segunda-feira, maio 31, 2021

EXPOSIÇÃO A NAO PERDER NO NOSSO MUSEU.

MEMÓRIAS DO NOSSO MUSEU

Para todos aqueles que  tenham memórias deste solo no nosso museu, esta é uma exposição a não perder. 40 anos depois, uma singela, mas muito digna exposição evocativa da transposição do solo de habitat de Vilas Ruivas para o Museu de Francisco Tavares Proença Júnior.        
 
O ALBICASTRENSE

quarta-feira, maio 26, 2021

MEMÓRIAS DA TERRA ALBICASTRENSE

O NASCIMENTO DA IGREJA DE S. JOSÉ OPERÁRIO

As autoridades eclesiásticas, tendo reconhecido do enorme crescimento do bairro do Cansado, verificado nas últimas décadas, adveio a necessidade de dotar aquele populoso bairro com uma igreja, decidiu promover a sua construção no cimo da nova alameda.
No dia 1º de Maio de 1958 Sua Ex. o Senhor D. Agostinho de Moura, Bispo de Portalegre e Castelo Branco, conduzindo sob o pálio o Santíssimo Sacramento, partiu da Igreja da Sé, pelas 18 horas, numa grande procissão na qual se incorporaram as autoridades civis e militares e muito povo.
Chegando ao topo da Alameda do Cansado, onde se erguia um altar, ali se procedeu à bênção da primeira pedra do novo templo a erigir sob a invocação de S. José.
A construção das capelas das capelas de Nossa Senhora do Rosário e de Nossa Senhora de Fátima, a restauração da Catedral e este acontecimento demonstram que o desenvolvimento da cidade se operou simultaneamente nos campos materiais e espirituais.

Recolha de texto. “Castelo Branco na História e na Arte”,
de Manuel dos Santos Tavares.
 
Resta acrescentar que sendo eu morador do Bairro do Cansado em 1958 e tendo nessa altura sete anos, pouco agasalho desse acontecimento.
 
O ALBICASTRENSE

segunda-feira, maio 24, 2021

MEMÓRIAS DA TERRA ALBICASTRENSE

O FORAL DE D. PEDRO  ALVITO - (2ª PARTE)

Acentuou, no entanto o Dr. Alfredo Pimenta, que as suas considerações o conduziram apenas a uma conjuntura. E ela não se afigura muito verosivel perante uma certidão, datada em Elvas aos 15 de Março de 1271, da qual consta que o cabido da Ordem do Templo, reunido em Zamora em 4 do mesmo mês, concedeu aos habitantes de Moncareche ou Castelo Branco de Moncarchino todos os bons foros e os bons usos e os bons costumes.

Também consta que o concelho de Elvas deu uma copia da sus carta de foral, outorgada por rebelião, a três emissários de Moncareche, o alcaide Domingos Domingues, o capelão João Pires e o sesmeiro Domingos Fernandes, que  ali foram com esse objetivo, munidos de uma credencial do Mestre da Ordem D. Frei Guilherme de Pontes.
Gama Fernandes, na sua História da Administração, emitiu o seguinte parecer: O que parece indubitável em relação a muitos forais é que a redução do diploma a escrito foi posterior á constituição do concelho.
Fundamentando-se nesta opinião, ao tentar esclarecer e resolver o problema da data do foral de D. Pedro Alvito, o Dr. Ribeiro Cardoso formulou outra conjetura que se afigura mais aceitável do que a do Dr. Alfredo Pimenta e vem a ser a de ter sido a carta foraleira reduzida a escrito depois de 1271, isto é, ulteriormente á morte de D. Pedro Alvito.
 Segundo este autor, Castelo Branco de Moncarchino e Vila Franca da Cardosa eram duas povoações distintas; a Herdade de Moncareche está registada no Tombo sob a designação de Granja de Mércoles e compreendia a vertente Norte de Serra da Cardosa e os limites de Alcains, Escalos e Mércoles; e esta herdade confinava com a de Vila Franca da Cardosa, registada no Tombo como o nome de Granja do Castelo, pela vertente Sul da Serra da Cardosa. 

