sexta-feira, abril 30, 2010

PRIMEIRO DE MAIO


MAIO, MADURO MAIO

(JOSÉ AFONSO)

Maio maduro Maio, quem te pintou?
Quem te quebrou o encanto, nunca te amou.
Raiava o sol já no Sul.
E uma falua vinha lá de Istambul.

Sempre depois da sesta chamando as flores.
Era o dia da festa Maio de amores.
Era o dia de cantar.
E uma falua andava ao longe a varar.

Maio com meu amigo quem dera já.
Sempre no mês do trigo se cantará.
Qu'importa a fúria do mar.
Que a voz não te esmoreça vamos lutar.

Numa rua comprida El-rei pastor.
Vende o soro da vida que mata a dor.
Anda ver, Maio nasceu.
Que a voz não te esmoreça a turba rompeu.

O albicastrense

quinta-feira, abril 29, 2010

A MINHA CIDADE - 2010


A NOVA PRAÇA PEDONAL
DA
MINHA CIDADE

A praça pedonal, tantas vezes anunciada e outras tantas proclamada, está por fim concluída, (como se pode ver nas fotografias, que ilustram este posts).
Este albicastrense, confessa não ser grande admirador de praças, onde o sol nos incendeia os miolos e a chuva nos encharca os ossos. No entanto, não pode deixar de reconhecer, que este espaço está hoje mais bonito e muito mais funcional.
Lembrava no entanto, que a degradação do antigo parque, foi da inteira responsabilidade dos ocupantes que nos últimos vinte anos, (pelo menos) ocuparam a “Casa Grande” e que transformaram o dito cujo, em parque de estacionamento camarário, de classe rasca.
Deixando para trás a discussão sobre o velho parque, interessa realçar que a construção desta praça pedonal e do parque de estacionamento subterrâneo, permitiu a requalificação duma zona, que se encontrava em estado bastante degradada, sendo esta requalificação a grande virtude desta obra em meu entender.
Aos responsáveis pela requalificação de toda esta zona da nossa cidade, este albicastrense só pode dizer: bem-haja… pelo trabalho realizado.
O albicastrense

terça-feira, abril 27, 2010

PEQUENAS COISAS - V

Quarta-feira, Maio 27, 2009
SINAL VERMELHO

A partir de hoje, vou tentar colocar aqui pequenas situações do dia-a-dia da nossa cidade, situações que embora sejam invisíveis para a grande maioria dos albicastrenses, não deixam de ser incomodativas e incompreensíveis para quem mora perto delas e põe os neurónios a ferver a quem por ali passa. A primeira situação apresentada diz respeito a um pequeno jardim existente perto da Escola Superior de Educação. Na rua Faria de Vasconcelos, (Perto da Escola Superior de Educação), existe um pequeno jardim, (como as fotos mostram), que está uma autêntica calamidade! O alegado jardim, consiste num pequeno espaço ajardinado, que tem um pequeno tanque de água e alguns bancos para as pessoas se sentarem.

1º - O citado tanque está uma autêntica miséria! … Pois em vez de ter água limpa a correr, está cheio de porcaria e a pouca água existente, está podre e a cheirar mal….

2º - Os espaços onde estão situados os bancos, não têm qualquer calcetamento o que torna este espaço uma pobreza franciscana. Não deveria este espaço estar calcetado?

Uma autêntica desgraça, num local que bem merecia outra consideração por parte da nossa autarquia. Senhor presidente a culpa não será sua… mas utilizando uma expressão futebolística… é costume dizer-se, que o treinador é sempre o responsável pela equipa que dirige, se a equipa não consegue resolver estas situações só resta pedir responsabilidades aos responsáveis pelo sector. Numa altura em que a nossa autarquia faz alguns floreados aqui e ali para o “Inglês ver”, não lhe ficava mal ter alguém que olhasse para estas pequenas situações, pois elas são cada vez mais que muitas. Aos responsáveis por este sector na nossa autarquia, deixava o seguinte recado: Que tal arranjarem alguém na nossa autarquia, que regularmente percorra a cidade e tome nota destas tristes e desgraçadas situações? Terminava dizendo, por vezes mais vale zelar pelo que temos, que andar fazer festinhas onde elas por vezes não são necessárias.

UM ANO DEPOIS…

Um ano depois, o mesmo local está como as segundas fotografias demonstram. É caso para dizer, que ficar calado perante o abandono de muitos dos nossos pequenos jardins (e não só), deveria envergonhar-nos a todos. A participação cívica no dia-a-dia da nossa cidade, não é uma obrigação, mas antes um dever cívico que todos nós deveríamos acarinhar e estimular.

