quinta-feira, março 14, 2019

CEMITÉRIO DA TERRA ALBICASTRENSE


O assunto que vou abordar neste poste é bastante delicado, porém, não discutir o que tem que ser dissecado é fazer de conta que tudo está bem, isso não é com este albicastrense. Peço pois desculpa, a quem não concordar comigo sobre este tristíssimo assunto. Li recentemente no facebook, um poste em que alguém se insurgia contra a desgraçada situação em que muitas das campas do cemitério da terra albicastrense se encontram.
Essa mesma pessoa, dizia que tendo ido à nossa autarquia reclamar da situação em que se encontrava a campa do seu familiar, lhe foi apalavrado que o assunto ia ser resolvido, contudo, duas semanas depois (segundo a mesma pessoa), tudo continuava na mesma.
Infelizmente nos últimos anos, tenho visitado demasiadas vezes o nosso cemitério, estou portante à vontade para abordar este infeliz assunto.
A situação em que se encontram muitas das campas é simplesmente desastrosa, muitas delas, estão completamente derrubadas e ao abandono. Se o abandono das campas pode ser atribuído aos familiares dos defuntos, o arranjo das campas é da responsabilidade de quem ali trabalha. Não vou aqui acusar quem quer que seja, sobre a miserável situação em que se encontram dezenas e dezenas de campas, contudo, penso que algo tem que ser feito para resolver este infeliz assunto.
Indo ao encontro de que algo tem que ser feito, dava aqui o exemplo do cemitério de Santa Catarina em Abrantes (inaugurado em 2007).
As duas imagens que podem ser vistas neste poste, foram captadas nesse cemitério, sitio onde está sepultado um familiar meu. As referidas imagens, dão-nos uma vista do referido cemitério. No cemitério de Abrantes, pode ainda dizer-se: que não existem defuntos de 1ª, 2ª, ou 3ª mas apenas defuntos, todos eles com pedra igual e relva em cima das campas.
A proposta que aqui deixo aos responsáveis pela nossa autarquia, só pode ser a seguinte: porque não estudar a possibilidade de um novo cemitério na terra albicastrense com estas características?
Aos visitantes peço que aqui opinem sobre esta questão, se assim não for, é sinal que tudo está bem.
O Albicastrense

terça-feira, março 12, 2019

EFEMÉRIDES MUNICIPAIS – CXXXII

A rubrica Efemérides Municipais foi publicada entre Janeiro de 1936 e Março de 1937, no jornal “A Era Nova”. Transitou para o Jornal “A Beira Baixa” em Abril de 1937, e ali foi publicada até Dezembro de 1940.
A mudança de um para outro jornal deu-se derivada à extinção do primeiro. António Rodrigues Cardoso, “ARC” foi o autor desde belíssimo trabalho de investigação, (Trabalho que lhe deve ter tirado o sono, muitas e muitas vezes).

(Continuação
Na mesma sessão foi nomeado para síndico da Câmara o Dr. Joaquim José Afonso Milheiro e, para Procurador-Geral do Fisco, o mesmo com o adminiculo que no primeiro caso faltou, de “Advogado por auditórios desta Cidade”.

Na sessão de 9 de Maio de 1808.
Não se passou nela nada que interesse.
Substituição de um derramador da décima por outro e mais nada.

Pior ainda foi a Sessão de 28 de Maio. 
Na qual, segundo reza a ata, “não houve que despachar”. O que que vem a seguir: Coutaram-se os alqueives, mandando sair deles os gados dentro do prazo de três dias e não se fez mais nada. 
O mês de Junho passa perfeitamente em claro. Nem uma sessão para amostrar. 

