quarta-feira, julho 13, 2011

TIRAS HUMORÍSTICAS - LXXXV



BIGODES & COMPANHIA
Bigodes & Companhia divertem-se com a sugestão (muito imaginativa), de alguns visitantes deste blog.
Na continuação desta reinação, a dupla apela aos albicastrenses, que apoiem a “hipotética venda” do Solar dos Viscondes de Portalegre e Castelo Branco, (hoje conhecido como edifício do Governo Civil).
Consta nos mais escuros corredores de negócios, que existe um grupo de investidores Chineses, que pretendem instalar no edifício, não um Centro Comercial Chinês, mas antes um Centro Cultural Chinês, (sem pista de gelo, ou de patins em linha).
Segundo uma fonte “muitíssimo” anónima, a iniciativa da dupla “Bigodes & companhia” conta desde já, com o apoio dos mais ilustres desconhecidos albicastrenses.
PS. Tradução: xìe xìe: “Obrigado”. Ni hao: “Oi
fei - cháng gàn xìe / hen gàn xìe: “Muito obrigado”.
O Albicastrense

segunda-feira, julho 11, 2011

LOCAIS DESCONHECIDOS DA MINHA TERRA



Estas fotografias dizem respeito a uma parte da velha muralha albicastrense, (parte da muralha que alguém proclamou recentemente tê-la descoberto!... ).
As fotografias foram tiradas pelo buraco da fechadura do velho portão, portão que está fechado há muitos e muitos anos, impedindo desta forma o acesso aos albicastrenses para poderem visitar a velha senhora neste sitio.
A pergunta que aqui deixo é a seguinte: Onde fica este local na nossa cidade? Não sabe! Então deixe que lhe diga que anda desatento ao que se passa na nossa cidade.
PS. Tal como das outras vezes, as respostas certas só serão publicadas, dois ou três dias depois para que todos possam responder.
O Albicastrense

sábado, julho 09, 2011

A MINHA TERRA E OS SEUS SOLARES


Segundo o jornal Reconquista, o Governo decidiu em concelho de ministros, alienar os bens que estavam à disposição dos Governos Civis.
Entre esses bens, (segundo a mesma noticia) constam viaturas, recheio dos edifícios e os próprios edifícios. Ou seja, os ditos senhores preparam-se para vender o antigo Solar dos Viscondes de Portalegre e Castelo Branco, (entre outros) hoje conhecido por edifício do Governo Civil.
Antes de qualquer comentário sobre esta hipotética venda, vou primeiro contar um pouco da história da sua aquisição.
UM POUCO DE HISTÓRIA
Segundo o livro: “O Programa Polis em Castelo Branco” da autoria de, António Manuel da Silva Silveira, Leonel Lucas Azevedo e Pedro Alexandre Quintela d'Oliveira, aqui fica um pouco da história da aquisição deste palácio
A história da aquisição de este edifício começa em 1886, quando o Bispado de Portalegre, a pensar fazer obras no Paço de aquela cidade, pede a desocupação do Paço de Castelo Branco para ai residir durante a realização das ditas obras. Acontece que o Governo Civil e a Junta Geral do Distrito eram duas repartições a funcionar no Paço, vendo-se assim convidadas a sair e na consequente obrigação de encontrar casa nova, a 2 de Janeiro 1887 a Junta Geral do Distrito decide adquirir o palácio dos Viscondes de Portalegre e Castelo Branco para ai instalar o Governo Civil e a Junta Geral.
Para o efeito solicitaram apoio ao Governo, através da atribuição de um subsidio correspondente à terça parte do custo total do imóvel ou, como segunda hipótese, a atribuição de uma verba cujo o montante mínimo fosse de 10.000.$00. A esta verba a Junta Geral acrescentava uma outra de 41.000$00, montantes com os quais se acreditava “levar o barco a bom porto”. O doutor Ruivo Godinho, encarregado das negociações, envia o seguinte oficio ao proprietário do edifício:
Estando a Comissão Executiva encarregada de obter um edifício competente para as repartições do Governo Civil e Junta Geral e constando a mesma Comissão que V. Exª não terá duvida em vender ou arrendar a sua casa de residência n'esta Cidade, peço a V. Exª que no caso afirmativo se digne dizer-me qual o preço da venda ou da renda, e se permite, que a Comissão vá ver a casa e lhe mande tirar a planta, se for necessário. (Godinho, 7.1.1887)
O Visconde de Portalegre e Castelo Branco acede à venda do imóvel, em 1888, por 31.000$00. A junta Geral aprova a compra do edifício em sessão de 21 de Novembro de 1889. De imediato se iniciam as obras de remodelação e adaptação do solar às novas funções, trabalhos que terminam em Agosto de 1891, mês em que as repartições em causa se instalam nos novo aposentes. No ano seguinte a Junta Geral vota uma verba para a condução de agua de abastecimento e ajardinamento do quintal do palácio.
Depois de um pequeno resumo histórico sobre a aquisição deste Solar por parte de alguns dos nossos antepassados, um pequeno comentário deste albicastrense.
Esta medida (que me desculpem os responsáveis por ela), leva-me a pensar que quem a tomou, não utilizou as “celulazinhas cinzentas”, tantas e tantas vezes valorizadas por Hercule Poirot, para descobrir os responsáveis pelos muitos crimes cometidos nos seus filmes, (Poirot detective criado por Agatha Christie) mas antes, as células da estupidez, da ganância e ainda aquelas que regulam o bom senso, (se é que tais células existem) para porem em prática esta doidice.
Este antigo Solar pertence à nossa cidade e aos albicastrenses, não serão estes “ditos senhores”, que agora irão vender aquilo que muito custou aos nossos antepassados adquirir.
- Perante esta ideia estapafúrdia, será que os albicastrenses e sua autarquia, vão ficar sentados, mudos e calados perante esta afronta?
- Será que os albicastrenses, querem ver este antigo Solar ser transformado um sexo stop, centro comercial ou num qualquer Clube para ricos? (se é que ainda existe gente endinheirada por aqui).
- Ou será, que de uma vez por todas, vamos demonstrar a estes senhores que por aqui ainda existe, gente com amor à sua terra e que não iremos engolir mais esta afronta?
O Albicastrense

