terça-feira, março 13, 2012

VELHAS IMAGENS DA MINHA CIDADE – XXIII


O passatempo “Velhas imagens da minha terra”, tem para identificar desta vez, uma imagem captada na década de 30 do passado século.
Esta imagem, mostra-nos a recuperação da uma velha rua de Castelo Branco, rua que nesse tempo tinha por nome: Rua da Pequeixada.
Resta acrescentar, que esta zona foi em tempos chamada de “Chiadinho” albicastrense, derivado ao muito comércio que por ali existia.
Infelizmente, esta pobre zona está nos dias de hoje praticamente às moscas.
Esta é com certeza uma das imagens mais fáceis de identificar, pois na placa toponímica onde está afixado o atual nome, tem por baixo o nome da velha rua albicastrense .
A pergunta como sempre é a seguinte: Como se chama atualmente esta rua?

PS. Tal como das outras vezes, as respostas certas só serão publicadas dois ou três dias depois, para que todos possam responder.

O Albicastrense

domingo, março 11, 2012

OS POSTS DOS VISITANTES - I


Antigo Colégio de São Fiel

Por intermédio de um amigo tive contacto com uma obra que considero grandiosa, pois trata-se da proclamação da Republica Portuguesa de 5 de Outubro de 1910.
Esta colectânea "collecção da Legislação", foi promulgada pelo Ministro da Justiça (ao tempo) durante o governo provisório da Republica. Esta obra foi coordenada por Barbosa de Magalhães e Pedro de Castro.
Trata-se de uma colectânea bastante antiga (1912), e foi impressa na empresa LUSITANA EDITORA, em Lisboa. Depois de algumas horas de dedicação a esta magnifica obra, deparei-me com algo que me tocou no coração, pois foram muitas as vezes que passei por S. Fiel, quer por ocasião das festas quer para visitar amigos residentes na Soalheira.
Trata-se de um Decreto de 25 de Novembro de 1910, o qual nomeia uma comissão encarregada de estudar o destino a dar aos livros e coleções de estudo do extinto colégio de São Fiel.
Efetivamente, também eu gostava de saber qual o destino desses livros, pois serão de extrema riqueza.

Collegio de S. Fiel
Decreto de 25 de Novembro de 1910
Nomeia uma commissão encarregada de estudar o destino a dar aos livros e collecções de estudo do extincto collegio de S.Fiel

Attendendo ao que lhe representou o Governador do districto de Castello Branco, o governador provisório da Republica Portugueza, pelo Ministro da Justiça: há por bem encarregar os bacharéis José Gomes Preto, advogado, Gastão Rodolfo Correia Mendes, professor do lyceu, Alfredo Alves de Mota, medico municipal, e os cidadãos Francisco Xavier Pereira, professor da escola de habilitação para o magistério primário, e Arthur Marques de Carvalho, veterinário, para, constituídos em commissão, estudarem o destino a dar aos livros e collecções de estudo do extincto collegio de S. Fiel.
Dado nos paços do Governo da Republica, em 25 de Novembro de 1910. _
(O ministro da Justiça, Affonso Costa (No Diar do Gov. n.º 47, de 29 de Novembro).

Dados recolhidos por José Zêzere Barradas.

O Albicastrense

quinta-feira, março 08, 2012

REVISTA ESTUDOS DE CASTELO BRANCO - IX

MOVIMENTOS POPULARES

EM

CASTELO BRANCO NO SÉCULO XVI

O nono “poust” sobre a revista “Estudos de Castelo Branco”, faz parte do artigo publicado por Fernando de Portugal na referida revista, trabalho que tem como título: “Cinco notas para a história de Castelo Branco”.



