terça-feira, abril 14, 2020

ENCICLOPÉDIA ALBICASTRENSE


CENTO E OITO ANOS DEPOIS
(14 De Abril de 1912, 14 de Abril de 2020)

CAMPO DE JOGOS DO MONTALVÃO

Em Castelo Branco, no campo de jogos do Montalvão (integrado nas festas académicas), realizou-se um conjunto de provas desportivas integradas nas comemorações académicas. 
Nesse dia 14 de Abril de 1912, foi realizado um torneio de tiro aos pratos, corridas de atletismo, de sacos, saltos em altura e em comprimento, lançamento de pese, de disco e de dardo, bem como corridas velocípedes.






Em fim de festa, teve lugar um renhido jogo de futebol, entre duas formações que alinhavam com equipamentos brancos e amarelos. 

A equipa canarinha ganhou, por três bolas a duas, razão porque recebeu uma taça de prata, que foi oferecida pelas damas Albicastrenses. 

É a notícia mais antiga, respeitante a um jogo de futebol, realizada em Castelo Branco. 

(Recolha de dados; Jornal Reconquista).
O ALBICASTRENSE

sábado, abril 11, 2020

TOPONÍMIA ALBICASTRENSE


Toponímia da
Terra Albicastrense

Na minha redescoberta do Bairro do Valongo, fui surpreendido com uma placa toponímica que me deixou de queixo caído.
O motivo dessa minha surpresa, prendesse com o facto da placa ser em granito e não de plástico (RASCA), como é tem sido habitual nos bairros da nossa cidade nos últimos anos. 
Fui igualmente surpreendido pelo nome colocado na placa, uma vez que desconhecia por complete a personagem cujo o nome consta na placa toponímica. Fui à Internet e descobri o nome complete deste homem; Fernando Gil Almeida Lobato de Faria.  
Imagino tratar-se da mesma pessoa, embora o seu nome não esteja complete na respectiva placa, o que me surpreende (pois não é habito), é que esta pessoa  ainda está entre nós e ter sido nomeado em 2016 pelo nosso presidente para Membro do Conselho das Ordens Nacionais. 
Se se tratar da mesma pessoa (quero crer que sim), só posso dizer que estou em complete acordo, pois defende à muitos e muitos anos, que não é necessário uma pessoa morrer para ver o seu nome numa placa toponímica.
QUEM FOI 
FERNANDO LOBATO FARIA?

Coronel de Infantaria Fernando Gil Almeida Lobato de Faria, nasceu a 16 de Agosto de 1936, em Castelo Branco.
Terminou o curso da Academia Militar no ano de 1959. Colocado na Escola Prática de Infantaria, onde desempenhou as funções de instrutor dos Cursos de Oficiais Milicianos. Mobilizado para Cabo Verde em 1962/1963, onde comandou o Pelotão de Atiradores nº 7. Em Agosto de 1964 é mobilizado no Comando da Companhia de Caçadores n O546, onde a sua brilhante actuação em combate fez jus à condecoração da medalha de prata de Valor Militar, com palma. De regresso a Lisboa é colocado no CMEFED, como instrutor do 1º curso de instrutores de educação física militar.
Em 1967 é mobilizado para a Escola de Aplicação Militar de Angola, onde se oferece para frequentar o 8° curso de comandos, que terminou com aproveitamento em 30 de Novembro, no Centro de Instrução de Comandos. Colocado no CIC/RMA foi Diretor de Instrução e instrutor de 8 cursos de comandos consecutivos.
Terminou a comissão em Junho de 1970. Nomeado para comandar a 31ª Companhia de Comandos, em Janeiro de 1971. Ferido gravemente numa operação no Leste de Angola de que resultou a evacuação para Lisboa. Condecorado com a medalha da Cruz de Guerra de 1ª classe, por feitos em combate considerados de extraordinários, relevantes e distintos.
Em 2016, foi nomeado pelo Presidente da República para Membro do Conselho das Ordens Nacionais.
O ALBICASTRENSE

quarta-feira, abril 08, 2020

EFEMÉRIDES MUNICIPAIS – CXL


  A rubrica Efemérides Municipais foi publicada entre Janeiro de 1936 e Março de 1937, no jornal “A Era Nova”. Transitou para o Jornal “A Beira Baixa” em Abril de 1937, e ali foi publicada até Dezembro de 1940. A mudança de um para outro jornal deu-se derivada à extinção do primeiro. António Rodrigues Cardoso, “ARC” foi o autor desde belíssimo trabalho de investigação, (Trabalho que lhe deve ter tirado o sono, muitas e muitas vezes).

