domingo, abril 11, 2010

O CENTENÁRIO DE UMA INSTITUIÇÃO


DEBATE…
O Museu comemora no próximo dia 17 cem anos de existência, cem anos, em que houve algumas alegrias e muitas tristezas, porém, hoje não quero aqui desenrolar o pergaminho do passado, mas antes dar a possibilidade aos visitantes do blogue, “O Albicastrense” de escreverem aqui a sua opinião sobre o passado, o presente e do futuro do museu, prometendo que depois também eu o farei.
Recentemente disse aqui, que os albicastrenses são seres, ”Submissos e obedientes”, como ninguém me desmentiu, confesso que fiquei com a ideia que “talvez” tenha razão!
Para que assim não seja, mendigo aos visitantes do blogue, (principalmente aos albicastrenses) que deixem as suas opiniões, sobre estes cem anos e sobre as comemorações, que começaram em Janeiro e vão terminar em Dezembro.
As opiniões dos visitantes, poderão ser depois colocadas como postes no blogue, para que possam ser discutidas por todos nós. Finalizo dizendo, que a melhor forma de ajudar o nosso museu, não é ficar de bico calado e deixando para os outros, que opinem por nós sobre este e outros assuntos. Opine e não deixe que este albicastrense tenha razão, quando diz que os albicastrenses preferem que os outros decidam por todos nós.
PS. O apogeu das comemorações será no dia 17, e conta com a presença da Ministra da Cultura.
O albicastrense

sábado, abril 10, 2010

VELHOS CAFÉS DA MINHA CIDADE

CAFÉ CARIOCA
O Café Carioca fechou portas em 2009, com ele finou-se um pouco da história da Rua da Figueira.
Segundo informações recolhidas por mim, este velho café terá sido inaugurado na década de 40 do século passado.
O seu nome deve-se ao nome do seu primeiro proprietário; “Joaquim Carioca”. Não sei ao certo o tempo que Joaquim Carioca esteve à frente deste pequeno café, sei porém, que o trespassou ao Amoroso e ao Martins, (cunhados um do outro) e que depois o Amoroso o deixou nas mãos do Martins.
O Martins manteve este velho café aberto durante muitos anos, porém, o tempo e o descuido fez com que o velho café fosse ficando cada vez mais um local descuidado, o que veio a dar no seu encerramento.
Num pequeno placar, colocado à porta do café, e onde antigamente se expunha o menu do dia, (pois ali também se servia comida caseira), é ainda possível ler-se um pequeno papel que diz o seguinte; “Fechado para obras”.
Obras que segundo dizem, não irão acontecer. Com este encerramento, acaba uma das especialidades que ali era possível saborear; o branquinho traçado, com uma casca de limão e uma folha de hortelão, (uma delicia meus amigos).
É apenas um velho café! Dirão alguns… talvez seja verdade, porém, este albicastrense já tem saudades dos belos branquinho, (bem fresquinhos) com limão e hortelão que ali bebeu.
O Albicastrense

sexta-feira, abril 09, 2010

DO BAÚ DO PASSADO, PRÓ BOLG.

579 ANOS DEPOIS
No dia 2 de Abril de 1431, foi construído, em Castelo Branco, a Albergaria de Santa Eulália, situada na Rua dos Ferreiros, entre a Porta da Vila e a Rua do Postiguinho de Valadares.
Esta Albergaria estava equipada com camas e uma cozinha, a fim de facultar aos viajantes, dormidas, comida, agua e luz, durante três dias. Dava ainda pousada aos peregrinos, devotos e penitentes, que seguiam as Rotas de São Tiago de Compostela, Guadalupe, São Vicente do Algarve e outros lugares de piedade romagem.
Dava ainda guarida aos doentes, aos leprosos (para o que tinha anexa uma Gafaria) e aos desamparados da sorte. Tanto a Capela, como o Morgadio, foram decaindo, até que foram extintos e liquidados em 1866.
PS. A recolha dos dados históricos é de José Dias. A compilação é de Gil Reis e foram publicados no Jornal ”A Reconquista
O albicastrense

quarta-feira, abril 07, 2010

TIRAS HUMORÍSTICAS - 61

GARRA - II
Bigodes e Companhia comentam as declarações de Luís Garra, ao jornal “Reconquista”.
O albicastrense

MUSEU DE FRANCISCO TAVARES PROENÇA JÚNIOR - VI

Tal como prometi, aqui ficam mais algumas páginas da história do museu entre os anos de 1910 e 1961.

