sábado, agosto 31, 2019

EXPOSIÇÃO - "O CICLO DO LINHO"

CENTRO DE INTERPRETAÇÃO 
DO 
BORDADO DE CASTELO BRANCO 


Estivo recentemente no Centro de Interpretação do Bordado de Castelo Branco, local onde está instalada uma fantástica exposição  sobre o ciclo do linho. As imagens aqui expostas, mostram-nos alguns pormenores dessa mesma exposição, quando ela ainda estava instalado no  museu Francisco Tavares Proença Júnior. 
Esta exposição foi montada na primeira década do século XX, sobe a responsabilidade de Ana Margarida Ferreira (na altura directora do museu), em colaboração com os trabalhadores do museu.

 Esta exposição foi retirado  do  museu Francisco Tavares Proença Júnior, quando da abertura deste Centro de Interpretação. 
 Confesso que me causa alguma confusão que no local não exista nenhuma informação, sobre  a origem e sobre os autores desta magnifica exposição.
O Albicastrense

quinta-feira, agosto 29, 2019

ZONA HISTÓRICA DA TERRA ALBICASTRENSE

UM PORTADO EMPAREDADO

RUA DA CALEJA NOVA
Nove anos separam estas imagens, espaço de tempo, em que pouco ou nada foi feito para recuperar as velhas casas da nossa zona histórica, como aliás  estas imagens o documentam. Nove anos depois, constatamos que  o tempo parou na Rua da Caleja Nova e neste pequeno pátio. Perante o deixa andar que um dia tudo se vai resolver, não posso deixar de perguntar a quem visitar este blogue:
Será que é
 emparedando portas 
para evitar que quem se
 droga passa ir para lá fazê-lo. 
Que colocando grades frente a 
casas em risco de derrocada, ou tomar
 outras medidas"extraordinárias" como as 
descritas anteriormente,  que vamos recuperar 
a nossa zona histórica?
Responda quem puder e souber, pois eu que por ali ando regularmente, já perdi a esperança de um dia ver melhores dias por ali.

 
 O Albicastrense

terça-feira, agosto 27, 2019

JARDIM DA IGREJA DE SANTO ANTÓNIO

UM ESPAÇO LIMPO E EMBELEZADO
 COM UMA BELA PINTURA

Em Dezembro de 2018 postei neste blogue uma publicação onde denunciava a miserável situação em que se encontrava o pequeno jardim da Igreja de Santo António.
Nove meses depois o pequeno jardim está finalmente recuperado, e numa parede que existe nele foi colocada a bonita imagem que pode ser vista nas imagens aqui publicadas.
   




Nove meses foi o tempo necessário para recuperar este pequeno jardim.
Um parto difícil!
 É o que se pode dizer desta obra... contudo, prefiro ignorar essa demora e realçar  o novo expecto deste pequeno jardim.   


TELEGRAMA 
PARA O NOSSO PRESIDENTE.









CARO PRESIDENTE LUÍS CORREIA:
Nove meses depois, o pequeno Jardim da Igreja 
de Santo António, está finalmente recuperado, Stop. 
O espaço está agora muito mais bonito  e convidativo a quem por ali passar, stop.
Na próxima vez, espero que não sejam necessários nove meses para resolver pequenos casos como este, Stop.

O Albicastrense 

domingo, agosto 25, 2019

A ROTUNDA E O NOSSO BORDADO

ROTUNDAS 
DA 
TERRA ALBICASTRENSE
(Esta é sem qualquer duvida uma das rotundas mais belas da terra albicastrense).
 
 
O Albicastrense

quinta-feira, agosto 22, 2019

ZONA HISTÓRICA DA TERRA ALBICASTRENSE

RUA
MOUSINHO MAGRO

(FRENTE A FRENTE)

Dois prédios duas situações que dão que pensar. Um foi recuperado mas não ocupado, pois parte dele está as aranhas. O outro, está como as imagens documentam, ao abandono e a cair de podre.
A pergunta que aqui deixo para discussão,  só pode ser uma: como queremos nós que a nossa Zona Histórica deixe de ser um monte de ruínas, se no dia-a-dia nos portamos o mal com ela?

COMENTAR ESTE ASSUNTO NÃO É ESTAR CONTRA QUEM QUER QUE SEJA, É ANTES, QUERER QUE A NOSSA ZONA HISTÓRICA SAIA DO FRAQUEZA EM QUE SE ENCONTRA.

