terça-feira, junho 16, 2009

CURIOSIDADES DO PASSADO


NOTÍCIAS DE OUTROS TEMPOS·
(407 anos depois)
DR. ANDRÉ ESTEVES
No dia 14 de Junho de 1602, vítima de um terrível surdo de peste, veio a falecer em Castelo Branco, o médico André Esteves. O Dr. André Esteves, que combateu esta doença, endémica, durante dois anos, acabou por ser uma das vítimas do contágio letal, vindo a morrer em consequência desta perigosa enfermidade, que grassava na região e contra qual tanto lutou denodadamente, fez testamenteiro um sobrinho, Baltazar Leitão.
Foi sepultado no convento de Santo António, tendo-se incorporado no préstito fúnebre, toda a população albicastrense, morreu no seu posto, como um verdadeiro herói.
Alguns dados sobre André Esteves
O doutor André Esteves, morou numa casa situada na Rua dos Passarinhos, local onde a sua mulher, (Ana Leonel), dá à luz uma menina, baptizada com o nome de Ângela, pelo vigário e reitor da igreja de Santa Maria do Castelo.
Acabado o seu triénio, volta de novo para o Fundão. Aqui se mantém, desde 1581 e por mais uma dezena de anos, nascendo-lhe uma filha (Justina) e um filho (António) baptizados, respectivamente na igreja de S. Martinho. Entretanto, vaga um dos partidos de medicina em C. Branco e, convidado para o preencher, ali regressa com o ordenado de 30 000 réis por ano, que lhe é confirmado por alvará de Filipe I (Lisboa, 10.12.1594).

O Albicastrense

sexta-feira, junho 12, 2009

EFEMÉRIDES MUNICIPAIS - XVIII


(Continuação)A rubrica Efemérides Municipais foi publicada entre Janeiro de 1936 e Março de 1937, no jornal “A Era Nova”. Transitou para o Jornal “A Beira Baixa” em Abril de 1937, e ali foi publicada até Dezembro de 1940. A mudança de um para outro jornal deu-se derivada à extinção do primeiro. António Ribeiro Cardoso, “ARC” foi o autor desde belíssimo trabalho de investigação, que lhe deve ter tirado o sono, muitas e muitas vezes.

