sexta-feira, agosto 12, 2011

SINAL VERMELHO


SITUAÇÕES ESTRANHAS....
Confesso que por vezes (perante determinadas situações), dou comigo a pensar: como é possível isto acontecer !?
Vem esta interrogação, a propósito da situação que as fotos que ilustram este post, documentam.
Então não é que a autarquia da minha terra, gasta uma pipa de massa na construção de contentores de lixo subterrâneos, e depois, certos comerciantes, colocam o lixo não dentro dos contentores, mas em plena rua!....
Perante esta bandalheira, uma questão se coloca: São os contentores que não têm capacidade para ali ser colocado este tipo de lixo, ou os senhores comerciantes acham que dá muito trabalho dobrar os cartões, para os colocar nos contentores?
Não sei qual o motivo! No entanto... este albicastrense não pode deixar de estranhar tal atitude, e exige aos responsáveis pelo sector do lixo da sua autarquia, a tomada de medidas perante esta “lixeirada” ao ar livre, que não só envergonha os albicastrenses, como os responsáveis por este sector na autarquia albicastrense.
O Albicastrense

quinta-feira, agosto 11, 2011

VELHAS IMAGENS DA MINHA TERRA - XV


A fotografia deste mês, foi publicada no antigo Jornal; “A Beira Baixa”, na década de setenta do passado século.
Ela diz respeito à inauguração de uma instituição de prestigio de Castelo Branco. As personagens que vemos na fotografia, serão para muitos, personagens “quase pré-históricas”, porém, algumas destas personagens, estão ainda hoje muito presentes na memória de muitos portugueses, uns por bons motivos, outros por motivos bastante dolorosos.
A pergunta é a seguinte: em que ano foi esta imagem captada, e qual o acontecimento que ela relata, (já agora) conhece alguma destas personagens ?
Para os mais novos, (uma vez que a imagem tem já muitos anos), recomendo um olhar mais atento, pois nela podemos observar algo que nos indica o local onde ela foi captada.
PS. Tal como das outras vezes, as respostas certas só serão publicadas dois ou três dias depois, para que todos possam responder.
O Albicastrense

terça-feira, agosto 09, 2011

EXPOSIÇÃO - XXII / XXIII


(11)

(12)

ANTÓNIO ANDRADE FERNANDES

11 - " COIRELAS, QUERELAS E CONTENDAS "

(Foi elaborado no ano de 2008)

12 - " JUNTAR OS TRAPINHOS "

(Foi elaborado no ano de 2008)

O Albicastrense

domingo, agosto 07, 2011

O RERESSO DA FOTOGRAFIA ANALÓGICA...



Para desanuviar um pouco dos post’s de história, vou colocar àqueles que gostam de fotografia e que visitam este blog, a seguinte questão: como é de conhecimento geral, o aparecimento da fotografia digital colocou às portas da morte a fotografia analógica, no entanto, esta doença parece não ser irreversível, pois nos últimos tempos têm surgido sintomas que apontam para a recuperação da gravíssima doença, que atingiu a analógica.
A recuperação não será tanto no aspecto comercial, mas antes como “hobby”, ou (se me for prometido), no aspecto cultural. Como estou em Lisboa fui avisado por familiar, do aparecimento de novas lojas de fotografia, lojas que vendem unicamente velhos modelos de máquinas fotográficas analógicas, de 135 e 120 e cuja a conversa no seu interior é sempre a fotografia analógica, sendo quase um sacrilégio entrar nestas lojas, com maquinas digitais.
Visitei uma destas lojas situada na baixa de Lisboa, no interior da mesma, não pude deixar de sorrir, pois os modelos ali expostos, são os mesmos que nos anos oitenta, (altura em que me comecei a interessar pela fotografia), podíamos comprar em qualquer loja de fotografia.
Palavra! Que por vezes pensei que tinha regressado ao passado... ali fiquei igualmente a saber, que o negocio vai bem e que se recomenda.
Se a analógica está ou não em convalescência, o tempo o dirá! Enquanto a dita cuja recupera ou não, este poste é alindado com fotografias captadas através de um telémovel.
Fotografias cuja a originalidade é imitar as velhas imagens das analógicas, (com bastante sucesso, segundo este albicastrense). O autor destas imagens “parece” (não sou eu), rendido no regresso ao passado, as perguntas que aqui coloco só podem ser as seguintes:
Estará a fotografia analógica morta e esquecida, ou o aparecimento destas lojas, dizem-nos que existe ainda espaço para o seu renascimento? O autor que recolheu e trabalhou estas imagens tem futuro, ou será apenas mais um sonhador ?
Deixe aqui a sua opinião...
O Albicastrense

