segunda-feira, novembro 14, 2011

COMENTÁRIOS - XIV


DAR PALAVRA

MORREU JOSÉ FEVEREIRO
Amigo Serrasqueiro.
Mais que aceitar o seu comentário, ele aqui fica também como em post, pois José Fevereiro não só o merece, como assim o exigem todos os verdadeiros albicastrense
Carlos Serrasqueiro disse...
Permita-me o responsável deste "Mui Digno Blog", a ousadia de colocar este meu "comentário informativo" junto de um artigo que diz respeito a ilustres do Séc. XXIII. Como considero a pessoa que eu hoje gostaria de homenagear, um verdadeiro "ilustre", achei por bem que outros ilustres de séculos passados não se iriam incomodar com este meu "ilustre amigo" deste século! Lamentavelmente, hoje domingo 13/11/2011, faleceu mais um verdadeiro Albicastrense. Um jovem (dos anos 50/60), que muito contribuiu para a vida artística da nossa cidade. Para uns, o seu nome não dirá muito, para outros, trará conerteza muitas recordações... Na certeza porém, quase todos nós, dança-mos ao som da sua música, e foi através dele que vi muita alegria transplantada nos rostos dos Albicastrenses. Além do exemplar funcionário da empresa Danone que sempre foi, (já aposentado), foi também elemento de vários Conjuntos Musicais da cidade, entre os quais se destacam o Zaranza Bit, e o Contraponto. Obrigado José Fevereiro, por tudo aquilo que fizestes por esta cidade, de que tanto gostavas!
O Albicastrense

sábado, novembro 12, 2011

Rua da Discórdia



“Lima Fernandes” substitui “Marechal Spínola” em rua de Alpiarça.
A notícia sobre esta decisão, caiu como uma bomba em quase tudo o que é comunicação social, parecendo até, que a mudança de nomes, poderá ter sido um acto de injustiça para com um dos intervenientes, e um acto de justiça para com o outro.
No entender deste albicastrense, a decisão da câmara de Alpiarça só a ela e aos alpiarcenses diz respeito, por isso nada tenho a acrescentar, contudo, como não sou cego e muito menos anjinho, sei que as opiniões se vão dividir em relação à decisão que a autarquia alpiarcense tomou.
E como sempre, não vai faltar quem aponte intenções políticas a esta decisão, contrapondo que Spínola até foi opositor a algumas políticas do regime anterior, nomeadamente à política colonial, e que depois de instaurada a democracia, foi nomeado presidente da República Portuguesa.
A estes irão responder, aqueles que defendem que às ruas de uma qualquer terra, devem ser atribuídos os nomes de personalidades locais, que estejam de algum modo ligadas à terra que os viu nascer e muitas vezes á terra onde estão os seus restos mortais.
Confesso que estou entre aqueles que defendem (salvo algumas excepções) que cada localidade deve dar às suas ruas, praças ou largos, nomes de filhos seus.
Para quem contesta este medida, apenas um pergunta: será mais importante para qualquer cidadão, ter o nome de uma personagem de âmbito nacional numa das ruas da sua terra (que aliás já tem centenas de ruas com o seu nome espalhadas por Portugal) em vez de ter o nome de um filho da terra que se destacou?
Contudo o que me leva a escrever este post, é lembrar aos albicastrenses, que esta medida nada de inovador, em Castelo Branco quando da implantação da república, foi um “ver-se-te-avias”, pois os republicanos resolveram de uma “penada”, mudar grande parte dos nomes da velha urbe albicastrense, para nomes ligados à república, anos mais tarde alguns dos velhos nomes foram repostos.
O Albicastrense

quinta-feira, novembro 10, 2011

CONGRESSO - Os saberes intemporais de Amato Lusitano




Infelizmente este albicastrense não pode estar presente, em virtude de não se encontrar em Castelo Branco, mas daqui manda um grande abraço, aos responsáveis por esta grande iniciativa e convida todos os albicastrenses (a entrada é livre) para assistirem ao mesmo.
O Albicastrense