(Continuação)
Vem agora a sessão de 1 de dezembro, que vem a seguir, apareceu o tesoureiro dos “Ingeitados”, João Nunes de Sequeira, a queixar-se de que não tinha sombra de dinheiro para pagar às almas. Lançou-se uma finta “pelos Povos do Termo desta Cidade”, que rendeu trezentos mil reis.

Não era uma fortuna, mas não havia para mais, e por isso mesmo os vereadores: Determinaram.

visto  terem cessado os motivos pelos quaes se augmentou  o selário que se costumava dar às Amas pela creação dos Expostos e  ter deminuido consideravelmente o rendimento das sizas por não se effectuarem compras de bens de raiz como dantes de que resultou não haver sobejos para epprir aquellas despezas, se reduzisse a quantia de mil quatro centos e quarenta reis que até agora se pagava mensalmente a cada Ama a quantia de mil e duzentos reis devendo começar este pagamento desde o mem de Novembro próximo pretérito inclusive”.

Não havia compras de bens de raiz, porque não havia segurança para ninguém, as sisas não rendiam nada, não havia sobejos e por isso toca a reduzir o salario das pobres amas dos expostos em doze vinténs por mês.
Tivessem paciência. Não havia e, quando não há, tudo tem de esperar.

Ainda nesta sessão foram nomeados “para derramadores de Sizas e Decimas” o capitão Joaquim José Mendes Fevereiro, José Joaquim Pancas, Doutor Manuel de Ascensão, Luís António Henriques de Almeida, José Jorge e Manuel da Fonseca.
(Continua)
PS. Aos leitores dos postes “Efemérides Municipais”; O que 
acabaram de ler é uma transcrição, do que foi 
publicado na época.
------------------------------------------------------------------------------------
RODA DOS EXPOSTOS OU RODA DOS ENJEITADOS
A roda dos expostos ou roda dos enjeitados consistia num mecanismo utilizado para abandonar (expor ou enjeitar na linguagem da época) recém nascidos    que ficavam ao cuidado de instituições de caridade.
O mecanismo, em forma de tambor ou portinhola giratória, embutido numa parede, era construído de tal forma que aquele que expunha a criança não era visto por aquele que a recebia. Esse modelo de acolhimento ganhou inúmeros adeptos por toda a Europa. principalmente a católica,  a partir do século XVI. 
EM PORTUGAL:
Em Portugal, as rodas espalharam-se a partir de 1498 com o surgimento das irmandades da Misericórdia,  financiadas pelos Senados das Câmaras. A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa  foi pioneira neste dispositivo. Segundo as Ordenações  Manuelinas de 1521  e confirmadas pelas Ordenações Filipinas  de 1603,  as Câmaras deveriam arcar com o custo de criação do enjeitado nascido sob a sua jurisdição, caso esta não tivesse a Casa dos Expostos e nem a Roda dos Expostos.
 A Câmara teria essa obrigação até que o exposto completasse sete anos de idade
O Albicastrense

segunda-feira, abril 06, 2020

SENHORA DE MÉRCOLES -

A SUA HISTÓRIA 

No ano em que um manhoso vírus  nos impede de realizar a habitual romaria da Senhora de Mércoles, deixo aqui aos visitantes albicastrenses deste blogue, um excelente trabalho sobre a Romaria de Nossa Senhora de Mércoles. 
Trabalho da autoria de José Ribeiro Cardoso, publicado no seu livro; “Castelo Branco e o Seu Alfoz”, em 1953.
Não querendo ferir sensibilidades de quem quer que seja, eu atrevia-me a dizer, que tirando a procissão em honra de Senhora de Mércoles, tudo o resta deixa-me triste e saudoso da romaria dos meus tempos de juventude.
Tempos, em que não se ia para esta romaria para comprar cuecas, meias, sapatos e muitas outras inutilidades, mas antes, para assistir à procissão e para as famílias conviverem á sombra das azinheiras.
Convivência que tinha sempre um bom prato de feijão pequeno com batatas e umas boas sardinhas, confecionadas em casa de cada um. Dirão alguns que isso faz parte do passado! Talvez… mas, confesso que transformar a romaria dos nossos avós e nossos pais numa feira rasca nos deveria envergonhar a todos.
O ALBICASTRENSE

