BEM – VINDOS A UM BLOGUE LIVRE DE OPINIÕES SOBRE CASTELO BRANCO, SEJAM ELAS BOAS OU MÁS. O BLOGUE É DE TODOS E PARA TODOS OS ALBICASTRENSES…
sexta-feira, abril 13, 2012
quarta-feira, abril 11, 2012
ALBICASTRENSES ILUSTRES - XXVI
AFONSO
DE PAIVA
Afonso
de Paiva, foi natural de Castelo Branco e filho de Pedro Vaz,
escrivão dos direitos reais dos judeus daquela vila, em tempo el-rei
D. Afonso V, e de sua mulher Maria Gil de Paiva.
Ali
viveu casado com Mércia Vaz, de quem não houve geração, sucedendo
a seu pai no referido oficio, que lhe confirmou D. João II, por
carta passado em Santarém a 8 de Dezembro de 1485.
Foi
também escuteiro de Rui Mendes de Vasconcelos, que fez parte do
Conselho de D. João II e foi alcaide e fronteiro-mor de Penamacor
nas guerras de D. Afonso V e depois capitão de Ceuta, onde resistiu
ao forte cerco do rei de Fez. É natural que nestas lides o tivesse
acompanhado Afonso de Paiva, de espírito arguto, assimilando
facilmente o castelhano e o árabe, adquirindo assim aqueles
atributos que maior influencia tiveram talvez no animo de D. João
II, ao escolher os homens que haveriam de levar a cabo no seu
projecto de saber novas da Índia, por terras através de um rei
cristão, o lendário Preste João. Desta empresa foram encarregados
Afonso de Paiva e Pêro da Covilhã, que partiram no dia 7 de Maio de
1478 de Santarém, onde o rei se encontrava com a sua corte. De
Lisboa seguem para Valência e dai, talvez por mar, para Barcelona,
onde chagam a 14 de Junho do mesmo ano. Embarcam então para Nápoles
e, seguidamente, dirigem-se à ilha de Rodes.
Aqui
são acolhidos por dois portugueses, freires do Hospital, que os
aconselham a disfarçar-se de mercadores de mel. Deste modo chegam a
Alexandria, onde estiveram quase a morrer, pois foram atacados por
febres.
Apenas
melhoraram dirigiram-se ao Cairo e, adoptando trajes muçulmanos,
juntam-se a uma caravana de mercadores mouros, que acompanham até
Adem, na entrada do mar Vermelho.
Separam-se
então. Pêro da Covilhã vai para a Índia, ao passo que Afonso de
Paiva segue para a Etiópia. Combinam, porém encontrar-se no Cairo
mas, quando Pêro da Covilhã depois de viajar pelas costas
ocidentais do Indostão regressa àquela cidade, encontra noticias da
morte do seu companheiro, pelo que se dirige à Etiópia, onde é bem
recebido pelo Imperador que, no entanto não lhe consente o regresso
à Pátria.
Um
ano antes da partida para esta aventura, sucintamente descrita, D.
João II, atendendo aos serviços de Afonso de Paiva, havia-lhe feito
a mercê de 1.500 réis de tença, conforme ficou registado na
chancelaria daquele rei:
“D
João, etc.,. a quantos esta nossa carta vierem saber que, querendo
nós fazer graça e mercê a Afonso de Paiva esguardando ao serviço
que nos tem feito havemos por bem e queremos que desde o primeiro dia
do mês de Janeiro que ora passou deste ano presenta de 1486 em
diante, em cada um ano enquanto até que morto for, ele tenha esta
tença de 1.500 réis brancos. E
porém (por isso) mandamos ao veador da nossa fazenda que lhe mandem
assentar os ditos dinheiros em nossos livros e dar em cada um ano per
luguar aonde deles esta usamos paguar. Data
em o nossa vila de Santarém a 14 dias de mês de Março. António
Carneiro a fez, ano de 1486".
Dados recolhidos na obra: “Figuras Ilustres de Castelo Branco”, de Manuel da Silva Castelo Branco,
O
Albicastrense
segunda-feira, abril 09, 2012
COLCHAS DE CASTELO BRANCO
SIMBOLOGIA
- III
São
conhecidos e corretamente empregados os símbolos, que aparecem nas
colchas de Castelo Branco.
GALO
Nas
colchas de Castelo Branco lá está o galo impante, no meio pano, bem
emplumado e policrómico, adaptado dos pavões e aves do paraíso
dos modelos orientais.
