quinta-feira, março 31, 2011

OPINIÃO - 3

O QUINTAL DOS MARRECOS
O quintal dos marrecos é comandado há mais de três décadas, pelos marrecos rosa e laranja, (cores pouco vulgares nos marrecos). Nas ultimas duas décadas, as coisas degradaram-se no referido quintal, em virtude da incompetência dos marrecos-mor, que durante esse tempo ocuparam o poleiro no quintal. Os lideres dos marrecos-mor da ambas as cores, acotovelam-se agora no quintal do burgo, em declarações sobre as culpas a atribuir a cada uma das partes, e tentam mandar para cima um do outro, a lama que lhes emporcalha as penas. Os marrecos “povão”, (classe abafada pelos marrecos-mor), sempre divididos e manobrados pelos sabichões dos marrecos-mor, vão entrando na onda, e discutem entre si sobre quem mais emporcalhou o quintal habitacional dos marrecos, para depois decidirem sobre qual das duas cores, vai continuar a dar-lhes mais do mesmo.
O desgraçado quintal dos marrecos, (espaço ocupado por eles há mais de nove séculos), sujeito a este mais do mesmo há mais de trinta anos, “parece” que vai continuar nesta onda de rosa ou laranja, por mais alguns desgraçados anos. Aos marrecos “povão”, (classe a que este marreco pertence), só posso lembrar, que no nosso quintal não existem apenas duas cores de marrecos. Assim como o arco-íris tem o vermelho, laranja, amarelo, verde, azul, anil e violeta, também o nosso quintal não se esgota nas cores dos marrecos que o levaram ao actual lamaçal.
A continuidade da actual cor de marrecos no poleiro do nosso quintal, ou a alternância pela cor dos que que lhes antecederam, não será a confirmação de uma espécie de daltonismo, (discromatopsia ou discromopsia), que impede os marrecos de ir além daquilo que lhes põem à frente dos olhos? Ou será que os marrecos do meu quintal, foram todos vacinados à nascença, contra as restantes cores do arco íris!...
Termino lembrando aos marrecos “povão” do meu quintal, assim como a alguns dos nossos marrecos-mor que defendem a entrada de um tal: “FIM” (Fundo Internacional “Merréquial”) no nosso quintal, que esse mesmo fundo vez aprovar no quintal de um tal Grego, uma redução nas rações (reformas) dos marrecos “povão” em 10%, assim como a anulação da ração extra data na décima terceira e décima quarta estação do ano. Entre muitas outras medidas que colocaram os marrecos Gregos, não de penas sujas, mas completamente depenados.
ULTIMA HORA...
No quintal dos marrecos Islandeses, (segundo notícia publicada no jornal “i” desta semana), as coisas parecem estar a mudar, os marrecos “povão” deste quintal, revoltaram-se e correram com os marrecos-mor que governavam o quintal Islandês!...

PS. O grupo do João no Facebook, continua à sua espera: "Eu sou contra o corte de 40 árvores na Sra. de Mércules, em Castelo Branco". Divulgue-o junto dos seus amigos.