O texto está escrito, tal como foi escrito e publicado em 1937.
Os comentários do autor estão aqui na sua totalidade.
Comentário do autor: Em sessão de 2 de Fevereiro de 1781 foi presente á Câmara uma carta do Visconde de Vila Nova de Cerveira, datada de 16 de Janeiro, comunicando a morte da Rainha Mãe, D. Maria Vitória. A Câmara, informada do facto, imediatamente resolveu;
Acta de 1781: “Que se apregoasse logo pellas ruas publicas deste cidade; para que todas as pessoas della botassem luto tres meses rigorozo e ters meses aliviado de forma que completacem sies mezes advertindo àqueles que fossem pobres que não tenham com que possão vestirçe todos de luto se lhes premite de poderem satisfazer a dita obrigação com algum sinal de fumo ou diviza preta, e toda o que o não fizer sera condenado em sinco tostões pagos da cadeya em que estarão outo dias, e que no dia que se determinar se avizará toda a nobreza e povo por pregão para hirem a sistir à celebração das Exezequias que se fizerem debaixo da msema para os que faltarem; pois sendo todo este Reyno tão obrigado a Serenissima Senhora Raynha defunda em razão se ser tão amante dos seus vassalos além das suas Excelentes virtudes morais e politicas deviam todos os Povos e pincipalmente os desta Cidade e termo pella distinta honrra que nos fez no feliz Reynado de Seu Augusto Marido de eregir de novo em cidade esta que antigamente era villa notavel concorrer para o justo sentimento de tão consideravel e relevante perda para o que ainda consideramos ser muito deminutta toda a demonstrassão do nosso sentimento.”
Comentário do autor: Assim, “aquellas pessoas a que he”, se não eram subalternos, apanhavam vinte mil reis para o luto; se eram subalternos apanhariam menos alguma coisa, “o mesmo que estão se praticara”; se não eram pessoas a quem se houvessem de dar os “custumados lutos” tivessem paciência adquirissem o luto á sua custa. Tabem é verdade que para os pobres o luto não ficava caro. Bastava um fumo ou “deviza preta”, que se adquiria com poucos vinténs.
Até aqui ha poucos anos, Pina Manique era para todos os nossos Liberais e até para muitos que se gabavam de o não ser, a verdadeira incarnação do malfeitor, do déspota sem coroa, um homem de coração duro e inteligência curta, que se fizera notar e odiar pela perseguição a todas os espíritos que queriam libertar-se dos velhos preconceitos de uma política retrógrada.
O odioso Independente Geral da Policia da Corte e Reino não era mais nem menos do que isso e por esta razão a sua memória devia ser execrada, amaldiçoada, não se lhe levando sequer em desconto serviços relevantes da fundação da Casa Pia e do extermínio das quadrilhas que infestavam Lisboa.
A Maçonaria, com a qual Pina Manique nunca transigiu, é que ensinou a escrever a historia de uma maneira tão ... Liberal. Hoje a Historia, revista por homens probos e de talento, que se não deixaram arrastar pelo boato em letra redonda pêlos satélites dos “ iluminados”, já fez justiça a Pina Manique, homem de coração e homem de acção, que sabia providenciar e prever; que sabia castigar e premiar; que prendia os ladroes, os arruaceiros e os vadios, mas acudia ás crianças que não tinha quem olhasse por elas; que tinha pulso de ferro para manter a ordem e mão delicada para os acariciar órfãos e desprotegidos da sorte; que tinha olhos de lince para descobrir os que eram uma ameaça para a ordem constituída, mas não perseguia por ódio; que estava em Lisboa, mas nem por isso deixava de fazer sentir a sua influencia benéfica em todo o pais. Temos aqui um exemplo frisante do seu espirito de previdência, o embaixador de Espanha informou que em diversos pontos próximos da fronteira tinha aparecido uma terrível praga de gafanhotos que devastavam por complete os campos, deixando por onde passavam a miséria e a ruína da lavoura.
Pois o terrível Intendente, sem perda de um momento, oficiou aos procuradores das comarcas fronteiriças, recomendando-lhes a maior vigilância e indicando-lhes precauções a tomar.
Um dos exemplares desses ofícios foi lido em sessão da Câmara de Castelo Branco, realizada em 11 de Maio de 1781 e lia-se nele:
Acta de 1781: E como poderão já ter levantado daqueles sítios e infestado algumas terras deste Reyno, vossa mercê, logo, sem a menor perda de tempo, passará pessoalmente e averiguar em todas as terras da sua jurisdição e sítios mais vizinhos da raya se com effeito tem passado para este Reyn gafanhotos e existindo em algumas dellas vossa mercê dará aquellas providencias que parecerem necessárias e se tem dado em outros semelhantes casos, mandando em primeiro logar tapar os poços e fontes com portas á custa dos bens do concelho para que não possam infeccionar as aguas e seguir-se algum contagio nos Povos, havendo toda a cautela com aquellas pessoas que forem tirar agua, para que os não deixem abertos. Convocará vossa mercê as Camaras e os moradores das mesmas terras, para que juntos todos sem excepção de pessoas alguma, vão aos sítios onde elles estiverem, e mandará queimar matos sobre elles antes que possam levantar voo, ou apanha-los em mantas ou toldos para os enterrarem em covas que para isso mandara abrir nos mesmos sítios para desta forma se poder extinguir semelhante praga antes que arruínem as searas e causem mayores prejuisos, dando-me vossa mercê logo parte de tudo o que achar com certesa pello mesmo correyo portador desta para que eu o fazer presente a Sua Majestade e a mesma Senhora poder dar as mais providencias que forem necessárias e esse respeito. E para as averiguações que vossa mercê deve fazer convocara lavradores e homens peritos que tenhão todo o conhecimento das mesmas terras, para poderem melhor explorar os sítios por onde poderão estar a fazer creaçao, mandando-me de tudo um auto por vossa mercê e pellos peritos assignado com a parte que der do que achar. O que vossa mercê assim executará com toda a actividade e zelo por ser mui objecto tão interessante ao Estado e ao público.
Deus Guarde a Vossa Mercê – Lisboa, 3 de Mayo de 1781 – Diogo Ignacio de Pina Manique.
Comentário do autor: Nada escapava ao terrível Intendente. Ordens precisas, claras, o que era preciso fazer para salvar as searas e acautelar a saúde publica, para destruir a praga e evitar que se reproduzisse. E para não haver demora, num tempo em que não havia telégrafo, nem comboios, nem automóveis, vem um correio de propósito e manda que por este mesmo se lhe de conta de tudo o que haja, para Sua Majestade “poder dar as providencias que forem necessárias a este respeito”. Se fosse mais “Liberal”, era capaz de receber a informação do embaixador espanhol e deitar-se dormir.
(Continua)
PsMais uma vez informe os leitores, dos postes, “Efemérides Municipais” que o que acabou de ler é uma transcrição fiel do que saiu em 1937. Modificar, emendar ou alterar estes artigos seria na minha perspectiva um insulto ao seu autor.
O Albicastrense