O ALBICASTRENSE

quarta-feira, agosto 21, 2019

ENCICLOPÉDIA ALBICASTRENSE

CENTO E QUINZE ANOS DEPOIS
(21/ 08/1904 - 21/O8/2019)

O semanário “Noticias da Beira”, que se publicou desde o dia 29 de Maio de 1904 a 23 de Março de 1926 “831 números” noticiou a instalação, em Castelo Branco, do primeiro estabelecimento de Fotografo. 
O retratista era João Esteves Sargento, primeiro expirante da fazenda, o qual atendia os seus clientes, na sua residência,  rua dos Prazeres, fora das horas de serviço da fazenda pública. Com a abertura deste estabelecimento de retratista, preenche-se, em Castelo Branco, uma grande lacuna, lia-se no “Jornal Notícias da Beira”. 
Recolha de dados: Jornal Reconquista.
O  Albicastrense

domingo, agosto 18, 2019

ZONA HISTÓRICA DA TERRA ALBICASTRENSE

TRISTEZAS NA ZONA HISTÓRICA DA TERRA 
ALBICASTRENSE  

TRAVESSA DA FERRADURA

UMA RUA ONDE A TRISTEZA E O ABANDONO,  MORAM DE MÃOS DADAS.

Confesso que já me custa muito publicar estas tristes  imagens sobre a nossa Zona Histórica, pois, não e nada  agradável  espalhar estas imagens pela Internet. Todavia, andar pela nossa Zona Histórica e  ver  dezenas e dezenas de casas a cair de podre e nada dizer ou fazer, não faz parte da minha maneira de ser. Por isso, que me desculpe quem não concordar com esta exposição de tristezas, mas irei continuar a fazê-lo, até que veja que a nossa Zona Histórica está a ser tratada como deve ser. 
                                                                     O ALBICASTRENSE

sábado, agosto 17, 2019

PORTADOS QUINHENTISTAS DE CASTELO BRANCO


RE-PUBLICAÇÃO  SOBRE OS PORTADOS
QUINHENTISTAS DA TERRA ALBICASTRENSES 
                        (Última publicação)

33 ANOS DEPOIS
TRABALHO DE VERÍSSIMO BISPO - (2013) 

No início da publicação do trabalho do padre Anacleto Martins sobre os portados quinhentistas da terra albicastrense, coloquei aqui as seguintes perguntas:

- Será que os 307 portados ainda existem na sua totalidade?
- Será que o alerta de Anacleto Martins caiu em saco roto e tudo piorou?
- Ou será que as palavras de Anacleto Martins abriram os olhos aos responsáveis pela autarquia dessa altura, e hoje tudo está diferente?

Para encontrar respostas às minhas perguntas, percorri durante alguns dias as ruas da Zona Histórica que o padre Anacleto Martins percorreu em 1979.
As respostas às minhas perguntas dificilmente poderiam ser piores, pois, entre 1979 e 2012, a Zona Histórica da terra albicastrense, perdeu 43 (QUARENTA E TRÊS) portados quinhentistas!.... 
Não pensem porém, que a tragédia se limita aos 43 portados eliminados, existem dezenas e dezenas deles, em casas completamente degradadas.
Dos 307 portados contabilizados pelo padre Anacleto Martins em 1979, restam 264. 
Perante tal situação, bem podemos dizer que ele andou a pregar em terra de cegos,  surdos e mudos, doença que se alastrou pela terra albicastrense como se de uma epidemia se tratasse, tendo (segundo parece) contaminado todos aqueles que tinham a responsabilidade de a evitar.
Neste momento, mais que apontar culpados pelo deixa mandar abaixo, ou por pouco ou nada terem feito para os preservar, interessa recuperar todos aqueles que estão em casas a cair de podre.
Contudo para ser sério, nem tudo foi negativo ao longo dos últimos trinta e três anos. Nos últimos anos, alguns dos portados (como se pode ver em algumas das imagens aqui postadas), contaram com a proteção e carinho de alguns dos moradores e dos responsáveis pela autarquia da terra albicastrense, se assim não fosse, a tragédia teria atingido proporções completamente astronómicas.
Terminava deixando uma frase para os responsáveis da nossa autarquia  e para os proprietários das casas na referida zona histórica:

NEM MAIS UM PORTADO QUINHENTISTA PODE SER MANDADO ABAIXO, POIS ELES FAZEM PARTE NA NOSSA HISTÓRIA!!!!

Ps. Como não estarei por cá daqui a 33 anos, espero que alguém nessa altura se dê ao trabalho de fazer o percurso que eu agora percorri e que o padre Anacleto Martins percorreu em 1979, e no final possa dizer:
Valeu a pena alguém ter despertado os cérebros 
adormecidos dos albicastrense, pois hoje, os portados estão
 bem e recomendam-se”.
O Albicastrense

sexta-feira, agosto 16, 2019

PORTADOS QUINHENTISTAS DE CASTELO BRANCO


RE-PUBLICAÇÃO  SOBRE OS PORTADOS
QUINHENTISTAS DA TERRA ALBICASTRENSES 

TRABALHO DO PADRE  ANACLETO MARTINS - 1979
(Publicação: Sexta de Sete.

