quarta-feira, outubro 17, 2018

A TERRA ALBICASTRENSE

PRIMEIRA VOLTA A PORTUGAL EM BICICLETA
(1927)
Castelo Branco será com certeza uma das cidades Portugueses que mais vezes teve finais de etapas da volta Portugal em bicicleta. Logo na primeira volta em 1927, a terra albicastrense recebeu os ciclistas vindos de Portalegre: O jornal “Era Nova” de 8 de maio, relata como pode ler a seguir o acontecimento.

Chegaram no dia 4 do corrente (4 de maio de 1927) a esta cidade os ciclistas portugueses que andam fazendo a volta a Portugal, organizada pelo nosso Diário de Noticias de Lisboa. Castelo Branco foi a cidade escolhida para final da etapa da Volta a Portugal em bicicleta, entre Portalegre e Castelo Branco, num percurso de 106,8 quilómetros. 
Eram esperados pelo Sport Lisboa e Castelo Branco e por alguns automobilistas desta cidade. Os primeiros a chegar foram: Francisco dos Santos Almeida, do Sport Lisboa e Benfica, da categoria dos fortes; António Marques dos fracos, e João Francisco, dos militares. Na Câmara Municipal foram os corredores recebidos festivamente, tendo a sua Comissão Administrativa promovido uma festa em sua honra, distribuindo os seguintes prémios: Uma taça de prata ao vencedor de 1º categoria; uma cigarreira ao da 2ª e um relógio de mesa ao da 3º. Foi-lhes a seguir servida uma taça de champanhe tendo dado as boas vindas aos ciclistas o nosso amigo José Severino, digno presidente da Câmara agradecendo o representante do Diário de Noticias e o Diretor da corrida. Também no Sport Lisboa e Castelo Branco lhes foi oferecido uma taça de champanhe pelo sr. Noé Lopes tendo os corredores sido saudados pelo sr. Sílvio Alves Sousa. (Jornal a Era Nova 8-5-1927)
     
             UM POUCO DA HISTORIA DA PRIMEIRA VOLTA A PORTUGAL EM BICICLETA

Eram 42 os ciclistas à partida e "todos levavam os seus bidons de folha, com água ou cerveja, amarrados aos guiadores", escrevia o DN sobre os participantes na primeira Volta a Portugal, que o próprio jornal organizou.
Vários nomes eram apontados como favoritos, entre eles Augusto Carvalho, do Carcavelos, que seria o vencedor. Mas as atenções dos lisboetas, que se aglomeraram no Marquês de Pombal para ver a partida, viraram-se para outro Augusto, de apelido Santos, que apesar de ter só uma perna ali estava com a sua bicicleta pronto para o que desse e viesse. "O Augusto dos Santos pedala a sua máquina só com um pé, visto que tem uma perna amputada. Servir-se-á também, no percurso, duma muleta, que nunca o larga", assinalava o repórter. O pelotão percorreu de seguida em clima festivo o caminho até ao Cais do Sodré, de onde embarcou para Cacilhas. Foi já da margem sul do Tejo que a corrida começou a sério. 
O Albicastrense

sexta-feira, outubro 12, 2018

ARTISTAS NASCIDOS EM CASTELO BRANCO

MANUEL FRANCISCO DOS SANTOS
(6/4/1869 - 6/4/ 1934)

No dia 6 de Abril de 1869, nasceu em Castelo Branco, Manuel Francisco dos Santos, ator e notável “costumier” (guarda roupa de teatro).
O pai de Manuel Francisco encaminhou-o, para aprendiz de alfaiate. Mas a sua grande paixão desde pequeno, era a Arte de Talma. Lavado por esse sonho aos 16 anos, rumou para Lisboa, como alfaiate.
Porém, pouco tempo depois, estreou-se, como ator, no antigo Teatro do Rato, fazendo parte do elenco da “Revista de Batista Dinis, “O Século XIX”. Fez “tournées” artísticas pela província, andando em digressão com um grupo de comediantes tão modestos como ele, com o que foi adquirindo experiência cénica, o que levou e reformular, por completo a técnica de representar nos teatros das feiras e nos espectáculos de salão.
Colaborou em centenas de peças, como encarregado da confeção dos guarda-roupas. Em 1902 criou, de sociedade com Manuel José de Araújo, um vistoso e complete guarda-roupa de teatro, constituindo a Firma “Araújo & Castelo Branco”.
 Em 3 de Julho de 1904, Araújo que entretanto adquirira meios de fortuna, abandonou a sociedade. Ficou então Manuel Francisco à frente do “Guarda-Roupa”, o qual passou e denominar-se por “Guarda-Roupa Nacional”.
Esta casa prosperou, sendo, durante varias décadas, o melhor guarda-roupa de teatro, tendo mais de 600 fatos em depósito. Manuel Francisco foi ainda diretor gerente de uma companhia de opereta e revista de propaganda do Cancioneiro Popular e sócio fundador da Associação dos Trabalhadores de Teatro. Foi-lhe atribuída a condecoração do “Habito de Sant’ Tiago”. Veio a falecer em Lisboa, em 6 de Abril de 1934, no dia em que fazia precisamente, 65 anos de idade.

