quinta-feira, abril 28, 2011

SINAL VERDE - X

É costume dizer-se: “que só os burros não mudam de opinião”. Como também assim penso, só posso dizer que por vezes mais vale fazê-lo tarde que nunca.
Vem isto a propósito das alterações (mais uma), que o nosso presidente, resolveu fazer no local que as fotografias documentam.
Para este albicastrense que já ali ajudou a levantar pessoa caída, por causa da burrice cometida nas obras do “POLIS” para o local, só posso dizer que depois das alterações frente ao “Quiosque do Vidal”, se estava mesmo à espera da alteração seguinte.
Caro presidente, dar a mão à palmatória não é pecado! Pecado é reconhecer que pecamos, e continuar-mos a insistir que somos os melhores santinhos do sitio.
“Quarenta Albicastrenses presentes na praça do Município, pelos quarenta cedros abatidos na Sra. de Mércules”.
É a acção proposta por este albicastrense, aos homens e mulheres da minha terra, para o dia feriado da nossa cidade. Quarenta albicastrenses silenciosamente durante uma hora, na praça do Município, em lembrança dos velhos cedros, para recordar a quem mandou fazer esta barbárie, que o espaço da Sra de Mércules não é a quinta do (Ti Manel das Bolotas) onde ele pode por e dispor a seu belo prazer, mas antes, um local muito querido dos albicastrenses.
Das 10.00 às 11.00 da manhã no dia feriado da minha terra, eu irei estar silenciosamente na praça do Município, a dizer a quem por ali passa, que de futuro não mais poderá ser possível este tipo de acontecimentos.
Eu serei um dos quarenta!... E você ?
O Albicastrense

quarta-feira, abril 27, 2011

EFEMÉRIDES MUNICIPAIS - XLVI

A rubrica Efemérides Municipais foi publicada entre Janeiro de 1936 e Março de 1937, no jornal “A Era Nova”. Transitou para o Jornal “A Beira Baixa” em Abril de 1937, e ali foi publicada até Dezembro de 1940.
A mudança de um para outro jornal deu-se derivada à extinção do primeiro. António Rodrigues Cardoso, “ARC” foi o autor desde belíssimo trabalho de investigação, (Trabalho que lhe deve ter tirado o sono, muitas e muitas vezes).
O texto está escrito, tal como foi publicado.
Os comentários do autor estão aqui na sua totalidade.

(Continuação)
Na sessão de 24 de Novembro:
E logo nesta Vereação pressuadidos os Vereadores que se passavão muitas ordens desnecessárias para os lugares deste termo determinarão que todos aquellas ordens ordinárias que athegora se tem passado se não passem daqui em diante sem que primeiro seja assentado por elles mesmo que se devem passar. E vendo taobem ser extraordinária a despeza que athegoar se tem feito com os caminheyros que levão as referidas ordens determinarão que o Escrivão da Camara as entregue ao depozitario dos bens do Conselho sem que nellas conte nada para os caminheyros ficando o mesmo Depozitario obrigado a remetellas e dar à Camara a conta da despeza que faz na sua remessa para por ella lhe ser abonada isto pelo que respeita aos cinco montes das Freguesias. E declarão tãobem que este Acordão terá Execução só a respeite das ordens ordinárias e não a respeito das Extraordinárias”.
Era para que o depositário dos bens do conselho soubesse que as contas de saco tinham acabado. Havia de mudar as ordens ao seu destino, mas havia de dar conta de despesa, à Câmara, para que esta lhe abonasse. Se não, não.
Depois os vereadores deliberarem mais o que a acta reza.
"E nesta vereação se determinou mais que se tomassem as contas do Monte da Piedade e para contador das mesmas nomearão o Dr. José Esteves Povoa a quem será dado hum Escrivão pelo Presidente da Câmara".
Nada mais justo. Desde que o monte de piedade ou celeiro comum tinha ido água abaixo, impunha-se que se fizesse a liquidação para se saber em que contas se estava.
Mas os vereadores ainda não se ficaram por aqui. Nesta sessão trataram de endireitar tudo o que dizia respeito a dinheiro, e assim é que, como diz a acta.
"Determinarão que fosse notificado o depositário dos bens do Conselho e Povo para que todas as quartas feiras viesse à vereação para pagar os mandados que lhe fossem entregues".
Era ali, diante de todos, que havia de apurar-se o que o homem tinha de pagar.
(Continua)
PS. Mais uma vez informe os leitores dos postes “Efemérides Municipais”, que o que acabou de ler é, uma transcrição fiel do que foi publicado na época.
O Albicastrense

