quinta-feira, fevereiro 07, 2008

A NOSSA HISTÓRIA - (VI)

A TERRA ALBICASTRENSE ATRAVÉS DOS TEMPOS 


SEM COMENTÁRIOS!
O Albicastrense

Castelo Branco na História XIV

(Continuação do número anterior)

Pouco tempo depois da guerra peninsular, que terminou com a derrota dos exércitos franceses, a cidade de Castelo Branco veio a conhecer novos dias de miséria e de luto com as lutas politicas iniciadas em 1820, que culminaram com a guerra civil à qual puseram termo a vitoria dos liberais e a convenção de Évora Monte em 1834.
Os habitantes suportaram, como todo o pais durante esses catorze anos, os malefícios resultantes das constantes lutas que se travaram entre as duas facções antagónicas em que se dividiram os portugueses.
O embate das novas ideias liberais, disseminadas pelos exércitos franceses, com as do sistema político tradicional, originou turvos ódios e ignominiosas retaliações. Em 13 de Maio de 1834 o major Madureira entrou em Castelo Branco comandando um força do exército liberal e tomou posse do governo da cidade em nome da rainha D. Maria II.
Em 18 de Setembro de 1836 a guarnição militar e os habitantes de Castelo Branco, reunidos na Praça Velha, juraram fidelidade à constituição de 1822 posta em vigor por um golpe de estado. Em 17 de Julho de 1837 pronunciaram-se nesta cidade, proclamaram a constituição de 1826, o batalhão de infantaria nº 12 e o regimento de cavalaria nº 3, que constituíam a guarnição militar à qual tinha vindo juntar-se o regimento de cavalaria nº 4.
No dia 26 de Agosto de 1840 deu-se em Castelo Branco um pronunciamento militar, que fracassou, contra o ministério do conde de Bonfim. Em 1844 em 1846 e em 1847 ocorreram na cidade vários episódios das lutas entre os partidos políticos que constantemente se digladiavam.
Após uma calamitosa crise alimentícia nos anos de 1856 e 1857, a cidade voltou a desfrutar a tranquilidade propícia ao seu desenvolvimento. Em 16 de Agosto de 1858 foi inaugurada uma linha telegráfica de Abrantes a Castelo Branco e em 24 de Dezembro de 1860 inaugurou-se na cidade a iluminação pública.
No dia 14 de Julho de 1889 (Domingo) às 18 horas entrou pela primeira vez na estação de Castelo Branco uma locomotiva a vapor (a nº 135), facto que motivou vibrantes e calorosas manifestações de regozijo da população da cidade.

14/103

PS. O texto é apresentado nesta página, tal qual foi escrito na época.
Publicado no antigo jornal Beira Baixa em 1951
Autor.
M. Tavares dos Santos

O Albicastrense

quarta-feira, fevereiro 06, 2008

EXPOSIÇÃO - "Expressões"

Aníbal Jorge

Na sala da Nora do Cine – Teatro Avenida está patente ao público, uma exposição de Aníbal Jorge, que gostaria de aqui dar a conhecer aos albicastrenses.
Não vou aqui dizer quem é Aníbal Jorge … Se quiser saber quem é este artista! Vá visitar esta exposição e fique a conhecer a obra deste Argentino que actualmente reside e trabalha na nossa região.
Os desenhos de Aníbal Jorge são todos eles de personalidades dos mais diversos quadrantes, ali podemos ver os Retratos feitos a lápis de Rosa Mota, Carlos Lopes, Mário Soares, José Afonso e muitos outros.

Levante o seu rabo da cadeira, e vá até lá… pois o autor merece bem a sua visita.

O Albicastrense

terça-feira, fevereiro 05, 2008

CARNAVAL EM CASTELO BRANCO - 2008


Para esquecer as mágoas de 2007 e aquelas que nos esperam para 2008. Aqui ficam duas imagens do Carnaval de Castelo Branco.

Atenção não vale babarem-se para as meninas.

