quarta-feira, junho 08, 2011

TIRAS HUMORÍSTICAS – LXXXIII


Bigodes militante ferrenho do PS, não resistiu à tragédia dos resultados das eleições e numa acto de descontrolo emotivo, resolveu explodir os pensamentos tóxicos que o angustiavam.
Companhia militante tenaz do PCP, goza com o pobre do Bigodes.
O Albicastrense

REVISTA ESTUDOS DE CASTELO BRANCO - IV

        MEIO SÉCULO AO SERVIÇO DOS ALBICASTRENSES

No dia em que a revista, “Estudos de Castelo Branco” celebra os seus cinquenta anos de existência (8 de Junho), aqui fica o quarto post sobre ela. A revista publicou em algumas das suas edições, uma rubrica a que deu o nome de: “Miscelânea de cartas e documentos”.
Rubrica onde encontrei algumas notas interessantes e, das quais destaquei a que aqui vou postar; “O Paço dos Alcaides-Mores”. Tentei encontrar o nome do autor, mas infelizmente não o consegui.

O Albicastrense

terça-feira, junho 07, 2011

OBRAS PARA ENGANAR “TOLOS”.





As celebrações de determinados acontecimentos de âmbito nacional em localidades do interior do país, leva a que muitos dos responsáveis pelas autarquias dessas localidades, ponham em prática o sistema das obras de engraxamento, também conhecidas pelas obras: “do engana olhos”.Estas obras consistem em mostrar a quem participa nessas celebrações, ou a quem as vê através das imagens transmitidas pelas várias televisões, que na terra escolhida para as ditas celebrações é tudo uma maravilha. Vem esta conversa a propósito das celebrações do 10 de Junho, que se realizam este ano em Castelo Branco.
Como não sou de ficar parado em casa, à espera do dia de amanhã, dei uma volta por vários locais da minha terra para ver como vão os preparativos para o dia 10 de Junho, ao passar pela Praça Camões, fiquei com os olhos completamente arregalados e por pouco não me dava o badagaio. Então não é, que o presidente da autarquia da minha terra, resolveu (como se pode ver nas fotos aqui expostas), lavar a cara ao velho edifício que serviu de biblioteca nos últimos anos e que agora está parcialmente desocupado!
Acontece que este albicastrense conhece a pobreza franciscana das instalações que a Cruz Vermelha ocupa neste velho e magnifico edifício, (uma autêntica miséria), assim como o deplorável estado em que se encontra todo o edifício.
Perante a pobreza das instalações ocupada pela Cruz Vermelha e perante o estado lastimoso em que se encontra este velho edifício, esperava este albicastrense que a sua autarquia recuperasse um edifício, cuja história é parte integrante da história da minha terra. Em vez disso o presidente num golpe de magia, resolve pintar a fachada, dar a perceber a quem por ali passar nesses dias, que o belo edifício esta bonzinho graças à autarquia albicastrense.
Se fosse mauzinho podia pensar para com os meus botões, o seguinte:
- Será que o estado deplorável em que este bonito edifício se encontrava, iria envergonhar os nossos responsáveis autárquicos e tirar o apetite aos ilustres convidados das celebrações do dia 10 de Junho, quando se dirigirem ao restaurante Praça Velha para encher a “pançinha” ?
- Ou será que para aquele local está marcado algum espectáculo para a noite de 10 de Junho, e como tal, não era desejável que os convidados para as cerimónias, vissem o estado deploravel em que este belo edificio se encontrava?
Responda quem souber e quiser, que este tipo de comportamento até me tira a vontade de passear pela Praça Camões.
O albicastrense

domingo, junho 05, 2011

VELHAS IMAGENS DA MINHA CIDADE - XVII



A imagem que aqui coloque à disposição dos visitantes, relata um acontecimento passado numa das velhas praças de Castelo Branco.
O local não me parece difícil de descobrir, porém, desta vez vou ser mais exigente e vou pedir a quem costuma responder e este passatempo, que diga: o local em que esta fotografia foi captada, o que estão estas pessoas a “inaugurar” e, em que ano se deu este acontecimento?
Se alguém responder correctamente, o albicastrense deixa que o sortudo lhe pague um cafézinho no café do Daniel.
PS. Tal como das outras vezes, as respostas certas só serão publicadas dois ou três dias depois, para que todos possam responder.
O Albicastrense

sexta-feira, junho 03, 2011

FUZILEIROS



MEIO SÉCULO DE EXISTÊNCIA
(3 de Junho de 1961 - 3 de Junho de 2011)
"Fuzileiros uma vez, Fuzileiros para sempre !!"

