terça-feira, dezembro 14, 2010

O CASO CAMARATE


COMISSÕES PARLAMENTARES
Na passagem do trigésimo aniversario da morte de Sá Carneiro, a quase totalidade da nossa imprensa, resolveu ir ao armário da nossa história e limpar ao pó ao esqueleto de dito cujo.
Alguns artistas do PSD e do CDS que desenvolvem o seu “trabalho” na Assembleia da Republica, (que me desculpem os verdadeiros artistas por esta comparação), aproveitaram de imediato esta oportunidade para se porem em bicos de pés e comunicar ao pais, (via TV) que irão propor na assembleia de republica a criação de mais uma comissão parlamentar, (será a nona para o caso Camarate) para (segundo eles), completar o trabalho da oitava comissão que segundo os proponentes, nunca terá chegado a conclusões definitivas, sobre o que se terá passado no acidente em que morreu Sá Carneiro e Adelino Amaro da Costa (entre outros).
Como este albicastrense, independentemente da crise em vivemos, ainda não perdeu o sentido de humor e continua na esperança de melhores dias para os portugueses, propõe a tão brilhantes artistas de tão importantes partidos, que (já que estão com a mão na massa), se recue no tempo e se nomeie igualmente outra comissão parlamentar para tentar saber onde pára D. Sebastião, pois ele está desaparecido deste a batalha de Alcácer-Quibir, (4 de Agosto de 1578) e como o corpo nunca foi encontrado pode ser que ande por ai desnorteado sem saber quem é, e para onde deve ir. Aproveitando a embalagem, propunha igualmente a criação de uma segunda comissão parlamentar: esta para saber quem foram os malandros responsáveis pela queda de Salazar da cadeira, pois soa por ai, que as paredes do forte de Santo António, no Estoril, (local onde o velho ditador, caiu da cadeira) murmuram sons onde é possível perceber-se que o velho não caiu da cadeira, mas que uns “malvados” comunas fartos de ser perseguidos, torturados, presos e até mortos, terão serrado a perna esquerda da cadeira (aquela que fica ao lado da perna direita) para que o dito cujo, caísse quando praticasse a tortura do sono na D. Maria.
Esquecendo agora a chalaça e voltando à referida comissão parlamentar. É caso para dizer, que estes nossos deputados, são uns verdadeiros artistas! Artistas... que estão no bem-bom graças a nós e, em vez de se preocuparem com os mais de 750.000 portugueses que não têm trabalho, ou com os portugueses que já andam pela sopa dos pobres e pelos caixotes do lixo dos hipermercados.
Preocupam-se antes, em gastar uma pipa da “nossa” massa em cenários cinematográficos de segunda classe, onde um “suposto” atirador maluco deita abaixo uma avioneta, um “suposto” bombista chanfrado coloca uma granada numa avioneta, ou ainda, uns “supostos” malvados terroristas que não se sabe a que lado pertencem, resolveram acabar com um homem que até então pouco tinha feito de relevante pelo nosso pais.
E ainda dizem que os nossos deputados (perdão) artistas, são artistas menores! Estes nossos artistas são uns verdadeiros artistas... Haja paciência para toda esta loucura.
O Albicastrense

segunda-feira, dezembro 13, 2010

SINAL VERMELHO



A ESCADARIA ABANDONADA
Existem situações que por mais volta que lhes dê, não consigo compreende-las, está neste caso a escadaria que as fotografias aqui mostram. Quando das alterações no velho parque da nossa cidade, foi construída uma escadaria para permitir a passagem dos visitantes, do jardim do paço para o parque da cidade ou vice-versa.
Passados todos estes anos a escadaria continua sem serventia! Que raio se terá passado para que esta ideia que até era uma boa ideia, tenha ficado pelo caminho? Então gasta-se alguns milhares de euros nesta escadaria e acessos, para depois colocar uma corrente a proibir a passagem?
Responda quem quiser ou souber, pois este albicastrense fica com os miolos em efervescência, perante este tipo de situações.
O Albicastrense

sábado, dezembro 11, 2010

HOJE FAZIA ANOS

(86 ANOS DEPOIS)