O Albicastrense

segunda-feira, fevereiro 04, 2008

TOPONÍMIA ALBICASTRENSE - (XVI)


Ruas da Minha Cidade
Dos muitos nomes de pessoas que constam nas placas toponímicas da nossa cidade, este será seguramente um dos que pouco, ou nada, dizem aos albicastrenses.
A rua que aqui trago desta vez, situa-se na zona histórica da nossa cidade. 
Esta rua, é uma transversal entre as ruas João Carlos Abrunhosa e Santa Maria, e tem o seu início ou fim consoante se suba ou desça, nas traseiras do tribunal de Castelo Branco. 
O pavimento desta rua, foi recentemente mudado pela nossa autarquia, pena é que as casas ali existentes não tenham tido a mesma sorte.
A placa toponímica, diz apenas: “Rua Mousinho Magro” muito pouco para que os albicastrenses possam saber quem foi este homem, de quem se sabe aliás muito pouco. 
Anteriormente, esta rua teve vários nomes, entre os quais destaco um que ainda hoje é recordado pelos mais velhos, ” Rua dos Jasmins”.

Quem foi
Gaspar Mouzinho Magro?
Gaspar Mouzinho Magro: Nasceu em Castelo Branco na primeira metade do século XVII, filho de um casal de Albicastrenses, António Magro Mouzinho e Isabel Pires.
Desempenhou em Castelo Branco, (sua terra natal) vários lugares importantes, entre os quais o de Procurador às cortes em 1669. 
Casou com Catarina Vilela Leitão, deste casamento não houve filhos. 
Talvez por isso e também por ser homem possuidor de avultados bens, institui "uma capela na igreja Santa Maria cuja administração confiou, por disposição testamentária, à confraria de Nossa Senhora do Rosário, para que, com o seu rendimento, se distribuíssem dotes às raparigas "pobres, casadoiras, de boa vida e costumes". 
Gaspar Mouzinho Magro faleceu em Castelo Branco a 29 de Abril de 1685. 
Está sepultado no convento de Santo António. 
Fez testamento e instituiu capela na igreja de Santa Maria, com missa quotidiana.

(alguns dados da disposição testamentaria de Gaspar Mouzinho Magro)
(1) Não tendo descendência do seu casamento com D. Catarina Vilela Leitão e possuindo avultados bens, instituiu uma capela na igreja de Santa Maria, cuja administração confiou à Confraria de Nossa Senhora do Rosário (por disposição testamentária de 29.8.1684 e codicilio de 28.4.1685) para do seu rendimento se distribuírem dotes a 5 raparigas pobres daquela freguesia, que fossem casadoiras, de boa vida e costumes mas sem raça de cristãos-novos... A pedido dos mordomos da dita Confraria, a importância de 12000 réis, correspondente a cada dote, foi aumentada para 24000 réis por breve pontifício de 7.5.1803, com o fundamento Gaspar Mouzinho anexou esta capela às duas instituídas por seus irmãos, Jorge e D. Emerenciana Mouzinho, que haviam deixado do mesmo modo todos os bens à Confraria de Nossa Senhora do Rosário. ”Desembargo do Paço-Beira”. 
Gaspar Mouzinho Magro nomeia por herdeira e testamenteira a mulher, D. Catarina Vilela Leitão, a quem deixa o usufruto dos seus bens,” ficando viúva ou casando com um homem seu igual na qualidade”. Porém, “esquecendo-se ela de quem é e de que foi minha mulher e casar com um homem que tenha parte da nação, cristão-novo por muito pouco que seja, a hei logo por dês herdada e não quero que goze nem possua cousa alguma minha um só instante”, passando então tudo a ser administrado pelos mordomos de Nª Sª do Rosário. Aqui se manifesta o espírito intolerante deste ilustre benemérito, mas D. Catarina conservou-se viúva até à data do seu falecimento, em 21.9.1688.
O Albicastrense

domingo, fevereiro 03, 2008

sexta-feira, fevereiro 01, 2008

Conservação de Têxteis antigos

Alma das Gentes

Atelier

De

Conservação de Têxteis antigos

(Colchas e painéis de Castelo Branco, paramentos e outros).

Praça Municipal de Castelo Branco
1º andar loja nº 8

Horário
09.00-13.oo e das 14.30-18.00.

Telemóvel - 966335138

No seguimento de um pedido de ajuda que me foi feito em 2007 pela Sandra Carvalho, informo todos os interessados que a Sandra abriu uma pequena loja, no espaço acima mencionado.
Informo também os interessados, que a Sandra fez a sua formação nesta área no
Museu Francisco Tavares Proença Júnior.

O Albicastrense

REGISTOS PAROQUIAIS QUINHENTISTAS DE CASTELO BRANCO

ALBICASTRENSES QUINHENTISTAS  A revista Estudos de Castelo Branco publicou entre 1962 e 1969, um trabalho de Manuel da Silva Castelo Br...