do que foi publicado na época.
O Albicastrense

quarta-feira, abril 27, 2011

EFEMÉRIDES MUNICIPAIS - XLVI

A rubrica Efemérides Municipais foi publicada entre Janeiro de 1936 e Março de 1937, no jornal “A Era Nova”. Transitou para o Jornal “A Beira Baixa” em Abril de 1937, e ali foi publicada até Dezembro de 1940.
A mudança de um para outro jornal deu-se derivada à extinção do primeiro. António Rodrigues Cardoso, “ARC” foi o autor desde belíssimo trabalho de investigação, (Trabalho que lhe deve ter tirado o sono, muitas e muitas vezes).
O texto está escrito, tal como foi publicado.
Os comentários do autor estão aqui na sua totalidade.

(Continuação)
Na sessão de 24 de Novembro:
E logo nesta Vereação pressuadidos os Vereadores que se passavão muitas ordens desnecessárias para os lugares deste termo determinarão que todos aquellas ordens ordinárias que athegora se tem passado se não passem daqui em diante sem que primeiro seja assentado por elles mesmo que se devem passar. E vendo taobem ser extraordinária a despeza que athegoar se tem feito com os caminheyros que levão as referidas ordens determinarão que o Escrivão da Camara as entregue ao depozitario dos bens do Conselho sem que nellas conte nada para os caminheyros ficando o mesmo Depozitario obrigado a remetellas e dar à Camara a conta da despeza que faz na sua remessa para por ella lhe ser abonada isto pelo que respeita aos cinco montes das Freguesias. E declarão tãobem que este Acordão terá Execução só a respeite das ordens ordinárias e não a respeito das Extraordinárias”.
Era para que o depositário dos bens do conselho soubesse que as contas de saco tinham acabado. Havia de mudar as ordens ao seu destino, mas havia de dar conta de despesa, à Câmara, para que esta lhe abonasse. Se não, não.
Depois os vereadores deliberarem mais o que a acta reza.
"E nesta vereação se determinou mais que se tomassem as contas do Monte da Piedade e para contador das mesmas nomearão o Dr. José Esteves Povoa a quem será dado hum Escrivão pelo Presidente da Câmara".
Nada mais justo. Desde que o monte de piedade ou celeiro comum tinha ido água abaixo, impunha-se que se fizesse a liquidação para se saber em que contas se estava.
Mas os vereadores ainda não se ficaram por aqui. Nesta sessão trataram de endireitar tudo o que dizia respeito a dinheiro, e assim é que, como diz a acta.
"Determinarão que fosse notificado o depositário dos bens do Conselho e Povo para que todas as quartas feiras viesse à vereação para pagar os mandados que lhe fossem entregues".
Era ali, diante de todos, que havia de apurar-se o que o homem tinha de pagar.
(Continua)
PS. Mais uma vez informe os leitores dos postes “Efemérides Municipais”, que o que acabou de ler é, uma transcrição fiel do que foi publicado na época.
O Albicastrense

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