sexta-feira, junho 05, 2020

REGISTOS PAROQUIAIS QUINHENTISTAS DE CASTELO BRANCO - (IX)

UM FANTÁSTICO TRABALHO DE MANUEL DA SILVA CASTELO BRANCO
(Antigo Presidente da Câmara Municipal de Castelo Branco)

Na celebração do 50º aniversário 
da publicação deste belo trabalho 
de investigação  (1969/2019), 
lançava um apelo à nossa 
autarquia, para que pensasse na possibilidade de 
 publicar este  fantástico  trabalho de  
Manuel da Silva castelo Branco.


O ALBICASTRENSE

segunda-feira, junho 01, 2020

CHAMINÉS DA TERRA ALBICASTRENSE - "A NOSSA LINDINHA"

 CONTRA VENTOS E TROVOADAS

Alguns foram aqueles que no início da polémica da chaminé da antiga fabrica da cortiça, aqui expressaram, que a nossa Lindinha estava inclinada e cheia de ranhuras, que dia menos dia ela iria ire-se abaixo dos tijolos e tombar.
Sempre contestei esta tese, afirmando que ela estava assim há pelo menos 69 anos (a minha idade), pois sempre a vi inclinada e nunca direitinha.

Confesso que ontem perante a chuvada (talvez derivado aos comentários menos felizes de alguns albicastrenses), dei comigo a pensar: “será que a nossa Lindinha vai aguentar-se desta enxurrada de água?” Hoje ao levantar-me peguei na máquina fotográfica e foi ao local, para ver se ela ainda lá estava ou se pelo contrário, os tais pessimistas tinham razão quando afirmavam o que afirmavam. 
As imagens não mentem! A nossa Lindinha contra ventos e chuvadas não se foi abaixo, mantem-se firme e eriçada, desmentindo assim, quem anunciava que ela estava pela hora do derrube. Mesmo com obras ao seu redor, obras que podem ter aberto ainda mais rachas nela, a nossa Lindinha centenária aguentou-se nos  tijolos. 
A pergunta que aqui deixo aos albicastrenses é a seguinte: 
Será que os albicastrenses perante este exemplo de resistência, vão ficar quietos surdos e mudos, perante o possível manda abaixo da nossa Lindinha?
Não merece a terra albicastrense continuar a ter no local onde está ser construída uma nova superfície comercial, uma chaminé que ali mora á mais de cem anos?
Não merece a nossa Lindinha ser protegida de forma poder lembrar a quem se deslocar à nova superfície, que em tempos passados existiu no local uma grande fábrica, fabrica que no passado deu de comer a muitas e muitas famílias albicastrenses.
Eu creio e acredito que sim, por isso, enquanto não houver uma voz ligada ao Modelo Continente que venha a público dizer algo sobre o futuro da nossa Lindinha, irei continuar esta minha peleja em defesa da nossa Lindinha. Termino lembrando aos albicastrenses o seguinte: um dia quando qualquer um de nós se deslocar à nova superfície comercial na companhia de um filho ou neto e passar ao lado da nossa lindinha, talvez possa dizer-lhes; esta chaminé foi desprezada pelos responsáveis da nossa autarquia, mas foi salva por um grupo de albicastrenses e acarinhada pelos responsáveis desta superfície comercial”.
Podendo de seguida contar-lhes a seguinte história: “à muitos e muitos anos, existiu aqui uma grande fábrica, fábrica que tinha uma linda chaminé, chaminé que lutou contra ventos e chuvadas até que um dia…..
O ALBICASTRENSE

sábado, maio 30, 2020

EFEMÉRIDES MUNICIPAIS – CXLI

VINHO AQUARTILHADO
          
A rubrica Efemérides Municipais foi publicada entre Janeiro de 1936 e Março de 1937, no jornal “A Era Nova”. Transitou para o Jornal “A Beira Baixa” em Abril de 1937, e ali foi publicada até Dezembro de 1940.
A mudança de um para outro jornal deu-se derivada à extinção do primeiro. António Rodrigues Cardoso, “ARC” foi o autor desde belíssimo trabalho de investigação, (Trabalho que lhe deve ter tirado o sono, muitas e muitas vezes).