quinta-feira, julho 07, 2011

TIRAS HUMORÍSTICAS - LXXXIV



"BIGODES & COMPANHIA"
Bigodes & Companhia galhofam com as declarações do nosso presidente ao jornal “Povo da Beira” desta semana.
Declarações em que o presidente declara, que a câmara pretende mudar o Chafariz de sitio, “porque ali está a degradar-se”.
O Albicastrense

terça-feira, julho 05, 2011

OBRAS NA MINHA TERRA


RUA DOS PRAZERES
Depois do post sobre as obras no Jardim do Paço, eis que surge na rua dos Prazeres outra obra que deixa o autor deste blog algo preocupado.
Fui no passado domingo avisado por um amigo, que na rua dos Prazeres estavam a mandar abaixo algumas casas, dirigi-me ao local para ver de perto o que por ali se estava a passar.
Das fotografias que captei no local, postei neste post meia dúzia para que aqueles que visitam este blog, possam ter uma ideia sobre as referidas obras. Segundo pude ver no local, a obra está devidamente licenciada pela autarquia albicastrense.
Este albicastrense não é especialista em arqueologia e nem por ai anda perto, no entanto, perante o que por ali viu tem algumas perguntas a fazer aos responsáveis que autorizaram estas obras.
Sendo a construção destas casas do século XIX, (se estiver errado peço desculpa) pressupõe este albicastrense, que ao autorizar estas obras, os responsáveis por tal decisão, (a nossa autarquia) tenham informado o respectivo departamento de arqueologia da autarquia da decisão tomada.
Se assim for! Pressupõe este albicastrense, que estas obras estejam a ser devidamente acompanhadas pelos responsáveis do tal departamento.
Se as obras estão a ser devidamente acompanhadas pelos responsáveis do tal departamento, pressupõe este albicastrense que os serviços de arqueologia da sua autarquia, estarão a tomar notas, a proteger e a salvaguardar tudo o que seja digno de ser salvaguardado.
Se assim for! Pressupõe este albicastrense, (e com certeza todos os albicastrenses) que nada do que ali for encontrado, será destruído ou sepultado (como aconteceu na Praça Postiguinho de Valadares, ou Largo de S. João) para que as obras não parem.
Se assim acontecer, é caso para dizer que a autarquia da minha terra, está a fazer um bom trabalho na defesa do seu património, e que está atenta às licenças do manda abaixo, sejam elas em que local forem da minha terra. Se pelo contrário, nada do que eu disse anteriormente estiver a acontecer, o melhor é enfrentar a dura realidade de que tudo o que eu pressupôs, mais não é que fantasia minha, e de que mais uma vez homens e mulheres da minha terra, irão perder a oportunidade de ficar a conhecer um pouco melhor a história daquela zona da sua terra.
Ps. Já depois de ter escrito este post, passei pela rua dos Prazeres na segunda e terça-feira, onde constatei que as obras estão paradas. Quererá este facto dizer que as obras estão a ser avaliadas, em virtude de se querer proteger parte da fachada da velha casa e o velho muro? Vou aguardar para poder ajuizar melhor o papel da minha autarquia neste caso.
O Albicastrense

sábado, julho 02, 2011

FARMÁCIA HIGIENE



78 ANOS DEPOIS
A
FARMÁCIA HIGIENE MUDA DE NOME
A mais velha farmácia da Castelo Branco mudou de nome. Nada é eterno dirão alguns! É verdade... no entanto, confesso que me custa assistir de bancada a esta mudança, mudança que este albicastrense compreende, mas que não pode deixar de estranhar.
Tentei saber um pouco da história da mais velha farmácia albicastrense, após algumas perguntas por aqui e por acolá, fiquei a saber que a mesma abriu portas em 1933, não no actual local onde está hoje instalada, mas em dois locais diferentes ao mesmo tempo, um na rua dos Prazeres e outro na rua J. A. Morão.
Segundo penso, um dos estabelecimentos destinava-se à venda de medicamentos, o outro seria um laboratório de analises clínicas. Tentei saber na biblioteca da nossa cidade, através do jornal “A Era Nova”, (jornal que se publicava nessa altura) se o seu nascimento tinha sido noticiado no referido jornal.
Infelizmente, a sua abertura não mereceu referência na imprensa da nossa cidade, porém, em Maio de 1933 saiu no referido jornal o primeiro anuncio sobre a farmácia Higiene. E nada mais consegui encontrar sobre a história desta velha farmácia.
Termino este post afirmando o seguinte: substituir o nome de Higiene por Progresso, poderá será apenas uma questão contabilística, pois os albicastrenses de hoje e de amanhã, continuarão a chamar-lhe sempre, a antiga Farmácia Higiene.
O Albicastrense

MUSEU FRANCISCO TAVARES PROENÇA JÚNIOR - "A primeira publicação de 2020"

CASA DO PESSOAL  DO  MUSEU FRANCISCO TAVARES PROENÇA JÚNIOR. Terminei o ano de 2019 com uma publicação sobre o nosso museu. Para c...