quarta-feira, setembro 12, 2018

TOPONÍMIA ALBICASTRENSE


PLACA TOPONÍMICA 

Hoje ao passar pela rua do relógio, alguém me chamou atenção para a falta da placa toponímica desta rua. 
Segundo a mesma pessoa, a placa apareceu destruída no chão à mais de um ano (segundo parece um camião terá batido nela), e desde essa altura, nunca mais os responsáveis pela toponímia da nossa autarquia lá colocaram uma nova. A placa dizia  o seguinte: 
Rua do Relógio – (Antiga Rua da Estalagem).
A pergunta que aqui deixo a quem de direito, só pode ser uma: para que raio existe uma comissão de toponímia na nossa autarquia?

Será que ela existe para verbalizarem que existe?

Meus amigos, vamos lá colocar os pés nas ruas da cidade e  colocar em dia,  o muito que  existe por fazer na toponímia albicastrense.
O Albicastrense

segunda-feira, setembro 10, 2018

NOTÍCIAS DE OUTROS TEMPOS

Jornal "Reconquista", de 26 de Novembro de 1964
"ERA ALI A PRAÇA VELHA"


          Para quem não saiba,
a Praça Velha tinha
 lugar  onde hoje se encontra
 o tribunal.

O Albicastrense
  

sexta-feira, setembro 07, 2018

COMENTÁRIOS - (XXVII) - ZONA HISTÓRICA - RUA DE SANTA MARIA

TESTEMUNHOS 
Os comentários deixados pelos visitantes neste blogue, são fundamentais, pois sem eles esta coisa não teria graça nenhuma. Actualmente os postes são partilhados por mim no facebook, por isso, muitos do novos comentários ficam unicamente ali postados.
Em meu entender, muitos dos comentários deixados nos postes, merecem muito mais que a pequena caixa onde são colocados, por isso, mais uma vez aqui ficam três testemunhos que em meu entender merecem ser lidos por todos os albicastrenses.  

Joaquim Baptista disse....
RUA DE SANTA MARIA - Nesta rua nasci e cresci. Ainda se vê uma das 3 casas que habitei com meus pais e tios. Esta rua, naquele tempo, era a rua de excelência, tinha de tudo: vários sapateiros, uma sapataria, tascas e mercearias, uma colectividade de relevo e que ainda hoje existe, um latoeiro e um caldeireiro, vários alfaiates, modistas, um ferreiro, 2 consultórios médicos, um advogado, uma senhora que fazias bolos caseiros para venda, uma loja de mobílias, uma oficina de mármores e granitos e essencialmente o respeito e consideração entre os moradores, pois ali residiam pessoas com diferentes níveis sociais. Tudo isso desapareceu (até as pessoas) e do comércio só resta uma tasca e uma associação - O Centro Artístico Albicastrense - colectividade de grande prestígio na cidade, antigamente e hoje.
Que belos bailes ali se fizeram e que bons petiscos ali se comeram. 
A degradação está bem identificada pelas fotos e continua pela Rua dos Ferreiros que começa na Praça Luís de Camões e termina na Rua das Olarias (largo de S. João).
Estas duas ruas bem podiam ser um espelho da cidade antiga, mas infelizmente estão no esquecimento do progresso actual. A preservação do original citadino não conta, mas depois surgem festas medievais no original citadino degradado. Mais não escrevo.

Joaquim Baptista disse....
Voltei a pensar na minha rua e ainda me esqueci de referir uma carvoaria, uma cabeleireira, um senhor que morava mais ou menos no nº 40 ou 42 e fazia no verão gelados artesanais que depois vendia nos tradicionais barquilhos na cidade num triciclo e todo vestido de branco. Na altura eram uma maravilha. 
No inverno vendia castanhas. Havia ainda um forno para utilização pública para coser o pão, bolos e assados, forno esse que segundo constou a Camara adquiriu-o para recuperação.
Foi essa a notícia que circulou. A recuperação não existiu até hoje, o local lá continua e possivelmente o o proprietário nem sabe da sua existência. As traseiras do velho Cine Teatro Vaz Preto, dava para essa rua com saída aos frequentadores da Geral. Agora parece ser tudo sobre esta RUA.

José de Castilho disse...
Andei na Escola do Castelo e lembro-me bem da vida que fervilhava naquelas ruas todas. Hoje a zona histórica está praticamente desabitada, as lojas acabaram, os moradores morreram ou foram para outro lado.
Os supermercados nas grandes superfícies arruinaram o comércio tradicional e agora já podem vender o que querem aos preços que querem. Claro, ficam em geral localizados onde antigamente era campo e tem de se ir lá de carro, tudo muito longe. Como na zona histórica não há grandes possibilidades de estacionar os automóveis não é prático morar ali e ir fazer compras, tão longe para ir a pé.
Depois vieram também as leis com asaes e máquinas especiais de facturar, que fizeram fechar o resto de algumas lojas que ainda havia. 
A cidade deslocou-se para antigos arredores, onde havia hortas, olivais e terrenos de cultivo em mimosas quintas. É a vida. Conclusão: o antigo centro histórico da cidade morreu e não vai ressuscitar. Haverá que intervir para o reanimar da forma mais adequada.

Para terminar  o meu bem haja aos autores destes dois comentários, depoimentos que nos dão uma ideia do que era a nossa zona histórica, ainda não à muitos anos. 
O Albicastrense

quinta-feira, setembro 06, 2018

MEMÓRIAS DE OUTROS TEMPOS

CINEMA
NO 
ANTIGO PARQUE DA CIDADE
Confesso que tenho muitas saudades do cinema ao ar livre, que durante muitos e muitos anos passou no antigo Parque da Cidade. 
Haverá algum albicastrense que tendo visto cinema no antigo Parque da Cidade, ao olhar para a imagem onde se vê o antigo ecrã e para o anúncio publicado no antigo jornal "Beira Baixa" (1972), não fique nostálgico?
                                     
                                                   O Albicastrense                                                  

terça-feira, setembro 04, 2018

ZONA HISTÓRICA DA TERRA ALBICASTRENSE


        RUA DE SANTA MARIA

Percorrer esta rua é “castigo” que não outorgo
 a ninguém, todavia, se tivesse uma varinha magica que me permitisse fazer alguma magia, pegava nela e dizia:  “que todos  aqueles que permitiram esta calamidade, percorrem esta rua cem vezes por dia, como penitencia”.  



                                                           O Albicastrense

sábado, setembro 01, 2018

RUA DAS RUÍNAS DA PISCINA.


Ontem ao descer a rua da Piscina (para quem não saiba, a rua que desce do Castelo até à rua da Granja), dei comigo a enxergar a placa toponímica que se encontra no final desta rua, e a perguntar a mim próprio: “Esta rua tem um nome que não corresponde à verdade”.
Meus amigos, a partir de agora e sob proposta do albicastrense (espero que a nossa autarquia não me mande aferrolhar por alterar o nome da rua), a mesma deve começar a ser designada por, Rua das Ruínas da Piscina.
Brincadeira a parte, uma questão não posso deixar de colocar aos albicastrenses neste poste: 
Como foi possível deixar-mos sepultar a nossa piscina? 
Mais uma vez os albicastrenses ficaram no seu cantinho assistindo ao espetáculo, como se nada daquilo lhes dissesse respeito.
O Albicastrense

EFEMÉRIDES MUNICIPAIS – CXLI

VINHO AQUARTILHADO            A rubrica Efemérides Municipais foi publicada entre Janeiro de 1936 e Março de 1937, no jornal “ A Era ...