quarta-feira, junho 30, 2010

EFEMÉRIDES MUNICIPAIS - XXXIII


A rubrica Efemérides Municipais foi publicada entre Janeiro de 1936 e Março de 1937, no jornal “A Era Nova”. Transitou para o Jornal “A Beira Baixa em Abril de 1937, e ali foi publicada até Dezembro de 1940.
A mudança de um para outro jornal deu-se derivada à extinção do primeiro. António Ribeiro Cardoso, “ARC” foi o autor desde belíssimo trabalho de investigação, que lhe deve ter tirado o sono, muitas e muitas vezes.

O texto está escrito, tal como publicado em 1937.
Os comentários do autor estão aqui na sua totalidade.
(Continuação)
A sessão seguinte realizou-se cinco dias depois, em 7 de Junho de 1789, e o que nela se passou, sendo pouco, não deixa de ser interessante. Ora façam favor de ler:
Acta de 1789: E logo sendo aprezendada huma carta precatória vinda da Correcção da Guarda para effeito desta Camara, Nobreza e Povo responder ao conhecido nela sobre hua Provisão obtida a favor dos moradores de Manteigas em que a Raynha Nossa Senhora he servida mandarmos ouvir e sendo convocada a Câmara, Nobreza e Povo por avizos e Pregoens para neste dia se juntarem e darem a sua resposta, esta se não pode effectuar no prezente dia em razão do Vereador mais velho José Tudella de Castilho juiz actual pela ordenação se achar gravemente moleste, e auzente o Vereador mais mosso José Nicolau da Costa e a mayor parte da Nobreza e Governança empedidas como tão bem a maior parte do Povo pela razão de ser este tempo de colheytas: E como na dita Provizao se encluem couzas que nescessitão de hua seria ponderação para que devem ser convocados e ouvidos na forma da mesma Regia Provizao: Detreminarão que se deferisse a dita resposta para outro dia mais cómodo em que possa juntarçe toda a Câmara, Nobreza e Povo, visto conter a mesma Provizão matéria muito considerável e de muita ponderação que deve pôr-se na presença da mesma Senhora.
Comentário do autor: O caso era este: A provisão falava de auxílio em metal sonante e esse não abundava. Responder que não, assim sem mais nem menos, parecia Amal. Então o vereador mais velho não aparece por estar gravemente doente “moleste”; o vereador mais novo ausenta-se; a maior parte da Nobreza está impedida; o Povo andava nas colheitas, e por isso fica a coisa para mais tarde, para quando estejam todos juntos. Enquanto o pau vai e vem, folgam as costas… Fartamos-nos de dar voltas às actas das sessões seguintes e não fomos capazes de encontrar uma em que tornasse a falar-se da provisão ou do auxílio a Manteigas.
Sabiam-na toda… Seguem-se agora umas tantas sessões em que se não encontra nada que interesse. Na de 18 de Junho, o “Meirinho Geral desta cidade”, que acumulava este cargo com o de “Alcaide desta Comarca”, acha que exercer os dois cargos ao mesmo tempo é de mais e por isso pede dispensa de um. É dispensado do cargo de alcaide, nomeando-se para o substituir Fernando José da Silva. Logo no dia seguinte, 19 de Junho, torna a reunir a Câmara em sessão, mas da acta só consta que “responderão a duas Informações e despacharão alguas peticones”.
E mais nada. A sessão seguinte realizou-se em 2 de Julho e nela apenas se resolve dar “Licença Geral para se acarretar o pam da folha para as lajes e Eyras”; e a licença começa a contra-se desde o domingo seguinte, que era o dia 5, deitando-se pregoes para que todos os interessados o ficassem sabendo e “para que quem ainda tiver na mesmo folha algum pam por seifar athé o dito dia”.
Na sessão imediata, que se realizou no dia 11, mandam-se deitar pregoes para quem tivesse ainda; “pam na folha por acarretar o acarretasse athe o dia quarta feira quinze do corrente que no mesmo dia se dá licença para entrar a Boyada e mais Gado na dita folha amalhandosse a coutada pellos malhoens antigos por onde sempre foy uso e custume” .
Além disse, foram avaliadas as ervagens. Dois dias depois, ou seja em 13 de Julho, há nova sessão apenas para se resolver que a entrada da boiada e mais gado no restolho, em vez de começar a partir do dia 15, começava a partir do próprio dia da sessão, por que assim e requerem os lavradores, “expondo para isso rezoens muito fortes que foram atendidas”.
(Continua)
PS – Mais uma vez informe os leitores dos postes, “Efemérides Municipais” que o que acabou de ler é uma transcrição fiel do que saiu em 1937.O Albicastrense

segunda-feira, junho 28, 2010

quarta-feira, junho 23, 2010

FALA QUEM SABE....

Anónimo perguntou…

Mas então como é?
A betuminosa vem ou não vem?
O lago vaza ou não vaza?
Existe ou não existe oposição?
A ULS anda ou não anda desgovernada? (e porque razão não vem o nome L. Correia, no artigo da reconquista?)
Onde anda o PSD, BE e PC? É que não se ouve falar destas atrocidades aos albicastrenses, se não aqui. Já começo a pensar que é tudo mentira e o comendador é um bom homem.
Anónimo informou...
Há um blog que já publicou um artigo sobre a central betuminosa e sobre o encerramento de escolas e não se encontram lá comentários dos frequentadores de blogs. O endereço é “voodofalcao.blogspot.com
Carlos Vale... esclareceu-nos com o artigo publicado no jornal “povo da beira”, com que começo este posts. Ao Carlos Vale mais uma vez o meu bem-haja, por continuar a lutar contra a muralha do silêncio, que nos ultimos tempos tombou sobre a nossa cidade.
Ao Jornal “Povo da beira”, o meu agradecimento por não se ajeitar à muralha silenciosa da maioria.
O albicastrense