quarta-feira, novembro 09, 2011

ALBICASTRENSES ILUSTRES - XXIII

LEONARDO NUNES
(14??-1569)
Formou-se em medicina e exerceu clinica em Castelo Branco. O primeiro documento que se lhe refere data de 17 de Julho de 1522, data em que designado por bacharel e residente em Castelo Branco, lhe é passada carta de físico e, autorizado por el-rei D. João III a curar em todos os seus reinos e senhorios.
Por carta regia de 23 de Março de 1536 é nomeada físico da Casa da Suplicação, com o ordenado de 2400 reis por ano.
Nesta carta e nas demais se lhe dá o titulo de licenciado. Foi também fidalgo da Casa Real e Cavaleiro da Ordem de Cristo, cujo hábito recebeu em Tomar a 19 de Dezembro de 1546.
Serviu a Casa de Bragança de que tinha 20.000 reis de tença, impondo-se à consideração de todos pelas suas qualidades profissionais e, tecendo-lhe os maiores elogios D. João. Conde de Redondo, numa carta datada de 1541, em que agradece a el-rei o ter-lhe enviado Leonardo Nunes, para o tratar e a sua família.
A ele se refere também o celebre Amato Lusitano, seu patrício, dizendo: “Leonhar dus Nuius est premios opud dignitates obtineat”.
A 4 de Maio de 1554 é nomeado fisico-mor do reino por falecimento de Mestre Diogo, tendo 4240 reais por ano de vestária e, mais tarde em 16 de Setembro de 1554 é designado para exercer interinamente as funções de cirurgião-mor do reino. Faleceu a 19 de Janeiro de 1569, devendo-lhe suceder no cargo de fisico-mor seu filho o Dr. Ambrósio Nunes, segundo um alvará de lembrança que se não cumpriu inteiramente, ficando porem a receber e tença de 80.000 reis, enquanto não fosse provido outro oficio que os valesse.
Foi casado com D. Leonor Coronel, filha de mestre Nicolau Coronel físico da Câmara de D. Manuel I, de que houve uma geração distintíssima.

Texto da autoria de: Manuel da Silva Castelo Branco
O Albicastrense

domingo, novembro 06, 2011

ASSEMBLEIA DE CASTELO BRANCO


IMAGENS DO MEU DESALENTO
Ao passar à porta da velha casa que deu guarida à Assembleia de Castelo Branco durante muitos e muitos anos, reparei que alguém rebentou com uma das almofadas da porta.
Como sou um pouco curioso, espreitei pelo buraco feito na porta e vi o pobre espetáculo, que as fotografias ilustram este poste mostram, como trago quase sempre comigo uma pequena máquina fotográfica, aproveitei para captar as imagens que aqui postei.
É costume dizer-se: “O que os olhos não vêem, o coração não sente”, pois, tal é bem verdade! Ao ver o triste espetáculo que as fotografias nos mostram, confesso que fiquei um tanto ou quanto abalado, uma coisa é ler-mos ou ouvirmos que os albicastrenses deixaram morrer a velha Assembleia de Castelo Branco, outra é ver-mos no local os poucos haveres que ela tinha, à espera de irem para o caixote do lixo.
Muito já se falou e escreveu, sobre esta velhinha colectividade da minha terra, (a segunda mais velha do pais), contudo, nada se fez para a ajudar a sair do buraco que alguns, que se dizem albicastrenses, a deixaram afundar.
Não vou aqui culpar quem quer que seja pelo triste fim da velhinha Assembleia de Castelo Branco, pois as culpas nunca são de um indivíduo em particular, mas antes de um conjunto de indivíduos, porém, sempre posso desabafar e gritar bem alto!

ONDE ESTÃO OS ALBICASTRENSES QUANDO AS COLECTIVIDADES DA SUA TERRA, NECESSITAM DELES!?
Depois do desabafo, só me resta mesmo perguntar: Será que numa outra terra, os seus habitantes ficariam serenamente (na bancada) a assistir ao afundamento de uma colectividade com mais de cento e cinquenta anos, sem mexer palha?
Responda quem quiser ou souber, pois este albicastrense começa a ficar sem palavras (se é que alguma vez as conseguiu ter) para este deixa andar, ou quanto pior melhor.
O Albicastrense

quinta-feira, novembro 03, 2011

VELHAS IMAGENS DA MINHA CIDADE – XVII



CASTELO BRANCO ANTIGO
A fotografia deste mês, terá sido captada na década de cinquenta ou sessenta do passado século.
O local que esta velha fotografia nos mostra, está hoje muito diferente, contudo se olharmos para ela com algum cuidado, facilmente encontramos nela algo que ainda hoje se encontra no local, independentemente dos anos passados.
PS. Tal como das outras vezes, as respostas certas só serão publicadas dois ou três dias depois, para que todos possam responder.
O Albicastrense

