terça-feira, maio 05, 2020

RUAS DA ZONA HISTÓRICA DA TERRA ALBICASTRENSE


BREVE NOTA HISTÓRICA 
SOBRE OS CAPITÃES DA MILÍCIA
 DE CASTELO BRANCO,
EM TEMPOS DO REI D. JOÃO III (1527)

Por; Manuel Rosado de Camões e Vasconcelos


Do livro das Ordenanças da milícia que se guardava no cartório da Vila de Castelo Branco, constava que o Rei D. João III mandou fazer as ordenanças por António Chanoca, a quem fez Capitães delas, o qual procedeu à eleição em 24 de Março de 1527 dos demais Capitães, a saber
- Rua de S. Maria até à praça, (sem as travessas) capitão António Vaz Magro e Marco Gil seu genro.
- Rua do Cavaleiro e praça até á porta da estalagem Capitão António de Goes.
- Rua dos Ferreiros e Bispo Capitão Jorge de Sousa.
- Rua dos Peleteiros Capitão Diogo Paes.
- Rua dos Oleiros capitães Simão Alvares e Fr. o Moço.
- Rua D’ Ega Capitães Fernão Vaz fidalgo e Simão da Costa.
- Rua do pé do Muro até á porta de Rui Lopes e Rua Álvaro Sola Capitão Martim de Oliveira.
- Rua de João Afonso até á porta de Pêro Vaz Frazão, (com todas suas travessas e porta de S. Tiago) Capitães Jorge Boino e Álvaro Cardoso.
- Rua Nova capitão Francisco de Siqueira.
- Rua do Arressario desde porta de Pêro Vaz Frazão até á Rua pequenina, (com todas as travessas da Rua de S. Maria) Capitães Simão de Sousa Idanha Francisco Trancoso e João do Couto.
- Rua do Mercado e Arrabalde de Pêro Vaz de Frazão até á porta de Rodrigo Rebelo, descendo pela rua de João Moutoso e pela Moreira Capitão André E Couto.
- Do Arrabalde Capitão Gregório Pires escrivão dos órfãos.

O rol dos capitães da milícia tem o mérito de nos enunciar os arruamentos da antiga vila de Castelo Branco, no começo de segundo quartel do séc. XVI. 
Advinha-se o coração do burgo na Praça Velha, de que irradiavam, como ainda hoje, as ruas de Santa Maria, dos Ferreiros, dos Peleteiros, do Cavaleiro e a Rua Nova. 
No gaveto ou vizinhança da Praça, com a rua do Cavaleiro, ficava a estalagem. Para leste, havia as ruas dos Oleiros, D’ Ega e Do pé do Muro e, para Oeste, a Rua de João Afonso, até à porta de S. Tiago, e a do Arressario até à Rua Pequena.
Fora deste conjunto, ficavam a Rua do Mercado e o Arrabalde, sem esquecer o Convento de Franciscanos, que em 1526 passara à Ordem de Santo Agostinho ou da Graça e em que atualmente se encontra a Santa Casa da Misericórdia.
Estas notas constam na obra do célebre genealogista albicastrense, Miguel Achioly da Fonseca, hoje em poder do seu descendente, Sr. Domingos Acciaióli de Sá Nogueira.

Nota: Um dos motivos que me levou a postar esta publicação, foi o querer relembrar aqui antigos nomes de ruas da nossa Zona Histórica.
Rua do Pé do Muro, Rua João Afonso, Rua Pequena, Rua da Estalagem e por fim, Rua do Cavaleiro e não como erradamente consta atualmente na placa toponímica, como rua dos Cavaleiros.
Gostaria ainda de recordar, que existem ruas cujos nomes se mantêm à mais de 500 anos. Quinhentos anos de história, quinhentos anos por onde passaram muitos antepassados meus e de muitos outros albicastrenses. 
PS. Trabalho publicado no primeiro volume da Revista; "Estudos de
Castelo Branco" de 1961.
O ALBICASTRENSE

segunda-feira, maio 04, 2020

REGISTOS PAROQUIAIS QUINHENTISTAS DE CASTELO BRANCO - (VIII)

UM FANTÁSTICO TRABALHO 
DE
MANUEL DA SILVA CASTELO BRANCO
(Antigo Presidente da Câmara Municipal de Castelo Branco)

Na celebração do 50º aniversário 
da publicação deste belo trabalho 
de investigação  (1969/2019), 
lançava um apelo à nossa 
autarquia, para que pensasse na possibilidade de 
 publicar este  fantástico  trabalho de  
Manuel da Silva castelo Branco.
    