domingo, abril 24, 2011

25 DE ABRIL DE 2011


37 anos depois a mesma luta!
25 DE ABRIL SEMPRE!
Neste dia tão importante para a grande maioria dos portugueses, nada melhor que lembrar aos albicastrense, que a açao “simbólica” proposta por este albicastrense para o dia feriado da nossa cidade, continua marcada.
“Quarenta Albicastrenses presentes na praça do Município, pelos quarenta cedros abatidos na Sra. de Mércules”.
É a acção proposta por este albicastrense, aos homens e mulheres da minha terra, para o dia feriado da nossa cidade. Quarenta albicastrenses silenciosamente durante uma hora, na praça do Município, em lembrança dos velhos cedros, para recordar a quem mandou fazer esta barbárie, que o espaço da Sra de Mércules não é a quinta do (Ti Manel das Bolotas) onde ele pode por e dispor a seu belo prazer, mas antes, um local muito querido dos albicastrenses.Das 10.00 às 11.00 da manhã no dia feriado da minha terra, eu irei estar silenciosamente na praça do Município, a dizer a quem por ali passa, que de futuro não mais poderá ser possível este tipo de acontecimentos.
Eu serei um dos quarenta!... E você ?
O grupo do João no Facebook, continua à sua espera: "Eu sou contra o corte de 40 árvores na Sra. de Mércules, em Castelo Branco". Divulgue-o junto dos seus amigos.
O Albicastrense

quinta-feira, abril 21, 2011

ALBICASTRENESES ILUSTRE - XXI


FREI DIOGO DE S. MIGUEL
1505-157(?)
De nome familiar Diogo Frazão, nasceu em Castelo Branco em 1505, sendo filho de João Rodrigues e da sua mulher D. Joana Frazão. Não encontramos notícias da sua mocidade, mas é legitimo admitir que que tivesse tido uma formação universitária, pois Frei António da Purificação referindo-se a ele, classifica-o de “doctíssimus”.
A 15 de Junho de 1538 professa no Convento dos Ermitas de Santo Agostinho, em Lisboa. Por três vezes é nomeado Reitor do Colégio da Graça de Coimbra, sendo também eleito Provincial da sua Ordem: a primeira vez em Coimbra em 1568, a segunda em Évora, no ano de 1576. Em 1570 lança os fundamentos do Convento da Nossa Senhora da Luz da vila de Arronches, de que veio a ser o primeiro Prior, vindo a falecer cerca de dez anos mais tarde no Convento da Nossa Senhora da Assunção de Penafirme. Verificando quão proveitoso seria para os religiosos da Sua Ordem, em especial os que não conheciam o latim, terem presente em Português as regras da disciplina a que se deviam submeter e seguir, escreveu em 1563. “Exposiçam da Regra do grandioso Padre santo Augustinho, copilado de diversos Autores”, que dedica à Rainha D. Catarina.
Este livro foi escrito numa linguagem elegante e sugestiva, ainda hoje encanta pelos princípios morais que encerra, pela argumentação penetrante mas singela, pois conforme diz: …
“nê menos gastarey têpo em q'as palavras sejam elegantes e polidas, porque há verdade de qualquer escritura, milhor se entenda e gosta dita com palavras chãas e claras, que com palavras altas e afeitadas...”.
Por: Manuel da Silva Castelo Branco
O Albicastrense

quarta-feira, abril 20, 2011

EXPOSIÇÃO - XIX


ANTÓNIO ANDRADE FERNANDES
Título: Caminho de Sonhos Renascidos.
Este quadro foi executado no ano de 2006, é uma pintura a óleo, sobre madeira, tela e manta de trapos, foram utilizados na sua composição também fios e berlindes.
Da-se um figo a quem acertar o nome das três personagens que compõe esta história.
O Albicastrense