Em resumo, o que se acha positivamente averiguado sobre a génese de Castelo Branco é o seguinte: No monte de S. Martinho, situado nos subúrbios da cidade atual, existiu um castro pré-romano. O castro deu origem a uma vila rústica romana localizada na área triangular formado pelas ermidas de Santa Ana, de Nossa Senhora de Mércoles e de S. Martinho. Este aglomerado populacional abrangia terras, escravos, libertos, colonos e homens livres, com os seus dormitórios, refeitórios, adegas, lagares, celeiros e moinhos.  Dos monumentos epigráficos encontrados na cidade, pode inferir-se a existência de uma vila domínica ou urbana, onde tinha a sua residência o dominus do núcleo de povoamento. Durante o domínio dos árabes cresceu esta vila e veio a ter as designações de Moncareche e Castelo Branco de Moncarechino.
Após a sua conquista aos mouros, no século XII por D. Afonso Henriques, foi esta região, pelo fundador da monarquia Portuguesa e pelos reis seus sucessores, doada à Ordem do Templo para que ela promovesse o seu povoamento e a sua defesa. Estava decadente a antiga povoação de Moncareche quando nela se estabeleceram os Templários, pois declarou o Mestre da Ordem D. Pedro Alvito, na carta de foral que lhe concedeu, que pretendia restaurar e povoar Castel-Branco. E no primeiro quartel do seculo XIII renasceu esta povoação cujos primórdios data, de tempos imemoriais.
Recolha de texto, “CASTELO BRANCO NA HISTÓRIA E NA ARTE
O ALBICASTRENSE

sexta-feira, maio 21, 2021

MUSEU FRANCISCO TAVARES PROENÇA JÚNIOR

EXPOSIÇÃO FOTOGRÁFICA

Artur Domingos Ribeiro

UM "FOTOGRAFO" DESCONHECIDO DOS ALBICASTRENSES.

SE GOSTA DE VER ANTIGAS IMAGENS DA TERRA ALBICASTRENSE (MUITAS DELAS INÉDITAS), NÃO DEIXE DE VISITAR ESTA FANTÁSTICA EXPOSIÇÃO FOTOGRÁFICA.



O ALBICASTRENSE

terça-feira, maio 18, 2021

DIA INTERNACIONAL DOS MUSEUS

No dia internacional dos museus, só podia mesmo     colocar aqui esta publicação.

Imagens que dizem respeito ao meu "querido" museu.

Uma imagem da fachada do nosso museu, e outras de algumas pérolas que ali estão expostas.


                                                                   
 Apenas um desabafo!
Meu querido museu, quem te viu e quem te vê....  
O ALBICASTRENSE 

sexta-feira, maio 14, 2021

RUA CONSELHEIRO ALBUQUERQUE

UMA RUA QUE MUITO ORGULHA A AVENIDA NUNO ÁLVARES.


Dois anos após o início das obras de requalificação da rua Conselheiro Albuquerque, o trabalho parece ter chagado ao fim. Hoje ao passar por lá, não resisti ao impulso de captar algumas imagens da nova cara desta rua. 
Independentemente do arrastamento das obras, convém desde já afirmar, que esta rua é a partir de agora, uma mais-valia para a nossa querida avenida Nuno ÁlvaresPois ela é em meu entender uma espécie de prolongamento da nossa avenida.


Aos responsáveis pelo bom gosta desta requalificação, este albicastrense só pode mesmo bater palmas e dar os respectivos parabéns.

O ALBICASTRENSE

quinta-feira, maio 13, 2021

MEMÓRIAS DA TERRA ALBICASTRENSE

 O FORAL DE D. PEDRO  ALVITO - (1ª PARTE)

D. Pedro Alvito, 11º Mestre da Ordem do Templo, concedeu uma carta de foral à povoação de Castelo Branco, cujo original se considera desaparecido mas do qual foram encontradas, no arquivo da Ordem de Cristo de Tomar, duas copias, tendo uma a data de 1251 da era de César a outra que corresponde o ano de 1213 da era de Cristo.

O foral de D. Pedro foi transcritonas obras “Portugalice Monumenta Histórica”, “Monografia” de António Roxo e “Castelo Branco e o seu Alfoz” do Dr. Ribeiro Cardoso.
A data de 1213 que figura numa das cópias da carta de foral, tem deixado perplexos todos os investigadores da origem de Castelo Branco.
Com efeito, essa data é anterior à da doação feita aos Templários por D. Afonso II; a carta de foral adopta como norma a de Elvas quando esta só foi concedida em 1229, pelo Rei D. Sanches II, em Évora; em 1213 era de Ordem D. Gomes Ramires e D. Pedro Alvito só começou a exercer as funções em 1214, e tendo terminado o exercício em 1223.
Alem disse, o rei D. Sanche II, não obstante estar mencionado o seu nome como outorgante na doação feita pelo seu progenitor em 1214, fez uma nova doação de Castelo Branco aos Templário em 1229 na qual esse agregado populacional era citado como uma grande povoação, ao passo que D. Pedro Alvito declarou no foral que pretendia restaurara e povoar Castelo Branco, donde, se infere que a importância desse povoado era então muito diminuta.
Em busca da solução deste problema, sobre ele fizeram Viterbo, Herculano e António Roxo varias considerações. Nenhum destes autores consegui, todavia, esclarecer cabalmente as discrepâncias que ressaltam dos documentos citados, cuja autenticidade é incontestável. 
O Dr. Alfredo Pimenta em alguns documentos para a Historia de Idanha-a-Velha aventou a hipótese de ter sido escrito, por lapso de quem transladou o foral para o códice de Tomar, “foro et costume de Elbis, em fez de foro et costume de Elbora”, pois que o foral de Elvas é semelhante ao de Évora que foi outorgado em 28 de Abril de 1166.Segundo o mesmo autor, há garantias documentais de que em Julho de 1223 o Mestre da Ordem do Templo era Pedro Anes e que em Janeiro de 1227 o era outra vez Pedro Alvito, não repugnando acreditar que pela terceira vez o fosse em 1220.
(Continua)
Recolha de texto, “CASTELO BRANCO NA HISTÓRIA E NA ARTE
O ALBICASTRENSE

