sexta-feira, outubro 14, 2011

BISPO TORGAL FERREIRA


VIVA A CORAGEM
Bispo Torgal Ferreira: os desvios não são provados nem explicados "Ossadas de Sá Carneiro devem andar às voltas no túmulo", diz Bispo das Forças Armadas
«Tenho medo que tentativa salvacionista se transforme num suicídio», diz D. Januário Torgal Ferreira
O bispo das Forças Armadas, Januário Torgal Ferreira, lamentou hoje que os sucessivos «desvios colossais» não sejam explicados nem provados e considerou que as medidas anunciadas pelo governo revelam «falta de lucidez».
Januário Torgal Ferreira falava à Agência Lusa a propósito das medidas anunciadas quinta-feira pelo primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, entre as quais a eliminação do subsídio de férias e de natal para alguns trabalhadores. «Quem me garante que em Janeiro não existirá um outro desvio colossal, quem sabe inventado, para apanhar mais dinheiro?», questionou o bispo.
O bispo sublinha:
«As pessoas não apresentam provas das realidades das situações, para as quais eu tenho de despejar dos meus bolsos o pouco dinheiro que tenho. Então era um desvio colossal e agora são vários?».
«Estou disposto a colaborar e a cooperar, como é meu dever, para salvar o meu país, mas tenho muito medo que uma tentativa salvacionista se transforme num suicídio», disse.
Januário Torgal Ferreira considera que as medidas agora anunciadas terão «consequências graves perante gente que nunca teve nada, nunca foi respeitada, ainda que seja a boca dos mais vulneráveis, os mais pobres e aflitos».
O Albicastrense

quinta-feira, outubro 13, 2011

VELHAS IMAGENS DA MINHA CIDADE – XVI


Mais uma vez as minhas desculpas pela má qualidade da imagem, (trata-se se uma fotocópia). "Fotografia da autoria de: Paiva Pessoa"
A imagem deste mês terá sido captada nos anos vinte ou trinta do século passado, e tem direito a banda.
A pergunta é a seguinte: Onde fica atualmente este local em Castelo Branco?
A firma “Ferreira & Russinho” ligada ao sector do calçado, manteve-se por muitos e muitos anos, na casa que podemos ver nesta velha imagem.
O local que esta imagem nos mostra, não parece difícil de identificar, pois a velha casa (hoje em ruínas) ainda hoje por lá se encontra.
PS. Tal como das outras vezes, as respostas certas só serão publicadas dois ou três dias depois, para que todos possam responder.
O Albicastrense

terça-feira, outubro 11, 2011

EFEMÉRIDES MUNICIPAIS - LI



A rubrica Efemérides Municipais foi publicada entre Janeiro de 1936 e Março de 1937, no jornal “A Era Nova”. Transitou para o Jornal “A Beira Baixa” em Abril de 1937, e ali foi publicada até Dezembro de 1940. A mudança de um para outro jornal deu-se derivada à extinção do primeiro. António Rodrigues Cardoso, “ARC” foi o autor desde belíssimo trabalho de investigação, (Trabalho que lhe deve ter tirado o sono, muitas e muitas vezes).
O texto está escrito, tal como foi publicado.
Os comentários do autor estão aqui na sua totalidade
.
(Continuação)Sessão de 30 de Junho de 1791. Nada de interessante. Nomeação de “almotasseis” para servirem nos meses de Julho, Agosto e Setembro, ordem “para se acarretar o pam das folhas para as lajes e Eyras em que se ouverem da malhar” e mais nada“ por não haver mais que despachar.
A sessão imediata realizou-se no dia 10 de Julho e nela aparece o tesoureiro dos expostos com uma grande choradeira, porque não tinha dinheiro, já tinha posto algum do seu bolso e as coisas não podiam continuar assim.
Ora façam o favor de ler:
Nesta vereação foy aprezentada uma petição de Manuel António de Carvalho, thezoureiro dos ingeitados em que expunha que este Senado tinha fintado no presente ano para pagamento dos ditos trezentos mil reis e porque os mesmos Ingeitados são de prezente quarenta e quatro que dependem em cada hum mez trinta e tres mil reis vem a importar no anno trezentos noventa e seis mil reis e os vestidos importam sessenta e seis mil reis, e o ordenado da Rodeyra nove mil e seis centos reis fora despezas de alguns que se pagão a quem os vay levar ao termo que tudo virá a importar na quantia de quinhentos mil reis alem do Sup. estar dezempolço de cento outenta e seis mil seis centos e nove reis que de mais gastou nos annos antecedentes como consta da conta que se tomou o anno passado, e porque não pode suprir com a referida finta que se fez pertende outra tanta quantia que melhor paresse entrando os Montes das Freguesias como dantes hera costume. Pedindo que fossemos servidos proceder a segunda Finta. E Receberia mercê”.
Os vereadores ouviram, reconheceram que o que o pobre do tesoureiro dizia era verdade, descobriram que a lei permite que se fizesse nova finta, “quando como agora dellas há necessidade”, por isso lá lançaram nova contribuição na importância de de trezentos mil réis, cabendo 30.000 réis à cidade, 100.000 réis a Monforte, 10.000 a Malpica, 15.000 réis a Cafede, 10.000 ao Salgueiro, 25.000 réis a Alcains, 25.000 réis a Escalos de Cima, 25.000 à Lousa, 33.000 réis a Escalos de Baixo, 6.000 réis à Mata, 4.000 réis ao Palvarinho, 3.500 réis ao Juncal, 11.000 réis aos Cebolais, 6.000 réis ao Retaxo, 7.000 réis a Benquerenças, 6.000 réis aos Maxiais e 3.500 réis a Lentiscais.
A acta explica porque é que Monforte paga muito mais que qualquer outro lugar do termo. Diz assim:
E a segunda parcela destrebuem ao Povo de Monforte por ter muito rendimento, e o Conselho ter tão pouco que não chega para as suas despezas sabidas”.
A respeito das sete ultimas parcelas diz ainda acta:
As sete ultimas parcelas destrebuem aos Ferrolhos dos mesmos lugares que os Juizes fintarão proporcionalmente pellos moradores conforme a sua fazenda e rendimento cujo dinheyro os Juizes da cada hum dos refridos lugares remeterão ao mesmo Thezoureyro das Ingeitados António de Carvalho”.
Fica-se sabendo que “fintar por ferrolho” queria dizer distribuir por cada um dos donos de casa em proporção aos seus rendimentos.
Nesta sessão ainda foram nomeados os louvados para a avaliação das ervagens, um dos quais continua a sr o famoso Manuel Martins Más Barbas.
(Continua)
PS. Mais uma vez informe os leitores dos postes “Efemérides Municipais”, que o que acabou de ler é, uma transcrição fiel do que foi publicado na época.
O Albicastrense

