segunda-feira, abril 06, 2020

SENHORA DE MÉRCOLES -

A SUA HISTÓRIA 

No ano em que um manhoso vírus  nos impede de realizar a habitual romaria da Senhora de Mércoles, deixo aqui aos visitantes albicastrenses deste blogue, um excelente trabalho sobre a Romaria de Nossa Senhora de Mércoles. 
Trabalho da autoria de José Ribeiro Cardoso, publicado no seu livro; “Castelo Branco e o Seu Alfoz”, em 1953.
Não querendo ferir sensibilidades de quem quer que seja, eu atrevia-me a dizer, que tirando a procissão em honra de Senhora de Mércoles, tudo o resta deixa-me triste e saudoso da romaria dos meus tempos de juventude.
Tempos, em que não se ia para esta romaria para comprar cuecas, meias, sapatos e muitas outras inutilidades, mas antes, para assistir à procissão e para as famílias conviverem á sombra das azinheiras.
Convivência que tinha sempre um bom prato de feijão pequeno com batatas e umas boas sardinhas, confecionadas em casa de cada um. Dirão alguns que isso faz parte do passado! Talvez… mas, confesso que transformar a romaria dos nossos avós e nossos pais numa feira rasca nos deveria envergonhar a todos.
O ALBICASTRENSE

sábado, abril 04, 2020

COLECTIVIDADES DA TERRA ALBICASTRENSE


Associação Recreativa e Cultural do
Bairro do Valongo 

Morando eu no Bairro do Valongo deste 1986, raparei recentemente que ainda aqui não tinha colocado qualquer publicação sobre a referida Associação.
Associação que ajudei a fundar, pois participei juntamente com outros moradores do Bairro na sua fundação (Antero, Tonho das Frutas, Eusébio, o meu irmão João, e outros que já não recordo o nome). Associação da qual deixei de ser sócio, derivado a questões que não vale a pena esclarecer.  
Fundada em 9 de Setembro de 1987, a Associação Recreativa e Cultural do Bairro do Valongo fica situada em Castelo Branco no Bairro do Valongo. Sendo nos dias de hoje, uma das coletividades mais importantes do nosso distrito. Situada num dos maiores Bairros da cidade de Castelo Branco, a Associação soube criar infraestruturas necessárias para concretizar os objetivos a que se propôs, em áreas tão distintas como o desporto cultura e o lazer (infelizmente a parte cultural ficou pelo caminho).
Depois de ter construído um polidesportivo e um recinto de festas logo nos primeiros anos da sua existência, melhorou esse recinto, onde anualmente se realiza a romaria em Honra de Nossa Senhora do Valongo, no terceiro fim-de-semana de Junho.
A infraestrutura mais importante da Associação é o Estádio do Valongo,  espaço que possui um campo relvado e uma pista de tartan, para além dos ginásios e balneários dotados dos mais modernos equipamentos.
Estádio que integra o Complexo Desportivo da Associação, que engloba ainda dois ginásios, um masculino e um feminino, dois courts de ténis em piso sintético, um poli-desportivo, um campo de tiro aos pratos, e várias pistas. 
O ALBICASTRENSE

sexta-feira, abril 03, 2020

REGISTOS PAROQUIAIS QUINHENTISTAS DE CASTELO BRANCO - (VII)

UM FANTÁSTICO TRABALHO 
DE
MANUEL DA SILVA CASTELO BRANCO
(Antigo Presidente da Câmara Municipal de Castelo Branco)

Na celebração do 50º aniversário 
da publicação deste belo trabalho 
de investigação  (1969/2019), 
lançava um apelo à nossa 
autarquia, para que pensasse na possibilidade de 
 publicar este  fantástico  trabalho de  
Manuel da Silva castelo Branco.
  
 
O ALBICASTRENSE

quarta-feira, abril 01, 2020

TRÊS IMAGENS UMA HISTORIA


 TRÊS IMAGENS DE UM DOS LOCAIS MAIS QUERIDOS DOS ALBICASTRENSES.

TRÊS IMAGENS,
O
MESMO LOCAL!
  😉😊😋😌😍

A primeira imagem terá sido captada nas últimas décadas do seculo XIX. A segunda, foi captada em 1936, quando da construção da casa Zarita no local onde antes existia a Capela de Nossa Senhora da Conceição. 


Capela que foi sido derrubada na segunda década do século XX. A terceira imagem, foi captada por mim recentemente.                          



