terça-feira, maio 12, 2020

EMAIL PÚBLICO AO PRESIDENTE LUÍS CORREIA.

ASSUNTO 
“PASSAGEM DE NÍVEL SUBTERRÂNEA
DO
 BAIRRO DO VALONGO
Caro presidente: no dia 20 de Abril, expus aqui a triste situação em que se encontrava a passagem de nível do Bairro do Valongo, stop. 
No dia 25 do mesmo mês, fui surpreendido com a presença de trabalhadores da nossa autarquia a limparem as porcarias ali expostas, assim, como a repararem as caixas elétricas partidas, stop.
Nessa altura, coloquei aqui nova publicação a elogiar os trabalhos que estavam a ser feitos, prometendo fazer nova publicação quando a passagem estivesse limpinha e arranjadinha, stop. 
Entretanto, sucedeu algo que me deixou completamente baralhado e a deitar baba pela boca fora, stop.
Ao passar hoje pela passagem (quase 20 dias depois do início das limpezas), constatei que o trabalho ficou pela metade, stop.
Então não é, que limparam metade dos gatafunhos rascas que emporcavam as paredes da passagem de nível, e deixaram a outra metade por limpar!.... (como se pode ver nas imagens aqui publicadas, stop.)

A MINHA QUESTÃO PARA V. EXELÊNCIA É A SEUINTE:
Será que o detergente para limpar os gatafunhos se esgotou nas drogarias, ou será, que os trabalhadores estão todos com o Conid-19? Stop.
Limpar metade da passagem de nível subterrânea e deixar a outra metade por limpar, não lembrava nem ao diabo stop.
Caro presidente Luís Correia, eu sei que não pode estar atento a tudo e a mais alguma coisa, todavia, deve ter gente responsável para fiscalizarem este tipo de obras, stop.
Termino este correio eletrónico público, apelando a “V. EXCELÊNCIA”, para que fossem tomadas medidas para acabarem a limpeza da passagem de nível do Bairro do Valongo, stop.
Muito respeitosamente, um albicastrense que não se acomoda ao deixa andar ou ao não quer saber, stop.
O ALBICASTRENSE

domingo, maio 10, 2020

RECORDAR ONDE FOMOS FELIZES - " A TASCA DO PONSUL"

A publicação anterior sobre Toponímia Albicastrense, tinha como objetivo informar, que existe uma rua na terra albicastrense que venera o Rio Ponsul. Essa publicação tinha uma imagem da “Tia Amélia” e recordava a antiga Tasca do Ponsul, imagem que  terá lavado mais de MIL pessoas a clicarem na publicação, para recordarem esse tempo.  
Como em 2006 tive um pequeno bate-papo com a “Tia Amélia” sobre a origem da tasca do Ponsul, cavaqueira que deu origem a uma publicação que aqui postei nessa altura. Resolvi voltar a postar essa publicação, pois recordar coisas boas ou situações onde fomos felizes faz bem ao coração e alegra a alma. 

AGOSTO DE 2006
A TASCA DA “TI AMÉLIA”
(UMA TASCA COM CERCA DE 100 ANOS, À BEIRA DO FIM)

Estive este fim-de-semana na tasca da “Ti Amélia”, também conhecida por Tasca do Ponsul.
Conversei com a “Ti Amélia”, (espoa do “Ti Rodrigues”), antigo proprietário (já falecido), que em poucas palavras me contou um pouco da história desta tasquinha.
Segundo ela, a referida tasca foi construída por um individuo, natural de Malpica do Tejo, no início do Século XX.
Após alguns anos a explorar o estabelecimento, trocou-o por umas terras situadas perto de Malpica do Tejo com o “Ti Humberto”, (Pai do Ti’ Rodrigues) que após a sua morte a deixou ao filho. 
A tasca da “Ti Amélia”, também conhecida por tasca do “Ti Rodrigues”, fica situada perto da antiga ponte do Ponsul, tinha como petisco principal, (e único), a famosa miga de peixe, sempre acompanhada por peixe frito. 
A miga era feita com peixe apanhado no rio Ponsul, rio, que passa a meia dúzia de metros da casa. Com a morte do "Ti Rodrigues" e a construção da barragem Espanhola, (que deu cabo da água do rio), lá se foram as famosas migas. 
Confesso que tenho muitas saudades das migas da tasca do Ponsul!
Para quem como eu ali saboreou as referidas migas, aqui ficam algumas imagens captadas na casa, porém, sem qualquer sabor ou cheiro da famosa miga.
O Albicastrense