terça-feira, abril 19, 2011

CRÓNICAS DO QUINTAL DOS MARRECOS - II


No quintal dos Marrecos resolveu o Marreco-mor marcar um plebiscito aos Marrecos povão. O motivo deste plebiscito deve-se ao facto do Marreco primeiro, (apelidado por alguns, como: Marreco “Corajoso”), ter desistido de reger os destinos do quintal e ter apresentado ao Marreco-mor, a renuncia ao respetivo poleiro. Os argumentos apresentados para esta renuncia, foram a não aprovação pelo grémio “Marrécal” de um tal “PEC” 1000 (Plano Especial Catita).
Os Marrecos povão, vão entretanto ouvindo pelo quintal (e arredores), os argumentos da renúncia do Marreco “corajoso”, assim como as acusações feitas pelos chefes dos outros grupos “Marrecaís”, sobre a triste situação em que o Marreco primeiro e seus auxiliares deixaram o quintal Marrécal. A corrida à ocupação do poleiro-mor está a decorrer com o chefe dos Marrecos laranja, (conhecido por Coelho falador) a tirar da cartola: não um coelho, mas um Nobre!... (que parece ter deixado de o ser), esqueletos de armários e a engolir um tal: “Plano Especial Catita” que tinha provocado a demissão do Marreco primeiro. O Marreco “filósofo” (chefe dos rosas) independentemente de ter apresentado a sua demissão ao lugar de Marreco primeiro, e de ser o principal indiciado pelo lamaçal em que o quintal se encontra, resolveu candidatar-se de novo ao poleiro do quintal. Em tertúlia realizada pelos rosa no café da esquina, ele acaba designado para nova corrida ao cargo de Marreco primeiro.
No entanto a disputa pelo poleiro no quintal Marrécal, não se fica pelos rosas e laranjas, existem outros grupos de marrecos que em virtude da sua escassez Marrécal, não têm conseguido impor-se. Estes grupos de Marrecos minoritários, parecem sofrer de (S.P.M.) “Síndroma Politique Menor” , que os impede de crescer e de se multiplicarem, de forma a poderem ter voz activa nas discussões do quintal Marrécal.
A luta ao poder no quintal Marrécal está à aquecer, espera-se a todo o instante novos episódios, episódios que este cronista da fava, (com bom enchido e de preferência da minha Beira Baixa), irá aqui relatar de forma muito aérea e sem os devidos cuidados "politiqueiros". Quem não gostar destas analises muito rascas, pode sempre manifestar-se na secção dos comentários, comentários esses que serão sempre respeitados, (mesmo aqueles que digam mal do cronista da fava).
Até há próxima crónica Marrecal.

“Quarenta Albicastrenses presentes na praça do Município, pelos quarenta cedros abatidos na Sra. de Mércules”.

É a acção proposta por este albicastrense, aos homens e mulheres da minha terra, para o dia feriado da nossa cidade. Quarenta albicastrenses silenciosamente durante uma hora, na praça do Município, em lembrança dos velhos cedros, para recordar a quem mandou fazer esta barbárie, que o espaço da Sra de Mércules não é a quinta do (Ti Manel das Bolotas) onde ele pode por e dispor a seu belo prazer, mas antes, um local muito querido dos albicastrenses.
Das 10.00 às 11.00 da manhã no dia feriado da minha terra, eu irei estar silenciosamente na praça do Município, a dizer a quem por ali passa, que de futuro não mais poderá ser possível este tipo de acontecimentos.

Eu serei um dos quarenta!... E você ?

O Albicastrense

MUSEU FRANCISCO TAVARES PROENÇA JÚNIOR - "A primeira publicação de 2020"

CASA DO PESSOAL  DO  MUSEU FRANCISCO TAVARES PROENÇA JÚNIOR. Terminei o ano de 2019 com uma publicação sobre o nosso museu. Para c...