O Albicastrense

terça-feira, março 29, 2011

REFLEXÕES - V


PROPAGANDA DE EMIGRAÇÃO
Tenho tido a oportunidade de apreciar algumas cidades e locais existentes por esse mundo fora, através dos documentários emitidos por um canal televisivo português. Estes documentários são transmitidos por volta da hora das refeições, momento em que é quase certo os televisores estarem ligados, e tem como “objectivo” dar a conhecer aos telespectadores a existência de portugueses que saíram de Portugal e foram trabalhar noutros países, alguns deles bastante longínquos. No dia 12 de Março, a TV1 transmitiu um desses documentários, fazendo entrevistas a vários portugueses que se encontram a trabalhar em Israel. Israel é um país lindíssimo no qual eu próprio já residi, e com o qual me identifico bastante. Já foram transmitidos documentários sobre cidadãos portugueses em Itália, Inglaterra, e noutras partes do mundo. Sem dúvida que estas transmissões televisivas são interessantes, mas, quando recordo que no tempo do Estado Novo se fazia propaganda de guerra, como forma de mais facilmente cativar vontades, para alistar recursos ao exercito e outras forças militarizadas, dou comigo a pesar duas vezes. Se bem me lembro a RTP emitiu um documentário de arquivo (talvez dos fins dos anos 60, inicio dos anos 70) onde mostrava militares a mergulhar em maravilhosas piscinas lá para o lado das Áfricas, e depois reforçava o luctor!… Aliste-se. Ora, no meu entender, os documentários que actualmente são transmitidos tem conotações subjectivas que o destinatário não se apercebe. Estes documentários tem como objectivo motivar os cidadãos portugueses a sair do País, pois aqui não há nada para fazer. Pergunto? Seremos obrigados a abandonar o País onde nascemos? e ir viver em condições muitas vezes deploráveis, em nada próximas daquilo que nos é mostrado nestes maravilhosos documentários? Meus caros leitores, sair do País como eu fiz quando tinha 25 anos de idade não é “pêra” doce, não é o mar de rosas que os canais televisivos nos querem fazer crer. Então agora os portugueses são diplomaticamente convidados a abandonar o País onde nasceram?. Então os outros países é que são bons?. Então, Portugal não pode ser um País bom, com tanto terreno, tanto mar, tanto sol, tanto vento, tanto de tudo e mais alguma coisa? Mas porquê?. Portugal não é bom porque está a ser transformado num “terreno infértil”, numa porção de terreno onde os habitantes na sua maioria não tem educação, onde a população é velha (poucos são os jovens), onde tudo ou quase tudo o que é comprado nos super-mercados vem do estrangeiro (até um simples par de meias), mas porquê? Se bem verificarmos são as grandes superfícies comerciais que criam postos de trabalho, mas estas grandes superfícies comerciais, mais não são, que empresas para escoar produtos produzidos no estrangeiro, isto é, nada ou quase nada produzimos, somos meros espectadores, somos meros consumidores que coisas que os outros produzem, por isso se justifica os 700 mil desempregados. A palavra mais conhecida dos últimos tempos é a palavra «crise», crise política. Mas esta crise, por um lado é politica, pois está em causa a luta pelo “poleiro”, por outro lado é uma crise de miséria encoberta, é a crise de cidadãos deseducados, é a crise dos cidadãos aos quais não lhes foi desenvolvida a dimensão empreendedora, é a crise da ruína deste País com uma história de mais de 800 anos. É crise das pessoas que estão sem trabalho, é a crise de um conjunto de doenças de origem político-social que aos poucos se vai instalando em cada um de nós; em suma, é o caos. Eu continuo a bater na mesma tecla! A crise deve-se ao facto de pouco ou nada produzirmos para o consumo interno. Ora se nós não somos capazes de produzir para nós, andam por ai ideólogos a falar em exportação. Pôrra! Basta que se produza para o mercado interno e o desemprego baixa consideravelmente. Até parece que exportar 10.000 pares de sapatos é a salvação de uma empresa? Então não será melhor acabar com a compra de sapatos aos estrangeiros, e haver 30 fábricas de sapatos nacionais a produzirem só que sejam dois milhões de sapatos para o mercado interno? Já pensaram quantos postos de trabalho directos e indirectos seriam criados em 30 fábricas de sapatos do tipo pequenas e médias empresas? Pôrra! Será que ninguém vê que somos dez milhões de consumidores?. Não entendo! porque se compra aos estrangeiros? Se orientarmos a nossa produção para o mercado interno, o desemprego acaba meus senhores. A crise reside no desemprego, reside neste descalabro. Parem com as importações! Fechem as fronteiras, ou estaremos perdidos! Teremos apenas duas classes sociais; de um lado os policias, e de outro os “ladrões”, que roubam para comer. Fomente-se o colectivismo e não o individualismo.
José Zêzere Barradas Sociólogo
Quarenta Albicastrenses presentes na praça do Município, pelos quarenta cedros abatidos na Sra. de Mércules.
É a acção proposta por este albicastrense, aos homens e mulheres da minha terra, para o dia feriado da nossa cidade. Quarenta albicastrenses silenciosamente durante uma hora, na praça do Município, em lembrança dos velhos cedros, para recordar a quem mandou fazer esta barbárie, que o espaço da Sra de Mércules não é a quinta do (Ti Manel das Bolotas) onde ele pode por e dispor a seu belo prazer, mas antes, um local muito querido dos albicastrenses. Das 10.00 às 11.00 da manhã no dia feriado da minha terra, eu irei estar silenciosamente na praça do Município, a dizer a quem por ali passa, que de futuro não mais poderá ser possível este tipo de acontecimentos.
Eu serei um dos quarenta!... E você ?
O Albicastrense