sábado, agosto 06, 2011

EFEMÉRIDES MUNICIPAIS XLIX

A rubrica Efemérides Municipais foi publicada entre Janeiro de 1936 e Março de 1937, no jornal “A Era Nova”. Transitou para o Jornal “A Beira Baixa” em Abril de 1937, e ali foi publicada até Dezembro de 1940. A mudança de um para outro jornal deu-se derivada à extinção do primeiro. António Rodrigues Cardoso, “ARC” foi o autor desde belíssimo trabalho de investigação, (Trabalho que lhe deve ter tirado o sono, muitas e muitas vezes).
O texto está escrito, tal como foi publicado. Os comentários do autor estão aqui na sua totalidade.
(Continuação)
E os procuradores do povo mostraram-se bons rapazes. Para se convencerem de que realmente assim foi, vejam lá como as coisas se passaram;
Anno do Nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo de mil sete centos noventa e hum anno aos dezasseis dias do mez de Fevereiro do dito anno em esta Cidade de Castelo Branco e Cazas da Camara della aonde foram convocados por Pregoes públicos toda a Nobreza e Povo desta Cidade e seu termo e ahi pelo Doutor Juiz de Fora Gervazio José Pacheco de Cavallaria foy dito que elle estava encarregado de aquartelar vinte e Prassas de Cavalaria que S. Magestade manda estabelecer nesta Cidade e vendo o grande prejuizo que se seguia dos quarteis particulares o qual se podia obviar com muita facelidade: lhe propoz que elles deviam ceder do direito que tinhão ao produto do monte da piedade para se fazer hum quartel onde se pudessem acomodar as referias Prassas com separassem dos particulares, não se podendo dar milhor aplicassam ao referido producto foy respondido por todos que elles cedião do direito e convinhão na referida apilicação , e como os moradores deste cidade não tinhão dinheyro algum no Monte de Piedade se obrigavão a concorrer para o mesmo quartel com todos os sobejos dos bens do Povo de que o dito Menistro mandu fazer este auto que com elle assignarão”.
O bom do escrivão Aranha, ao redigir este auto, estava um pouco com a cabeça no ar. Diz que foram “convocados por Pregoes públicos toda a Nobreza e Povo” e afinal não aparece nenhuma assinatura de qualquer membro da nobreza. Nem admira, porque a nobreza não tinha sido convocada. Foram convocados os procuradores do povo, como diz na acta de 13 de Fevereiro, e são esses que assinam, além do ”Juiz de Monforte”, e do “ Juiz de Escalos de Bayxo”.
Por sinal nada menos de oito assinam de cruz. É conveniente notar que, quando a mesma palavra aparece, nas transcrições que das actas fazemos, com ortografia diferente, não sucede assim por descuido nosso: é o nosso escrivão Aranha que umas vezes escreve Praça e outra vezes Prassas, umas vezes escreve aplicação e outras vezes aplicassem, etc., etc..
E agora os vereadores descansam por um mês e pico. Só tornam a reunir em sessão no dia 25 de Março. Antes disse, porém, encontramos um “termo” que não deixa de ser interessante e por isso o reproduzimos:
Aos nove dias de Março de mil setecentos noventa e hum annos em esta cidade de Castelo Branco e Cazas da Camara della sendo prezentes o Doutor Juiz de Fora desta Cidade Gervazio José Pacheco de Valladares e os vereadores a baixo assignados foy chamado o Furriel que de prezente se acha destacado nesta Cidade Manuela da Fonseca e pello dito Menistro e officiais da Camara lhe forão mandados entregar vinte e quatro enxergas, vinte e quatro travesseiros, vinte e quatro cobertores, e huma saca sendo estas enxergas e travesseiros de estopa nova, e os cobertores de saragoça ou pardelho tãobem novos para tudo servir de camas a vinte e quatro soldados que se achão destacados nesta dita Cidade, e tãobem recebeo uma jueyra, duas cantares de ferro e hua almotullia de Barro do que tudo mandarão fazer este termo que o dito Furriel assignará como recebeo tudo”.
Certamente meteram-se na “Estallaje velha da Rua da Ferradura”, a que faz referencia a acta de 7 de Fevereiro, que ainda não nos foi possível descobrir em que parte da rua ficava, apesar de nos termos esforçado por apurar isso.
(Continua)
PS. Mais uma vez informe os leitores dos postes “Efemérides Municipais”, que o que acabou de ler é, uma transcrição fiel do que foi publicado na época.
O Albicastrense