Entre a primeira e a terceira imagem passou um espaço de tempo superior a cento e vinte anos, espaço de tempo onde quase tudo mudou neste local da terra albicastrense.
 A pergunta que faço a mim mesmo, só pode ser uma: como será este mesmo local daqui a outros cento e vinte anos? Aceitam-se sugestões…

O ALBICASTRENSE

segunda-feira, março 30, 2020

CAPELA DE NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO

ANTIGAS CAPELAS 
DA
 TERRA ALBICASTRENSE

Existiu na antiga rua de Bela Vista, actualmente denominada de S. Jorge, no local onde hoje se encontra uma casa de habitação (Casa Zarita), pertencente ao industrial Elísio José de Sousa. Era também conhecida pelo nome de Capela de S. Jorge, porque nela se guardava a imagem que havia pertencido à Igreja de S. Miguel da Sé e que era conduzida sobre um cavalo na procissão do Corpo de Deus. 
Esta capela que pertenceu a D. Joana de Pina e posteriormente ao Dr. Joaquim de Albuquerque Caldeira, foi construída no século XVIII no estilo barroco e demolida no segundo quartel do século XX.
PS. A primeira imagem foi captada quando da abertura da Avenida Nuno Álvares, (anos 30 do passado século). 
Nela é bem visível a Capela de N. Senhora da Conceição. A segunda imagem onde também é bem visível a nossa Capela, terá sido captada no início do mesmo século, ela mostra-nos  um pequeno ajuntamento de casas conhecidas por Carreirinha, numa dessas casas viveram uns avós meus. 
Conjunto de casas que existia entre (transportando para os dias de hoje), o  Montepio Geral e o atual edifício   da nossa autarquia. Casas que foram mandadas abaixo para permitir a abertura da Avenida Nuno Álvares.  
RECOLHA DE DADOS: "Castelo Branco na História e na Arte",
de Manuel Tavares dos Santo. Edição de 1958.
O ALBICASTRENSE

domingo, março 29, 2020

VELHAS IMAGENS DA TERRA ALBICASTRENSE

RESPONDE QUEM SABE.
(Imagem das primeiras décadas  do Século XX)

Esta imagem é uma verdadeira pérola, jóia encontrada por mim na interne-te  sem quais queres dados sobre a mesma.
Ao olhar para esta imagem, não pude deixar  de pensar o seguinte: Quem será este homem? Não querendo vestir a pele de bruxo, eu diria que este senhor todo engravatado e bem compostinho, parece  ser um turista de passagem pela terra albicastrense daquele tempo.
Pessoa que ao passar pelo Vaz Preto (que na altura estava por ali), resolveu captar esta imagem para mais tarde recordar.
Contudo a pergunta que aqui deixo não é sobre este homem, mas sobre a capela que se pode ver na imagem.         
    QUE CAPELA SE PODE VER NESTA IMAGEM?
O Albicastrense

quinta-feira, março 26, 2020

A TERRA ALBICASTRENSE NO FINAL DO SÉCULO XVIII - (I)

TRABALHO DA AUTORIA DO 
CORONEL VASCO DA COSTA SALEMA.

Um bem conservado manuscrito, a que infelizmente, faltam umas oito páginas, “Rol dos Confessado da freguezia da Santa Sé desta cidade de Castello Branco na Quaresma do prezente anno de 1794”, presta interessantes informações sobre Castelo Branco nessa época, tanto sobre toponímia e onomástica local, como sobre o censo populacional e costumes sociais.
Consta, atualmente, da capa e 59 páginas, todas completas, e é de fácil leitura, salvo algumas abreviaturas. Está feito segundo os fogos de cada arruamento, numerados aqueles de 1 a 606, faltando, porem, os números 232 a 307, ambos inclusive, o que corresponde talvez a 4 arruamentos, como o nº 76 repetido e indica em cada fogo, as pessoas que nele habitam, com a respetiva situação familiar ou servil, ocupando. Idade, etc, e a que preceito satisfizera: se só se confessaram ou se confessaram e comungaram. As crianças, mesmo as de mais tenra idade, estão também escrituradas, apesar de não serem satisfeitos nenhum dos preceitos.
Depois de relacionados os fogos urbanos so fogos rurais da freguesia, os das hortas e quintas, da S. da Piedade e da S. Bartolomeu, dos Lentiscais e do Monte dos Cancelos, e ainda, a cadeia, considerada como fogo e com 15 presos, doze homens e três mulheres. E “48 Pessoas que não têm domicilio certo”, 45 homens e mulheres.
O Rol, propriamente, termina no final da pagina 57, tendo escrito na margem da pagina 56 o seguinte: “este Rol já tem 54 annso. Anton Gil Frazao Gordª Castello Branco”. Na página 57 o Vigário faz um resumo do Rol, o qual se transcreve:

Almas      -------------------------     2$876
Fogos     --------------------------         606
Pessoas de Confissão     --------     1$932
Pessoas sem Confissão  --------         184

Consta esta freguesia de S. Miguel Cathedral deste Bispado de duas mil outo centos Cento e Setenta e Sete almas; de Seis Centos e Seis fogos; de Pessoas de Confissão e Comunhão de mil nove Centas e Trinta e duas, e de Pessoas só de Confissão de Cento e outenta e quatro; Todas as Pessoas de obrigação Satisfazerão ou cumprirão com preceito da quaresma do prezento anno em tãobem o que certifico e juro sendo (necessário?) algumas se oubzentarão, e observarei a este respeito o que determina a Constituição castelo Branco 17 de Myo de 1794
O vigário  Manuel Martins Pelejão. 
A página 58 traz, num total de 4 pessoas, sem outra indicação e escritos com outra letra e tinta, os quais foram considerados neste trabalho. Na pagina 59, última como se disse, transcrevem-se vários parágrafos da Constituição do Bispado que regulam o modo de proceder dos Párocos e dos Paroquianos quanto á desobriga Pascoa. 
TOPONÍMIA ALBICASTRENSE
Os diferentes arruamentos e números dos seus fogos são, pela ordem do rol:            
             Rua de Corredoura                       ---- 23 - fogos
  Corro                                       ---------  8  
Arrabalde da Fonte Nova       --------  27
 Arrabalde dos Oleiros              -------- 36
 Arrabalde da Cidade                -------- 23
 Adro de S. Miguel                  ---------  12
 Postigo de Valadares             ----------  7
Carreirinha                             ---------- 8
Moreirinha                             --------- 31
Arrabalde de S. Sebastião    --------- 16
Rua do Pina                          ----------  6
  Rua da Ferradura                 ---------- 41?
Ruas ?                           --------- (2) - 95
Rua do Saco                  --------  (3) -- 2
Praça                                     ---------- 4
Relógio                                  ---------- 9
Rua Nova                              --------- 15
Rua dos Peleteiros               --------- 34
Rua do Bispo                        ----------  4
Rua dos Ferreiros              ----------  46
Rua dos Oleiros                   ---------  28
Travessa da Misericórdia        -------- 3
Rua da Misericórdia              ---------- 9
 Rua d`Ega                              -------- 30
 Rua de Pedro Homem        - --- (4) - 15
 Rua do Muro                        ---------- 10
 Rua Jorge Boino              ------- (4) -- 6
              Rua do Caquelé                    ----------  4             
O que perfaz 547 fogos, a que tem de se acrescentar o correspondente à cadeia, nº 605, que não está incluída em qualquer destes arruamentos, pelo que na parte urbana da freguesia há  548 fogos, sendo os restantes 59 fogos respeitantes à parte rural, pois o numero fogos total é de 607 e não de 606, como o vigário Pelejão, por o nº 75 estar repetido, como se disse
(2) É na relação da Rua da Ferradura que se passa do fogo nº 231 para o nº 308. Ficasse, por isso, sem saber se a referida rua ficou completa ou se tinha mais fogos. Também se fica sem saber a que rua pertencem os fogos nº 308 a 326, ambos inclusive. Pode-se admitir que os 76 fogos em falta pertenceriam alguns ainda à rua da Ferradura e os restantes à Devesa e a outras ruas.
(3) Esta Rua do Saco era o Beco  que havia na Praça, entre o edifício da Câmara e o Celeiro da Ordem de Cristo, e que desapareceu por a Câmara ter autorizado o proprietário sr. A. C. Abrunhosa a fechá-lo  com um portão, incorporando-o no prédio que ai possuíaNão tem pois relação com a actual Rua do Saco, beco ao Largo do Espírito Santo.
(4) Desconhece-se a que rua actualmente corresponde.
Ps. Parte do trabalho aqui apresentado, tem o Português do finaL do século XVIII 
(Continua)
O ALBICASTRENSE

EXPOSIÇÃO A NAO PERDER NO NOSSO MUSEU.

MEMÓRIAS DO NOSSO MUSEU Para todos aqueles que  tenham memórias deste solo no nosso museu, esta é uma exposição a não perder.  40 anos depoi...