quinta-feira, junho 11, 2009

PEQUENAS COISAS - II



SINAL VERMELHO
O velho tanque já foi limpo, porém, o sistema mecânico que deveria fazer correr a água, deve ter falecido de ferrugem derivado ao abandono a que foi sujeito ao longo dos últimos anos. Como o sinal vermelho funcionou no velho tanque, (embora só pela metade), aqui fica outra situação que merece a atenção de quem dirige os destinos da nossa autarquia.
Na zona do Largo de S. João, a rua o largo e os passeios foram arranjados, no entanto os suportes de granito das pobres laranjeiras, continuam como nos tempos do abandono, (uma autentica desgraça).
Os pobres sustentáculos de granito que amparam as laranjeiras, estão como as fotografias documentam! A que bem poderíamos designar, “de porca miséria”.
Aos responsáveis por este sector na nossa autarquia, lançava aqui uma provocação! Meus senhores aquele espaço ficaria bem mais bonito, com os suportes das laranjeiras devidamente compostos. Os moradores da zona, (e não só), agradeceriam esse concerto e as laranjeiras contactadas por “Bigodes e Companhia”, propuseram-se a deixar de dar laranjas azedinhas e a começar a dar laranjinhas bem mais docinhas.

O Albicastrense

segunda-feira, junho 08, 2009

BORDADOS DE CASTELO BRANCO



A NOSSA MAIOR RIQUEZA
A pedido de alguns visitantes aqui ficam algumas fotografias de bordados de Castelo Branco