PS. A recolha dos dados históricos é de José Dias.
A compilação é de Gil Reis e foram publicados 
no Jornal ”A Reconquista”
O Albicastrense

quarta-feira, outubro 10, 2018

JORNAL POVO DA BEIRA

TRÊS ARTIGOS PUBLICADOS NO JORNAL POVO DA BEIRA DE HOJE
Curiosamente estes três artigos foram escritos por pessoas que se situam em áreas politicas bem diferentes uns dos outros, todavia, esse factor não deve ser impeditivo de podermos dizer que fazemos nosso, aquilo que os seus autores escreveram. 
Independentemente de me situar politicamente mais perto de um que dos outros dois, este albicastrense não pode deixar de dizer aos seus autores e ao jornal Povo da Beira.  Bem-haja por estes belos trabalhos.
                      O  Albicastrense

domingo, outubro 07, 2018

TOPONÍMIA ALBICASTRENSE

 RUAS DA TERRA ALBICASTRENSE
Continuação)
“Foi presente um oficio com dada de ontem do Governo Civil deste Distrito para que esta Câmara dê a competente denominação às ruas e travessas que as não tiverem (o que se satisfez) ”.
No ano de 1862 foram atribuídos nomes a três ruas e um largo já existentes, algum deles por proposta do Vereador Castro de Refoios. Logo em Janeiro a Câmara deliberou:
Que a rua que vai da devesa em direção a S. Marcos se dominasse, Rua Formosa e que no cunhal da casa do Sr Dr. Agostinho Fevereiro se escrevesse o nome da rua. Esta tem agora o nome de João de Deus.
 E na sessão imediata o mesmo vereador propôs que o terreno desde o paredão do passeio da Devesa para o lado do quartel de Cavalaria se chame Praça d’ EL Rei do Sr. D. Luís. Foi aprovada ficando o mesmo Sr. encarregado de mandar colocar a sua inscrição e a da rua formosa onde julgue conveniente. Esta praça, mais conhecida por a Devesa, tem agora o nome de Campo da Pátria. Da acta da sessão de 1 de Março seguinte consta que, entre outras, foi aprovado a proposta seguinte: “Que a rua onde moram João dos Santos Caio, José Nunes das Bouças defronte da casa da assembleia se domine, Rua das Flores”. 
Esta rua tem hoje o nome de Presidente Sidónio Pais e a associação denominada Assembleia estava instalada em casa na esquina com a rua do Pina, pertencente a família Ordaz Caldeira de Valadares e onde foi construída a Agência do Banco de Portugal. 
E por fim logo na sessão de 26 de Abril, como já foi anotado no passo relativo a construção do mercado coberto, “o Sr. Castro de Refoios requer que à rua em frente da casa do Sr. Joaquim d’ Albuquerque de pusesse o nome de Bela Vista e à que se dirige à Pá Queixada a rua do Jasmim".
Foi deferido o requerimento e o mesmo Sr. Encarregado de mandar fazer os respectivos dísticos. A rua da Bela Vista foi dada depois o nome de S. Jorge por ocasião da procissão de Corpus Chrsti, e à do Jasmim o de Mouzinho Magro, como já atrás se registou.
(Continua)
Ps. Texto retirado do livro, "Castelo Branco, Um Século
  na Vida da Cidade", da autoria de, Manuel A. de Morais Martins 
O Albicastrense

quinta-feira, outubro 04, 2018

ALAMEDA DA LIBERDADE

UM VELHO PRÉDIO A CAIR DE PODRE
Este prédio está situado bem no coração da terra albicastrense, porém, essa benesse de nada lhe serve como se pode observar nas imagens aqui postadas.  
Quem passa pela Alameda da Liberdade e olha para este prédio (infelizmente não é o único), não pode deixar de se indignar pela situação miserável em que ele se encontra.  A pergunta que aqui tenho que deixar, só pode ser uma: 
Para quando uma tomada de posição por parte dos responsáveis da nossa autarquia, sobre este tipo de calamidade? 
O estado miserável deste prédio (bem no coração da cidade) envergonha-nos todos.
 Albicastrense

quarta-feira, outubro 03, 2018

ALAMEDA DO CANSADO

REQUALIFICAÇÃO DA ALAMEDA DO CANSADO

OS MESMOS DOIS SÍTIOS DA ALAMEDA DO CANSADO. 
O ANTES, E O DEPOIS DAS OBRAS.
Depois do manda abaixo do antigo Parque da Cidade e do antigo Miradouro, pensava este albicastrense que de futuro haveria mais cuidado com certas obras na terra albicastrense. 
Que me desculpe quem engendrou esta “requalificação”, mas na minha modesta opinião, se era para terem mais lugares para os carros, então mais-valia terem feito um parque de estacionamento subterrâneo, pois o local pouco ganhou com esta requalificação. Atrevo-me inclusivo a dizer, que preferia o que lá estava devidamente recuperado, com os vários tanques de água a correr e restantes espaços.
PS. As imagens aqui expostas referentes ao que é hoje a Alameda, foram captadas quando ainda não era visível a relva que neste momento lá pode ser vista.
O albicastrense

EFEMÉRIDES MUNICIPAIS – CXLI

VINHO AQUARTILHADO            A rubrica Efemérides Municipais foi publicada entre Janeiro de 1936 e Março de 1937, no jornal “ A Era ...