quinta-feira, agosto 04, 2011

ALBICASTRENSES ILUSTRES - XXII

PADRE ANTÓNIO PIRES
Nasceu em Castelo Branco em 1519, sendo filho de Pedro Fernandes e de sua mulher D. Catarina Fernandes. Segue os estudos em Coimbra, sendo seu mestre o douto D. Gonçalo da Silveira, mas não chega a formar-se em qualquer das faculdades, para o que devia ter contribuído certamente o seu temperamento activo e essencialmente prático, pouco inclinado às disciplinas teóricas e filosóficas.
No entanto, dotado de bom senso e grande virtude e, sentido de vocação para a vida religiosa, tomou ordens menores e, entusiasmado com os princípios proclamados por Inácio de Loiola entra na Companhia de Jesus a 5 de Março de 1548. Mas, ainda noviço e servindo de porteiro do Colégio da Companhia em Coimbra, arrepende-se e pensa em sair, talvez sonhando uma vida mais intensa no cumprimento dos seus ideais.
Era então Reitor do Colégio o Padre Luís da Grã e, se não fora a sua intervenção esclarecida e amiga, teria levado a cabo tal desígnio.
Esta atitude, porém, aliada a um constante zelo e vontade de servir, foram certamente as razoes que determinaram a sua escolha para fazer parte do grupo de cinco jesuítas, que chefiados pelo padre Manuel da Nóbrega são enviados em acção missionaria ao Brasil, conjuntamente com o primeiro Governador Geral Tomé de Sousa. A armada sai de Lisboa a 1 de Fevereiro de 1549 e aporta à Baia de todos os Santos, a 29 de Março e, dois dias depois, domingo, o padre Manuel de Nóbrega celebra a primeira missa da Companhia naquele continente.
Assim se inicia a acção extraditaria de Sociedade de Jesus no Brasil, que iria concretizar-se nas realizações mais diversas e, repercutir-se profundamente nas actividades espirituais, económicas, culturais e sociais daquele grande território.
O padre António Pires, na sua ânsia de missionar, em breve se aventura até distantes aldeias dos nativos, mas ainda não aclimatado é atacado de paludismo. Por esse motivo passa a estar mais tempo em S. Salvador da Baia, onde serve de coadjutor ao Padre Nóbrega, entregando-se com ele à conversão do gentio, (educação de meninos) e morigeração dos brancos, no que tocava sobretudo à pureza dos costumes e liberdade dos índios.
O facto de coincidir o estabelecimento da Missão da Sociedade de Jesus no Brasil com o do Governo Geral, deu-lhe o ensejo de colaborarem na função da cidade de S. Salvador da Baia, empresa iniciada em principio de Maio. E, enquanto de edificavam outras obras na nova capital do Brasil, ergue-se a igreja de N. Sr. Da Ajuda, construída pelos jesuítas com as próprias mãos, indo ao mato buscar a madeira e fazendo os taipais. Neste trabalho tem acção preponderante o padre António Pires, pois que, homem de força e hábil de mãos aprende a arte de carpintaria e preside às primeiras construções materiais da Companhia. Deste modo, a 1 de Novembro de 1549, quando o Padre Nóbrega parte com a armada a visitar os cristãos da costa de S. Vicente até Porto Seguro, deixa na Baia o padre António Pires em seu lugar, trabalhando na primeira igreja da Companhia, que foi a da Ajuda, à qual se segui a ermita do Monte Calvário e a igreja que depois se chamou do Terreiro de Jesus.
E, além de ocupado com confissões e os doentes do Hospital, ainda deu principio a uma casa destinada à recolha e ensino dos meninos dos gentios novamente convertidos. Entretanto, o padre Manuel de Nóbrega regressa e, desejando alargar cada vez mais a acção da Companhia, parte novamente em meados de Julho de 1551, levando consigo o Padre António Pires para Pernambuco, onde só chegam em fins do mesmo mês, pois a viagem revestiu-se das maiores dificuldades e perigos.
Ali iniciam uma acção meritória, mas em Janeiro de 1552, o padre Nóbrega volta à Baia, pelo que o padre António Pires fica só, confessando e pregado, convertendo.
Em fins de 1553 regressa a Baia e, ali ocupa os cargos de Reitor, de Superintendente e de Mestre de Nocivos. Fez os votos de coadjutor espiritual formado, sendo considerado a pessoa de mais autoridade no Brasil para governar a Província como Vice Provincial, assumindo de novo este cargo em 1570 e, no exercício do qual acabou os seus dia a 27 de Março de 1572.
Texto da autoria de: Manuel da Silva Castelo Branco
O Albicastrense