UM PEQUENO COMENTÁRIO
SOBRE OS PRIMEIROS ANOS DO NOSSO MUSEU
(Continuação)
Tal como disse no poste anterior, o museu irá manter-se nas instalações do Governo Civil, até inícios da década de setenta do século XX.
António Elias Garcia, irá manter-se como director entre 1930 e 1959. António Forte Salvado, em entrevista dada ao jornal reconquista de 29 de Julho de 1985, diz entre outras coisas o seguinte sobre esse tempo;
Durante esse tempo, ele será sem qualquer dúvida a alma do museu. 
Em 1959, falece Elias Garcia, com ele morre o museu”. Procurei em antigos jornais da nossa cidade, informações sobre esses vinte e nove anos, porém, por mais que procurasse encontrei apenas duas notícias e um artigo de opinião, e mesmo essas pouco ou nada dizem sobre o museu.
A falta de notícias sobre o museu desses tempos, impede-nos de saber como terão corrido esses anos. É também durante esse tempo, que se começa a alvitrar-se a ideia de nova mudança de instalações, pois as duas pequenas salas em que o museu estava instalado, não davam praticamente para nada. Havia quem alvitrasse, a ideia de que o museu deveria mudar-se para a Domus Municipalis, outros defendiam o velho edifício do Paço Episcopal, e muitos outros a construção de um edifício de raiz para esse fim.
- Em relação à Domus Municipalis, tudo ficou sem efeito, pois após as obras de restauro, o edifício foi ocupado por várias repartições públicas da nossa cidade.
- Quanto ao edifício do Paço Episcopal, as prioridades na altura para esse edifício eram outras. Na década de 50 existia na nossa cidade, um forte movimento que pretendia a restauração da diocese de Castelo Branco, (o que não se veio a conseguir) por isso, o museu teria que procurar poiso por outras bandas.
- Restava a construção de um edifício de raiz, para instalar o museu.
E aqui a coisa parecia ter pernas para andar, a
Fundação Calouste Gulbenkian, chegou a oferecer mil contos para esse projecto, o local para a construção, chegou a estar mais ou menos apontado, porém, para espanto de muita gente, a coisa morreu antes de nascer.
Com esse desinteresse e com a morte de Elias Garcia em 1959, morre o museu, tal como disse António Salvado na entrevista citada por mim.
Sobre o projecto de construção de um edifício de raiz para museu, falarei no próximo posts.
(Continua)
Notícias sobre o museu publicadas em antigos jornais da nossa cidade, no tempo em que o museu estava instalado no edifício do Governo Civil.
O Albicastrense

terça-feira, abril 06, 2010

Pedição "EM DEFESA O MUSEU NACIONAL DE ARQUEOLOGIA"

Destinatário: Ministério da Cultura
Quando há cerca de um ano o anterior Governo colocou a hipótese da transferência do Museu Nacional de Arqueologia (MNA) para a Cordoaria nacional, o seu Grupo de Amigos (GAMNA) chamou logo a atenção para os riscos inerentes, dos quais o mais importante é o da segurança geotécnica do local e do próprio edificado da Cordoaria, para aí se poderem albergar as colecções do Museu Nacional português com colecções mais volumosas e com o maior número de peças classificadas como “tesouros nacionais”. Após as últimas eleições pareceu ser traçado um caminho que permitia encarar com seriedade esta intenção política. A ministra da Cultura afirmou à imprensa que fora pedido ao Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) um parecer acerca das referidas condições geotécnicas e que seria feito projecto de arquitectura coerente, respeitador tanto da Cordoaria Nacional como do programa do Museu. Ao mesmo tempo garantiu que esse complexo seria totalmente afecto ao MNA, sem a instalação antecipada de outros serviços no local. Sendo assim, deixaria também de ser necessário alienar espaços do MNA nos Jerónimos, a título de garantia da ocupação antecipada da Cordoaria. Causa, pois, profunda estranheza a sucessão de acontecimentos das últimas semanas, os quais vão ao ponto de comprometer ou até inviabilizar a continuidade da gestão do Director do Museu, que nos cumpre elogiar pelo dinamismo que lhe conseguiu imprimir e de cujos interesses se constitui, perante todos nós, em legítimo garante. O estudo tranquilizador que se dizia ter sido pedido ao LNEC, deu afinal lugar a parecer meramente pessoal do técnico convidado para o efeito. O GAMNA, encomendou estudo alternativo, que vai em sentido contrário. O Director do Museu recolheu, ele próprio, outros pareceres, dos mais reputados especialistas da área da engenharia sísmica, que igualmente corroboram e ampliam as preocupações existentes. É agora óbvia a necessidade da realização de um programa de sondagens e de verificações in loco, devidamente controlado por entidade idónea, de modo a poder definir com rigor a situação da Cordoaria em matéria de riscos sísmicos, maremoto, efeito de maré, inundação e infiltração de águas salgadas. A recente tragédia ocorrida na Madeira, onde se perdeu quase por completo o acervo do Museu do Açúcar, devido a inundação, aí está para nos lembrar como não pode haver facilidade e ligeireza neste tipo de decisões. Enquanto não estiver garantida a segurança geotécnica da instalação do MNA na Cordoaria Nacional, importa manter todas as condições de operacionalidade do Museu nos Jerónimos. Neste sentido consideramos intolerável a alienação pretendida da “torre oca” a curto prazo, até porque uma tal opção iria comprometer definitivamente qualquer hipótese futura de regressar a planos de remodelação e ampliação do MNA nos Jerónimos, conforme foi a opção consistente de sucessivos Governos, até há dois anos. O MNA merece todo o respeito e não pode ser considerado como mero estorvo num local onde aparentemente se quer fazer um novo Museu. O poder político não pode actuar ignorando os pareceres técnicos qualificados e agindo contra o sentimento de todos os que amam o património e os museus. Apelamos ao bom senso do Governo, afirmando desde já a nossa disposição para apoiar o GAMNA na adopção de todas as medidas cívicas e legais necessárias para que seja defendida, como merece, a instituição mais do que centenária fundada pelo Doutor Leite de Vasconcelos, o antigo “museu do homem português” e actual Museu Nacional de Arqueologia.
Lisboa, em 29 de Março de 2010.
O Albicastrense