 O ALBICASTRENSE

sábado, maio 02, 2020

ANTIGAS IMAGENS DA TERRA ALBICASTRENSE

PÉROLAS DA TERRA ALBICASTRENSE
Numa terra descaracterizada ao longo dos tempos, confesso que ao ver algumas destas imagens, pergunto a mim mesmo se ouve evolução ou apenas quiseram tornar a terra albicastrense igual a tantas outras. Responda quem quiser e souber, pois eu já gastei todas as minhas palavras a remar contra a maré.
 O ALBICASTRENSE

quarta-feira, abril 29, 2020

A TERRA ALBICASTRENSE NO FINAL DO SÉCULO XVIII - (III)




 Rol dos Confessado da freguezia da Santa Sé desta cidade de Castello Branco na Quaresma do prezente anno de 1794.

TRABALHO DA AUTORIA
DO CORONEL VASCO DA COSTA SALEMA.
COSTUMES SOCIAIS - (I)

(Continuação)
Da leitura atenta do Rol alguns costumes sociais próprios daquele tempo. É talvez para admirar a existência de uma única escrava na freguesia, criada de um lar do sítio no Adro de S. Miguel, constituído por catarina Lucas, solteira, que vive de suas fazendas, de 68 anos de idade, e por seu irmão Manuel Cipriano, de 66 anos, D. Joana Teresa d’ Ordaz, viúva vivendo na sua casa da Rua do Bispo com seus filhos José Caldeira d’ Ordaz, D. Ana Josefa e Pedro d’ Ordaz, sua tia D. Joana Maria e seu irmão João de Mendanha Valadares, tinha a servi-los, vivendo sob o seu teto, além do seu escuteiro, um alfaiate, um ganham, e quatro criados, mais dez criadas; na mesma casa ainda habitavam o seu capelão (é a única família que tem capelão) e um estudante (fogo nº 291).
Também tinham numerosos criados, um escudeiro, um ganhão, três e nove criadas, D. Francisco Josefa de Sousa e suas 4 irmãs, cujas idades se escalonavam entre os 50 e os 40 anos, que moravam em rua que se desconhece, por faltarem paginas ao manuscrito (fogo nº 325).
Com um total de sete criados apontam-se: o Capitão de Ordenanças José Pessoa Tavares, morador na Rua do Pina, casado com D. Leonor Pereira e cujos filhos eram Alferes de Ordenanças José Joaquim, de 19 anos, D. Leonor, D. Ana António e Joaquim, precisava para o serviço de sua casa de um escudeiro e seis criados (fogo nº 185);
O Dr. Francisco José de Carvalho Freire que, com sus mulher, sua sogra, viúva, e seus cinco filhos, cujas idades variavam dos 14 aos 3 Anos, morava na Rua dos Ferreiros e era servido por um escudeiro, um criado e cinco criadas (fogo nº 420).
Apesar de viver sozinho, na Rua do Relógio; necessitava de seis criados o Dr. Francisco José da Silveira Falcato, Provedor (da Misericórdia) que tinha um escudeiro, um boleeiro, um criado e três criadas (fogo nº 339).
Servidos, só por cinco criados haviam: O Ver. Dr. Manuel dos Reis Soares Provisor do Bispado, que com seus velhos pais e irmã, morava na mesma rua que o D. Francisca Josefa de Sousa e suas irmãs, acima referidas, e tinha dois pastores, um ganhão e duas criadas (fogo nº 326);
José António Morão, mercador, que morava no Relógio com sua mulher, Luísa Violante, e seus filhos José António, Daniel e Rafael, e era servido por um caixeiro, um criado e três criadas (fogo nº 335);
José Tudela de Castilho que vivia com sua irmã D. Caetana Rosa e duas sobrinhas, na Rua Nova, e eram servidos por um criado e quatro criadas (fogo nº 348).
Possuindo quatro criados regista o Rol: a viúva Clara Maria, proprietária, que habitava na Rua do Pina com sua irmã, Maria Joaquina, e seus filhos, o Ver. Dr. Isidoro José dos Santos e Maria Inácia, Felícia Rosa e Ana Josefa, e tinham um criado e três criadas (fogo nº 189);
“Homê de Negocio”, Luís Vaz da Cunha que na sua casa da Rua do Saco vivia com dois filhos, um pastor, uma criada, sua mulher Ana Joaquina e sua filha Ana (fogo nº 327);
O mercador António Pereira da Silva, casado com Guiomar Maria e que morava no Relógio com sua sobrinha Antónia, precisava de um caixeiro, um criado e duas criadas (fogo nº 336);
E Amónio Soares Franco, também mercador no Relógio, casado com Isabel Antónia, pais de Leonor, José e Joaquim, de 5,3 e 1 ano de idade, tinha na sua casa um caixeiro, um criado e duas criadas (fogo nº 341).
(Continua)
O ALBICASTRENSE

VELHAS IMAGENS DA TERRA ALBICASTRENSE

VISTA DO CRUZEIRO DE S. JOÃO
(IMAGEM DOS ANOS CINQUENTA DO PASSADO SÉCULO)

 
Imagem fotocopiada de uma edição do  jornal Beira Baixa da década de 50 . 
Como eu  conheci o local como a imagem o mostra, resolvi devolver-lhe o brilho e a core que a imagem não tem mas que eu recordo muito bem.