terça-feira, junho 22, 2010

BAÚ DO PASSADO

IGREJA DE SANTA MARIA DO CASTELO
No ano de 1704, a Igreja de Santa Maria do Castelo foi vandalizada e selvaticamente espoliada, profanada e incendiada por uma força do exército invasor Franco-Hispanico.
Portugal tinha-se envolvido na guerra da sucessão de Espanha. Em represália, Castelo Branco foi invadido e ocupado por uma força militar, desde o dia 22 de Maio, até aos primeiros dias do mês de Julho de 1704.
Tudo isto porque D. Pedro I. havia tomado o partido do Arquiduque Carlos de Áustria, que havia sido aclamado Rei de Espanha, por morte de Carlos II, Rei de Espanha, o qual faleceu sem deixar filhos que lhe sucedessem no trono real.
PS. A recolha dos dados históricos é de José Dias.
A compilação é de Gil Reis e foram publicados no Jornal ”A Reconquista
O albicastrense

domingo, junho 20, 2010

CASTELO BRANCO NA HISTÓRIA E NA ARTE - LXX


MONUMENTOS DE CASTELO BRANCO

CAPELAS E CRUZEIROS

(III)
(Continuação)
CAPELA DO SENHOR DA PIEDADE
Era um pequeno edifício de forma hexagonal que estava situada em frente da actual capela da Nossa Senhora da Piedade. Estando arruinada no princípio do século XVIII, foram então transladados para a capela próxima as imagens que ali existiam, entre as quais se encontrava a do Senhor da Azinha. Esta ultima, havia dado origem à designação de Capela do Senhor da Azinha pela qual era vulgarmente conhecida. Durante alguns anos serviu de arrecadação de ferramentas da Câmara Municipal.
CAPELA DE S. SEBASTIÃO
Encontrava-se na parte oriental da rua dominada por Arrabalde de S. Sebastião. Foi construída a expensas do juiz de fora Doutor António Pereira de Azevedo. Tinha uma confraria que organizava, no dia 20 de Janeiro de cada ano, uma festividade consagrada ao seu orago, à qual assistia a vereação da Câmara Municipal. Foi demolida no fim do século XIX.
CAPELA DE SANTA EULÁLIA
Erguia-se na Rua dos Ferreiros, no troço compreendido entre o Postiguinho de Valadares e a antiga Porta da Vila que existia na muralha e que dava acesso à antiga rua da Corredoura, hoje denominada de Bartolomeu da Costa. Foi instituída por Martins Esteves no século XIV e os seus administradores ou morgados eram obrigados a manter com os seus rendimentos, um hospital na vila de Castelo Branco. Os administradores limitaram-se, porém, a custear com os rendimentos uma albergaria destinada a dar guarida aos peregrinos religiosos e aos viandantes pobres. A albergaria de Santa Eulália, estava instalado numa casa anexa à capela. Martim Esteves deixou o vínculo a Vasco Anes, para este o legar a um seu filho “que não fosse sandeu nem desmemoriado”. No século XIX a capela de Santa Eulália foi transformada em palheiro e no século seguinte foi arrasada para no local onde havia sido erecta, ser edificada uma casa de habitação.
CAPELA DOS PRESOS
Esteve localizada na parte ocidental da Praça Velha. Foi instituída pelo Padre Manuel de Vasconcelos que era natural de Castelo Branco e foi prior da Igreja de S. Pedro da vila de Torres Vedras onde faleceu. A capela dos Presos era de pequenas dimensões e de arquitectura muito singela, foi por várias vezes restaurada. Confinada pelos lados do Norte, do Sul e do Poenta com a casa de Rafael José da Cunha, foi vendida em 1870 por 500$00 reis a um sobrinho e herdeiro daquele argentaria para ele a mandar demolir e poder reconstruir e ampliar a casa da sua residência. Ao efectuar a venda projectava, a Misericórdia, aplicara a quantia resultante na construção de uma nova capela anexa à cadeia distrital quando ela fosse construída. Entretanto mandou estabelecer um altar provisório na sala de entrada da casa do carcereiro, onde se celebrou missa até cerca de 1890. A nova cadeia comarca só veio a ser construída em 1944 tendo ficado concluída em 1948. Com a reedificação da casa de Rafael José da Cunha desapareceu também o velho pelourinho de Castelo Branco, relíquia simbólica da autonomia municipal.
(Continua)
PS. O texto é apresentado nesta página, tal qual foi escrito na época. Publicado no antigo jornal "Beira Baixa" em 1951. Autor; Manuel Tavares dos Santos.
O Albicastrense

sábado, junho 19, 2010

MORREU JOSÉ SARAMAGO

MORRER É DEIXAR DE ANDAR POR CÁ...
Como não tenho palestra para estar aqui a comentar a morte de José Saramago, deixo apenas uma mensagem à sua companheira dos últimos 23 anos.
Saramago disse um dia, que tinha ganho dois Prémios Nobel!
O Nobel! E a Pilar…
E que morrer! É deixar de andar por cá…
À Pilar este albicastrense só pode desejar muita força, para que ela possa ultrapassar este deixar de andar por cá, de Jasé Saramago.
Aos suspeitos do costume (que já se estão a chegar à linha da frente, para fazer o elogio fúnebre), apenas um comentário. Metam a viola no saco! Porque as cordas há muito que estão quebradas...
O albicastrense

CHAMINÉS DA TERRA ALBICASTRENSE - "A NOSSA LINDINHA"

  CONTRA VENTOS E TROVOADAS Alguns foram aqueles que no início da polémica da chaminé da antiga fabrica da cortiça, aqui expressaram,...