sábado, maio 09, 2020

TOPONÍMIA ALBICASTRENSE

RUAS E PRAÇAS
 DA 
TERRA ALBICASTRENSE

Desta vez o ilustre não é um albicastrense ou qualquer outra pessoa a figurar na placa toponímica, mas antes, um Rio onde  fui 
muito feliz na minha juventude.

É um rio de Portugal,  que atravessa os concelhos de Idanha-a-Nova (onde nasce) e Castelo Branco . É um afluente da margem direita do rio Tejo. Desagua perto de Monte Fidalgo, entre as freguesias de Perais  e Malpica do Tejo,  traçando no seu troço final a fronteira entre os concelhos de Castelo Branco e de. Villa velha de Rodão.
Tem a sua nascente a 540 Metros de altitude na Serra do Ramiro e onde somente a 2 Km de distância é barrado por uma represa  formando a Albufeira de Penha Garcia.
Tem como afluente principal o Rio Torto que começa como Ribeira das Taliscas e muda de nome devido ao seu trajeto serpentil. Tem 2 represas, a de Penha Garciae a de Idanha. E mais não digo deste triste e abandonado rio, rio que tantas alegrias me deu na minha juventude mas que nos dias de hoje está transformado num rio desprovido de gente e de peixes.
PS. Terminava esta publicação lançando um desafio aos visitantes:
 Em que local da terra albicastrense se encontra esta rua?
O ALBICASTRENSE

quinta-feira, maio 07, 2020

CASTELO BRANCO - IGREJA DE SÃO MIGUEL



A TERRA ALBICASTRENSE

(IGREJA DA SÉ)

A 18 de Março de 1803, um forte temporal fez ruir  o coro e o tecto da Sé. 

As obras de reconstrução iniciaram-se de imediato. 
O tecto foi elevado e passou a ser em abóbada. O facto de haver obras deu oportunidade para que fosse construída a Capela do Santíssimo e a Sacristia grande, que não existiam.


Em 1806, as obras importavam já em 29.000 cruzados e ainda não estavam concluídas.
O ALBICASTRENSE

terça-feira, maio 05, 2020

RUAS DA ZONA HISTÓRICA DA TERRA ALBICASTRENSE


BREVE NOTA HISTÓRICA 
SOBRE OS CAPITÃES DA MILÍCIA
 DE CASTELO BRANCO,
EM TEMPOS DO REI D. JOÃO III (1527)

Por; Manuel Rosado de Camões e Vasconcelos


Do livro das Ordenanças da milícia que se guardava no cartório da Vila de Castelo Branco, constava que o Rei D. João III mandou fazer as ordenanças por António Chanoca, a quem fez Capitães delas, o qual procedeu à eleição em 24 de Março de 1527 dos demais Capitães, a saber
- Rua de S. Maria até à praça, (sem as travessas) capitão António Vaz Magro e Marco Gil seu genro.
- Rua do Cavaleiro e praça até á porta da estalagem Capitão António de Goes.
- Rua dos Ferreiros e Bispo Capitão Jorge de Sousa.
- Rua dos Peleteiros Capitão Diogo Paes.
- Rua dos Oleiros capitães Simão Alvares e Fr. o Moço.
- Rua D’ Ega Capitães Fernão Vaz fidalgo e Simão da Costa.
- Rua do pé do Muro até á porta de Rui Lopes e Rua Álvaro Sola Capitão Martim de Oliveira.
- Rua de João Afonso até á porta de Pêro Vaz Frazão, (com todas suas travessas e porta de S. Tiago) Capitães Jorge Boino e Álvaro Cardoso.
- Rua Nova capitão Francisco de Siqueira.
- Rua do Arressario desde porta de Pêro Vaz Frazão até á Rua pequenina, (com todas as travessas da Rua de S. Maria) Capitães Simão de Sousa Idanha Francisco Trancoso e João do Couto.
- Rua do Mercado e Arrabalde de Pêro Vaz de Frazão até á porta de Rodrigo Rebelo, descendo pela rua de João Moutoso e pela Moreira Capitão André E Couto.
- Do Arrabalde Capitão Gregório Pires escrivão dos órfãos.