Não
admira a sua aparição, nas colchas feitas pelas noivas. Elas destinavam-se a cobrir a cama dos noivos na festa dos esposais.
O
galo, símbolo viril, estende-se aos rifões de clara lição
familiar: “Em casa de Gonçalo, manda mais
a galinha que o galo”.
(Luís
Chaves)
O
Albicastrense
sexta-feira, abril 06, 2012
BAIRRO DAS VIOLETAS
As
imagens que se podem ver neste post, foram captadas na nova zona
verde, criada pela autarquia albicastrense, no Bairro das Violetas.
Como
albicastrenses que sou, não posso deixar de dar os parabéns aos
responsáveis pela sua construção, pois a partir de agora os
albicastrenses moradores neste bairro e dos bairros ali próximos,
dispõem ali dum local excepcional para poderem conviver e praticar
exercício.
Como
morador no Bairro do Valongo, não posso deixar de dizer que senti
alguma raiva dentro de mim, quando ali captei estas imagens.
Malquerença
motivada pela desigualdade de tratamento dos bairros da minha terra,
por parte da autarquia albicastrense.
Malquerença
motivada por constar, que nem todos os albicastrenses são
respeitados da mesma maneira pela sua autarquia.
Malquerença
motivada por morar num bairro com mais de trinta anos, onde ainda
existem passeios que nunca foram arranjados.
Malquerença
motivada por morar num bairro onde os espaços verdes, são miragens
para o ano 2100.
Malquerença
motivada pela promessa de requalificação urbanista do bairro onde
reside, mas nunca cumprida.
Malquerença
motivada pela falta de todas e mais algumas condições essenciais,
para que o Bairro do Valongo, seja não o bairro bastardo da minha
terra, mas antes um bairro de pleno direito da terra albicastrense.
Podia
continuar com os desabafos, porém vou ficar-me por aqui, senão a
malquerença ainda me sobe à cabeça e acabo por ter um clique...
O
Albicastrense
quarta-feira, abril 04, 2012
EFEMÉRIDES MUNICIPAIS - LVIII
A
rubrica Efemérides Municipais foi publicada entre Janeiro de 1936 e
Março de 1937, no jornal “A
Era Nova”.
Transitou para o Jornal “A
Beira Baixa”
em Abril de 1937, e ali foi publicada até Dezembro de 1940. A
mudança de um para outro jornal deu-se derivada à extinção do
primeiro. António Rodrigues Cardoso, “ARC”
foi o autor desde belíssimo trabalho de investigação, (Trabalho
que lhe deve ter tirado o sono, muitas e muitas vezes).
O
texto está escrito, tal como foi publicado.
Os
comentários do autor estão aqui na sua totalidade.
(Continuação)
A
sessão que se segui à de 25 de Janeiro de 1792 realizou-se em 12 de
Fevereiro.
Estávamos
à espera de ver aparecer nela o “Thesoureyro
do Conselho”
para prestar contas, mas ficamos logrados. O bom do homem apareceu, é
certo; mas em vez de aparecer para dar contas, apareceu para dizer à
Câmara que nem um vintém tinha para pagar às amas dos enjeitados e
por isso, se lho não arranjassem sem demoras, “não
podia continuar os pagamentos das mesmas creaçoens”.
A
Câmara achou que o Sr. Manuel António de Carvalho (era
esta a sua graça do tesoureiro)
tinha carradas de razão e por isso lançou sobre os povos da “cidade
e seu termo”
mais uma sisa de 300.000 réis.
Não
foi preciso muito tempo, como se verá, para que este dinheiro se
acabasse, porque o número de enjeitados crescia de mês para mês
que era mesmo uma pouca-vergonha e por isso mesmo as sisas eram quase
o pão nosso de cada dia.
Nesta
mesma sessão houve reunião da Nobreza e Povo de Escalos de Baixo.
Na acta consta o seguinte:
“para
effeito de responderem a dous Requerimentos de Joaquim Fernandes
Mateiro do mesmo lugar de Escallos de Baixo que fez a Sua Magestade
pelo Dezembargo do Paço em que pede Provizam para poder tapar hum
pequeno bocado de Terra sua propria que tem no sitio da boraloza e
vale das Colomeyas lemite do mesmo lugar o qual requerimento veyo a
informar ao Doutor Corregedor desta Comarca que o deregio a esta
Camara em Precatoria.