quinta-feira, outubro 06, 2011

BORTADOS QUINHENTISTAS






ZONA HISTÓRICA DE CASTELO BRANCO
PORTADOS QUINHENTISTAS
Os trinta portados quinhentistas mais bonitos da zona histórica da minha terra.
Fotografias de V/Bispo- 2004
O Albicastrense

terça-feira, outubro 04, 2011

CAPELAS DA MINHA TERRA


As capelas de Nossa Senhora da Piedade e do Espírito Santo, foram recentemente restauradas pela autarquia da minha terra, não referir aqui este bom trabalho, seria no mínimo uma grande injustiça para quem mandou realizar este bom trabalho.
O restauro destes dois templos, foi sem dúvida um bom trabalho, e quando assim é, só temos que elogiar e dizer: Meus amigos! Estes restauros sabem a pouco...

Que tal virarem-se agora para os chafarizes de S. Marcos e da Graça.

CAPELA DA NOSSA SENHORA DA PIEDADE

Devido às construções deste século, a capela da Nossa Senhora da Piedade encontra-se completamente descaracterizada, não sendo conhecida a data da fundação deste monumento. O interior conta com painéis de azulejos joaninos representando a Adoração dos Reis Magos, a Última Ceia e os Mistérios da Virgem oferecidos, em 1739, pelos familiares do Dr. Francisco Rafeiro

CAPELA DO ESPÍRITO SANTO

Pertença em tempos da Ordem de Cristo, este templo mantém, relativo a essa época, apenas um portal romano, apresentando também uma torre sineira com coroamento piramidal. No interior destaca-se a talha do altar-mor. A Capela-mor possui cobertura em abóbada de berço rebocada e destaca-se no retábulo do altar-mor, a talha dourada do estilo nacional e nos retábulos dos altares laterais a talha neogótica.

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O Albicastrense

sábado, outubro 01, 2011

QUIOSQUE VIDAL - III



UM FINAL FELIZ

Entre as muitos citações que conheço sobre mudar de opinião, gostaria de lembrar neste “poust”, uma de Alexandre Herculano:

Eu não me envergonho de corrigir os meus erros e mudar as minhas opiniões, porque não me envergonho de raciocinar e aprender”.

Vem a a citação anterior, a propósito da atribuição do espaço do antigo Posto de Turismo aos proprietários do “Quiosque Vidal”, depois de publicamente os responsáveis da autarquia albicastrense, terem assumido que o local iria ser licitado através de concurso público.
Como não tenho por hábito acreditar em histórias da carochinha ou em milagres de última hora, só posso acreditar que o abaixo assinado promovido pelos proprietários do “Quiosque Vidal”, assim como o apoio dos albicastrenses por esta causa, terão contribuído para que se fizesse justiça.
Não me vou alongar mais sobre esta triste história, pois ela já faz parte do passado, contudo, ela é demonstrativa de que ficar-se calado (que nem um rato) perante determinadas decisões, nunca é a melhor solução para quem quer que seja.
Aos responsáveis pela autarquia da minha terra, este albicastrense só pode manifestar: “só os burros não mudam de opinião”, e dizer-lhes que as palavras de Alexandre Herculano são um bom exemplo a seguir.
Para os proprietários do Quiosque, muitas felicidades e sorte para poderem continuar a servir a cidade, e os albicastrenses como até aqui.

O Albicastrense

MUSEU FRANCISCO TAVARES PROENÇA JÚNIOR - "A primeira publicação de 2020"

CASA DO PESSOAL  DO  MUSEU FRANCISCO TAVARES PROENÇA JÚNIOR. Terminei o ano de 2019 com uma publicação sobre o nosso museu. Para c...