segunda-feira, dezembro 29, 2008

ALBICASTRENSES ILUSTRES - XII


JOÃO HENRIQUES DE PAIVA
Filho do famigerado medico albicastrense Manuel Joaquim Henrique de Paiva e ele mesmo distinto medico, nasceu em Castelo Branco em fins de do século XVIII. Formou-se pela Universidade de Coimbra.
Traduziu do latim reflexões acerca da doutrina de Brown do Dr. João Pedro Frank, para servir de continuação á obra de seu pai, “Pratica medica browniana“, publicou a tradução em 1803. Faleceu em Belém (Lisboa) em 1833. Por excepção possui a Biblioteca de Castelo Branco a tradução que este Paiva (e não o Manuel Joaquim Henriques de Paiva, como dizem alguns biógrafos) fez do livro de Frits Compendio de enfermidades venéreas, em dois volumes, dicção de 1802.
Muito pouco se sabe de João Henriques de Paiva, no entanto sabemos que descendia de uma das mais importantes famílias da nossa região durante os séculos XVII e XVIII. Seu pai Manuel Joaquim Henrique de Paiva ilustre medico, foi destituído de todos os seus cargos e honras por ter demonstrado simpatias por Napoleão, mais tarde viria foi reintegrado de todos os cargos e honras, no entanto preferiu ir para o Brasil onde morreu em 1819.
O Albicastrense

Fogueira de Natal




NATAL EM CASTELO BRANCO
Para os muitos albicastrenses emigrados por esse mundo fora, aqui ficam algumas fotografias do que resta da fogueira de natal frente à Igreja de São Miguel da nossa cidade.
Fotografias tiradas hoje, dia 29 de Dezembro de 2008.

O Albicastrense

domingo, dezembro 28, 2008

Tiras Humoristicas



Bigodes e Companhia galhofam com a entrevista do nosso presidente, sobre os dinheiros do orçamento Camarário para o ano de 2009.

O Albicastrense

sexta-feira, dezembro 26, 2008

A NOSSA HISTÓRIA - (XVII)

           A TERRA ALBICASTRENSE ATRAVÉS DOS TEMPOS

No dia 8 de Maio de 1805, o Príncipe regente, D. João, que viria a ficar conhecido com D. João IV, autorizou a construção do cemitério de Castelo Branco, as obras deste cemitério foram pagas com o rendimento proveniente das portagens e dos baldios que se situavam no limite da cidade e seu termo, que fossem obtidos durante cinco anos.
Castelo Branco terá sido uma das primeiras cidades do pais a possuir um cemitério, o qual foi construindo nos terrenos que se situavam, na parte de traz da Igreja de São Miguel da Sé.

O Albicastrense

Devesa - " Docas" !?



Nos últimos tempos ao folhearmos os jornais da nossa cidade, é muito comum encontrarmos títulos como estes;
Presépio nas Docas, Concerto Nas Docas, Ranchos Nas Docas, Festa Nas Docas, Teatro nas Docas e por ai adiante.
Aos padrinhos deste baptismo completamente descabido e destrambelhado, gostaria de lembrar o que diz o dicionário da língua Portuguesa sobre o significado da palavra docas;

DOCAS : Parte de um porto, rodeada de cais, onde se abrigam os navios e onde tomam ou deixam carga; estaleiro; dique.
Ora que eu saiba, neste espaço não existe nem nunca existiu nenhuma das situações descritas no dicionário da língua Portuguesa. Aos patrocinadores do novo nome, (Docas) gostaria de recordar o seguinte; Este local tinha e tem por nome se a memória não me engana; DEVESA
No mesmo dicionário encontramos o significado da palavra DEVESA.

DEVESA : Coutada; alameda que delimita um terreno; mata cercada; tapada; souto quinta murada.
Para os mais esquecidos, gostaria de lembrara que o nome de “DEVEZA” como na altura se escrevia, consta em actas camarárias da autarquia albicastrense, pelo menos desde de 1655. “A deveza ia nesses tempos desde a actual rua Tenente Valadim, até ao lugar a que hoje designamos por cansado“.
Hoje encontra-se reduzida ao espaço, que todos nós conhecemos.
Não percebo, nem consigo compreender, esta nova ideia de alterar tudo o que pertence, ou cheira ao nosso passado… ontem mudou-se uma praça, hoje muda-se um largo, amanhã derruba-se uma velha avenida.
Como se não bastasse… até os velhos nomes começam a ser substituídos por outros que nada nos dizem, nem nada têm a ver connosco.
Perante tantas mudanças:

