Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Bem-Vindo a um Blog livre de opiniões sobre Castelo Branco, sejam elas boas ou más. O Blog é de todos e para todos os Albicastrenses...
segunda-feira, outubro 29, 2007
TOPONÍMIA ALBICASTRENSE - (XI)
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
sexta-feira, outubro 26, 2007
Castelo Branco na História - V

“Em nome da santa e individua trindade Pai, Filho e Espírito Santo, assim seja”.
“Eu, mestre de milícia do templo, Pedro Alvito, com todo o convento de Portugal queremos restaurar e povoar Castel-Branco, concedendo-vos o foro e costumes de Elvas, tanto presentes como futuros, para que as duas partes dos cavaleiros vão ao fossado e a terça parte fique na vila: e uma vez por ano façais fossado”.
“Fazer fossado” consistia em ir com mão armada falar os campos cultivados pelo inimigo ou colher os seus frutos.
“ Os cavaleiros de Castel-Branco sejam considerados em juízo como infanções e nobres de Portugal”.
Estabelecendo varias penalidades para os infractores das suas disposições e para os delinquentes, termina assim a carta de foral:
“Eu Pedro Alvito por graça de Deus mestre da milícia do templo em algumas partes de Espanha, juntamente com toda a comunidade de Portugal, confirmamos esta carta, para termos para sempre o domínio a todas as igrejas desta vila.
E todo aquele que infringir esta carta seja maldito do supremo Deus. Feita no mês de Outubro de
A data de 1251, posta na carta de foral por D. Pedro Alvito é a que corresponde ao ano de 1213 da nossa era (quando era mestre da ordem D. Gomes Ramires), tem deixado perplexos todos os investigadores da origem de Castelo Branco.
Com efeito, essa data é anterior à da doação feita por D. Afonso II aos templários (1214) a carta de foral adopta como norma a de Elvas, quando esta só foi concedida em 1229, em Évora, pelo rei D. Sancho II, alem disse, D. Pedro Alvito só começou a exercer as funções de mestre da ordem em 1214, tendo terminado o exercício em 1223.
Esta discrepância deu azo a varias conjecturas de Viterbo, Alexandre Herculano, António Roxo e Dr. Ribeiro Cardoso (Subsídios para a História Regional da Beira Baixa).
Publicado no antigo jornal Beira Baixa em 1951
Autor. M. Tavares dos Santos
O Albicastrense
quinta-feira, outubro 25, 2007
Museu Francisco Tavares Proença Júnior
A exposição que numa primeira perspectiva poderá parecer pouco interessante derivado ao tema em questão, obriga-nos a repensar essa óptica, após a nossa visita.
É caso para dizer que nunca devemos tirar conclusões precipitadas.
Vá visitar o nosso museu e aproveite para poder ver esta interessante exposição.
terça-feira, outubro 23, 2007
FONSECAS DE CASTELO BRANCO – V
E FREI EGÍDIO DA APOSENTAÇÃO NO MUSEU
DE FRANCISCO TAVARES PROENÇA JÚNIOR”
Apresentada a família dos Fonsecas, faltava falar deste quadro.
Com tal adversidade acabou por se destacar da moldura e andou enrolado e embrulhado durante bastante tempo.
Tais infortúnios só terminaram quando o Tenente-coronel Elias Gracia (anos trinta), assumiu a direcção do museu e ordenou que se guardasse a bom recato aquele rolo “tela”, salvando-o da perdição definitiva.
Enfim, adveio a ocasião de ser restituída à sua dignidade após beneficiação do mais essencial, de forma a poder incorporar-se em lugar de honra, numa sala do Museu.
Frei Roque e Frei Egídio pelo contrário, merecerão bem esta bela homenagem, duas almas límpidas e puras, ungidas de santidade e dignas de um altar.
Note-se, em especial, que os retratos de frei Roque e de frei Egídio estão pintados no chão (os humanos não se pintam no céu) visto não serem canonizados, destinando-se o painel a uma Capela de propriedade particular e não pública.
Ao primeiro, foi conferido pela Santa Sé o titulo de Venerável, não sendo temerário admitir-se que haveria sido santificado se não caduca-se a Ordem dos Trinitários.
Frei Egídio não lhe ficava a traz, homem de modelar virtude, e superava-o decerto nos dotes de cultura e erudição, mas a sua actividade desdobrou-se entre a cátedra coimbrã e o gabinete de escritor, de filosofia e religião, sem alcançar a projecção nacional da obra social e politica do meio irmão mais velho.
Do lado esquerdo, frei Egídio, no hábito negro dos ermitãs de Santo Agostinho, a face calma e reflexiva de um mestre, abaixa a mão esquerda para um volumoso livro aberto sobre o pavimento, a sua obra de místico e filósofo, enquanto aponta ao céu com a mão direita, como se ensinasse a filosofia de Deus!...
E o semblante exprime efectivamente a mensagem de um intelectual e pensador de escolástica, de um místico ou de um asceta.