segunda-feira, março 28, 2011

DO BAÚ PARA O BLOGUE

CENTO E DEZOITO ANOS DEPOIS

No dia 22 de Março de 1893, foi alvitrado a venda do edifício do Teatro da cidade de Castelo Branco, que se situava no Largo da Sé, sugerindo-se a construção de um outro no Largo de Santo António, o que veio a suceder, sendo inaugurado a nova sala de espectáculos em 1896. Todavia, este último edifício foi demolido em 1959. Porém, o primeiro teatro ainda hoje se mantém de pé e ao serviço da cultura dos albicastrenses, pois funciona ali o Conservatório Regional de Musica. Esta construção já serviu de Teatro, Paços de Concelho, Palácio de Justiça, Repartição do Registo Civil, Museu, sede dos Escuteiros e dos deficientes das Forças Armadas e sede do Orfeão de Castelo Branco. A recolha dos dados históricos é de José Dias. A compilação é de Gil Reis e foram publicados no Jornal “Reconquista

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O Albicastrense

sexta-feira, março 25, 2011

VELHAS IMAGENS DA MINHA CIDADE - XIV

Se existem imagens que nos deixam alguma nostalgia, esta será com certeza um desses casos.
O circo chega à cidade, bem poderia ser o título desta imagem. Ela foi captada na década de trinta do passado século. O local onde onde ela foi capturada, tinha nessa altura o nome de: "Largo do Comércio", hoje tem um nome bem diferente.
Descobrir este local não será difícil, pois ainda hoje existem no local, algumas das casas que é possível ver-se na fotografia.
PS. Tal como das outras vezes, as respostas certas só serão publicadas, dois ou três dias depois para que todos possam tentar adivinhar o local.




Quarenta Albicastrenses presentes na praça do Município, pelos quarenta cedros abatidos na Sra. de Mércules.
É a acção proposta por este albicastrense, aos homens e mulheres da minha terra, para o dia feriado da nossa cidade.
Quarenta albicastrenses silenciosamente durante uma hora, na praça do Município, em lembrança dos velhos cedros, para recordar a quem mandou fazer esta barbárie, que o espaço da Sra de Mércules não é a quinta do (Ti Manel das Bolotas) onde ele pode por e dispor a seu belo prazer, mas antes, um local muito querido dos albicastrenses.
Das 10.00 às 11.00 da manhã no dia feriado da minha terra, eu irei estar silenciosamente na praça do Município, a dizer a quem por ali passa, que de futuro não mais poderá ser possível este tipo de acontecimentos.
Eu serei um dos quarenta!... E você ?

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EXPOSIÇÃO - XVIII

Título : PINTAR E RASGAR A MANTA"

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quarta-feira, março 23, 2011