(Continuação)
As sessões dão agora um salto de 1 de Dezembro de 1809, para 1 de Janeiro de 1810. Na forma do costume, foram nomeadas as Justiças para as “Terras do Termo.
Depois de feito esse serviço e em cumprimento de uma ordem do Juízo da Correição, foram nomeados Luís António Henriques e António Gomes para tomarem em relação todos os géneros e Transportes que os moradores desta Cidade e Termo tiverem fornecido e Tropa e pertencente a Administração de Almeida.

Além disse, ainda os vereadores:
“acordarão que todo o vinho que o arrematante das tabernas desta Cidade vendesse em cada hum dellas ficasse sujeito ao Juiz de Almotaçaria, para que examinadas as qualidades do vinho, e o seu preço pudessem os Almotacés  providenciar tanto a respeito do interesse como da saúde dos Povos.
Ficando outro sim prohibido a outro qualquer, que não seja arrematante, o Transporte ou venda de vinho ficando só prometido a venda aos Habitantes desta Cidade daquela que recolheram.
E todo outro qualquer não obstante esta proibição que vender vinho aquartilhado debaixo que pretexto for, perderá todo o vinho que lhe for achado, que para vender tenha, metade para o Denunciante, e metade para as Despesas da Camara e na mesma pena incorrerá aquelle que protestando trazello para vender almudado não o for a manifestar na Casa do Escrivão da Camara de quem o competente Billhete”.
E com isto se encerrou a sessão, que não foi daquelas em que os vereadores se mostraram menos activos.
(Continua)
PS. Aos leitores dos postes “Efemérides Municipais”: O que
acabaram de ler é uma transcrição, do que foi publicado 
na época.
O Albicastrense

quinta-feira, maio 28, 2020

CHAMINÉ DA ANTIGA FABRICA DA CORTIÇA


A NOSSA LINDINHA

Após algum tempo de sossego em virtude do Covid-19, visitei na segunda-feira passada o local onde está a ser construída a nova superfície comercial do Modelo Continente. As obras decorrerem a grande velocidade, como se pode ver nas imagens captadas por mim no local. A nossa Lindinha mantem-se firme e tesa como se costuma dizer no local, solidez que contraria muitos dos que afirmam que ela dia menos dia estará no chão.
Duma coisa eu não tenho dúvidas em relação a este caso, se não fosse o  muito ruído feito ao redor de um possível derrube da nossa Lindinha, ela já lá não estava. A retirada do ninho das cegonhas da chaminé era o princípio do fim, felizmente o bom senso parece ter prevalecido e ela continua no seu lugar de sempre. 
Lugar que ocupa à mais de um século, idade o que lhe dá o estatuto de:  ser tratada por "velha senhora” centenária. Espero muito sinceramente, que o bom senso permita a sua continuidade no local, pois a maioria dos albicastrenses não iria entender o seu manda abaixo. 
Aos responsáveis pela construção da superfície comercial, os meus parabéns por mais esta unidade comercial, unidade que ficará muito mais catita com a inclusão da nossa linda chaminé no seu espaço.
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NOTA: Já depois de ter escrito o pequeno texto com que começo esta publicação, encontrei no meu facebook comentários sobre a nossa chaminé, comentários que não resisti em colocar nesta publicação, pois tenho para mim que eles são uma mais valia para esta publicação. 
Já o disse muitas vezes e volto a repetir: este é um blogue de um albicastrense que tem por fim defender a terra albicastrense, ou seja, é um blogue onde todos os albicastrenses podem ter palavra se assim o desejarem. Apenas tem uma regra: Está proibida  a falta de respeito, seja por quem for.