domingo, abril 04, 2010

CASTELO BRANCO NA HISTÓRIA E NA ARTE - LXVII



MONUMENTOS DE CASTELO BRANCO

QUARTEL NA DEVESA - III

(Continuação)
De 1911 a 1917 passou o quartel a ser a sede do 2º Batalhão do Regimento de Infantaria nº 21 e do 7º Grupo de Metralhadoras. De 1915 a 1917 também se alojou ali o 3º Esquadrão do Regimento de Cavalaria n º 7.
No período decorrido entre 1917 e 1926 esteve instalado no quartel o Regimento de Obuzes de Campanha. Nos anos de 1926 a 1927 esteve ali aquartelado o Regimento de Cavalaria nº 11 e de 1927 a 1939 o Regimento da Cavalaria n º 6. No ano de 1939 voltou a ser a sede do Regimento de Cavalaria nº 8, conservando-se assim até à actualidade.
Na parada principal do quartel ressalta, na parede do edifício do lado sul, uma fita de betão em releve com a seguinte inscrição: “Dulce et decorum est pro Patria mori”. A tradução deste verso, extraído das Odes de Horácio, é a seguinte:
È doce e belo morrer pela Pátria” Sob a fita de betão há quatro lápides a saber: A primeira contém a relação das unidades que tem estado ali aquarteladas. Segundo esta relação, o Regimento de Cavalaria nº 8 do Príncipe Real esteve ali alojado desde 1844 até 1911 mas a verdade é que desde 10 de Dezembro de 1868 até 4 de Outubro de 1869 o Regimento teve o nº 7 e só foi denominado do Príncipe Real em 1891, deixando de ter esta designação em 6 de Outubro de 1910.
A segunda lápide, datada de 11 de Novembro de 1920, tem a seguinte legenda: “Aos mortos da Grande Guerra 1914-1918”. Nela figura a lista dos mortos do Regimento de Cavalaria nº 11 com a indicação dos postos, nomes, naturalidades, datas e causas da morte. As outras duas lápides dizem respeito ao Regimento de Obuzes de Campanha. Uma, com a legenda “Honra”, refere-se às condecorações com as quais foram agraciadas as diferentes baterias; e a outra com a legenda “Gloria”, tem inscritos os postos, números e nomes dos mortos, na França, na Alemanha, e África, (1ª Guerra Mundial de 1914-1918).
Com o prosseguimento da modernização de Castelo Branco prevê-se num futuro não muito longínquo, a demolição do conjunto de edifícios e a construção de um novo quartel nos terrenos suburbanos.
Para Manuel Tavares dos Santos, a história deste aquartelamento terminou em 1958, (altura em que o seu livro; "Castelo Branco na História e na Arte" foi editado, porém, a história deste quartel não terminou aqui, ele irá continuar a existir até inícios da década de 80 do século XX. Aos dados recolhidos por Tavares dos Santos, alguém se encarregará de juntar os anos que vão de 1958/1980, altura em que deixou de ser quartel e ficou ao abandono.
A previsão de Manuel Tavares dos Santos em relação à demolição do quartel, veio a realizar-se, (em parte) não para se fazer um mais moderno como ele esperava, mas antes, porque se tornou desnecessário a sua existência na nossa cidade.
PS. O texto é apresentado nesta página, tal qual foi escrito na época.
Publicado no antigo jornal "Beira Baixa" em 1951. Autor; Manuel Tavares dos Santos.
O albicastrense

CHAMINÉS DA TERRA ALBICASTRENSE - "A NOSSA LINDINHA"

  CONTRA VENTOS E TROVOADAS Alguns foram aqueles que no início da polémica da chaminé da antiga fabrica da cortiça, aqui expressaram,...