EFEMÉRIDES MUNICIPAIS - XLIV


A rubrica Efemérides Municipais foi publicada entre Janeiro de 1936 e Março de 1937, no jornal “A Era Nova”. Transitou para o Jornal “A Beira Baixa” em Abril de 1937, e ali foi publicada até Dezembro de 1940.
A mudança de um para outro jornal deu-se derivada à extinção do primeiro. António Rodrigues Cardoso, “ARC” foi o autor desde belíssimo trabalho de investigação, (Trabalho que lhe deve ter tirado o sono, muitas e muitas vezes).
O texto está escrito, tal como foi publicado.
Os comentários do autor estão aqui na sua totalidade.
(Continuação)Sessão do dia 18 de Agosto:
Mais determinarão que visto a grande necessidade que há de se concertar a arraya no citio da Ponte do Payo Longo pello prejuizo que os gados cuazam à folha do feijam e podem cauzar à folha do pam no anno próximo segundo tendo este mesmo concerto alem de muito necessário sido requerido pellos lavradores desta cidade que feito hua rellação de todos os lavradores que tivessem carro fossem notificados para que no termo de quinze dias puzessem dez carradas de pedra cada hum no dito citio ficando obrigados a repetir em sendo necessário ou hum dias cada hum. E outro sim se determinou que medidas as Braças de parede que nescessita de ser concertada se puzesse em prassa para se a rematarem”.
Este transporte de pedra para o sitio em que era preciso emprega-la em serviço do município, obrigatoriamente e “a seco” era qualquer coisa como a finta braçal que veio depois, que hoje existe ainda com o nome de imposto de trabalho ou coisa parecida, com a diferença de que hoje a paga a dinheiro. Ainda nesta sessão houve mais alguma coisa, que a acta diz assim:
Mais determinarão se puzesse em pregão na praça a Guarda da folha dos milhos e feijoes para se a rematar na forma do antigo custume”.
A Câmara obrigava os lavradores “que tivessem carro” a levar-lhe de graça a pedra para o sitio em que dela precisava, mas em paga punha-lhe guardas na folha do milho e dos feijões. Mas ainda os vereadores se não focaram por aqui. A acta desta sessão de 18 de Agosto reza assim:
Tão bem determinou nesta vereação que de cada caza hua pessoa fosse obrigada a limpar as fontes a saber, o Tanque da Graça, Pequeixada, Fonte da Devesa, Fonte do Tostão, e nova com pena de hum tostão aplicado para a mesma limpeza, hindo pessoa capaz de trabalhar que retirarão o entulho para longe”.
E por aqui se ficaram nesta sessão. Vamos lá, que nem sempre os vereadores trabalharam com tão boa vontade.
(Continua)
PS. Mais uma vez informe os leitores dos postes “Efemérides Municipais”, que o que acabou de ler é, uma transcrição fiel do que foi publicado nos jornais citados no início deste post.
"Quarenta Albicastrenses presentes na praça do Município, pelos quarenta cedros abatidos na Sra. de Mércules".
É a acção proposta por este albicastrense, aos homens e mulheres da minha terra, para o dia feriado da nossa cidade.
Quarenta albicastrenses silenciosamente durante uma hora, na praça do Município, em lembrança dos velhos cedros, para recordar a quem mandou fazer esta barbárie, que o espaço da Sra de Mércules não é a quinta do (Ti Manel das Bolotas) onde ele pode por e dispor a seu belo prazer, mas antes, um local muito querido dos albicastrenses.
Das 10.00 às 11.00 da manhã no dia feriado da minha terra, eu irei estar silenciosamente na praça do Município, a dizer a quem por ali passa, que de futuro não mais poderá ser possível este tipo de acontecimentos.
Eu serei um dos quarenta!... E você ?
Este texto será a partir de hoje, inserido em todos os posts que aqui forem colocados, até ao dia da acção “simbólica” na praça do nosso Município.
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segunda-feira, março 21, 2011

TIRAS HUMORÍSTICAS - LXXVI

A dupla muito insuperável de comentaristas deste blog, “Bigodes & Companhia” (como não podia deixar de ser) comenta as declarações dos responsáveis pelo corte dos cedros na Sra. De Mércules.
No dia da poesia, nada melhor que um poema de Luis Vaz de Camões.
Árvore, cujo pomo, belo e brando
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Árvore, cujo pomo, belo e brando,
natureza de leite e sangue pinta,
onde a pureza, de vergonha tinta,
está virgíneas faces imitando;
.
nunca da ira e do vento, que arrancando
os troncos vão, o teu injúria sinta;
nem por malícia de ar te seja extinta
a cor, que está teu fruito debuxando.
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Que pois me emprestas doce e idóneo abrigo
a meu contentamento, e favoreces
com teu suave cheiro minha glória,
.
se não te celebrar como mereces,
cantando-te, sequer farei contigo
doce, nos casos tristes, a memória.
PS. O grupo do João no Facebook, continua à sua espera: "Eu sou contra o corte de 40 árvores na Sra. de Mércules, em Castelo Branco". Divulgue-o junto dos seus amigos
O Albicastrense

MUSEU FRANCISCO TAVARES PROENÇA JÚNIOR - "A primeira publicação de 2020"

CASA DO PESSOAL  DO  MUSEU FRANCISCO TAVARES PROENÇA JÚNIOR. Terminei o ano de 2019 com uma publicação sobre o nosso museu. Para c...