COMENTÁRIOS
Continua no local e esperamos que por lá continue por muitos anos. Aproveito para deixar aqui uma opinião, à semelhança do que fiz à época, para a Câmara, quando da recuperação das outras duas chaminés, mas em vão... que é : A manter-se esta chaminé, com certeza que irá ser objecto de restauro.
A concretizar-se o que acabo de referir, deveria-se aproveitar na altura do restauro, numa das possíveis cintas que a irá protejer, partirem quatro braços, em cruz, com + - 2 a 2,5 metros de cumprimento cada um, com arabescos na ponta, em forma de concha, ajudando as cegonhas que sempre abundaram naquele local, a nidificar!?... Fica a sugestão... como já disse no início, sugeri em tempos por email, para a Câmara, mas não surtiu qualquer efeito.
Não vai ser fácil, esta chaminé não está nem pouco mais ou menos nas condições das da Metalúrgica. 
Além de uma inclinação que é visível a olho nu existem várias fissuras na mesma o que significa que está na iminência de cair a qualquer momento em que haja vento forte ou chuva intensa. 
Convém também referir que qualquer restauro ficará em muitas dezenas de milhares de €uros e será que a Sonae está na disposição de a executar. Aquando da inauguração do novo Continente de C. B que se prevê para 2021 esta questão tem que estar resolvida sob pena de ser um perigo para os clientes e colaboradores deste novo espaço comercial em que a segurança tem que ser assegurada.
Com muita pena, é pena que a chaminé tenha os dias contados e não haja um movimento citadino a favor da sua conservação. A Câmara Municipal, a Sonae e algumas empresas com alguns recursos podiam apoiar a sua recuperação. É uma questão que poderia dar algum fruto. Trata-se de mecenato.
José Carvalho de Sousa
Concordo plenamente consigo Sr. J. Baptista. Um movimento citadino, para defender estas causas e outras, seria o ideal, acontece que eu à semelhança do Senhor, resido em Odivelas, mas estou na medida do possível, disponível, sempre que para tal, seja necessário.

PS. Concorda ou discorda destas opiniões? 
Deixe aqui a sua opinião, pois através dessas opiniões
 teremos mais força para ajudar a resolver este assunto.
O ALBICASTRENSE

terça-feira, maio 26, 2020

PASSAGEM DE NÍVEL SUBTERRÂNEA DO BAIRRO DO VALONGO



UMA CAUSA COM FINAL FELIZ!

A passagem de nível subterrânea do Bairro do Valongo, está finalmente limpinha, aos responsáveis pela limpeza, o meu bem-haja por me terem dado ouvidos nesta causa.

Para quem por vezes me acusa de só aqui postar situações  menos boas da terra albicastrense, este poste é a prova que o que me move é e será sempre,  a defesa da terra albicastrense.

NOTA: Faço aqui um apelo aos moradores do Bairro do Valongo. Sempre que vejam alguém  na passagem de nível a danifica-la, chamem essa pessoa à razão, ou então, telefonem para a policia. A passem é de todos nós, e não de alguns meninos que se julgam gente grande, mas que não passam de crianças muito mal comportadas. 
O ALBICASTRENSE