terça-feira, novembro 01, 2011

VELHOS JORNAIS DA MINHA TERRA - V



UM POUCO DO SEU PERCURSO AO LONGO DOS TEMPOS
Em Agosto de 1919 surgiu à luz do dia o jornal; “A VOZ DA RAZÃO”. Este periódico tinha como subtítulo; “Pela verdade, pela justiça e pela legalidade”.
Tinha como seu director; Fernando Pardal. Como redactores e Secretários; José Maria Curado e José da Cruz Mendes. Eram seus administradores; João Ribeiro Costa e Florindo Bispo.
Era impresso na Empresa Tipográfica Lda, com sede em Castelo Branco.
Tinha como estatuto redactorial; “Ser uma folha defensora dos empregados das barbearias de Castelo Branco”. Dizia que iria ser publicado, quando os interesses da classe assim o exigisse.
Nota: Então não é, que os interesses dos barbeiros se finaram com o primeiro numero!...
Em Setembro de 1919 apareceu em Castelo Branco, o primeiro número do jornal republicano, de sensibilidade política sidonista. Tinha por titulo; “A DEFESA DE CASTELO BRANCO”. Tinha com director, administrador e editor; José de Sousa Viera, (o qual posteriormente veio a ser substituído por Eurico Salles Viana).
A sua administração tinha a sede na rua Machado dos Santo, (?) era propriedade da empresa de defesa de Castelo Branco.
Era composto e impresso na tipografia Casa Progresso em Castelo Branco. Dizia ser; “Um Jornal Republicano, conservador e extremo defensor dos interesso locais”.
Terminou com a publicação do número 12, em Outubro de 1919.
Nota: É caso para dizer que os referidos interesses locais, morreram ao fim de uma dúzia de edições.
Em 1920 reorganizou-se o partido republicano, e vem à luz do dia; “A PROVÍNCIA”. Tinha como seu director; Jaime Lopes Dias, e como administrador; João Graça. A redacção estava instalada no Largo de S. João.
Após um ano de existência, a responsabilidade do jornal passou para António Trindade, (médico e director da Escola Primaria Superior).
No final de 1922 foi suspense. Reapareceu em 28-1-1923, tendo como administrador; Joaquim de Matos Borata e passou a ser o órgão do Partido Republicano Nacionalista.
Em 1923 foi interrompido por duas vezes, em Dezembro desse ano, o dr. Trindade foi nomeado Governador Civil e passou a direcção do jornal para José de Barros Nobre.
Nota: Na biblioteca municipal existem alguns exemplares deste jornal. Terminou com o número 124, em 30 de Dezembro de 1923.
Em Setembro de 1921, começou a ser publicado um novo jornal. Tinha como título; “O ALBERGUE”. Tinha como director; O Padre Baltazar Dinis de Carvalho. Como administrador; José dos Santos Portela Feijão, que era também editor.
Era impresso na Tipografia Progresso, em Castelo Branco. Dizia; “Destinar-se a angariar meios para a criação dum albergue, em Castelo Branco” Eurico Salles Viana fez publicar em 1922 dois números especiais sobre a travessia de Gago Coutinho e Sacadura Cabral e, sobre a inauguração do monumento aos mortes da Grande Guerra, monumento que foi erguido no Centro da Devesa.
Terminou em Setembro do mesmo ano, com a publicação do número quatro.
Nota: Para quem tinha tantas ambições, morreu designadamente depressa de mais.
Em 1923, Manuel José Oliveira Pio, sargento da G.N.R. Aparece como director de “AURORA”. Este semanário era editado por; João Marques Pereira e tinha como administrado; Francisco dos Santos Chambino.
Era impresso na Rua da Granja, e dizia-se; “Humorístico e alheio à politica!”. Publicava-se aos domingos.
(Continua)
PS. Dados constantes nos postes sobre: “Jornais da minha terra”, foram recolhidos em antigos jornais, (e actuais) da nossa cidade, assim como em publicações que se encontram na biblioteca albicastrense.
Albicastrense

MUSEU FRANCISCO TAVARES PROENÇA JÚNIOR - "A primeira publicação de 2020"

CASA DO PESSOAL  DO  MUSEU FRANCISCO TAVARES PROENÇA JÚNIOR. Terminei o ano de 2019 com uma publicação sobre o nosso museu. Para c...