terça-feira, maio 11, 2021

PÉROLAS DA TERRA ALBICASTRENSE

DELEGAÇÃO DO BANCO DE PORTUGAL 
NA 
TERRA ALBICASTRENSE

UMA BONITA IMAGEM

Este belo edifício foi inaugurado  em Janeiro de 1930. 
(Obra da autoria de Eurico Sales Viana).
(PS. Desconheço o autor desta imagem).
O ALBICASTRENSE

sábado, maio 08, 2021

MEMÓRIAS DA TERRA ALBICASTRENSE

(CEMITÉRIOS DA TERRA ALBICASTRENSE)

No dia 8 de maio de 1805, o Príncipe regente D. João (mais tarde D. João IV), autorizou a construção do cemitério de Castelo Branco.
Edificação que seria custeada com o rendimento procedente das portagens e dos baldios que se situavam no limite da cidade e seu termo, que fossem obtidos durante cinco anos.
A capital da Beira Baixa terá sido uma das primeiras do país a possuir um cemitério, o qual foi construindo nos terrenos que se situavam, por de traz da Sé Paroquial, c
emitério que se manteve nesse local até 1878. 
Em 1878 foi inaugurado o cemitério que hoje todos nós conhecemos. No eixo central da entrada principal do atual cemitério situa-se a capela de serviços religiosos, transferida do anterior cemitério em 1872, e onde terá ocorrido a 27 de julho de 1878 a primeira missa.
O ALBICASTRENSE

quinta-feira, maio 06, 2021

CASA DA INFÂNCIA E JUVENTUDE – (CIJE)

UM POUCO DA HISTÓRIA
DA
CASA DA INFÂNCIA E JUVENTUDE – (CIJE)
DE
CASTELO BRANCO
Em 1866, Guilhermino de Barros, transmontano ilustre casado com D.ª Júlia Vaz Preto da Lousa e aqui Governador Civil (1865 a 70), criou o Asilo da Infância Desvalida com o forte apoio financeiro da Duquesa de Bragança, visando acolher, alimentar, vestir e educar crianças órfãs de ambos os sexos. Seguindo os contornos assistenciais e caritativos das várias épocas, não deixou de desempenhar uma função social relevante.
Logo no início, o influente político Vaz Preto Giraldes, Par do Reino e grande defensor da linha de caminho-de-ferro da Beira Baixa, cedeu ao Asilo parte da sua biblioteca. Durante os conturbados tempos do fim da Monarquia e da 1ª República o Asilo manteve-se bastante isolado e preparando as jovens para serem serviçais domésticas.
Foi já na década de trinta do Século passado que a vertente educativa ganhou um novo impulso coma presença de professores laicos na Direção do Padre José Branco Pardal. Contudo, foi com o Dr. Ulisses Pardal no longo período da sua presidência (de 1963 a 90) que se deu a abertura à Comunidade Albicastrense. 
Do Instituto de Assistência aos Menores, vieram os primeiros técnicos do Serviço Social. Concretizou-se a passagem de Asilo para Casa da Infância e Juventude- CIJE. Foi publicado o livro «Cem anos ao Serviço da Infância». Foi já com Batista Pires Nunes (1992 a 97), que foram celebrados acordos com várias instituições, designadamente, o Ministério do Emprego e Segurança Social, reforçando-se a formação profissional das jovens que deixaram de ir aprender em casas particulares. A equipa docente foi reforçada com pessoal técnico da área da psicologia.
Já na primeira década deste Século, com o Dr. Dias de Carvalho à frente da Instituição, reforçou-se a formação orientada para a futura autonomia económica e independência das jovens. No plano educativo, valorizou-se a formação profissional em parceria com a APPACDM-Associação de Pais e Amigos das Crianças com Deficiência Mental, visando a aquisição de competências para a vida activa.
Em 2006 pelos cento e quarenta anos da instituição, foi publicado o livro da Dra. Adelaide Salvado «Casa da Infância e Juventude-Rumos Educativos.
A partir de 2013, com a Dra. Graça Frade à frente da CIJE, reforçou-se a rede de parcerias e múltiplas iniciativas com mais de uma dezena de Instituições da nossa cidade consolidando-se o projecto educativo: educar e socializar para a autonomia e desenvolvimento integral das jovens. A equipa técnica, cada vez mais pluridisciplinar, enriqueceu-se com múltiplas vertentes de trabalho voluntário. Planos como o DOM (Desafios, Oportunidades e Mudança) e o SERE (Sensibilizar, Envolver, Renovar, Esperança Mais) - instrumentos valiosos na intervenção positiva descobrindo e valorizando as potencialidades das jovens e as oportunidades para a sua vida ativa. 
Visando a continuidade do apoio à integração na sociedade das jovens que atingem a idade adulta, está em desenvolvimento o Projeto: Casas de autonomia; de que é exemplo a casa Dª Teresinha Sanches.
Da história e relevância social desta Instituição apenas foi possível dar aqui umas modestas pinceladas. Tenham elas, neste nosso tempo de tanta pressa e ânsia de tudo fruir e descartar rapidamente, algum mérito no sentido de ajudar a parar e a refletir. Para mais informação está patente na Biblioteca Municipal uma exposição completa sobre a história, a vida e os projetos da CIJE, e outras iniciativas comemorativas que se irão realizar.
É com Instituições como a CIJE, nos longos elos da história encadeando as inúmeras participações solidárias e voluntárias de tantos cidadãos e cidadãs generosas, que se construiu e melhorou a Cidade/Comunidade que somos.
Vivam as crianças e quem as ama, protege e educa. Longa vida e parabéns à Casa da Infância e Juventude de Castelo Branco.
Recolha de dados; "Jornal Gazeta do Interior".
O ALBICASTRENSE