O Albicastrense

segunda-feira, março 05, 2012

DELEGAÇÃO DISTRITAL DE CASTELO BRANCO DA CRUZ VERMELHA


A Delegação Distrital da Cruz Vermelha de Castelo Branco está instalada no antigo e muito belo edifício do século XVI, (Domus Municipalis), situado na Praça Velha, edifício que também já deu guarida à Biblioteca Municipal Jaime Lopes Dias.
Desloquei-me na passada semana a estas instalações com um irmão meu, para ele ali fazer determinado acto médico. O atendimento por parte de quem ali trabalha não podia ser melhor, contudo, confesso que fiquei bastante triste com o que por ali observei.
O espaço é bastante reduzido e sem condições para as funções para as quais está destinado, e como se isso não bastasse, existem “seres humanos” que nos fins-de-semana (e não só), aproveitam a entrada da delegação (que está instalada na cave do referido edifício), para ali fazerem as suas necessidades fisiológicas.
Uns autênticos porcos! É o mínimo que se pode dizer destes seres ditos humanos, mas que de humanos parecem ter muito pouco. Além da pobreza do espaço e da sua falta de condições, a entrada não permite a entrada de uma maca, a entrada de uma cadeira de rodas e de muitas outras condições necessárias para um bom funcionamento da referida delegação.
Como é de conhecimento geral, este magnifico edifício pertence à autarquia albicastrense, autarquia que cedeu à Cruz vermelha (há já muitos anos) a cave para que ali pudessem funcionar os seus serviços, contudo “talvez” no início o espaço fosse suficiente para as funções a que se proponha, no entanto para os dias de hoje é uma dor de alma ver uma instituição como a Cruz Vermelha, prestar actos médicos num espaço que muito deixa a desejar e que ao mesmo tempo muito nos envergonha a todos.
Como albicastrense que entende ser importante ter na sua terra uma Delegação Distrital da Cruz Vermelha, que não envergonhe nem a cidade nem os albicastrenses, só aqui posso afirmar que a continuação desta situação é complemente inadmissível, e exigir aos responsáveis pela autarquia da minha cidade, para que muito brevemente ponham termo a esta tão triste situação.
Situação que pode passar por colocar a respectiva delegação numa das muitas casas recuperadas pela autarquia e entretanto ao abandonado, ou então, recuperar duma vez por todas a velha “Domus Municipali” de forma a que a Delegação Distrital de Castelo Branco da Cruz Vermelha, tenha as condições que merece e os albicastrenses desejam.
O Albicastrense

sexta-feira, março 02, 2012

quinta-feira, março 01, 2012

EFEMÉRIDES MUNICIPAIS - LVI


A rubrica Efemérides Municipais foi publicada entre Janeiro de 1936 e Março de 1937, no jornal “A Era Nova”. Transitou para o Jornal “A Beira Baixa” em Abril de 1937, e ali foi publicada até Dezembro de 1940. A mudança de um para outro jornal deu-se derivada à extinção do primeiro. António Rodrigues Cardoso, “ARC” foi o autor desde belíssimo trabalho de investigação, (Trabalho que lhe deve ter tirado o sono, muitas e muitas vezes).
O texto está escrito, tal como foi publicado.
Os comentários do autor estão aqui na sua totalidade.
(Continuação)
Apareceu coisa que se visse na sessão imediata que se realizou no dia 18 de janeiro. Ora façam o favor de ler
Nesta vereação foram convocados a Nobreza e Povo do lugar de Cafede termo desta Cidade para efeito de responderem a hum requerimento de João Pereyra Sanches Goullão e seus Irmãos do Lugar de Alcains deste mesmo termo que fizerão a Sua Magestade para lhes conceder carta para avezinharem no mesmo Lugar de Cafede em rezão de terem nelle huma grande Caza de fazendas que herdarão de seu Irmão Bernardino José e pellos mais motivos declarados no mesmo requerimento que em Precatória deregio a esta Camara o Corregedor desta Comarca a quem veyo a Informar:
O qual requerimento sendo lido aos referidos Homens da Nobreza e Povo de Cafede todos uniformemente responderão que elles convinhão no mesmo requerimento e que serão contentes que Sua Magestade conceda a carta de vizinhança pedida que será util ao seu Povo em rezão de lhe ajudar a pagar os Tributos e fertilizar a Terra com a venda nelles dos frutos cultivados e recebidos e de como assim o disserão assinarão este que eu Jozé Correia da Silva Aranha o escrevi”.
E lá aparecem as assinaturas da Nobreza e Povo de Cafede, que são em número de dezasseis, mas desta são de cruz nada menos de treze.
Até são de cruz as assinaturas dos juizes, do procurador do concelho e do procurador do povo. A Câmara, depois de ouvir todas aquelas gentes e de ver que as suas respostas estavam ali autenticadas com tantas assinaturas, concordou também, disse que sim, que convinha que fosse deferido o requerimento do sr. João Pereyra Sanches Goulão e mais dos seus ricos irmão para, “avezinharem no mesmo Lugar de Cafede”.
Como daqui se conclui, nesses tempos não ia cada um morar para onde queria. Tinham a sua residência numa povoação; para mudarem para outra era necessário que obtivessem de Sua Majestade carta de vizinhança e esta não era concedida sem sobre o caso se pronunciarem a Nobreza o Povo e a Câmara.
(Continua)
PS. Mais uma vez informe os leitores dos postes “Efemérides Municipais”, que o que acabou de ler é, uma transcrição fiel do que foi publicado na época.
O Albicastrense

TOPONÍMIA ALBICASTRENSE

RUAS DA TERRA  ALBICASTRENSE Toponímia significa o estudo histórico e linguístico da origem dos lugares.  A toponímia está intimamente relac...