sexta-feira, fevereiro 17, 2012

VELHAS IMAGENS DA MINHA TERRA - XXII


MAIS DE SETENTA ANOS AO SERVIÇO DOS ALBICASTRENSES.
          Vá até lá!.... 
O Albicastrense

domingo, fevereiro 12, 2012

COMENTÁRIOS - XV


DAR PALAVRA.....
Amiga Quina.
O seu “comentário” é um dos que não podem ficar esquecidos na caixa de comentários, por isso, ele aqui fica como “poust”, para que todos aqueles que visitam este blog, se possam prenunciar sobre a pergunta que faz: ”qual será a receita de cura para este mal nacional?”.
PS. Prometo dar a minha modesta opinião sobre este assunto no final.
Idanhense Sonhadora disse...
Mas essas falhas que aponta para a zona histórica, são um mal nacional.... Ouço toda a gente queixar-se disso. Os jovens não querem saber, preferem casas novas, nas chamadas zonas novas.
Os mais velhos vão atrás, apesar de haver alguns que resistem. Por vezes os poderes também não ajudam muito.... Enfim, qual será a receita de cura para este mal nacional? Na Idanha-a-Nova, desde os anos 50 que tenho visto coisas do arco da velha: 1º uma capela do séc. XIV deitada abaixo e um jardim, "o Jardim"!, com grades, coreto e árvores lindas totalmente alterado; as pedras do castelo desmontadas para servirem de muro a uma estrada, um Pelourinho que desaparece, o edifício da Câmara, do séc. XVII, deitado também abaixo... depois, mesmo já depois da "outra senhora"! , o jardim de novo alterado … Este pobre, foram tantos os nomes dados ao local onde está, que até eu já nem sei em que rua ou o largo nasci.... Enfim, ficava aqui a lamentar-me não sei por quanto tempo...
Ab.
Quina

sábado, fevereiro 11, 2012

OBRAS NA ZONA HISTÓRICA DA MINHA TERRA


O jornal reconquista publicou este semana um trabalho, a que deu o nome de: “Muralha escondida vai ser aberta ao povo”. 
Para quem não teve a oportunidade de ler o referido trabalho, ele aqui fica para o poderem fazer, e ao mesmo tempo poderem opinar, sobre as propostas do presidente da autarquia albicastrense para a zona histórica da cidade.
Sendo eu um acérrimo defensor da nossa zona histórica, não podia deixar de postar neste blog o referido artigo, e argumentar o seguinte: As obras agora anunciadas pelos responsáveis da autarquia albicastrense, são efectivamente uma mais valia para a “pobre” zona histórica de Castelo Branco, contudo, para quem por ali passa a constatação imediata que tem, é que está perante uma zona onde a vida prima pela ausência.
A ausência dos sorrisos das crianças, a ausência das pessoas a percorrer as velhas ruas, a ausência dos mais velhos conversando à porta de casa, a ausência dos mais novos falando sobre tudo e sobre nada, e por fim a ausência de jovens namorando.
Mais que olhar para o que se fez nos últimos tempos, para o que se está a fazer atualmente, ou ainda, para o que está programado fazer até ao final do ano, interessa olhar para a nossa zona histórica como um local onde a vida tem que ser a grande aposta da autarquia albicastrense, se assim não for, a zona histórica da minha terra, será sempre o local onde viveram os albicastrenses do passado, mas onde os albicastrenses do presente primam pela ausência. 
As obras agora anunciadas, são como disse anteriormente bastante importantes, todavia, a obra mais necessária para os próximos anos, chama-se vida!
Das obras agora anunciadas e que se diz estarem prontas até ao fim do ano, gostava de destacar a que vai permitir a reabertura da antiga rua do Saco. Para quem desconhece o historial desta antiga rua, aqui fica um pouco da sua história.