O Albicastrense

sábado, junho 06, 2009

PRAÇA POSTIGUINHO DE VALADARES


Segundo o jornal “A Reconquista” está para breve a conclusão das obras na Praça Postiguinho de Valadares.
Não sei qual a importância gasta pela nossa autarquia nestas obras, porém, seja qual for essa importância, o resultado é francamente positivo, podendo até dizer-se que a Praça Postiguinho de Valadares de hoje nada tem a ver com o velho largo de ontem.
No entanto há coisas, que por mais que pense e volta a pensar não consigo compreender. A nossa autarquia gastou, (e vai continuar a gastar segundo o presidente), uma barrica de massa no local para recuperar alguns metros da nossa velha muralha, no entanto, vai continuar a permitir que no final da muralha agora recuperada, continue a existir uma marquise e uma casa de banho, (chapadas a cimento), como aliás se pode ver nas fotografias tirada por mim no local.
A única explicação que consigo encontrar para este autêntico absurdo é que nossa autarquia se estará a preparar para tornar esta “espécie” WC privado… em WC público! …
Ou seja, os visitantes que ali se deslocarem podem (através de uma porta que possivelmente irá ser feita nesses anexos) fazer as suas “mijinhas e os seus cocós” bem no cimo da nossa velha muralha!
Agora mais a sério… Eu sei que o mamarracho da “PT” que ali tinha residência, assim como estes acessórios, foram construídos no tempo em que os inquilinos na nossa autarquia eram outros, estando portanto os actuais isentos dessa responsabilidade.
No entanto a continuidade desta “espécie de WC”, (ainda para mais quando a casa está desabitada), é um fechar de olhos perante esta verdadeira malfeitoria e uma autêntica calhoada, nas obras agora realizadas na Praça Postiguinho de Valadares.
Meus senhores… Vamos lá ter imaginação! Se conseguiram derrear parte do mamarracho existente na praça, mais facilmente mandam às urtigas, estes dispensáveis anexos.
Os albicastrenses agradecem e a velha muralha deixa de estar disponível para as “mijinhas e cocós” de uns tantos.




O Albicastrense

quarta-feira, junho 03, 2009

CASTELO BRANCO NA HISTÓRIA E NA ARTE - (LIII)

Monumentos de Castelo Branco
IGREJA DA MISERICÓRDIA VELHA – (6)

(Continuação).
Certifico que o Sr. Luís de Sousa Brandão, Provedor da Santa Casa de Misericórdia da Vila de Castelo Branco, por via do Sr. Marcos Gil Frazão e dos irmãos da Mesa, deste presente ano, encomendaram se fizesse para a Santa Casa o Santo Sudário e indo-se desta cidade o Sr. Marcos Gil Frazão, irmão actual dos 12 da Mesa, me deixou encarregado fizesse e continuasse esta obra de piedade: o que fiz e por assistir à devoção da dita Irmandade e a servir, como devo, como irmão infinito dela, pedi ao Dr. João...(ilegível), Prior da Paróquia Igreja de S. Tomé desta cidade de Lisboa me quisesse fazer mercê (por ser muito afecto e devoto das ditas Religiosas) de me tocar e medir este Santo Sudário com o milagroso (ou verdadeiro) que esta no dito mosteiro da Madre de Deus desta cidade, e em que os moradores dela tem a devoção que a todos é notória, e ele, Padre Prior, mandou vir o Santo Sudário ao Convento da Madre de Deus e mo tornou a remeter, dizendo-me que não somente se tocara naquele Santo e verdadeiro do dito Convento mas que por uma noite inteira esteve junto e embrulhado com ele com muitas orações e lagrimas das Santas e Veneráveis Religiosas do dito Convento, que o mesmo aconteceu já com o Santo Sudário que esta na cidade de Turim, corte dos Duques de Sabóia e Príncipes de Piemonte com o que nele mandou tocara Cristianíssima Infanta de Portugal, história bem sabida: que sendo o verdadeiro Santo Sudário o que estava na cidade de Turim, saíram ambos em tal forma (por milagre) que hoje não e sabe qual o primeiro e verdadeiro, se o que ficou e Turim se o que esta no mosteiro da Madre de Deus desta cidade de Lisboa.
“Todas estas diligencias que fiz e respeito que me deu o Reverendo Prior de S. Tomé desta cidade, juro passarem na verdade pelo juramento dos Santos Evangelhos e pelo Hábito de Christus que professo”.
Lisboa, 9 de Janeiro de 1662. Miguel Achioly da Fonseca Castelo Branco.
(Continua)
PS. O texto é apresentado nesta página, tal qual foi escrito na época.
Publicado no antigo jornal "Beira Baixa" em 1951
Autor. Manuel Tavares dos Santos.
O Albicastrense