segunda-feira, agosto 01, 2011

DO BAÚ PARA O BLOGUE


275 ANOS DEPOIS
No dia 1 de Agosto de 1736, faleceu no Paço Episcopal de Castelo Branco, o 45º Bispo da Guarda, D. João de Mendonça.
D. João de Mendonça; nasceu em Estremoz em 1 de Junho de 1673. Foi o sexto filho do Conselheiro de Estado D. Loureço de Mendonça, terceiro conde de Vale de Reis, regedor das justiças e deputado da Junta dos Três Estados, e de D. Maria de Mendonça, filha de Manuel de Sousa de Silva e de D. Joana de Mendonça. Estudou Humanidades no colégio de Santo António de Lisboa e Direito Canónico na Universidade de Coimbra. Em 15 de Junho de 1694 foi provido, pelo Cabido da Guarda no cargo de arcediago daquela diocese.
Em 28 de Dezembro do mesmo ano tomou posse do Canonicato e do lugar de tesoureiro-mor da arquidiocese de Évora. Doutorou-se em Cânones, na Universidade de Coimbra, em 17 de Julho de 1698. Foi nomeado em Novembro do mesmo ano, condutário com privilegio de lente e depois de 1700 ascendeu a lente da Universidade, regendo varias cadeiras. 
Em 1704 foi deputado extraordinário do Santo Oficio e em 1709 o Rei D. João V nomeou-o Sumilher de Cortina. Foi promovido a bispo da Guarda em 1711, desempenhando este cargo durante 23 anos com inteira justiça, segundo os seus biógrafos. 
Vivia com grande pompa e residiu frequentes vezes no Paço de Castelo Branco, onde veio a falecer em 1 de Agosto de 1736. D. João de Mendonça, mandou construir o Jardim de Paço Episcopal, com uma traça que obedeceu ao estilo Italiano.
 O Albicastrense

MUSEU FRANCISCO TAVARES PROENÇA JÚNIOR - "A primeira publicação de 2020"

CASA DO PESSOAL  DO  MUSEU FRANCISCO TAVARES PROENÇA JÚNIOR. Terminei o ano de 2019 com uma publicação sobre o nosso museu. Para c...