sexta-feira, maio 22, 2020

CHAFARIZ DE S. MARCOS -



OPORTUNIDADE PERDIDA

Quando espalhei nas redes sociais a miserável condição em que se encontrava o nosso velhinho Chafariz de S. Marcos.
Quando nas sessões públicas da assembleia municipal da terra Albicastrense, me insurgi contra o abandono do velho chafariz e contra as maldades cometidas contra ele ao longo dos tempos. 
Não posso deixar de confessar, que nessa altura  o que tinha em mente, era que ele fosse recuperado através de uma limpeza do granito, da reparação dos muros laterais do chafariz e da resolução do estacionamento frente ao Chafariz.  
Quando no início do ano vi uma equipa de arqueólogos a “esgravatar” ao seu redor, os meus velhos neurónios agitaram-se e parafrasearam entre si: “desta vez as coisas vão ser feitos como deve ser”. Com o andar das escavações  (escavações que foi acompanhado, passo a passo), confesso que me entusiasmei e comecei a pensar em algo mais sério.
Comecei a imaginar: (a minha loucura), que talvez fosse possível restituir ao velho chafariz, a identidade “roubada” ao longo dos tempos, por gente sem qualquer tipo de piedade para com o património da terra Albicastrense.
Comecei a imaginar: (a minha estupidez), que o estudo apresentado pelos arqueólogos, iria mostrar as maldades cometidas contra o velho chafariz.  
Comecei a imaginar: (a minha parvoíce), que parte da antiga galeria por onde passava água no passado, encontrada nas traseiras do velho chafariz, poderia ficar visível de forma a mostra como a água chegava ao chafariz  
Comecei a imaginar: (santa ingenuidade), que o velho tanque do chafariz enterrado por uns idiotas no século passado, iria finalmente ser desenterrado e ficar a céu aberto.
Comecei a imaginar: que na nossa autarquia havia gente disposta a corrigir erros do passado, pessoas que iriam restituir ao velho chafariz parte da beleza roubada.

Nada do que eu imaginei ou pensei, vai acontecer!

Hoje ao passar pelo largo de S. Marcos fui surpreendido com aquilo que as imagens mostram. As covas abertas para se investigar o passado do nosso chafariz foram tapados, com cimento (não fossem algumas almas penadas infiltrar-se por ali), grande parte do tanque e a antiga galeria por onda passava água, são de novo SEPULTADOS.
Palavra que olhei para tudo aquilo e nem queria acreditar, os meus velhos neurónios negavam-se a dar-me respostas ao que os meus olhos contemplavam e ali fiquei imóvel e em silêncio, durante algum tempo.

COMO POSSO EU FINALIZAR  ESTA PUBLICAÇÃO! 
Apenas me ocorre dizer o seguinte: O Velho Chafariz de S. Marcos foi uma causa que abracei de alma e coração-aberto, causa em que não me sinto nem vencedor nem derrotado, mas antes, muito desiludido pela resultado final. 
Tivemos a oportunidade de corrigir erros do passado, mas  alguém proferiu deixar tudo quase na mesma. 
O ALBICASTRENSE

quarta-feira, maio 20, 2020

TOPONÍMIA ALBICASTRENSE


      RUAS E PRAÇAS DA TERRA ALBICASTRENSE

Ao passar recentemente numa rua da Urbanização Pires Marques, constatei que o nome que a mesma ostentava, era o de Joaquim Porfírio da Silva.
De imediato começou a germinar na minha cabecinha, se o homem que a placa toponímica venerava, era o autor de um pequeno livro sobre a terra albicastrense (pequeno no tamanho, mas grandíssimo na historia que nos relata), que tem por título; “Memorial Cronológico e Descritivo da Cidade de Castelo Branco”, editado em 1853?
Será que este Joaquim Porfírio da Silva, é o Augusto Joaquim Porfírio da Silva, autor do “Memorial Cronológico e Descritivo de Castelo Branco?”
Tenho para mim, que se trata da mesma pessoa. Tentei na Internet descobrir quem foi o homem que consta na placa toponímica, porém nada consegui encontrar sobre ele.
Mais uma vez lamento que as atuais placas toponímicas da terra albicastrense, tenham apenas o nome do ilustre a nada mais. Desta forma, a maioria dos notáveis serão para todo o sempre, distintos desconhecidos para todos nós. Quando e onde nasceu o ilustre, em que atividade se destacou e quando morreu, será assim tao difícil colocar estes dados nas placas?
Não querendo ser mauzinho, até parece que os nomes para as placas toponímicas, são escolhidos de uma lista  onde os nomes dos "Cajos" é a única coisa que interessa.  
PS. Lanço aqui um desafio a quem se interessar pela toponímica albicastrense. Se tiverem dados sobre este homem, podem coloca-los na caixa de comentários, para depois os poder colocar na publicação.