ANTIGA RUA DO SACO

A designação toponímica desta artéria, deve-se muito provavelmente, à sua configuração específica - abre em ângulo recto a partir da fachada lateral da antiga biblioteca municipal, (antiga Praça velha, e atualmente Praça Camões), e não tem qualquer saída, formando um L invertido, por esta razão assemelha-se a um saco, dai a sua dominação.
Este arruamento pertence provavelmente ao século XVI, embora o registo documental mais antigo remonte a um processo inquisitorial de 1628. Esta artéria desviou o curso normal da sua história, como espaço público, quando um vereador em exercício, António César de Abrunhosa, requereu em 1890 a supressão do beco denominado rua do Saco (…) no sitio em que uma das suas casas confina com o edifício dos Paços do Concelho. Na origem deste pedido está a aquisição de todos os prédios com servidão desse local, pelo conhecido comerciante da praça albicastrense. A Câmara discutiu o assunto e aceitou a perdição.
Em 1927 o espaço passou de vez para a posse da família Abrunhosa, com a autorização dada pela autarquia para a instalação de um portão na entrada da velha rua.
Resta acrescentar que nesta rua apagada da memória dos albicastrenses, terá nascido um dos mais ilustres Albicastrenses de sempre. Segundo J. D. Porfírio Silva no seu livro.”Memorial Cronológico e Descritivo Da Cidade de Castelo Branco” editado em 1838, consta o seguinte sobre esta rua: “O Cardeal da Mota, que nasceu na rua do Saco em umas casas próximas ao celeiro da comenda, aos 4 de Agosto de 1685.

Ps. Pesquisa de dados: “O programa Polis em Castelo Branco” da autoria de; António Silveira, Leonel de Azevedo e Pedro Quintela d' Oliveira.

O Albicastrense

quinta-feira, fevereiro 09, 2012

VELHAS IMAGENS DA MINHA TERRA - XXI

UM LOCAL DA MINHA JUVENTUDE
O passatempo; “Velhas imagens da minha terra” tem para identificar desta vez, uma imagem captada por mim em 2002. Esta estranhíssima imagem, será certamente uma das mais difíceis de identificar que até agora aqui postei.
A imagem, mostra-nos o interior de um estabelecimento que durante mais de setenta anos, foi local de convívio de gerações de albicastrenses.
O estabelecimento foi abandonado pelos albicastrenses e pelos responsáveis da sua autarquia, na década de noventa do passado século.
Hoje habita no local, um estabelecimento bastante diferente do que então ali existiu. A pergunta como sempre, é a seguinte: Que velho estabelecimento da nossa cidade, nos mostra esta estranha imagem?
PS. Tal como das outras vezes, as respostas certas só serão publicadas dois ou três dias depois, para que todos possam responder.
O Albicastrense 

segunda-feira, fevereiro 06, 2012

VELHAS CASAS DA MINHA TERRA

UMA PRENDA
 PARA A PRAÇA  REI D. JOSÉ
Já aqui falei por variadas vezes da situação catastrófica, em que se encontram grande parte das casas da velha urbe albicastrense, as velhinhas casas há muito que deixaram de lutar para se manterem de pé e hoje muitas delas, são apenas velhas paredes abandonadas.
A situação é como disse catastrófica, contudo, de vez em quando um raio de luz, desce sobre uma dessas velha casas e dá-se o milagre da renascença, voltando ela a ter a aura de outros tempos.
Desta vez o tal renascimento, deu-se com a bonita casa que ilustra este "poust".
Oitenta e quatro anos depois da sua edificação, o seu proprietário (a autarquia albicastrense), resolveu recuperá-la não na totalidade, mas apenas no seu exterior. Mas também aqui a velha casa (no meu entender) ficou a ganhar, pois mantém a traça dos velhos tempos no seu interior.
A Praça Rei D. José, está hoje mais catita, pena é que um prédio vizinho ao agora recuperado e em tempos conhecido como edifício do “Barão do Sal” e hoje sede do PSDse encontre no estado miserável em que se encontra. É caso para perguntar a quem por ali habita: meus senhores! Como podem os portugueses acreditar em vocês para recuperarem o nosso país, se nem a casa onde habitam conseguem recuperar?
Para a autarquia albicastrense este albicastrense só pode mesmo dizer: bom trabalho! Contudo, não comecem já a deitar foguetes e a recolher as canas, pois este é apenas um pequeno passo no longo percurso que existe para percorrer neste setor, em Castelo Branco.
O Albicastrense