Frei Roque, na sua frente, veste o hábito branco dos Trinitários
Entre as duas figuras principais, observa-se uma cena miniatural e alegórica, com frei Roque, presidindo á cabeceira de uma vasta mesa á romagem dos monges que vêm entregar as moedas mendigadas por toda a parte, ou vão partir com o dinheiro destinado aos resgates dos soldados nos presídios marroquinos.
Se a metade terrena do quadro contem dois retratos, duas figuras reais, a parte superior é de concepção puramente académica e celestial. A figura do Padre eterno veste-se de largas roupagens, em perfeito academismo, tendo uma das mãos sobre o globo do mundo e, a outra sobrevoada pela alva pompa do Espírito Santo; de escultórico torso nu, Jesus Cristo, realista e renascente, qual imagem humana, ostenta na mão esquerda, sobre o peito, a chaga da crucificação, adornando o corpo para a delicada imagem da Virgem.
A virgem exibe, na mão direita, as cadeias quebradas dos cativos, tendo no peito a cruz de Padroeira dos Trinitários e revendo-se no livro aberto das obras de frei Roque. Entre as figuras primaciais concorrem, em segundo plano coros de anjos ou serafins e emergem do caos bambinos de graça imanente e radiosa.
Deve destacar-se, no pormenor o expressionismo das mãos de orador e mestre
Indubitavelmente primorosa, a obra é de relevante interesse, quer no seu valor estético, quer na representação histórica de dois personagens ilustres de Castelo Branco, sendo o nome do pintor ainda hoje desconhecido.
Quando da reabertura do museu em 1998, o nosso frei Roque e frei Egídio deixaram de ter pedestal no nosso museu, e o quadro regressou temporariamente à instituição onde estivera mais de cem anos (Santa Casa de Misericórdia de Castelo Branco), tendo estado exposto ao cimo da escadaria principal desta instituição, entre 2001/06 (onde a foto que ilustra este post. foi obtida), sendo retirado e enviado de novo para o museu em virtude do seu mau estado em 2006.
Para terminar resta acrescentar, que este quadro se encontra actualmente na reserva do Museu Francisco Tavares Proença, não se sabendo para quando o seu restauro, assim como a sua exposição ao público.
Se estiver interessado em conhecer na íntegra os dados desta família, deve dirigir-se ao museu, pois é possível ainda ali existirem alguns exemplares à venda.
O Albicastrense
sábado, outubro 20, 2007
TIRAS HUMORÍSTICAS - VI
sexta-feira, outubro 19, 2007
PONTE DE SEGURA
UM PAR DE BOTAS
Lembrava aqui um ditado popular, que alterei para poder dedicar aos responsáveis por este trabalho.
Sapateiros remendões,
Que não sabem remendar
Pensam, que estão a arranjar sapatos
Para a ponte calçar.
O Albicastrense
terça-feira, outubro 16, 2007
Castelo Branco na História - IV
A extrema confrontava com o conselho da Covilhã pelo Vale de Freixedo, ribeira de Alpreada e Mata das Porcos e com o concelho de S. Vicente pelo cabeço de Gosendo (hoje desconhecido) até ao rio Ocresa; inflectia depois sobre o monte de Carvalhal, onde por mandado do rei foram colocados marcos de pedra (que ainda existem) por D. Rodrigo Mendes e Mendo Anaia; daqui seguia até à foz do ribeiro da Povoa de Rio de Moinhos onde Mendo Anaia fez uma cruz na parede e dai até à fonte de Rabaças; passava pelo cabeço do Barbaido, várzea do Azinhal, ribeira de Almaceda e seguia o curso desta ribeira até ao rio Ocres; deste rio partia para Sarnadas de Rodam onde inflectia para o Ponsul pelos montes de Vilelas e Envendos, seguindo o curso do Ponsul até ao Tejo e, o deste rio até à foz do Sever; continuava pela margem esquerda do Tejo até à ribeira de Vide, seguindo o seu leite até Marvão; daqui inflectia para a ribeira de Ourela (hoje na Espanha) seguindo o seu curso até à foz, donde, atravessando novamente o Tejo e passando pelos montes Negrais e Marmelos de Malpica, se dirigia para a foz da ribeira de Escalos, para fechar o perímetro no vale de Freixedo, na ribeira de Alpreada.
Parece que os Templários receavam que lhes fosse contestada a posse da herdade, porquanto solicitaram à Santa Sé a confirmação da doação que lhes havia sido feita pelo rei D. Afonso II em 1214.
O Papa Inocêncio III confirmou essa doação em 1215 por uma Bula na qual aquele Pontífice se referia a uma vila existente na fronteira dos Sarracenos vulgarmente chamada Castel-Branco.
Viterbo, transcrevendo parte da Bula identifica esta vila com a de Cardosa; a verdade, porém, é que não se nos depara nesse documento um tal asserto.
Publicado no antigo jornal Beira Baixa em 1951
Autor. M. Tavares dos Santos
O Albicastrense
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