quinta-feira, abril 30, 2009

COISAS DA MINHA CIDADE


O jornal “reconquista” publicou esta semana a notícia que aqui transcrevo.
A Câmara de Castelo Branco vai instalar no Centro Cívico da cidade, um novo espaço relvado que substituirá parte do passeio em pedra ai existente. A ideia é dar uma imagem mais acolhedora ao espaço intervencionado pelo Polis. Consideramos que com a colocação desse relvado de cerca de 600 metros quadrados, a zona central fica mais acolhedora, mais bonita e ficará com um design mais moderno e funcional”. A colocação da relva vai arrancar a curto prazo.
“ Consideramos que com a colocação desse relvado, a zona fica mais bonita e com um design mais moderno e funcional!...”
Meus amigos se tivesse lido esta notícia e não fosse habitante de Castelo Branco, pensaria ao lê-la que estava perante uma boa iniciativa da autarquia albicastrense. Como assim não acontece, só posso estranhar... como é que ontem estava tudo bem!…(quem criticou as obras feitas anteriormente neste espaço, foi acusado de ser anti-albicastrense), e que de repente se chegue á conclusão, que afinal é necessário colocar 600 metros de relva para dar ao local um ar “mais moderno e funcional”.
Não me vou alargar em comentários sobre este remendão, uma vez que entendo que tudo o que ali for feito, será sempre para melhorar a tristeza que por ali mora. Lembraria apenas os autarcas da nossa cidade, que
de futuro é preciso que quem nos governa, desça do pedestal e ouça aqueles que o elegeram, porque senão estarão a governar para o boneco meus amigos
O albicastrense

quarta-feira, abril 29, 2009

BIGODES E COMPANHIA.


-- Bigodes, a nossa cidade está numa correria tão acelerada, que dá ideia que se prepara para participar numa maratona de modernização descontrolada.
-- Pois… já cá faltava a má-língua do meu amigo Companhia!…
-- Má-língua Bigodes!? Apenas constato que quanto maior é a velocidade, mais estragos pode fazer o despiste.
-- Olha para este albicastrense despistado.
-- Que raio queres tu dizer Bigodes!?
-- Companhia tal como tu acabaste de dizer, apenas constato que de despistes tu és o maior!… pelas minhas contas já arrasaste pelo menos com meia dúzia de carrinhos.
-- Ora… não desconverses Bigodes, pois tu sabes muito bem, que eu sei que tu sabes do que estou a falar.
-- Já cá faltavam os trocadilhos meu amigo.
-- Bigodes, agora mudando de palestra…  já reparaste que o teu presidente é figura de proa semanalmente nos jornais da nossa cidade?
-- E com toda a justiça!… Pois, o homem farta-se de andar de obra para obra, para que os trabalhos caminhem o mais depressa possível.
-- Mas o teu primeiro, é presidente da nossa autarquia ou fiscal das obras que decorrem na nossa cidade?
-- Sabes o que te diga meu amigo… se a inveja matasse há muito que estavas encovado.
-- Olha para este!… Então agora já não podemos opinar sobre as correrias do nosso primeiro, sem que sejamos acusados de invejosos.
-- Companhia quem te conheça que te compre.
Bigodes, para Companhia.
-- Companhia como albicastrense atento ao que se passa na nossa cidade, que tens tu a dizer-me sobre os esplêndidos jarrões, que o nosso presidente mandou colocar no largo de S. João?
-- O primeiro é um génio.
-- Companhia estou espantado com esta tua concordância!…
-- Não sei porquê Bigodes!…
-- Ó homem… tu estás sempre no contra!… e agora estás ai numa de sim senhor.
-- Bigodes agora quem não está a compreender nada sou eu!…
-- Vamos por partes Companhia… quem é o génio afinal?
-- O teu presidente Bigodes…
-- Olha para este!… Companhia quando a esmola é grande o pobre desconfia.
-- Pronto eu confesso!… dias quando me entornei na tasca do Zé do Canto, onde pensas tu que despejei o que tinha bebido a mais!?
-- Companhia não quer acreditar que tenhas vomitado para dentro de um daqueles grandiosos jarrões.
-- Bigodes, até parece que não me conheces!
Eu era incapaz de fazer tal coisa…  apenas evacuei o que tinha absorvido a mais…
-- Hoje estás intragável meu amigo, vamos mas é beber o nosso branquinho na tasca do Zé do Canto.
-- Só um Bigodes!? Vamos antes beber dois ou três.
Bigodes e Companhia

segunda-feira, abril 27, 2009

A NOSSA VELHA MURALHA




A Velha Senhora

Após anos e anos de destruição, a velha muralha ergue-se e volta a mostrar-se aos albicastrense. Durante muitos anos os nossos antepassados tiveram como passatempo, a destruição deste nosso património!…
Felizmente o bom senso voltou às mentes dos albicastrenses e dos responsáveis autárquicos da nossa cidade. Metro a metro, a velha senhora vai-se recompondo dos maletas causadas pelos albicastrenses do passado, tornando-se numas das nossas maiores preciosidades do presente, e uma aposta segura para o futuro.

