sábado, fevereiro 07, 2009

PIAS DE SÃO BARTOLOMEU


Por vezes, ainda me consigo surpreender com determinadas notícias que diariamente temos oportunidade de ler na nossa imprensa. Vem a propósito a notícia que aqui ponho à disposição dos visitantes deste blog e que foi publicada no jornal Reconquista desta semana.
Perante esta barbaridade… só me apetece perguntar, se é este o pais que queremos para nós e para os nossos filhos?
Podemos ser povo…
Podemos ter quase novecentos anos de história…
Podemos estar integrados na comunidade europeia…
Podemos até gabar-nos de tudo e mais alguma coisa

Porém… o dia a dia mostra-nos através destes miseráveis factos aquilo que somos.
O Albicastrense

Tiras Humoristicas


Bigodes e Companhia

Brincam com a chegada de mais alguns milhões de euros, para obras na nossa cidade.

O Albicastrenses

quarta-feira, fevereiro 04, 2009

A NOSSA HISTÓRIA - (XVIII)


A TERRA ALBICASTRENSE ATRAVÉS DOS TEMPOS
D. Sebastião, escrevendo uma carta à Câmara de Castelo Branco em 17 Setembro de 1570, diz-lhe, entre outras coisas, que em quanto ao ordenado, que a Câmara pedia se desse a um mestre de gramática à custa das rendas do concelho, como se dava por uma provisão de El. Rei D. João III, não podia ser, porque este dinheiro está novamente aplicado para a fortificação dos lugares portos do mar que é causa que cumpre muito ao meu serviço, e
É caso para dizer, quereis um professor de gramática... então arranjem dinheiro e paguem-lhe.

PS - Este texto está escrito tal como foi veio a público em 1888 no jornal “Correio da Beira”.
O Albicastrense

terça-feira, fevereiro 03, 2009

A NOSSA CIDADE



CENTROS COMERCIAIS
COVEIROS DO COMÉRCIO TRADICIONAL
EM
CASTELO BRANCO !?
Pediu – me um anónimo que me pronunciasse, sobre os Centros Comercias construídos na nossa cidade, e dos malefícios que estas áreas comerciais provocaram no comércio tradicional da nossa cidade. Dizia ainda este anónimo que já tinha colocado o problema ao presidente da autarquia albicastrense, mas que ele não quis saber de nada… A questão colocada por este albicastrense, não é de análise fácil para mim, e também não é daquelas em que possamos lançar duas ou três postas de pescada e depois sairmos dela como se nada fosse connosco.
Como albicastrense que nasceu em Castelo Branco, e que procede de uma família que habita há mais de 400 anos na cidade… família que ao longo desse tempo passou por epidemias, invasões francesas, revoluções e contra revoluções e que vive desde sempre na nossa bonita cidade, não posso nem devo ficar indiferente a esta nova onda que invadiu Castelo Branco, e que está a aniquilar apressadamente o nosso comércio tradicional. A nossa cidade foi invadida por uma onda de grandes proporções, que pouco a pouco vai engolindo um sector que durante muitos anos foi pedra fundamental no seu desenvolvimento. A questão a colocar no caso da nossa cidade… é saber-se se toda esta enxurrada não poderia ter sido evitado ou minimizado, para que os estragos fossem o mais reduzido possível? Tenho para mim… que a nossa autarquia, abriu a torneira que tornou possível este Tsunami de proporções incontornáveis, ao permitir a construção de superfícies de forma completamente destrambelhada e incontrolada. Ontem abriu-se um hipermercado, hoje um centro comercial, amanhã um Fórum, depois de amanhã um Alegrete... sem se olhar ao redor para ver quais os malefícios que tal política de aberturas iriam causar no comércio tradicional da nossa cidade. Não se pense porém… que as culpas pertencem totalmente aos responsáveis da autarquia albicastrense! Seria um erro crasso pensar-se que as culpas pertencem sempre ao vizinho do lado. Muitos dos pequenos comerciantessão culpadospor terem parado no tempo… permitindo desse modo que as grandes superfícies todas elas embelezadas, os tramassem à primeira investida. Outros “são culpados” por se terem metido dentro das suas próprias conchas… pensado que a onda dos centros comerciais era passageira e que brevemente tudo voltaria á normalidade. Outros "são vítimas” dos seus fracos recursos económicos, que não lhes permite ou permitiu sequer sonhar ou pensar em modernizações, ou alindamentos nos seus estabelecimentos comerciais. Depois de portas deitadas abaixo… qual a solução para os pequenos e médios comerciantes que ainda não se afogaram nesta onda de mar bravio!?
O Nosso presidente diz frequentemente que “Castelo Branco é hoje uma cidade moderna virada para o futuro”.
É esta afirmação verdadeira? Tenho para mim que tem muito de verdade… porém, as coisas não são assim tão simples! Castelo Branco sofreu entre os anos trinta e cinquenta do século passado, grandes modificações. Todavia nos cinquenta anos seguintes, ficou-se a olhar para o que se tinha feito nos anos anteriores, ou seja… a pasmaceira instalou-se na nossa autarquia durante quase cinquenta anos, (salvo raras excepções).
Com a entrada de Joaquim Morão na autarquia albicastrense, a cidade sofre novo abanão e começam as transformações: Na devesa, no passeio verde, na zona da Sé, em algumas das ruas do centro da nossa cidade. Na Zona Histórica da cidade, fazem-se pela primeira vez obras após… quase cinquenta anos de abandono e desleixo! Constrói-se uma biblioteca de raiz, (a minha obra preferida) o velho parque da cidade é metamorfoseado de parque amplo e modernista! (que me desculpe o presidente, mas o velho parque tinha muito mais encanto), as velhas praças da cidade são requalificadas com parques de estacionamento subterrâneos, (em alguma cidades tira-se o transito do centro da cidade, em Castelo Branco faz-se o contrario). Porém as transformações são extensivas às rotundas, vias circulatórias à volta da cidade e ainda a muitas outras. Porém nem tudo são rosas nestas modificações, muitas das zonas renovadas são hoje espaços “quase” vazios do comércio tradicional e de pessoas… e quando digo ”quase” é porque felizmente alguns comerciantes ainda se vão aguentando heroicamente.
O caminho para mudar este estado de coisas não é fácil! No entanto a nossa autarquia pode e deve ter um papel importante neste trilho, depois da zona histórica da cidade e das ruas do centro da cidade estarem compostas, deveria a autarquia albicastrense apoiar e incentivar os proprietários dos prédios ai situados, a restaurá-los de forma a tornar possível que estes espaços se tornassem espaços de encontro e reencontro de albicastrenses com o comércio tradicional da sua cidade, (como aliás se vez em Abrantes).
Para terminar, voltava às palavras do nosso presidente; “
Castelo Branco é hoje uma cidade moderna virada para o futuro”. Tem razão senhor presidente… agora torna-se necessário colocar pessoas e comércio tradicional nesses espaços renovados, pois se assim não for… ficar-se-á com a ideia que as obras foram feitas para ser vistas e não para servirem os albicastrenses.
O Albicastrense