Confesso que esta labuta me deu algum trabalho, todavia, penso que terá valido a pena, pois a imagem independentemente da pouca qualidade que tem, mostra o local (a cores), como eu o conheci nesse tempo. 
O ALBICASTRENSE

terça-feira, abril 28, 2020

IGREJA DE SÃO JOSÉ OPERÁRIO

IGREJA DE
 S. JOSÉ OPERÁRIO
 (BAIRRO DO CANSADO)

Assegurei ontem ao meu amigo Fevereiro, que hoje iria aqui publicar uma publicação sobre a construção da Igreja de S. José Operário.
Os dados que consegui sobre a sua construção não são muitos e os que encontrei, envolvem unicamente dados sobre as características da igreja, não falando de quem foram os obreiros dessa construção.
Prometo um dia destes fazer um visita aos antigos jornais desse época, para ver se encontro dados sobre os obreiros da sua construção.

ALGUNS DADOS REFERENTES À SUA CONSTRUÇÃO

- A Igreja de S. José Operário foi começada em 1 de Março de 1959.
- As obras importaram em 900 contos; com mobiliário ultrapassaram os mil contos.
- Tem capacidade. Incluindo o coro, para cerca de mil pessoas.
- Da parede de fundo à empena da entrada mede 32 metros.
- A torre, que mede 17 metros, tem acesso por ponte que parte da arrecadação ao nível do coro.
- O pavimento, com passadeira de mármore, é de tacos de mogno.
- Ficará com dois sinos – Um dos quais já na torre, com peso de 280 quilos.
- O altar é de mármore; e um só para afirmar, com mais concretização, a unidade paroquial.
- O projecto foi da autoria do Arquitecto Barata Roxo.
PS. Foram construtores, Marçal Carrega e 
José. P. Monteiro
O Albicastrense

segunda-feira, abril 27, 2020

TOPONÍMIA ALBICASTRENSE

RUAS E PRAÇAS
 DA 
TERRA ALBICASTRENSE

Recentemente ao passar por uma das ruas do meu Bairro, dei de caras com uma placa toponímica que ainda aqui não tinha publicado.

                             QUEM FOI
      ANACLETO PIRES DA SILVA MARTINS?

A 28 de Agosto de 1916, nasceu em Presa (Alcaravela) Anacleto Pires da Silva Martins, que viveu em Castelo Branco de 1956 a 1981, onde foi pároco da cidade, Arcipreste e director do jornal “Reconquista” de 1956 a 1966. 
Foi Prior de São Miguel da Sé, onde desempenhando cumulativamente com a docência em diferentes estabelecimentos de ensino. 
Por sua iniciativa foram construídas, as Igrejas de Nossa S. do Valongo e de S. Tiago. Este sacerdote dedicou grande interesse e particular atenção, aos valores arquitectónicos, arqueológicos e aos diferentes lugares históricos da nossa cidade, deixando valiosos apontamentos sobre os mesmos. 
Escreveu um notável esboço histórico da cidade de Castelo Branco (1979); portados quinhentistas de Castelo Branco (1979); breve história da freguesia e Igreja de São Miguel Arcanjo e da diocese de Castelo Branco (1980); Capítulos inéditos da história de Castelo Branco (1981).
Devido ao seu instável estado de saúde, o Cónego Anacleto foi transferido para Portalegre, onde ocupou o cargo de Vigário Geral da Dioceses de Portalegre e Castelo Branco. No início do século XXI, entendeu a autarquia albicastrense dar o seu nome a uma rua da nossa cidade (Rua situada no Bairro do Valongo).

PS. A recolha dos dados históricos é de José Dias. A compilação
 é de Gil Reis e foram publicados no Jornal ”A Reconquista
O ALBICASTRENSE

EXPOSIÇÃO A NAO PERDER NO NOSSO MUSEU.

MEMÓRIAS DO NOSSO MUSEU Para todos aqueles que  tenham memórias deste solo no nosso museu, esta é uma exposição a não perder.  40 anos depoi...