O rol dos capitães da milícia tem o mérito de nos enunciar os arruamentos da antiga vila de Castelo Branco, no começo de segundo quartel do séc. XVI. 
Advinha-se o coração do burgo na Praça Velha, de que irradiavam, como ainda hoje, as ruas de Santa Maria, dos Ferreiros, dos Peleteiros, do Cavaleiro e a Rua Nova. 
No gaveto ou vizinhança da Praça, com a rua do Cavaleiro, ficava a estalagem. Para leste, havia as ruas dos Oleiros, D’ Ega e Do pé do Muro e, para Oeste, a Rua de João Afonso, até à porta de S. Tiago, e a do Arressario até à Rua Pequena.
Fora deste conjunto, ficavam a Rua do Mercado e o Arrabalde, sem esquecer o Convento de Franciscanos, que em 1526 passara à Ordem de Santo Agostinho ou da Graça e em que atualmente se encontra a Santa Casa da Misericórdia.
Estas notas constam na obra do célebre genealogista albicastrense, Miguel Achioly da Fonseca, hoje em poder do seu descendente, Sr. Domingos Acciaióli de Sá Nogueira.

Nota: Um dos motivos que me levou a postar esta publicação, foi o querer relembrar aqui antigos nomes de ruas da nossa Zona Histórica.
Rua do Pé do Muro, Rua João Afonso, Rua Pequena, Rua da Estalagem e por fim, Rua do Cavaleiro e não como erradamente consta atualmente na placa toponímica, como rua dos Cavaleiros.
Gostaria ainda de recordar, que existem ruas cujos nomes se mantêm à mais de 500 anos. Quinhentos anos de história, quinhentos anos por onde passaram muitos antepassados meus e de muitos outros albicastrenses. 
PS. Trabalho publicado no primeiro volume da Revista; "Estudos de
Castelo Branco" de 1961.
O ALBICASTRENSE

segunda-feira, maio 04, 2020

REGISTOS PAROQUIAIS QUINHENTISTAS DE CASTELO BRANCO - (VIII)

UM FANTÁSTICO TRABALHO 
DE
MANUEL DA SILVA CASTELO BRANCO
(Antigo Presidente da Câmara Municipal de Castelo Branco)

Na celebração do 50º aniversário 
da publicação deste belo trabalho 
de investigação  (1969/2019), 
lançava um apelo à nossa 
autarquia, para que pensasse na possibilidade de 
 publicar este  fantástico  trabalho de  
Manuel da Silva castelo Branco.
    
 O ALBICASTRENSE

sábado, maio 02, 2020

ANTIGAS IMAGENS DA TERRA ALBICASTRENSE

PÉROLAS DA TERRA ALBICASTRENSE
Numa terra descaracterizada ao longo dos tempos, confesso que ao ver algumas destas imagens, pergunto a mim mesmo se ouve evolução ou apenas quiseram tornar a terra albicastrense igual a tantas outras. Responda quem quiser e souber, pois eu já gastei todas as minhas palavras a remar contra a maré.
 O ALBICASTRENSE

EXPOSIÇÃO A NAO PERDER NO NOSSO MUSEU.

MEMÓRIAS DO NOSSO MUSEU Para todos aqueles que  tenham memórias deste solo no nosso museu, esta é uma exposição a não perder.  40 anos depoi...