segunda-feira, junho 01, 2009

COMENTÁRIOS - I



Os comentários deixados pelos visitantes neste blog, são para mim algo de fundamental… no dia em que eles deixarem de aparecer é sinal que o blog deixou de fazer sentido, ou que se afastou dos objectivos traçados inicialmente. Os comentários são portanto uma pedra basilar, para que este ou qualquer blog possa existir.
Ultimamente apercebi-me que certos comentários aqui deixados mereceriam, muito mais que a pequena caixa dos comentários onde são colocados. A partir de hoje, “O Albicastrense”, irá prestar homenagem aos visitantes que fazem esses comentários, transformando-os em postes de forma a dar-lhe o correspondente destaque.
O título dos postes terá sempre o nome ou apelido que o visitante deixou no seu comentário. Iniciava este tipo de postes, com dois comentários aqui deixados pelo “Kenny
no dia 29 de Maio.
Quinta-feira, Fevereiro 19, 2009
Poste “Obras na minha cidade
Kenny disse…
Eu só sei que quando soube que tinham restaurado o miradouro sorri, tantas eram as memórias que tinha de tal local. Imaginei uma nova pintura e um jardim bem tratado. Nada mais. Reservei um dia dos poucos que ainda consigo passar em Castelo Branco para ir ao miradouro, peguei na namorada e fui, para nos recordarmos de anos passados, num miradouro restaurado. Fiquei, no mínimo, transtornado. Não fiquei nem 10 minutos no miradouro e preferi admirar a parte velha da cidade. O miradouro antigo fascinava-me. Lembro-me de quando era pequeno... a primeira vez que lá fui. A minha irmã levou-me, eu tropecei e caí num dos lagos que havia e diverti-me imenso! O miradouro sempre teve grande valor sentimental para mim e agora só na minha memória vai poder revisita-lo. Podiam ser uns arcos azuis idiotas, uns laguitos / fontes de água suja e vegetação selvagem, mas para mim era um espaço mágico. A cidade está a ficar cheia de jardins de "betão"!

Sexta-feira, Maio 15, 2009
Poste “Opinião"
Kenny disse…
Devo expressar-me aqui. Não sou albicastrense, mas vivo na cidade há já bastantes anos e orgulho-me de a considerar "a minha cidade". Houve mudanças na cidade que simplesmente adorei. A quinta das laranjeiras, onde foi criado um parque infantil, o fórum que criou imensos empregos, as novas vias de trânsito que rodeiam a cidade e que permitem uma excelente circulação, o centro da cidade desenhado para pedestres... Mas nem tudo está excelente. O parque da cidade era para mim um santuário com todo o seu arvoredo. Agora parece um descampado. A zona das docas e o antigo passeio verde também poderia ter mais árvores, ou árvores que fornecessem boas sombras. A última coisa que me deixou bastante desiludido foi o miradouro. Não sei se já lá foram, ou se lá iam anteriormente. O miradouro estava num estado de abandono, mas era um espaço mágico, com as suas fontes, bancos e espesso arvoredo. Desafio os leitores a ir agora visitar este local. Não está assim tão mau, mas sinceramente acho que um simples jardineiro teria bastado para tornar o miradouro num lugar resplandecente. Por falar em miradouro, fui lá atraído pela reconstrução da muralha norte, um projecto que desconhecia. Parece ir no bom caminho. Acho que se precisam de árvores e sombras em Castelo Branco. E talvez a restauração de alguma da parte velha da cidade. Obrigado a quem leu até aqui e ao autor deste blog, que eu desconhecia, e que já muito me ensinou sobre a cidade nos poucos posts que li.

PS. Ao Kenny… O meu bem-haja, por estes dois comentários.
O Albicastrense

CHAMINÉS DA TERRA ALBICASTRENSE - "A NOSSA LINDINHA"

  CONTRA VENTOS E TROVOADAS Alguns foram aqueles que no início da polémica da chaminé da antiga fabrica da cortiça, aqui expressaram,...