Os
fundadores desta coletividade, começaram por se reunir em finais dos anos 40 na
tasca do Júlio Marzia, hoje conhecida, (que
me desculpe o seu antigo proprietário, de quem sou amigo) pelo café do cabeça
grossa, que se situava perto do Café Beirão.
As
primeiras reuniões, decorreram nesta tasca onde lhes era cedido pelo Júlio, uma
sala para reunirem no início dos anos 50. Ganharam asas e abriram a sua primeira
sede, na rua Ruivo Godinho (segundo ouvi
perto do restaurante; “O Caçador”).
Teve
como seu primeiro presidente; Zé Augusto Gama, também conhecido por “Zé
Doutor”, em virtude de trabalhar num consultório médico. Na década de sessenta,
mudaram a sua residência para a rua cinco de Outubro, (edifício da foto) e ali desenvolveram a sua atividade até à sua
extinção.
Após
a mudança da sede, esta associação tornou-se uma das mais populares a nível
futebolística da nossa cidade, fazendo do futebol o seu emblema.
Inscrita
no antigo “Inatel” (Organização fundada
em 1935, como Fundação Nacional para a Alegria no Trabalho – FNAT).
Foi
durante muitos anos, a associação mais representativa da nossa cidade, nas
competições desportivas promovidas pelo Inatel.
Em
1974 ganhou a taça do Trabalhador, prova organizado pelo Inatel cuja final se
realizou na Covilhã. Por ali passaram jogadores como, Irmãos Vaz, Augusto
Nabais, Isidoro, Tomás, Aurélio, Henrique Silva, Zé da Costa, Irmãos Serra,
Sávedra, Catarro, Quim e muitos outros, (Muitos destes jogadores viriam mais
tarde a jogar no Benfica de Castelo Branco).
O
período de ouro desta associação, foi sem dúvida os anos que vão de sessenta a
oitenta, nestes anos passaram por sucessivas direções desta coletividade,
homens como Américo, Zé Benfica, (tragicamente
desaparecidos num acidente de automóvel em 1973) Augusto Vaz, Augusto
Nabais, e muitos e muitos outros.
Na
década de 80, esta associação ganhou notoriedade na modalidade de atletismo,
chegando a ter um bom lote de atletas que a representavam em provas por todo o
país. Lembraria aqui o Viegas, antigo praticante e grande impulsionador do
atletismo nos Águias de S. Miguel da Sé.
Da
década de 90 do século XX, e dos primeiros anos do século XXI, praticamente
nada se sabe de interessante sobre a atividade dos Águias de São Miguel da Sé.
INTERROGAÇÕES:
Mais
que saber a quem cabem as responsabilidades ou culpas desta extinção,
interessa saber o que foi feito do seu património, (livros de atas, troféus, bandeira, estandarte, etc.). Estará na
posse de algum dos seus últimos dirigentes?
A pergunta fica, responda quem
souber ou quiser.
O Albicastrense