No dia 11 de Dezembro de 1924 apareceu à luz do dia, o jornal “Acção Regionalista”. Trazia no cabeçalho como director e seu editor; Manuel Pires Bento. Da lista de redactores constava; José Lopes Dias.
Era propriedade do “Grupo de Acção Regionalista”. Em 20 de Janeiro de 1927, no número 108, auto suspendeu-se por entrar em contencioso com a Comissão de Censura Distrital.
O número 109 apareceu em 15 de Dezembro de 1927, com o seguinte estatuto redactorial: “Servir o país, de um modo geral, e em especial para defender e promover os interesses da Beira Baixa e do Distrito de Castelo Branco”. A sede da administração, situava-se na rua Almirante Reis número 30 em Castelo Branco. Era composto e impresso na tipografia pessoa do Fundão. A partir do número 145, passou a ser composto e impresso na tipografia Portela Feijão. Terminou em 1931, mantendo-se sempre fiel às ideias regionalistas.
Sete anos foi o período de tempo que este jornal aguentou, porém, pelo que pude ver na nossa biblioteca (em antigos exemplares) portou-se bastante bem e terá sido um dos bons jornais do seu tempo.

PS. A recolha dos dados históricos; Jornal ” Reconquista”.
O Albicastrense

quinta-feira, dezembro 09, 2010

ALBICASTRENSES ILUSTRES - XVIII

RUI VASQUES DE CASTELO BRANCO
(13??-13??)
Também designado por Rui Vasques de Refoios, foi vassalo de D. João I, que o armou cavaleiro em Aljubarrota (1385).
Casou duas vezes, da primeira nada se sabe, do seu segundo casamento com Leonor Álvares nasceu, Mem Rodrigues de Refoios, que viria a ser conhecido como; “senhor de Serzedas”.
Esteve também nas Cortes de Coimbra em 1385, seguindo sempre o partido de D. João, Mestre de Aviz, a quem prestou valiosos serviços, em recompensa dos quais teve de préstimo os direitos reais da Covilhã e, depois, por se achar no cerco de Chaves lhe deu aquele rei todas as vinhas, casas e herdades que possuía naquela vila, de juro e herdade, para ele e seus descendentes, por carta passada em Santarém a 23 de Agosto de 1423. Teve também a alcaidaria-mor e o senhorio de Almeida, que trocou em 1407 pelas vilas de Sarzedas e Sobreira Formosa. Ainda o mesmo rei lhe confirmou em 2 de Abril de 1393 a posse de Santa Eulália em Castelo Branco.
No início deste século resolveu a nossa autarquia doar a seu nome, a uma rua situada na urbanização da quinta da Carapalha.
O Albicastrense

segunda-feira, dezembro 06, 2010

VELHAS IMAGENS DA MINHA CIDADE - X


IMAGEM DOS FINAIS DO SÉCULO XIX
A imagem que aqui deixo para ser identificada pelos visitantes do bloque “Castelo Branco O Albicastrense” tem perto de cento e vinte anos, pois terá sido captada por volta de 1900.
O desafio desta vez não será um grande desafio! Pois, existem nesta imagem vestígios que ainda hoje podem ser vistos no local.
Entendi porém, que seria interessante testar os albicastrenses mais jovens, mostrando-lhes como era esta velha rua por volta de 1900 e ao mesmo tempo, dar a conhecer-lhes esta bonita e velhíssima imagem.
PS. Tal como das outras vezes, as respostas certas só serão publicadas dois ou três dias depois, para que a perspicácia de todos possa ser posta à prova.
O Albicastrense