O albicastrense

domingo, abril 25, 2010

EFEMÉRIDES MUNICIPAIS - XXX


A rubrica Efemérides Municipais foi publicada entre Janeiro de 1936 e Março de 1937, no jornal “A Era Nova”. Transitou para o Jornal “A Beira Baixa” em Abril de 1937, e ali foi publicada até Dezembro de 1940.
A mudança de um para outro jornal deu-se derivada à extinção do primeiro. António Ribeiro Cardoso, “ARC” foi o autor desde belíssimo trabalho de investigação, que lhe deve ter tirado o sono, muitas e muitas vezes.
O texto está escrito, tal como publicado em 1937.
Os comentários do autor estão aqui na sua totalidade.
Comentário do autor: A Câmara reuniu-se de novo logo cinco dias depois, no dia 10 de Março, havia assunto importante a tratar. Nada menos do que isto:
A Câmara queria dar inteiro cumprimento “d ordem de Sua Magestade partessipada pello Meretíssimo Intendente Geral da Policia expedida em 17 de Março de 1783 (nada menos de cinco anos antes) sobre a creação dos Expostos e ia fazer tudo que fosse possível, incluindo a obrigação imposta às amas de trazerem á Câmara os referidos Expostos para se examinar o seu estado”, mas era preciso pagar-lhes então os respectivos ordenados e não havia dinheiro.
Que fazer em tais circunstâncias? Para grandes males, grandes remédios.
Acta de 1783: "E porque para a despesa da creação tinha esta Camara autoridade para fintar os Povos não só porque as Leys o permitem mas porque novamente o determinou Sua Magestade…"
Comentário do autor: Tratou-se sem mais demoras de distribuir pelas freguesias do concelho a verba necessária, e lá nos aparece outra vez Monforte na cabeça do rol com 80.000 réis, Escalos de Baixo a seguir com 33.000 réis e a sede do conselho com 30.000 réis. Também se notam entre as verbas impostas ás restantes povoações diferenças que não sabemos explicar. Assim, ao passo que Cafede tem a pagar 15.000 réis o Salgueiro paga apenas 10.000 réis e o Juncal 3.600 réis. Comparem a importância das povoações e expliquem estas diferenças, se forem capazes.
Depois da sessão de 10 de Março há um salto para 30 do mesmo mês, em que apenas se trata de nomeação de “almotaceis e a seguir há um salto maior ainda para o dia 3 de Maio.
Durante todo o mês de Abril de 1788 os vereadores, pelos jeitos, não estiveram para se ralar. Na sessão de 3 de Maio o “ Juiz pela ordenação apresentou huma carta régia” e, aberta esta, verificou-se que continha “a nova pauta dos novos vereadores e Procuradores do Concelho que hão-de servir nesta Comarca”
Os novos vereadores eram José Tudella de Castilho, António Ignacio Cardoso Frazão e José Nicolau da Costa Pegado de Figueira. O procurador do conselho era o Doutor José de Andrade Themudo.
Os novos vereadores não tiveram muita pressa em reunir-se para deliberar sobre os interesses do concelho. A primeira sessão que realizaram foi em 21 de Maio e nela, alem de resolverem que ficassem contados os alqueives e que deles saíssem os gados impreterivelmente até ao dia 24 fizeram mais isto:
Acta de 1783: "E assim mais determinarão que tirando o Escrivão deste Senado hua expata relação de todas as dividas pertencentes ao Cons.º a entregasse ao Procurador delle para que sem perda de tempo as fassa cobrar e que se notefique o Tesour.º de Cons.º para tão bem sem perda de tempo aprontar a terça de S. Majestade".
Comentário do autor: Estava bem assim. Sem dinheiro não se podia fazer nada, por isso pusesse para ali cada um e que devesse.
A sessão seguinte realizou-se no dia 31 de Maio. Nesta sessão, alem de se deliberar convocar por pregoes a Nobreza e o Povo para uma reunião a realizar no dia seguinte “para se responder a duas Provisões de Sua Majestade que se lhes proporiam”, só houve mais o seguinte:
Acta de 1783: "E logo acordarão se notificam Jacinto José da Fonseca Val Bonito, para exzebir na mão do Escrivão deste Senado no termo de vinte e quatro horas a licença que esta Câmara lhe passou para tapar certas porções de terra concelhia no citio do Torrejão por haver notissia de lhe ter passado sem as averiguações e solenidades da Ley com cominação de que não a exibindo no dito termo de haver por nullo e sem effeito e exzebindo-a se averiguará a sua validade e se lhe deferirá como for justiça".
Comentário do autor: Estava servido o Jacinto Val Bonito! A nova vereação, que não era para graças, ia mostrar-lhe que não era só tapar certas porções de terra no sítio do Torrejão. Se não exibisse a licença, ficava sem o terreno e sem o trabalho de o tapar, se a exibisse, havia de ver-se ainda…
E a convocação da Nobreza, do Povo e do Senado para o dia 1 de Junho para que foi? Lê-se a acta e fica-se sem saber nada. Foram apresentados e lidos três requerimentos dirigidos a Sua Majestade, para que a Câmara, a Nobreza e o Povo dissessem se deviam ser atendidos ou não, sendo um dos vereadores desta Cidade antecedentes, outro dos moradores do lugar de Malpica, outro do lugar da Mata; mas a acta é muda a respeito do que se pedia nos tais requerimentos.
Foram presentes, foram lidos e a Câmara, Nobreza e Povo “responderão conforme exactamente se escreveu e assinou neles”.
O escrivão Aranha deixou-nos desta vez perfeitamente às aranhas.
Comentário do autor: A sessão seguinte realizou-se no dia 15 de Julho e a respeito do que nela se passou a acta diz tudo: “E deferindo algumas pretensões houveram este Auto por findo que assinarão e, eu José Correia da Silva Aranha que…”E o amigo Aranha nem coragem teve para por mais nada adiante daquele que.
PS Mais uma vez informe os leitores dos postes, “Efemérides Municipais que o que acabou de ler é uma transcrição fiel do que saiu em 1937.
O Albicastrense

