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sexta-feira, agosto 31, 2018

TOPONÍMIA ALBICASTRENSE

 ZONA HISTÓRICA
Todas as ruas travessas, becos e calejas da zona histórica da cidade, adentro da cerca medieval, tinham a sua denominação, umas vezes ligadas aos artesãos que nelas se concentravam, como a dos Ferreiros, dos Oleiros e dos Peleteiros, outras a atividade nelas exercidas, como o largo da Praça ou a rua do Mercado e dos Lagares, e outras ainda à própria muralha, como a rua do Muro ou a aberturas nela existente, como a do Postiguinho de Valadares e a do Postigo.
Havia ainda as alusivas a antiga residência ou poiso de entidades ou corporações de importância assinalável, como a rua do Bispo e a do Cavaleiro.
A dos Chões parece indicar a proximidade pequenas propriedades muradas, a do Poço das Covas a existência nela de um manancial de agua, e a da Sobreiro teria assinalada a presença de tal espécie e a do Arressário por se situar em lugar alto. Para outras não encontrei justificação real ou provável, como seja a do Caclé (ou Caquelé?), a das Cabeças, a dos Passarinhos e a D`Ega. A designação da rua do Saco dá bem a entender que se tratava de um beco.
(Continua)
Ps. Texto retirado do livro, "Castelo Branco, Um Século
  na Vida da Cidade", da autoria de, Manuel A. de Morais Martins 
O Albicastrense

terça-feira, março 29, 2016

TOPONÍMIA ALBICASTRENSE - (XXXIV)

RUA DO MURO
(ANTIGA RUA DO PÉ DO MURO)
RUA DO CAQUELÉ
(ANTIGA RUA DE JORGE BOINO E RUA DO CAQUELHE)

Tenho notícia da Rua do Pé do Muro (hoje conhecida por Rua do Muro) a partir de vários documentos quinhentistas, alguns dos quais irei sumariar por ordem cronológica.
Constituía então um arruamento que “corria” junto ao troço da cerca amuralhada da vila (o “muro”) virado ao Norte e compreendido entre as Portas de S. Tiago e da Vila, sem contudo estas serem atingidas pelas suas extremidades… Com efeito, a “ponta” inferior terminaria talvez na atual Travessa do Muro, que antes teria tomado várias designações (Rua de Álvaro Sola, Rua de Pedro Homem). Quando à “ponta” superior há várias hipóteses:
A) Acabaria no local, onde chega hoje a Travessa da Rua D’ Ega, correspondendo assim, inteiramente, à atual Rua do Muro.
B) A cerca de 80 metros daquela travessa, derivaria para a direita e depois à esquerda em direção à Porta de S. Tiago, mas sem a alcançar por ali se achariam então casas quintais e lagares…
De todos estes topónimos só o 1º aparece no rol de 1527. Dos dois restantes apenas tenho notícia documental a partir de 1761, mas tal facto não se pode considerar significativo, pois, como já vimos, Jorge Boino viveu em Castelo Branco e naquela zona durante o século XVI, sendo um dos capitães das ordenanças, organizadas em 1527…. Segundo o Cónego Anacleto Pires Martins, a Rua de Jorge Boino (assim chamada até 1834), correspondia ao troço superior da atual Rua do Muro.
Neste caso e de acordo com a hipótese a), ela substituiu a dita “ponta” da Rua do Pé do Muro (talvez a partir de meados do século XVI); seguindo, porém a hipótese b) somos levados a pensar que a referida derivação passaria a assumir (total ou parcialmente) um nome semelhante ao que ainda hoje ostenta (Rua do Caquelé), pois, em documentos do século XVIII, vai sempre mencionada por Rua do Caquelhe e antecedida pelas ruas de Jorge Boino, do Pé do Muro e de Pedro Homem.

Recolha de dados: “Subsídios para o Estudo da Toponímia Albicastrense do Século XVI”, de Manuel da Silva Castelo Branco.
O Albicastrense

EFEMÉRIDES MUNICIPAIS – CXLI

VINHO AQUARTILHADO            A rubrica Efemérides Municipais foi publicada entre Janeiro de 1936 e Março de 1937, no jornal “ A Era ...