sexta-feira, dezembro 03, 2010

UMA VELHA CASA


Esta velha casa, que vive há muitos e muitos anos em união de facto com o Passadiço, padece algum tempo de doença grave! Doença que se agravou nos últimos anos, em virtude de um desaguisado com o seu último inquilino, (Museu Académico).
A coisa parece ter sido grave! Pois, a velha casa abandalhou-se e nem o velho companheiro de sempre, (o Passadiço) a consegue já reconfortar.
O seu estado de abandono e desmazelo, é hoje uma tristeza! Tristeza que bem poderia ser evitada, se o respectivo senhorio, (a nossa autarquia) não desprezasse quem a serviu ao longo de tantos anos. Anos em que ela nunca negou apoio, ao seu velho companheiro, pois ela foi sempre uma parede amiga, para ele se amparar.
O mesmo não aconteceu com o respectivo senhorio, que perante a extinção do museu académico, a deixou ao abandono e nunca mais lhe deu outro inquilino, de maneira a que ala pudesse servir os albicastrenses e a sua cidade.
Muitos argumentarão que se trata apenas de mais uma velha casa em ruínas! Pode ser que assim seja... no entanto, esta velha casa tem a particularidade de ser a fiel amiga que ao longo de mais de 200 anos, se mantém paredes-meias com um dos mais bonitos monumentos da nossa cidade. Não será este motivo mais que suficiente, para que os responsáveis pela nossa autarquia possam olhar para esta velha casa com outros olhos e fizessem dela um local de apoio aos visitantes do jardim do paço, do museu e do parque da cidade?
Esse apoio poderia ainda traduzir-se na venda de livros, postais e toda a documentação existente sobre aquela zona histórica da nossa cidade.
A sugestão aqui fica para os responsáveis da nossa autarquia. Deixar esta velha casa na situação em que está, parece-me a pior das soluções que se pode tomar para resolver este abandono.

PS. Bigodes & Companhia associaram-se a este poste com a tira que se segue.
O Albicastrense

quarta-feira, dezembro 01, 2010

OBRAS NO PARQUE DA CIDADE



PARQUE DA CIDADE
É costume dizer-se que só os burros não mudam de opinião, ora como o nosso presidente de burro nada tem, (antes pelo contrário), “parece” que deu a mão à palmatória e resolveu realizar pequenas alterações, (muito pequenas mesmo) no parque da nossa cidade. Alterações que não seriam necessárias, se quando do manda abaixo do velho parque ele sentisse o que ligava o velho parque aos albicastrenses.
O velho parque foi-se! Em seu lugar... apareceu um parque igual a tantos outros.
Parque que os albicastrenses não vêem como um descendente do velho parque, mas antes, como um “intruso” que ocupou o parque das suas infâncias. Voltando às obras que estão a decorrer, “parece” que elas se resumem a colocar entre o tanque que foi construído e o pequeno lago que já ali existia, pequenos espaços relvados.
Ou será que nos pequenos espaços em que estão a ser retiradas as pedras, irão nascer pequenas hortas? Não sei ao certo o que ali está a ser feito! Segundo parece... os albicastrenses também só o irão saber após o término das obras. Porém, seja a relva ou as pequenas hortas, ou ainda outra coisa qualquer, estou convicto que dará aquele espaço o que lhe tem faltado; UM POUCO MAIS DE VIDA.
PS. Como sei que este blogue tem aderentes na nossa autarquia, lançava aqui um desafio ao nosso presidente. Senhor presidente já que está com a mão na massa, que tal voltar a colocar no parque da cidade um novo coreto? Não o que lá estava! Pois esse deu-lhe um fanico e ficou feito em cacos. Os albicastrenses com certeza adorariam voltar a ver numa das suas salas de visita, este tão ilustre representante das festas e romarias do nosso Portugal.
O Albicastrense

UMA CARRINHA À ORDEM DO TRIBUNAL, HABITA NUMA RUA DO BAIRRO DO VALONGO, À QUASE UMA DÉCADA

VER PARA ACREDITAR!... O assunto conta-se em poucas palavras: A carrinha que ilumina pela negativa este poste, está desde 2010 estacion...