Aos responsáveis por este belíssimo trabalho, o albicastrense só dizer bem-haja… e pedir que a recuperação da velha muralha, continue por muitos e muitos mais metros.

O Albicastrense

domingo, abril 26, 2009

CASTELO BRANCO NA HISTÓRIA E NA ARTE - ( L )


IGREJA DA MISERICORDIA VELHA – (3)

(Continuação).

O Prior Manuel de Vasconcelos era também natural de Castelo Branco. Faleceu em Torres Vedras em 13 de Agosto de 1647, legando à Misericórdia da sua terra, por testamento feito naquela vila em 6 de Agosto do mesmo ano, toda a sua avultada fortuna, então avaliada em 50 contos.
No testamento impôs este benemérito, à Misericórdia a obrigação de construir e sustentar, na Praça Velha defronte da cadeia, uma capela para que os detidos pudessem assistir à missa. Não é conhecido o primitivo estatuto ou compromisso da Misericórdia. Em 1596 a Irmandade pediu a aprovação de um novo compromisso elaborado nos moldes do da Misericórdia de Lisboa instituída pela Rainha D. Leonor em 1498. Por alvará de 16 de Junho de 1596, do rei D. Filipe I, a Irmandade obteve a solicitada aprovação.
Em 1632 efectuou-se a reforma do compromisso, introduzindo-se-lhe as alterações que haviam sido feitas no dia da Misericórdia de Lisboa por ordem do Rei D. Filipe III. Desde os primeiros tempos da sua existência, a administração da Misericórdia nem sempre primou pelo zelo e pela honestidade: as suas numerosas propriedades distinguiam-se das outras pelo seu estado de abandono e pala incúria que revelavam. À medida que os bens da Misericórdia aumentavam mais se evidenciavam os abusos e os desmazelos.
A ambição e a falta de escrúpulos de alguns mesários eram causa de subornos e desinteligências nas eleições da Mesa. Para por cobro a tais anomalias a Irmandade fez, em 1610, a seguinte petição ao Rei D. Filipe II de Portugal e III de Espanha.
“Dizem os irmãos da Santa casa da Misericórdia da vila de Castelo Branco que Vossa Majestade mandou oferecer certidão autêntica da Misericórdia da cidade de Coimbra para se saber como se fazia a eleição, por despacho posto no cimo da perdição fôlha primeira, a que se referem folhas 3º verso e por ela consta fazer-se a eleição por escritos em vasos, os de maior condição em um e os outros de menor em outro: e destes um menino vai tirando os eleitos, ao quais, tomando juramento, elegem Provedor e Irmãos que aquele ano hão-de servir; e é costume santo e bom e por ele se evitam muitos subornos e escândalos que de se fazer doutro modo procedem a na Misericórdia da dita vila de Castelo Branco são mui contínuos e deles se espera grandes dúvidas e dissensões pelos subornos serem mui descobertos e antigos.
Pedem a Vossa Majestade, por serviço de Nosso Senhor, que lhes faça mercê mandar passar provisão para que a dita eleição, daqui para diante, se faça por escritos em vasos e deles por um menino se tirem os eleitos como se faz na cidade de Coimbra e outras partes e ser muito serviço de Deus e de Vossa Majestade e utilidade e quietação da dita Irmandade.”
(Continua)

PS. O texto é apresentado nesta página, tal qual foi escrito na época.
Publicado no antigo jornal "Beira Baixa" em 1951
Autor. Manuel Tavares dos Santos.O Albicastrense

sexta-feira, abril 24, 2009

25 DE ABRIL DE 2009


O FUTURO

Isto vai meus amigos isto vai
um passo atrás são sempre dois em frente
e um povo verdadeiro não se trai
não quer gente mais gente que outra gente.

Isto vai meus amigos isto vai
o que é preciso é ter sempre presente
que o presente é um tempo que se vai
e o futuro é o tempo resistente.

Depois da tempestade há a bonança
que é verde como a cor que tem a esperança
quando a agua de Abril nós cai.

O que é preciso é termos confiança
se fizermos da Maio a nossa lança
isto vai meus amigos isto vai.