Sessão de 10 de Julho.
Os vereadores só tornaram a reunir-se nesse dia.
Esta interrupção nas sessões da Câmara tem, ao que nos parece, esta explicação: Durante o mês de Junho estabeleceu-se uma cera confusão na vida da cidade, em consequência da passagem por aqui de tropas francesas e caminho de Almeida, que pouco depois regressavam e por aqui se demoravam.
Uma vez ou outra as tropas espanholas, que agora já eram inimigas dos franceses, e isso alentava a gente da terra, que começava a manifestar-se abertamente contra Napoleão e as suas tropas e chegou a aclamar D. João e a impor que fossem descobertas as armas de Portugal dos edifícios públicos, que tinham sido tapadas com uma camada de cal preta. Ao mesmo tempo que isto se dava, andava por essa terras da Beira e general Loison. 
O famoso Maneta, a praticar violências de toda a ordem, violências que chegaram ao conhecimento da gente da terra e a encheram do maior terror, especialmente quando se soube o que tinha acontecido a Alpedrinha, onde se roubou, queimou e matou a torto e a direito, sem se poupar ninguém nem coisa nenhuma, e se recebeu a noticia de que o Maneta vina sobre Castelo Branco. Então foi um grito unânime:
 Salve-se quem puder!
Fugiu toda a gente que pode fazê-lo, levando consigo, em carros de bois e de parelhas, em bestas de carga e às costas, tudo o que pode levar.
Os ânimos só serenaram um pouco, em 6 de Julho, se soube que o Maneta se tinha se tinha desviado com a sua tropa pela estrada de Tinalhas, ido acampar a Chão da Vã e seguira por Sarzedas para se juntar com as tropas do Junot, que já então encontravam quem lhes fizesse frente.
Começaram então a voltar os que tinham fugido e no dia 10 de Julho a Câmara reuniu-se e fez constar por pregoes que dava “licença geral para a carreja do pam”.
(Continua)
PS. Aos leitores dos postes “Efemérides Municipais:
O que acabaram de ler é uma transcrição do que
 foi publicado na época.
O Albicastrense

sábado, março 09, 2019

MEMÓRIAS DA TERRA ALBICASTRENSE - 7



"RECORDAR
 É 
VIVER".


ANTIGO PARQUE 
 DA TERRA ALBICASTRENSE









RECORDAR
UM LOCAL ONDE
MUITAS GERAÇÕES
DE ALBICASTRENSES
FORAM FELIZES.

                 O Albicastrense

sexta-feira, março 08, 2019

MEMÓRIAS DA TERRA ALBICASTRENSE - 6

MORADORES DA VILLA DE CASTELLO BRANCO. 
"PROVISÃO DE LICENÇA PARA HUM MERCADO POR MÊS”
“RECORDAR É VIVER”

Recolha de dados: 
"Revista Estudos de Castelo Branco"
O Albicastrense

terça-feira, março 05, 2019

PASSADIÇO DA TERRA ALBICASTRENSE


FOTO BIOGRAFIA
DO
PASSADIÇO DA TERRA ALBICASTRENSE
Mais de cem anos de imagens do nosso passadiço

Uma das maiores pérolas da terra albicastrense é sem qualquer dúvida o seu Passadiço. Das imagens aqui postadas, a imagem mais recente foi captada por mim, outra pela Foto Beleza,  estou contudo convicto, que algumas das outras imagens poderão ser igualmente da Foto Beleza.  
A Foto Beleza esteve instalada na rua de Santa Teresa, na baixa do Porto até à década de sessenta, período em que era procurada por grande parte da população da região para tirar o retrato.  Após fechar, o espolio desta casa centenária foi adquirido pelo empresário Mário Ferreira, empresário que terá dito na altura entre outras coisas; “que a compra da Foto Beleza foi-lhe proposto, no início do ano 2000, pelo proprietário daquela casa, por um consultor que sabia do seu gosto pela fotografia". 
Quando entrou nas instalações, já bastante degradadas (na altura fechadas) da Foto Beleza, Mário Ferreira deparou com uma impressionante colecção de mais de meio milhão de chapas em vidro”. 
Resta acrescentar, que entre essas muitas chapas de vidro, poderão estar com certeza, muitas imagens da terra albicastrense. 
O Albicastrense

domingo, março 03, 2019

sexta-feira, março 01, 2019

PRAÇA CAMÕES


VANDALISMO
VANDALISMO
VANDALISMO
VANDALISMO
VANDALISMO

Hoje ao passar na Praça Camões, reparei que  o painel que lá existe com dados sobre a nossa zona histórica foi vandalizado.
Num dos lados do painel, foram arrancados os referidos dados, estando  o outro lado do painel, também bastante danificado (como se pode ver nas imagens postadas). 
Ao autor ou autores desta "façanha" estúpida, só posso dizer-lhes, que destruir aquilo que é de todos nós, é crime. 
O Albicastrense

A TERRA ALBICASTRENSE NO FINAL DO SÉCULO XVIII - (V)

TRABALHO DA AUTORIA DO CORONEL VASCO DA COSTA SALEMA. "COSTUMES SOCIAIS - (III)" ( Continuação ) Para não alongarmo...