quinta-feira, abril 22, 2010

GATOS





OS MEUS ANIMAIS PREFERIDOS
O gato doméstico (Felis silvestris catus), também conhecido como gato caseiro, gato urbano ou simplesmente gato, é um animal da família dos felídeos, muito popular como animal de estimação. Ocupando o topo da cadeia alimentar, é um predador natural de diversos animais, como roedores, pássaros e lagartixas. A primeira associação com os humanos de que se tem notícia ocorreu há cerca de 9500 anos, mas a domesticação dessa espécie oriunda do continente africano[1][2] é muito mais antiga.
Seu mais antigo ancestral conhecido é o Miacis, mamífero que viveu há cerca de 40 milhões de anos, no final do período Paleoceno, e possuía o hábito de caminhar sobre os galhos das árvores. A evolução do gato deu origem ao Dinictis, espécie que já apresentava a maior parte das características presentes nos felinos atuais.
A sub-família Felinae, que agrupa os gatos domésticos, surgiu há cerca de 12 milhões de anos, expandindo-se a partir da África subsaariana até alcançar as terras do atual Egito.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre
PS. Poste para desanuviar desta crise maluca.
Fotos de Veríssimo Bispo
O albicastrense

segunda-feira, abril 19, 2010

Cerimónia Comemorativa do Centenário do Museu F.T.P.J


Estive no passado sábado, na Cerimónia Comemorativa do Centenário do Museu, cerimónia, onde tive a oportunidade de ouvir a Ministra da Cultura, o presidente do I.M.C, “Instituto dos Museus e da Conservação” e o presidente da autarquia albicastrense.
Não vou comentar aqui, o que foi dito na respectiva sessão por dois motivos:


- Em primeiro lugar, porque os jornais da cidade o irão fazer esta semana.
- Em segundo lugar, porque me tornei um tanto ou quanto alérgico, a este tipo de discursos de circunstância.


Esperava este albicastrense, que ali se murmurasse algo sobre a notícia divulgada pela Lusa, (se esperava, vou continuar a esperar) pois, o silêncio por parte da ministra da cultura, foi de ouro. Entre o que se disse e não disse, quero aqui destacar, o “recado” do presidente da autarquia albicastrense, (a quem se destinará este recado?).
Joaquim Morão não deixou para vozes alheias, o que tinha para dizer, e foi muito claro, (para quem o quis perceber). “O museu é uma instituição de prestígio e um pólo fundamental na divulgação cultural da nossa região”, e continuou, “Instituição, que eu me habituei a admirar, desde os tempos em que era presidente da Câmara de Idanha-a-Nova”. Posteriormente Joaquim Morão, terá afirmado que a Câmara terá sempre a última palavra neste assunto.
Vamos aguardar pelo próximo capítulo desta novela, para saber-mos mais alguma coisa sobre o seu enredo.
Tive a oportunidade de conhecer pessoalmente, (através de pessoa amiga), o presidente do "I.M.C." Ocasião que aproveitei para lhe perguntar (cara a cara), se a notícia veiculada pela Lusa, tinha ou não algo de verdade. Respondendo-me ele, que o que ali era dito, não correspondia à verdade! Afirmando que a única coisa que estaria em cima da mesa, (e mesmo isso, ainda não tinha acontecido), seria a disponibilidade do “I.C.M”, para falar com a autarquia albicastrense, sobre parcerias pontuais entre as duas partes. Entre o que a lusa diz, e o que diz o presidente do "I.C.M" atesta, existe uma grande discrepância, porém, como a verdade vem “quase” sempre à superfície, vamos aguardar para ver quem fala verdade, e quem está a querer enganar os albicastrenses.

O albicastrense

CHAMINÉS DA TERRA ALBICASTRENSE - "A NOSSA LINDINHA"

  CONTRA VENTOS E TROVOADAS Alguns foram aqueles que no início da polémica da chaminé da antiga fabrica da cortiça, aqui expressaram,...