terça-feira, janeiro 15, 2008

ALBICASTRENSES ILUSTRES - I

FREI MANUEL DA ROCHA
(1676-1744)
Se existem, ou existiram albicastrenses a quem possamos designar de ilustres ao longo da nossa história, Frei Manuel da Rocha é um desses casos.
Este homem, é um dos maís ilustres albicastrenses e dos maiores Portugueses da sua época, no entanto, é hoje um ilustre desconhecido para a grande maioria dos albicastrenses, independentemente de ter o seu nome numa das novas ruas da nossa cidade.
Nasceu em Castelo Branco em 1676. Em 1693 entra no convento de Alcobaça, professando no ano seguinte. Estuda nos conventos da sua ordem as disciplinas da escolástica que, depois ensinou.
A fama granjeada no Mosteiro de Salzedas como professor de filosofia e no colégio de Coimbra como mestre de teologia deve ter contribuído para a sua nomeação, em 1726, para lente de teologia na Universidade de Coimbra. Foi membro da Academia Real da Historia Portuguesa, criada por D. João V. Pertencia assim ao número dos cinquenta académicos que formaram de inicio esta agremiação que tão importante papel desempenhou na cultura portuguesa do século XVIII. Em 1731 foi eleito Geral da sua ordem, cargo que acumularia com o de lente da Universidade de Coimbra.
Em 1740, e por morte do cronista – mor do reino Frei Manual dos Santos, sucede a este no cargo historiográfico. Foi com a publicação do
Portugal Renascido que Manuel da Rocha se guindou a lugar cimeiro na historiografia portuguesa.
O livro pretendia ser (segundo as palavras do autor) um “tratado histórico, crítico e cronológico” sobre os “ sucessos de Portugal durante o século X”.
Alem de Portugal Renascido Frei Manuel da Rocha deixou-nos um grande número de outras obras importantes.
Morreu em Coimbra no ano de 1744, com 68 anos de idade.
Duzentos e sessenta e quatro anos após a sua morte, aqui fica um pequeno apontamento da vida deste grande Português nascido em, Castelo Branco no ano de 1676.
Se quer conhecer melhor este homem, consulte o livro citado.

A recolha dos dados referentes a Frei Manuel da Rocha foi feita no livro: Autores nascidos no distrito de Castelo Branco, Século XV a 1908. Da autoria de António Forte Salvado.
O Albicastrense

domingo, janeiro 13, 2008

Obras na Minha Cidade

Largo Postiguinho de Valadares

Depois de alguns projectos, de avanços e recuos nas obras na Praça Postiguinho de Valadares, “parece” que as ditas cujas vão finalmente arrancar segundo reportagem do jornal “Reconquista”.
Não sendo este, a meu ver o melhor projecto para o local, o meu passaria em primeiro lugar por deitar abaixo o mamarracho que ali tem habitação permanente “Edifício da Portugal Telecom”, podendo depois discutir-se os restantes pormenores do projecto.
A justificação, anunciada no jornal “Reconquista” pelo presidente da autarquia albicastrense, em relação a este edifício não deixa lugar a dúvidas: “A destruição desta edifício é neste momento inviável e obrigaria a um investimento bastante elevado por parte da autarquia albicastrense”.
Tal argumento, é seguramente uma razão de peso e contra a qual muito dificilmente poderemos alegar seja o que for, transformando deste modo o projecto da nossa autarquia no projecto de todos os albicastrenses para aquele local.
O referido largo, é hoje local de passagem sem grande significado para os albicastrenses, porém em tempos passados, ali existiu uma das antigas portas da cidade, sendo ainda visível no local parte da antiga muralha que cercava toda a cidade de Castelo Branco.

“As antigas muralhas tinham as seguintes portas: a de S. Tiago, a do Ouro, a da Traição e a do Pelame. A vila foi ampliada em 1319 para os lados do sul e do nascente e a nova muralha possou a ter sete portas.
Foram mantidas as portas de S. Tiago, do Ouro e da Traição e acrescentadas as portas da Vila de Santarém, do Espírito Santo e do Esteval. A antiga porta de Pelame, próxima da rua dos Peleteiros e cujo arco ainda existe na Praça Velha (hoje praça Luís Vaz de Camões) ficou dentro do novo perímetro. Para facilitar a entrada e a saída da população foram mais tarde abertas, nas muralhas, a porta do Relógio, o Postigo e Postiguinho de Valadares cuja designação se mantêm numa travessa que liga o actual Largo da Sé
com a rua de Santa Maria”.

O largo Postiguinho de Valadares, situa-se numa das zonas mais degradadas da nossa cidade, (A chamada zona histórica de Castelo Branco), as obras, agora anunciadas vêem na continuação de outras já feitas e outras em curso e serão certamente, o início de um novo ciclo nesta parte tão desprezada da cidade de Castelo Branco ao longo dos tempos.

