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sexta-feira, março 18, 2011

SENHORA DE MÉRCULES - VII


SÃO SÓ VELHOS CEDROS SENHORES, APENAS CEDROS.

O jornal reconquista publicou esta semana, o artigo que pode ler de seguida:

Depois da resposta de Joaquim Morão ao e-mail enviado por Maria de Jesus à nossa autarquia, onde ele diz: “que lamenta profundamente o abate das árvores, já que consideramos não existir necessidade de tal decisão, porque não termos conhecimento de qualquer obra ou intervenção que se pretendesse fazer e exigisse tal medida”.
Seguem-se as justificações dos responsáveis pelo corte dos cedros, no jornal “Reconquista” (como não podia deixar de ser).
Não vou aqui comentar as desculpas esfarrapadas e infelizes, dadas pelos responsáveis pelo acto que designei de “barbárie”, se o fizesse teria que ser bastante desagradável para com eles, e não é esse o meu propósito.
No entanto sempre aqui posso contar, que um semana antes estive na senhora de Mércules, local onde fui espectador de um grande acidente de viação, na escadaria onde estavam os cedros, um autocarro que vinha a descer, bateu de frente com outro que ia a subir! Nem vos digo os estragos causados por tal acidente... pois, podia causar arrepios às almas mais sensíveis.
Dois ou três dias depois voltei ao local, ao subir a escadaria dos cedros, tive que lutar ferozmente contra um data de bicharada que infestava o sítio, pois o lixo atraia-os e eles faziam do mesmo a sua casa predileta.
Como não existem dois sem três, voltei ao local do crime um dia antes do corte dos cedros, nem vos conto o que por ali vi! As raízes danadas dos cedros, saiam de baixo da terra e infiltravam-se, (salve seja) no velho muro centenário que tinham ao seu lado, uma autêntica vergonha.

Agora mais a sério! As explicações dadas pelo nosso presidente e pelos responsáveis pelo local, não são fruto da bondade de quem quer que seja. Antes pelo contrário, estas desculpas (umas mais esfarrapadas que outras) só acontecem, porque estes senhores se sentiram pressionados pelo interesse que muitos albicastrenses têm demonstrado por este caso.
Este assunto não irá morrer nas declarações feitas por estes senhores, (pelo menos no que a mim diz respeito). As explicações são de tal maneira infelizes, que se tivesse dúvidas das minhas razões, elas estariam agora muito mais fortalecidas. Aos albicastrenses que aqui vêm visitar-me, só posso prometer que irei continuar a lutar para que situações como esta não voltem a acontecer na minha terra. Se nada de mais esclarecedor acontecer, no dia anunciado lá estarei na praça do Município, para demonstrar o meu descontentamento.
Seja um dos quarenta albicastrenses a estar presente nesse dia.
O Albicastrense

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