E
o outro requerimento para poder meter huma serventia dentro em hum
Quintal que tem no sitio de Nossa Senhora das Neves toãbem sua
propria cujo requerimento veyo a informar ao Doutor Provedor desta
Comarca que tãobem o deregio a esta Camara em Precatoria ambas para
effeito de se ouvir o mesmo Nobreza e Povo que sendo presentes lhes
forão lidos os referidos requerimentos nas mesmas Precatorias por
formaque bem entenderão. E pelo respeito a tapada do bocado de Terra
no citio das Colomeyas responderão que ellas convinhão no
requerimento do Suplicante e que este era lavrador e havia
nescessidade do tapume para sustento de seus Gados sem os quais não
podia continuar a lavoura. E pelo que pertençe à serventia
responderão, que suposto o pedasso que o Suplicante pertende tapar
seja conselhio não causa prejuizo algum ao publico sendo certo que
nem o Conselho nem o publico recebem dele utelidade alguma”.
E
a seguir lá aparecem as assinaturas da Nobreza e Povo de Escalos de
Baixo. São treze as assinaturas, das quais oito de cruz. Os cinco
que assinam com o seu nome chamavam-se (respeitamos-lhes a
ortografia): “Felipe
Gomes Marujo, Manoel Esteves Barrozo, Joze Gonsalves Rosa, Agostinho
João Fg. e Simam Gomes Lazaro”.
Em
seguida a Câmara abundou nas mesmas ideias da Nobreza e Povo e disse
que:
“atentida
a grande nescessidade que há de Tapumes e a grande utelidade que
delles segue não só a cada um dos particulares que os pertenda
tapar mas ao publico sendo este o unico meyo porque se podem
conservar as lavouras que convinhão nos requerimentos dos
Suplicantes”.
Andou
com sorte o Sr. Joaquim Fernandes Mateiro. Não só obteve
deferimento da sua pretensão quando ao tapume no que era
exclusivamente seu, mas até consentiram que ele tapasse um pedaço
de terreno concelhio.
Com
certeza tinha lâmpada acesa na casa da Meca.
(Continua)
PS.
Mais uma vez informe os leitores dos postes “Efemérides
Municipais”,
que
o que acabou de ler é, uma transcrição fiel do que foi publicado
na época.
O
Albicastrense
segunda-feira, abril 02, 2012
DO POETA PARA UM HOMEM BOM
Para
um grande albicastrense que neste momento atravessa problemas de
saúde, aqui fica este seu belo poema para lhe dar força, força para
que ele possa continuar a presentear-nos com a sua presença física,
por muitos mais anos.
Registe
ao que lhe chega
inesperadamente,
como
um trovão que rasga a noite além,
como
um compasso dissonante rude,
resiste
embora saiba
que
à sua frente não há ponte firme
que
possa atravessar.
Sendo
grande o receio,
resiste,
ainda que lhe gele o coração,
a
gestos a palavras,
a
actos consumados,
apesar
de na face
as
rugas penetrarem mais profundamente.
António
Salvado
O
Albicastrense
domingo, abril 01, 2012
VELHAS IMAGENS DA MINHA CIDADE – XXIV
O
passatempo “Velhas
imagens da minha terra”,
tem para identificar desta vez, uma imagem bem bonita e interessante.
Esta
imagem, mostra-nos um local que não é difícil de identificar,
pois o local ainda hoje se parece muito com o que a imagem nos
mostra, independentemente dos muitos anos passados.
A
pergunta que aqui deixo desta vez, não tem a ver com o local (pois
ele é óbvio), mas antes com a festividade que a imagem
nos mostra.
Que festejos documentam esta imagem?
Não
podia ser mais fácil!... Não sabe? Ai estes Beirões que não
conhecem a história da sua terra.
PS.
Tal como das outras vezes, as respostas certas só serão
publicadas dois ou três dias depois, para que todos possam
responder.
O
Albicastrense
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VERGONHOSO!!! 😝 😞 😠 😢 DESTA VEZ NEM VOU COMENTAR A TRISTEZA QUE É, VER ESTE LOCAL ASSIM. PREFIRO QUE CADA UM DIGA DE SUA JUSTIÇA....
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RUAS E PRAÇAS DA TERRA ALBICASTRENSE Desta vez o ilustre não é um albicastrense ou qualquer outra pessoa a figurar na plac...


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