sexta-feira, fevereiro 03, 2012

EFEMÉRIDES MUNICIPAIS - LV


A rubrica Efemérides Municipais foi publicada entre Janeiro de 1936 e Março de 1937, no jornal “A Era Nova”. Transitou para o Jornal “A Beira Baixa” em Abril de 1937, e ali foi publicada até Dezembro de 1940. A mudança de um para outro jornal deu-se derivada à extinção do primeiro. António Rodrigues Cardoso, “ARC” foi o autor desde belíssimo trabalho de investigação, (Trabalho que lhe deve ter tirado o sono, muitas e muitas vezes).
O texto está escrito, tal como foi publicado.
Os comentários do autor estão aqui na sua totalidade.
(Continuação)
E cá temos outro salto de um mês e pico. À sessão de 20 de Novembro de 1791 segue-se a de 1 de Janeiro de 1792.
Sessão de começo do ano, fez-se nela o que era costume fazer-se: abriram-se os invólucros onde estavam bem guardados os papeis  relativos, às eleições das justiças que haviam de servir no ano que começava, “e das pessoas que vinhão nomeadas foram apuradas e confirmadas as seguintes”, isto, é, as pessoas que em cada lugar haviam de exercer os cargos de juízes, de procuradores do concelho, de procuradores do povo e de depositários do povo.
Ainda nesta sessão foi presente e aberta uma carta em que vinham os nomes dos vereadores e do procurador que haviam de servir no mesmo ano, os quais eram: Francisco da Fonseca Coutinho, Joaquim José Caldeira e Diogo de Mesquita da Fonseca Barreto, vereadores; José Agostinho Pancas, procurador.
 Temos agora a sessão de 6 de Janeiro de 1792.
Parece estranho que, sendo santificado este dia, nele se realizasse sessão, mas no livro das actas lá estava indicado assim, por algarismos e por extenso, pela “linha” caligrafia do escrivão aranha, que voltou ao serviço mal se apanhou com dez réis se saúde.
 Nesta sessão o que houve foi isto:
 “Nesta vereação requereu Fernando Jozé da Silva Alcayde desta Camara que sendo nomeado pelo vereador que servio no anno proximo passado Jozé Miz Goullão para assistir ao concerto da fonte do tostão na qual gastou sessenta dias sem que nesse tempo pudesse procurar os meyos de sustentar a sua familia, como o mesmo não tinha obrigação de assistir a esta obra em razão do seu officio, por isso pedia lhe houvesse esta Camara de compenssar o incomodo e trabalho que teve à vista do que lhe mandarão dar do Conselho quatro mil e outo centos reis”.
Ficou rico o bom do Fernando José da Silva com o que a Câmara tão generosamente lhe abonou. Quatro mil e oitocentos réis por sessenta dias de “incomodo e trabalho”, representam a riqueza de quatro vinténs por dia. Nem sequer tiveram a coragem de levar a conta para o tostão por dia.
(Continua)
 PS. Mais uma vez informe os leitores dos postes “Efemérides Municipais”, que o que acabou de ler é, uma transcrição fiel do que foi publicado na época.
O Albicastrense

TOPONÍMIA ALBICASTRENSE

RUAS DA TERRA  ALBICASTRENSE Toponímia significa o estudo histórico e linguístico da origem dos lugares.  A toponímia está intimamente relac...