O Albicastrense

quinta-feira, janeiro 10, 2008

TOPONÍMIA ALBICASTRENSE - (XIV)


Ruas da Minha Cidade

Dos muitos nomes de pessoas que constam nas placas toponímicas da nossa cidade, este será seguramente um dos que pouco ou nada dizem aos albicastrenses.
Se perguntar-mos a um qualquer morador da nossa cidade, onde fica, ou quem foi a personagem que deu nome a esta rua, a resposta será seguramente: 
Não sei!
Esta rua situa-se no Bairro do Cansado, (é também conhecida pela rua da Escola do Cansado), o nome foi-lhe atribuído por volta de 1950, quando das alterações toponímicas na nossa cidade.

Quem foi João Velho?
(Ministro e Procurador de D. Dinis 1279-1325 ?)
Deste homem, apenas consegui descobrir que foi ministro de D. Dinis e foi um dos procuradores, (juntamente com João Martins e Vasco Pires), na corte de Castela para com o fim especial do pedido de casamento da princesa Isabel, mais tarde, “Rainha Santa Isabel”. 
Terá João Velho nascido em Castelo Branco? Será este o seu nome completo? Quem foi realmente esta personagem?
(Aos visitantes deste blog)
 Se tem conhecimento de dados sobre a vida de João Velho, partilhe-os connosco, colocando-os na secção de comentários, desde já o meu bem-haja.
O Albicastrense

terça-feira, janeiro 08, 2008

Fotografias Antigas de Castelo Branco

FOTOGRAFIAS ANTIGAS DE CASTELO BRANCO
(Medidas:58X43)

Por: Veríssimo Bispo

Para colocar em Cafés, Restaurantes ou casas particulares

Seja bairrista e coloque no seu estabelecimento

Imagens antigas da nossa cidade

Bons Preços

(Contactos - 963305893)

O Albicastrense

sábado, janeiro 05, 2008

Edifícios da Minha Cidade

O Ferrinho de Engomar

Dos muitos edifícios de Castelo Branco que já aqui falei, este é sem qualquer dúvida um dos mais emblemáticos da nossa cidade. Durante muito tempo este edifício foi conhecido por “ O Ferrinho de Engomar”.
Foi mandado construir no início do século XX (1913-1916), por Gonçalo Xavier de Almeida Garrett (passados quase cem anos este edifício continua a pertencer à família Garrett), o autor do projecto foi Manuel dos Santos Sal.
A sua construção deve-se em parte às obras realizadas naquela zona da cidade no início do século XX, em 1911, Alexandre de Proença de Almeida Garrett envia à autarquia albicastrense uma carta, onde pedia autorização e se justificava para a construção deste bonito edifício.
Aqui fica um p
equeno extracto da carta enviada em 1911:

Achando-se em construção nesta cidade, uma série de casas novas, no quarteirão de que faz parte uma casa de que é possuidor, que tem frentes para a Praça Nova e Becco da Paqueixada, que tendo conhecimento do desejo de V.Ex. em aformosear este local, para o que seria necessário demolir esta casa, afim de a reconstruir de novo, segundo as cotas e alinhamento aprovados pela Câmara; que sendo seu maior empenho contribuir, quanto em suas forças caiba para o aformoseamento e beneficiamento desta cidade, alem de estimar satisfazer aos desejos da Comissão Municipal de Castelo Branco”. (Escrito em Português da época)

Passados quase cem anos, após a sua construção, “O Ferrinho de Engomar” encontra-se actualmente em estado de degradação avançada, as fotografias aqui apresentadas são demonstrativas do seu precário estado de saúde, dos quatro pisos do nosso prédio apenas o rés-do-chão onde existe um estabelecimento comercial e o primeiro andar onde mora uma viúva são habitáveis o resto esta ao mais completo abandono. Estarão os albicastrenses condenados a ver os edifícios da sua cidade a cair de podre? Até parece que os nossos edifícios são frutos de uma qualquer árvore a morrer de velhice e os seus frutos contaminados por falta de vitaminas…

O Albicastrense

sexta-feira, janeiro 04, 2008

A NOSSA HISTÓRIA - (IV)



A TERRA ALBICASTRENSE ATRAVÉS DOS TEMPOS
O primeiro telefone que existiu na cidade de Castelo Branco, foi particular e precedeu, em bastantes anos o funcionamento dos telefones públicos. A instalação deste telefone foi feita na residência de Francisco Tavares Proença, e terá acontecido no ano de 1883, tal facto é aliás, referido na obra de Eça de Queiroz no seu livro: ”A Cidade e as Serras”
O Albicastrense

REGISTOS PAROQUIAIS QUINHENTISTAS DE CASTELO BRANCO

ALBICASTRENSES QUINHENTISTAS  A revista Estudos de Castelo Branco publicou entre 1962 e 1969, um trabalho de Manuel da Silva Castelo Br...