1º Proponho desde já que após a finalização da obras na Praça Postiguinho de Valadares, a mesma se comece a chamar; Praça com vista para o mar da PT.
2º Proponho ainda que após a finalização das obras no Largo de S. João, o mesmo se comece a chamar; Largo com vista para o oceano dos subúrbios.
3º Para terminar estes baptismos, proponho que o nome de Castelo Branco, (pois o nome não retrata a realidade actual da cidade e está demasiado absorvido pelos seus quase 800 anos de história),
Se comece a chamar; Castelo Branco Dos Oceanos.
Aos padrinhos pelo rebaptismo da Devesa, aqui ficam as sugestões para as próximas cerimónias !!!
PS - Meus caros padrinhos não esperem por mim… pois ás Festas, Casamentos, e Baptizados só vão os convidados.
O Albicastrense

segunda-feira, dezembro 22, 2008

Castelo Branco na História - XLIV

(Continuação)
A quinta ou horta ajardinada ocupava um terreno de forma quadrangular, com a superfície de 4.300 metros quadrados. O aceso à horta era feito pelo passadiço de comunicação com o jardim e por uma elegante porta férrea que permitia a entrada directa pela antiga rua da Corredoura. A horta era limitada do lado da rua, que lhe fica ao Poente, por um muro de alvenaria que tinha o seu inicio no passadiço e terminava na igreja do convento da Graça.
Do lado do Nascente contornava a horta uma sebe de cedros e dos lados do Norte e do Sul renques de loureiros aparados e entrelaçados formavam os outros lados do rectângulo. Estes logradouros estavam divididos em dezasseis talhões regulares formados por cindo ruas paralelas longitudinais, com a orientação Ponte Nascente, cruzadas com outras cinco , também paralelas, orientadas na direcção Norte-Sul. A rua principal, mais largo, tinha o eu eixo em coincidência com o da porta férrea da rua da Corredoura e, no meio, um largo circulo com bancos de cantaria. Os talhões eram contornados por sebes de buxo, murta e loureiro, tendo nos ângulos arbustos das mesmas espécies recortados em formas piramidais.
Nas extremidades das ruas transversais sobressaiam altos ciprestes. Do lado do norte da porta férrea existia uma grande latada de videiras apoiada em esteios de ferro. Sob a latada estava um tanque de cantaria e uma nora que o abastecia de água. Do lado sul existia outra nora circundada de cedros que formavam um caramanchão. No canto junto do passadiço havia um tanque de cantaria onde desaguavam dois aquedutos, um dos quais conduzia a água da nora próxima e o outro, passando sob a Rua da Corredoura, trazia a água do tanque grande do jardim que era abastecida pela Cascata de Moisés.
Em 1934, sendo presidente da Câmara Municipal o Dr. António Pinto Castelo Branco e vereador do pelouro dos jardins o Capitão de Infantaria João da Silva Caio, foi a horta ajardinada convertida em parque moderno com a supressão completa dos antigos talhões, ruas, arvores e arbustos.
O parque foi delineado no gosto inglês e construído sob a direcção dos técnicos e floricultores portuenses da firma Moreira da Silva e Filhos.

Continua.
PS . O texto é apresentado nesta página, tal qual foi escrito na época.
Publicado no antigo jornal Beira Baixa em 1951
Autor. Manuel Tavares dos Santos
O Albicastrense

sábado, dezembro 20, 2008

HOMENS DA MINHA CIDADE



O JUCA

"Morreu na passada terça-feira"

Este homem natural de Castelo Branco, jogou durante várias épocas no Benfica de Castelo Branco,(talvez os melhores anos do Benfica).
Juca, foi jogador do Benfica de Castelo Branco entre os finais da década de 50 e a década de 60, (?) na altura teria eu pouco mais de 10 anos, no entanto ainda hoje, me consigo recordar da postura deste homem em campo.
Era um daqueles jogadores, que deixavam tudo o que tinham e que não tinham em campo, bem diferentes de muitos dos jogadores de hoje.
Não vou aqui fazer o elogio fúnebre deste Albicastrense, nem escarrapachar o seu historial de jogador, pois o meu objectivo não é esse, porém como albicastrense chocou-me o que me foi contado por pessoas que estiveram no funeral na passada quarta-feira.
Esperava-se que a bandeira do Benfica de Castelo Branco, cobrisse a urna deste homem, estranhamente!!! Nem bandeira... nem a presença dos actuais directores, este homem mereceu.
Eu sei que os actuais responsáveis, não são obrigados a saber o historial do clube… mas que raio!!! não houve ninguém que informasse os actuais dirigentes do falecimento do Juca.
É costume dizer-se que santos da casa não fazem milagres… mais uma vez assim aconteceu na nossa cidade.
São casos como estes, que nos levam muitas vezes a perguntar a nós próprios… será que se o falecido em vez do Juca, fosse um qualquer carola ou beato de prestigio mais que duvidoso, as ausências se teriam dado!?
Responda quem souber ou quiser, pois este albicastrense não encontra palavras para este desleixo.

O Albicastrense

HERÓIS DE CARNE E OSSO - (II)

EM  ESPANHA, 3.912 PROFISSIONAIS DE  SAÚDE ESTÃO CONTAMINADOS. 23-03-2020 Oitenta e dois médicos e mais de oitenta enfermeiros estão ...