segunda-feira, maio 31, 2010

DO BAÚ DO PASSADO, PRÓ BOLG.


FRANCISCO TAVARES PROENÇA JÚNIOR
127 ANOS DEPOIS
1883-2010
No dia 1 de Junho de 1883, nasceu em Lisboa na freguesia da Lapa, Francisco Tavares Proença Júnior, que foi um apaixonado pela arqueologia.
Em 10 de Abril de 1910 fundou em Castelo Branco, o Museu Municipal, o qual hoje ostenta o seu nome.
Morreu a 24 de Setembro de 1916, em La Rosiaz na Suíça.
O albicastrense

JORNADA DE LUTA DA C.G.T.P.





Para quem não esteve na jornada de luta promovida pela C. G.T.P do passado sábado, aqui ficam algumas das muitas fotografias que ali obtive.
O albicastrense

sexta-feira, maio 28, 2010

CASTELO BRANCO NA HISTÓRIA E NA ARTE - LXIX

CAPELAS E CRUZEIROS
(II)

(Continuação)
CAPELA DE S. BARTOLOMEU
Existiu no sítio da Feiteira e tinha uma mordomia que organizava uma festa anual no dia consagrado ao seu orago. Esta capela, cuja data da fundação não é conhecida, ainda se encontrava em bom estado no século XIX.
CAPELA DE S. BRÁS
Estava localizada nas proximidades do castelo. Tinha um portal no estilo do Renascimento, em arco de volta pleno sobre pilastras com capitéis muito singelos. A par destas pilastras havia outras que terminavam superiormente numa cimalheta recta cuja faixa passava tangencialmente ao fecho do arco. Sobre este fecho, a faixa tinha gravado a data de 1701 pouco perceptível, facto que induziu em erro António Roxo que, supondo que aquela data era a de 1101 da era de César ou 1063 da cristã atribuiu, na sua Monografia, a erecção da capela, aos fundadores de Castelo Branco. A data de 1710 era da reconstrução da fachada principal e da ampliação da capela absidal.
CAPELA DE S. GENS
Erguia-se no cimo de um outeiro conhecido pelo nome do mesmo santo, na serra da Cardosa. Do livro do Tombo da Comenda consta que ela ainda existia em 1753 com comprimento de 49 palmos e a largura de 21 palmos.
Em 1853, quando foi publicado o Memorial de Porfírio da Silva, apenas restava, no local da ermida, um cruzeiro de cantaria que veio a ser destruído no século XX por mero vandalismo.

CAPELA DE S. GIÃO
Situava-se nas cercanias da aldeia da Lousa, junto da ribeira de Alpreada. Do livro do Tombo da Comenda de Cristo consta que, em 1753 apenas restavam desta ermida, os alicerces das paredes.
CAPELA DE S. PEDRO
Estava situada nas proximidades do chafariz de S. Marcos, num local ocupado actualmente por casas particulares.
Na fachada da frente, voltada ao poente, possuía um alpendre sobre quatro arcos de cantaria. Alem do altar-mor havia dois altares colaterais. Contíguos à capela-mor, do lado do norte, uma sacristia com duas janelas e uma dependência para arrecadação.
Do tombo de 1620, da Misericórdia, consta que foram incorporados nos bens daquela instituição os que pertenceram à antiga Confraria de S. A irmandade de S. Pedro foi transferida para a Igreja de S. Miguel da Sé, após a demolição da capela, tendo-se dissolvido na primeira metade do século XVIII por discrepâncias suscitadas entre clérigos seculares que a constituíam.
(Continua)
PS. O texto é apresentado nesta página, tal qual foi escrito na época. Publicado no antigo jornal "Beira Baixa" em 1951. Autor; Manuel Tavares dos Santos.
O Albicastrense

TIRAS HUMORÍSTICAS - 64

BIGODES & COMPANHIA
Bigodes e Companhia comentam algumas das declarações da governadora do nosso distrito, ao jornal “povo de beira”.

O albicastrense

quarta-feira, maio 26, 2010

AMOR É ...



DECLARAÇÃO DE AMOR…
Numa altura em que o desânimo é uma “espécie” de símbolo nacional, aqui ficam duas imagens (para alegrar o tal desânimo), captadas por mim, na parede de uma velha casa situada na Praça Rei Dom José.
Ao autor desta declaração, só posso desejar que a resposta da “doce” seja muito, (mas, mesmo muito) docinha.


O nosso anónimo disse…
… por amar a liberdade, deixo livre tudo que possuo!
Se voltares é pq sp foste minha…
de contrário nunca me pertenceste…
amo-te doce!..
Luís de Camões disse…
Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer;

É um não querer mais que bem-querer;
É solitário andar por entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É cuidar que se ganha em se perder;

É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É ter com quem nos mata lealdade.

Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
Se tão contrário a si é o mesmo Amor?