terça-feira, maio 04, 2021

EFEMÉRIDES MUNICIPAIS – CXLIV

             
A rubrica Efemérides Municipais foi publicada entre Janeiro de 1936 e Março de 1937, no jornal “A Era Nova”. Transitou para o Jornal “A Beira Baixa” em Abril de 1937, e ali foi publicada até Dezembro de 1940.
A mudança de um para outro jornal deu-se derivada à extinção do primeiro. António Rodrigues Cardoso, “ARC” foi o autor desde belíssimo trabalho de investigação, (Trabalho que lhe deve ter tirado o sono, muitas e muitas vezes).
(Continuação)
A sessão seguinte saltou para o dia 17 de Agosto de 1810.
Tinha morrido João Nunes de Sequeira, recebedor do dinheiro das sisas e dos expostos, nomeou-se para o cargo vago Carlos Nunes Fevereiro e intimou-se a viúva do vilecido recebedor para, dentro do prazo de três dias, “dar as suas contas e entregar ao novo nomeado a quantia que se mostra dever”.
Na mesma sessão recebeu-se a noticia, por “uma carta do Excelentíssimo Senhor João António Salter de Mendonça”, do casamento da Princesa D. Maria Teresa com o Infante D. Pedro. Mandou a Câmara que se festejasse o acontecimento com “ as demonstrações de alegria que são próprias por tão aplausível sucesso”, demonstrações em que entravam luminárias por três dias, e encerrou-se a sessão.

Realizou-se a sessão imediata em 24 de Setembro de 1810.
Mandaram-se avaliar as ervagens e os louvados acharam que não podiam atribuir-lhes valor superior a 655.000 réis, coisa de um terço do que em outros anos tinha rendido.
Porque seria assim?
Ainda as invasões francesas. Massena tinha entrado em Portugal e a invasão, apesar de ser feita mais a norte, fez-se sentir terrivelmente também por aqui.
O exército anglo-luso, comandado por Welington, ia retirando diante do invasor e destruindo tudo, para assim criar dificuldades aos franceses. Esta táctica fez aqui sentir os seus efeitos.
Os que podiam fugiam para pontos que julgavam mais seguros, desapareceram gados, não se semeava o que devia ser semeado, em suma, uma tragedia e uma não menor miséria.
 (Continua)
PS. Aos leitores dos postes “Efemérides Municipais”.
 O que acabaram de ler é uma transcrição, do que
 foi publicado na época.
O Albicastrense

sábado, maio 01, 2021

A MINHA COLECÇÃO DE CALENDÁRIOS

 

 CASTELO BRANCO 

😌  😋  😊  😉  😍

COLECÇÃO DE CALENDÁRIOS DE 1987, COM PORMENORES DA TERRA ALBICASTRENSE.

 

 

Edição da Câmara Municipal de Castelo Branco.

 (Feita na Gráfica de S. José).

Iniciativa que devia ser repelida muitas mais vezes.

O ALBICASTRENSE

MEMÓRIAS DA TERRA ALBICASTRENSE

Recuperar e pintar antigas imagens da terra albicastrense, dá-me uma enorme satisfação.  Quando “apanho” uma antiga imagem da terra albicast...