domingo, fevereiro 01, 2009

Imagens a não esquecer...


CASTELO BRANCO NO TEMPO.
(Autor desconhecido)
O Albicastrense

ALBICASTRENSES ILUSTRES - XIII

SIMÃO DA SILVA
Nasceu em Castelo Branco na segunda metade do século XV, e terá falecido em 1512 ou 1513. De Simão da Silva muito pouco se sabe… sabe-se, que mandou construir em Castelo Branco a Igreja que todos nós conhecemos por Igreja de Santo António (Antiga Igreja da Misericórdia Velha).
Numa pedra de granito assente no seu pavimento sob o arco da capela-mor, existe uma inscrição onde é possível ler-se o seguinte:
“Esta capela foi mandada fazer por Simão da Silva h…. da Índia e mandoulha fazer Anna Correia sua testamenteira á custa dos seus legados que manda os faça em seu testamento”.
Sabe-se ainda, que Simão da Silva foi escolhido por D. Fernando no início do século XVI, para ser seu embaixador ao reino de Manicongo.
Damião de Góis refere-se a este fidalgo, na sua crónica do Felicíssimo D. Manuel, narrando o facto de haver sido enviado como embaixador ao rei de Manicongo, (1) capitaneando cinco navios onde eram transportados ricos presentes do rei português e sendo portador de seguinte credencial:
“Nós, D. Manuel, Rei de Portugal, etc., enviamos a vós, Simão da Silva, fidalgo da nossa casa, pessoa de que muito confiamos e a quem, por nos ter muito bem e fielmente servido, temos boa vontade, o qual escolhemos para vos enviar, por o termos conhecido por esforçado e de muita fidelidade e que vos dará de si boa conta… Muito vos rogamos que o ouçais e lhe deis inteira fé e crença em tudo o que de nossa parte vos disser e falar, assim como o fareis se por nós fosse dito e falado e em muito prazer o receberemos de vós, e nós esperamos em Nosso Senhor que da ida do dito Simão da Silva vós recebais muito prazer e contentamento e que em todas vossa coisas o acheis assim bom e verdadeiro servidor, como nós nas nossas e em todo o nosso serviço o temos achado, porque por isso o escolhemos para vo-lo enviar e muito vos rogamos que pois prouve a Nosso Senhor que por Sua misericórdia vos alumiar..."
Presume-se que Simão da Silva tenha falecido nesta embaixada por volta de (1513/1513)
Os dados que consegui encontra sobre Simão da Silva, são poucos… no entanto através deles é possível percebermos que este homem terá sido uma personagem muito importante na sua época, pois se assim não fosse não mereceria a confiança de D. Fernando.

(1) - Reino do Congo ou Império do Congo O foi um reino africano localizado no sudoeste da África no território que hoje corresponde ao noroeste de Angola, a Cabinda, à República do Congo, à parte ocidental da República Democrática do Congo e à parte centro sul do Gabão. O império era governado por um monarca, o manicongo, consistia de nove províncias e três reinos (Ngoy, Kakongo e Loango), mas a sua área de influência estendia-se também aos estados limítrofes, tais como Ndongo, Matamba, Kassanje e Kissama. A capital era M'Banza Kongo (cidade do Congo), rebatizada São Salvador do Congo após os primeiros contactos com os portugueses e a conversão do manicongo ao catolicismo no século XVI; renomeada de volta para Mbanza-Kongo em 1975.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
O Albicastrense

HERÓIS DE CARNE E OSSO - (II)

EM  ESPANHA, 3.912 PROFISSIONAIS DE  SAÚDE ESTÃO CONTAMINADOS. 23-03-2020 Oitenta e dois médicos e mais de oitenta enfermeiros estão ...