(José Carlos Ary dos Santos)
O Albicastrense

quinta-feira, abril 23, 2009

LARGO DE SÃO JOÃO



OS JARRÕES DA DISCÓRDIA
Conforme prometido, fui ontem ao largo de S. João para ver a recente florestação ali plantada. Palavra que fiquei sem pio perante tal espectáculo… a sensação com que fiquei, é que estava perante um tabuleiro de damas, em que o largo era o tabuleiro e os jarrões monstruosos, as peças para podermos jogar. Que me desculpem os responsáveis por este arranjo tão mal enjeitado, mas se o mau gosto fosse punido, estes pobres senhores há muito tempo que estariam a fazer arranjos por bandas bem distantes.
É costume dizer-se que: “A emenda é pior que o soneto” pois também desta vez assim aconteceu!... se a emenda era para corrigir a falta de arvoredo que neste largo fazia e faz falta, (coisa que nunca ninguém se atreveu a reclamar) o soneto, (perdão…), os jarrões desajeitados ali colocados, são uma solução completamente insuportável para este pobre largo. Perante tal estapafúrdia solução encontrada para tapar a burrice da falta de arvoredo neste largo, este albicastrense só pode desejar aos responsáveis por esta feiíssima solução encontrada, que de futuro ouçam mais os seus concidadãos quando da feitura de novas obras.
O Albicastrense

quarta-feira, abril 22, 2009

A VERDADE DOS FACTOS



Existem dois assuntos sobre os quais tenho alguma alergia em falar. A guerra do antigo ultramar onde estive entre 1973/75 e o museu Francisco Tavares Proença onde trabalhei entre 1976/2003.
Se no que diz respeito à guerra do ultramar a hipersensibilidade está mais ou menos justificada, em relação ao nosso museu ela é justificada pelo facto de ali ter trabalhado vinte e sete anos, e não gostar de discutir os assuntos desta grande instituição albicastrense na praça pública.
As afirmações da actual directora do nosso museu ao jornal “povodabeira” da passada terça-feira, obrigam-me a meter a alergia na gaveta, e vir a público repor a verdade, pois se não o fizesse seria conivente com o que ali vem escrito.
Diz a actual directora: ”Que acredita que o museu possa registar um total de 20 mil visitantes em 2009” e acrescenta: ”Se conseguirmos atingir este número, que foi ultrapassado apenas uma vez, na altura em que António Salvado foi director, posso considerar que será um recorde
Quanto aos 20 mil visitantes que a actual directora do nosso museu espera conseguir receber em 2009, este albicastrense só pode desejar muito êxito nesse objectivo, e acrescentar que ficará muito satisfeito com o êxito alcançado pelos trabalhadores do museu.
Quanto ao número de 20 mil visitantes que diz ter sito ultrapassado apenas uma vez!… Só posso contar aqui uma história, (que aliás já aqui contei). Na década de 80 fui convidado a fazer uma intervenção num congresso da União dos Sindicados do Distrito de Castelo Branco, que se realizava na Covilhã. A intervenção tinha por fim dar a conhecer o trabalho cultural, desenvolvido pelas várias entidades culturais da nossa cidade.
Como não me sentia capaz para fazer esta intervenção, declinei o convite dando no entanto alguns dados sobre o trabalho cultural desenvolvido pelo museu, assim como o número de visitantes nos vários anos da década de 80.
Curiosamente ainda hoje tenho na memória os números que então dei á pessoa que fez a intervenção sobre esta área! … Cerca de 50.000 tinha sido o número de visitantes, que o nosso museu tinha tido no ano anterior ao do congresso da U.S.C.B.
Posso igualmente dizer que durante toda a década de 80, o número de visitantes foi sempre muito superior aos tais 20 mil que a senhora directora diz querer atingir para este ano de 2009.
Não se pense porém, que este número de visitantes foi filho do acaso!… foi antes o resultado de um trabalho iniciado em 1975, que produziu na década de 80 resultados que tornaram o museu Francisco Tavares Proença júnior, um dos museus mais prestigiados do nosso pais na referida década.
Era costume dizer-se;
"Que vir a Castelo Branco e não visitar o nosso museu, era como ir a Roma e não ver o Papa".
Para demonstrar que falo verdade… lembrava aqui as filas e filas de autocarros á porta do museu nos fins-de-semana, das visitas das turmas da disciplina de história das escolas da nossa cidade, (e não só), das muitas exposições que traziam centenas e centenas de visitantes ao museu, dos concertos, das palestras, do teatro, por fim das visitas á Escola Oficina de Bordados de Castelo Branco, (quando a Oficina Escola de Bordados, ainda era “A” Oficina Escola de Bordados…).
Muito mais poderia acrescentar sobre a década de 80, porém fico-me por aqui… lançando apenas uma pergunta.
Será necessário esquecer ou omitir parte de um passado recente, para podermos demonstrar ou valorizar nosso trabalho?

Responda quem souber e quiser.

O Albicastrense

CHAMINÉS DA TERRA ALBICASTRENSE - "A NOSSA LINDINHA"

  CONTRA VENTOS E TROVOADAS Alguns foram aqueles que no início da polémica da chaminé da antiga fabrica da cortiça, aqui expressaram,...