Raramente aqui postei, postes sobre algo que não tivesse a haver com a minha terra, no entanto como existe sempre uma primeira vez para tudo, também aqui vai acontecer. As televisões têm divulgado imagens relativas a acontecimentos passados na Escola de Fuzileiros que não só envergonham a grande maioria dos Portugueses, mas, que envergonham ainda mais aqueles que como eu ali prestaram o seu serviço militar.
Não sei se aquilo que foi visto pelos Portugueses nas suas televisões se trata de um acto isolado, ou se pelo contrário, estamos perante mais uma praxe rasca, seja porém aquilo que for, este é um acto ignóbil que não pode ficar sem a devida punição.
Porém, convém lembrar não só aqueles que divulgaram estas imagens, mas principalmente aqueles que do lado de cá do ecrã as viram, que os fuzileiros da Marinha de Guerra Portuguesa, nunca foram, não são, e nunca serão um grupo organizado de desordeiros ou malfeitores. 

- A Força de Fuzileiros da Marinha de Guerra Portuguesa, foi e será sempre uma organização, onde aqueles que tiveram a honra de a servir, nunca se envergonharão de a ter servido.
Este albicastrense tem orgulho de ter servido a Marinha de Guerra Portuguesa, entre 1971 e 1975.Tem igualmente o orgulho de ter frequentado em Vale de Zebro, os cursos de fuzileiro naval e fuzileiro especial e de nunca ali ter presenciado naqueles tempos tão difíceis, situações como a que foi agora denunciada pela comunicação social. E tem ainda a honra, de ter prestado serviço militar num destacadamente de fuzileiros Especiais em Angola, entre 73/75.
Perante tal orgulho e honra, este antigo fuzileiro só pode esgrimir em defesa da instituição que serviu entre 1972 e 1975, que por mais desordeiros ou irresponsáveis que por ela passem, ele se orgulhará sempre de ali ter deixado alguns dos melhores anos da sua vida, independentemente da guerra em que teve de participar em Angola. Este antigo fuzileiro que transportará para a sua tumba, a boina que conquistou na Escola de Fuzileiros em Vale de Zebro, só pode aqui declamar o lema que ali aprendeu a respeitar: "Fuzileiros uma vez, Fuzileiros para sempre!!"
O Albicastrense

quarta-feira, junho 01, 2011

NOTAS TOPONÍMICAS



POSTIGUINHO DE VALADARES
Havia, nas primeiras muralhas de Castelo Branco, quatro portas assim chamadas: do Pelame, de Santiago, da Traição e do Ouro. Reconheceu, porém D. Dinis, quando em 1285, visitou a vila, que era mister alargar o perímetro das muralhas e logo ordenou que, à custa das rendas reais, se procedesse imediatamente à construção de novas muralhas. E, como D. Dinis fez tudo quanto quis, a ordem do rei foi cumprida sem delongas. As segundas e ultimas muralhas, ficaram com as seguintes portas: de Santiago, da Traição, do Ouro, do Esteval, de Santarém, do Espírito Santo e da Vila. Anos depois, abriram-se para a comodidade do Povo, mais três serventias: a porta do Relógio, o Postigo e o Postiguinho de Valadares. A seguinte informação de António Roxo é preciosa para o descobrimento deste última serventia:

A rua que, descendo do Castelo perpendicular à Rua dos Ferreiros, finda em frente do Postiguinho de Valadares, chama-se dos Peleteiros”.

Localizado o velho Postiguinho de Valadares, falemos do étimo deste restritivo, Valadares, meu objectivo principal. Bastará, para tanto, consultar a Toponímia Hispânica de D. Ramon Menénedez Pidal. Ali nos diz claramente o saudoso filosofo espanhol: Cerca, Cercado, Valada e Valadares tem igual significado. Postiguinho de Valadares é, pois, o mesmo que Postiguinho da Cerca, dando à cerca a significação que Cândido de Figueiredo regista:

Obra com que se rodeia ou fecha um terreno”.

No nosso pais, nomeadamente nas províncias nortenhas, há várias localidades e sítios com o nome de Valadares, assim como há muitas pessoas com a mesma palavra a servir de apelido. As vezes, é difícil decidir se foi do topónimo que nasceu o antropónimo, se se deu o caso inverso. O mais seguro é supor o antropónimo provindo do topónimo, sempre que aquele seja precedido da preposição de. Assim: F. de Almada, de Almeida, da Costa, de Gouveia, de Valadares, etc., etc., são apelidos a que a proposição dá imediata ideia de procedência.

Artigo da autoria do: Prof J. Diogo Correia publicado na revista Estudos de Castelo Branco, em Janeiro de 1970

O Albicastrense

terça-feira, maio 31, 2011

MUSEU FRANCISCO TAVARES PROENÇA JÚNIOR - "A primeira publicação de 2020"

CASA DO PESSOAL  DO  MUSEU FRANCISCO TAVARES PROENÇA JÚNIOR. Terminei o ano de 2019 com uma publicação sobre o nosso museu. Para c...