O albicastrense

domingo, maio 23, 2010

EFEMÉRIDES MUNICIPAIS - XXXI


A rubrica Efemérides Municipais foi publicada entre Janeiro de 1936 e Março de 1937, no jornal “A Era Nova”. Transitou para o Jornal “A Beira Baixa” em Abril de 1937, e ali foi publicada até Dezembro de 1940.
A mudança de um para outro jornal deu-se derivada à extinção do primeiro. António Ribeiro Cardoso, “ARC” foi o autor desde belíssimo trabalho de investigação, que lhe deve ter tirado o sono, muitas e muitas vezes.
O texto está escrito, tal como publicado em 1937.
Os comentários do autor estão aqui na sua totalidade.
Comentário do autor: Na sessão da Câmara realizada em 28 de Setembro de 1788 foi apresentada a lida uma carta do Secretario de Estado dos Negócios do Reino, Visconde de Vila Nova de Cerveira, datada de 11 do mesmo mês, comunicando que nesse mesmo dia, pelas quatro horas e meia da tarde, fora “Deus servido chamar á Sua Santa Gloria o Sereníssimo Senhor Príncipe do Brazil Dom José depois de muitos e católlicos autos de fervoroza resignação”. Os vereadores fizeram o que era costume:
Acta de 1788 … determinarão que logo fizessem todas as demonstrações de sentimento do estillo, tocandoce os sinos e rellogio os dias do estillo, e que nesta Cidade e termo se fizesse publico por pregoens Editaes e ordens que todas as pessoas ponhão e tragão luto seis mezes três riguroso, e três aleviado, e que as pessoas pobres tragão ao menos hum signal de luto, em demonstração de justo sentimento que deve ser geral pela falta de huma vida a mais precioza. E aquele que faltar será castigado a arbítrio.
Comentário do autor:
Nada menos do que castigados ao arbítrio dos senhores vereadores. Não o faziam por menos. E nesta sessão não se resolveu mais nada, apesar de haver vinte e dois dias que a Câmara não dava sinal de si. A sessão seguinte realizou-se no dia 7 de Outubro e lá nos aparece o carcereiro posto na rua a logo nomeado outro, que se chamava Manuel Silvestre Patinha. Não aqueciam o lugar os carcereiros, que em regra eram bons para o verão, porque eram frescos.
Nesta sessão deliberou-se ainda que do dia doze em diante “ficassem os alqueves coutada e que no mesmo dia despejassem todos os gados os mesmos alqueves”. E mais nada. Não estavam para se ralar os bons dos vereadores. No dia 22 de Outubro tornou-se a reunir-se a Câmara e a respectiva acta reza assim: “E logo determinaram que fazendosse a obra da Esquina da rua dos Peleteiros que faz fasse à rua dos ferreiros para que no dito citio da mesma rua fique ela direita para que sem embarasso passem as sejes e carros se dê deste conselho a metade da despeza que se fizer na mesma obra”. E pronto. O escrivão Aranha não teve mais nada que dizer, a não ser que ”por haver mais que despachar ouverão este auto por findo”.
É sem importância a deliberação; mas é bom notar que se chamava dos Peleteiros a rua a que, anos depois, começaram a chamar dos Paliteiros.
Dos Peleteiros é que se chamava, por estarem nela reunidos os operários que trabalhavam em peles. Dos Paliteiros era disparate, porque a indústria de palitos nunca existiu cá na terra. E a propósito:
Um cavalheiro que morou naquela rua, monárquico até à raiz dos cabelos enquanto houve Monarquia em Portugal, fez-se republicano “histórico” logo que apareceu a Republica e, para mostrar que o seu republicanismo era de raiz, logo que se reuniram as cortês constituintes, pediu como cego e conseguiu que a citada rua se chamasse das Constituintes.
Rua das Constituintes porque? Não seria de toda a conveniência que, em homenagem, à tradição, voltasse a chamar-se-lhe Rua dos?
E logo ali ao pé temos outra. A rua que se chamava dos Ferreiros, porque de facto antigamente nela trabalhavam os operários que à indústria de ferro se dedicavam, deu-se também o nome de Rua Alfredo Keil. Porque? Só se foi porque numa casa dela se faziam ensaios de uma banda que tocava a Portuguesa, a propósito de tudo e a propósito de nada.
Voltem a chamar-lhe Rua dos Ferreiros, que assim é que está certo. É assim que está certo e é assim que ainda hoje toda a gente lhe chama.
PS. António Ribeiro Cardoso interrogava-se em 1937, sobre as mudanças de nomes de algumas das velhas ruas do Castelo.
Até parecia que ele pressentia que mais tarde ou mais cedo, estas velhas ruas voltariam aos seus nomes de origem.
Alguns anos mais tarde, (década de 50) a autarquia albicastrense decidiu que as respectivas ruas voltariam aos seus nomes de antigamente, (
a rua das Constituintes voltou a chamar-se dos Peleteiros, e a rua Alfredo Keil voltou a chamar-se dos Ferreiros).
(Continua)
PS – Mais uma vez informe os leitores dos postes, “Efemérides Municipais” que o que acabou de ler é uma transcrição fiel do que saiu em 1937.
O Albicastrense

EPIGRAFIA LUSITANO-ROMANA DO MUSEU TAVARES PROENÇA JÚNIOR.

NO TEMPO EM QUE O NOSSO MUSEU  ENGRANDECIA A TERRA ALBICASTRENSE. Em 1984 o Museu Francisco Tavares Proença editou o livro que está nesta pu...