INTRODUÇÃO DO LIVRO: ”MEMORIAL CRONOLÓGICO E DESCRITIVO
DA CIDADE DE CASTELO BRANCO”.
Por, Augusto Joaquim  Porfírio da Silva

Decorria o mêz de Maio de mil oitocentos cinquenta e dois, quando n’uma tarde, me resolvi a ir passear á quinta do Paço Episcopal dessa cidade de Castello Branco, para ali gozar da suavidade que esparge sobre a terra a amena estação da Primavera, que n’ esta região costuma muitas vezes vir áspera e destemperada.
E com efeito, apezar de haverem aparecido desde o seu começo alguns dias frios, carrancudos e chuvosos, aquelle que escolhi para o meu passeio estava bello e ameno. Alli, divulgando de rua em rua, eu ia aspirando a suave fragrância com que a Natureza nos deleita n’esta alegre e pomposa estação, e ouvindo ao mesmo tempo os gorgeios e trinados arrebatadores de inúmeros rouxinoes domiciliados nos gigantescos e frondosos loureiros que orlam a quinta.

Que bello quadro, disse eu comigo! Este passeio é bonito e deleitoso e nem por isso vejo agora aqui outra pessoa que o queira desfrutar! É por isso mesmo que estou só é esta uma boa ocasião para m’entregar sem distração à contemplação d’este bello sitio.
Esta peça não é obra d’agora: a sua edificação foi efeituada em outros tempos: e de certo que  do o seu fundador só existe a memoria e as cinzas, porque, segundo ouço dizer, foi o digno Bispo D. Vicente Ferrer da Rocha quem mandara fazer esta quinta. Sem dúvida que o Paço Episcopal e seus logradouros é uma peça de merecimento, e a de maior valor que há n’esta cidade onde se diz haverem florecido muitas pessoas dignas de veneração por seu saber e virtudes.
Aquelle castello, que lá no alto em frente, já arruinado, campêa e domina estes sítios, é testemunha da existência d’esses distinctos varões que tiveram o ser e o berço n’esta antiga povoação. Oh! e que não tenha eu encontrado um documento que me diga as memoráveis épocas em que existiram esses heróis, e bem assim seus nomes para os admirar e contemplar!...
Vou desde já dar ordem a descobrir positivas noticias de todos eles, bem como de tudo quanto se torna de mais notável n’esta terra; e se a tanto minhas forças chegarem organizarei um opusculo em que narre resumidamente quanto lhe diz respeito”.

Tal foi pois a origem do meu desejo, e deliberação de diligenciar os dados precisos para a organização d’ests minha insignificante obra.´, que vou submeter á critica do judicioso leitor. A quem desde já peço indulgencia e desculpa dos defeitos  ou erros que encontrar.
Dezoito anos consecutivos de residências em Castello Branco; o saber que meus pais aqui contraihram  o santo matrimonio, do qual sou fruto, é sem duvida d’onde nasceu a sympathia que sinto por esta cidade. 
E a amizade que tributo a aluns de seus habitantes com quem tenho adquirido relações, assim como a afeição que tenho a todos em geral.
Esta Sympathia, esta amizade, e o haver eu aqui visto vegetar e murchar a flor da minha joventude,  é motivo bastante para me deixar quasi persuadir  de que é esta a minha terra natal; e tanto basta para me interessar por tudo quanto lhe diga respeito. Eis a razão porque me propuz a fazer uma descripção d’ella, já que outro serviço lhe não poderei prestar. 
Possa pois este meu rude trabalho agradar a todos os que o lerem. Castello Branco 27 de Maio de 1853.
(O Texto está escrito tal como foi publicado em 1853).
A ALBICASTRENSE

EXPOSIÇÃO A NAO PERDER NO NOSSO MUSEU.

MEMÓRIAS DO NOSSO MUSEU Para todos aqueles que  tenham memórias deste solo no nosso museu, esta é uma exposição a não perder.  40 anos depoi...