sábado, abril 04, 2020

COLECTIVIDADES DA TERRA ALBICASTRENSE


Associação Recreativa e Cultural do
Bairro do Valongo 

Morando eu no Bairro do Valongo deste 1986, raparei recentemente que ainda aqui não tinha colocado qualquer publicação sobre a referida Associação.
Associação que ajudei a fundar, pois participei juntamente com outros moradores do Bairro na sua fundação (Antero, Tonho das Frutas, Eusébio, o meu irmão João, e outros que já não recordo o nome). Associação da qual deixei de ser sócio, derivado a questões que não vale a pena esclarecer.  
Fundada em 9 de Setembro de 1987, a Associação Recreativa e Cultural do Bairro do Valongo fica situada em Castelo Branco no Bairro do Valongo. Sendo nos dias de hoje, uma das coletividades mais importantes do nosso distrito. Situada num dos maiores Bairros da cidade de Castelo Branco, a Associação soube criar infraestruturas necessárias para concretizar os objetivos a que se propôs, em áreas tão distintas como o desporto cultura e o lazer (infelizmente a parte cultural ficou pelo caminho).
Depois de ter construído um polidesportivo e um recinto de festas logo nos primeiros anos da sua existência, melhorou esse recinto, onde anualmente se realiza a romaria em Honra de Nossa Senhora do Valongo, no terceiro fim-de-semana de Junho.
A infraestrutura mais importante da Associação é o Estádio do Valongo,  espaço que possui um campo relvado e uma pista de tartan, para além dos ginásios e balneários dotados dos mais modernos equipamentos.
Estádio que integra o Complexo Desportivo da Associação, que engloba ainda dois ginásios, um masculino e um feminino, dois courts de ténis em piso sintético, um poli-desportivo, um campo de tiro aos pratos, e várias pistas. 
O ALBICASTRENSE

sexta-feira, abril 03, 2020

REGISTOS PAROQUIAIS QUINHENTISTAS DE CASTELO BRANCO - (VII)

UM FANTÁSTICO TRABALHO 
DE
MANUEL DA SILVA CASTELO BRANCO
(Antigo Presidente da Câmara Municipal de Castelo Branco)

Na celebração do 50º aniversário 
da publicação deste belo trabalho 
de investigação  (1969/2019), 
lançava um apelo à nossa 
autarquia, para que pensasse na possibilidade de 
 publicar este  fantástico  trabalho de  
Manuel da Silva castelo Branco.
  
 
O ALBICASTRENSE

quarta-feira, abril 01, 2020

TRÊS IMAGENS UMA HISTORIA


 TRÊS IMAGENS DE UM DOS LOCAIS MAIS QUERIDOS DOS ALBICASTRENSES.

TRÊS IMAGENS,
O
MESMO LOCAL!
  😉😊😋😌😍

A primeira imagem terá sido captada nas últimas décadas do seculo XIX. A segunda, foi captada em 1936, quando da construção da casa Zarita no local onde antes existia a Capela de Nossa Senhora da Conceição. 


Capela que foi sido derrubada na segunda década do século XX. A terceira imagem, foi captada por mim recentemente.                          



Entre a primeira e a terceira imagem passou um espaço de tempo superior a cento e vinte anos, espaço de tempo onde quase tudo mudou neste local da terra albicastrense.
 A pergunta que faço a mim mesmo, só pode ser uma: como será este mesmo local daqui a outros cento e vinte anos? Aceitam-se sugestões…

O ALBICASTRENSE

EXPOSIÇÃO A NAO PERDER NO NOSSO MUSEU.

MEMÓRIAS DO NOSSO MUSEU Para todos aqueles que  tenham memórias deste solo no nosso museu, esta é uma exposição a não perder.  40 anos depoi...