 (Continuação)
TRAVESSA DO POÇO DAS COVAS
É quinhentista o portado com o número 1.
RUA DAS CABEÇAS
É quinhentista o portado com o número 13.
RUA DO TORREJÃO
São quinhentistas os portados com os números 5, 6, 15, de curiosa configuração, e 18. Tanto o 6 como o 18, estão bastante prejudicados.
RUA DA CALEJA NOVA
É quinhentista o portado com o número 19-A, casa que faz esquina com a Rua do Mercado. Tem o lintél trabalhado com o característico ornato de estilo manuelino.
RUA DOS CHÕES
São quinhentistas os portados geminados números: 9 e 11; 37 e 39; 41 e 43 – o 41 foi transformado em janela e o 43, roubado na largura – e os portados simples, números: 7, 8, 10, 14 e 16.
TRAVESSA DA RUA DOS CHÕES
São quinhentistas os portados simples, números: 6, 8, 12, 14, 16 e 18. Os portados números 6 e 8 estão prejudicado.
PRAÇA DA PALHA
São quinhentistas os portados geminados, números 1 e 3; e os portados simples, números: 2, 5, 8, 11 e 14.
RUA DO ARRESSÁRIO
São quinhentistas os portados geminados, números: 3 e 5 e 27 e 29; e os portados simples, números: 11, 15, 23, 24, 34, 36, 45, 46, 47, 48, 50, 53, e 60. A janela da casa correspondente ao número 28 é também quinhentista e o lintél tem um recorte em bico ao centro. O portado número 34 tem no lintél, a inscrição gótica que diz: “L.ço Vaz”.
RUA DO MERCADO
São quinhentistas os portados simples, números: 11, 11-A, 13, 14, 15, 16 – prejudicado, 20, 22, 24, 28, 37 e 39. Nas casas correspondentes aos números: 24, 28 e 39, existem janelas também quinhentistas; a que corresponde ao número 28 é adaptação de uma porta.
"São também manuelinos os belos portados das Igrejas da Graça (Misericórdia) e do Espírito Santo".

33 ANOS DEPOIS
TRABALHO DE VERÍSSIMO BISPO - (2013)

Travessa do Poço das Covas
O portado contabilizado pelo padre Anacleto, continua no seu devido lugar.
Rua das Cabeças
Também nesta rua o portado contabilizado pelo padre Anacleto, continua no seu devido lugar.
Rua do Torrejão
A primeira baixa neste conjunto de ruas, o portado número 18 já não existe, (a casa foi remodelada e o portado substituído).
Rua da Caleja Nova
Tudo bem nesta rua. O portado contabilizado pelo padre Anacleto, continua no seu devido lugar.
Rua dos Chões
A desgraça passou por esta rua e levou 4 portados. Os portados números: 7, 14 e 16 foram mandados abaixo, (as casas em que eles davam entrada foram remodeladas e, eles não tiveram lugar nas novas casas). O portado número 10 foi transformado em janela.
Travessa da Rua dos Chões
Nesta rua temos novidades. Os portados números: 6 e 8 foram arrasados, (a casa que os sustentava foi remodelada e eles foram dispensados).
Praça da Palha
Nesta praça não temos novidades. Os portados contabilizados pelo padre Anacleto, mantém-se nos seus lugares. Contudo é necessário dizer, que uma das casas que tem lugar nesta bonita praça, está sem telhado e sem uma das paredes laterais.
Situação completamente incompreensível e totalmente inaceitável.
Rua do Arressário
Nesta velha rua da zona histórica da terra albicastrense, a desgraça passou por lá e levou cinco dos portados.
Os portados números: 46, 48 e 50 foram mandados abaixo, (as casas em que eles davam entrada foram remodeladas e eles não tiveram lugar nas novas casas). 
Dois dos portados foram transformados em janelas, números: 11 e 29.
Rua do Mercado
Nesta rua temos “apenas” uma baixa. O portado número 39 foi mandado abaixo.

 RESUMO DAS NOVE RUAS
Trinta e três anos depois do trabalho do padre Anacleto, constatei que neste conjunto de nove ruas houve 13 (BAIXAS), onze portados foram abaixo e dois foram transformados em janelas. Tal como nas publicações anteriores, também neste conjunto de ruas muitos dos velhos portados quinhentistas, estão em casas completamente degradadas. 
Ou seja, a desgraça está bem patente a quem a quiser ver, pena é que quem de direito prefira olhar para outras passagens.   
(Continua)
O Albicastrense

quarta-feira, agosto 14, 2019

RELÓGIO DA TERRA ALBICASTRENSE


IMAGENS QUE NOS FAZEM SORRIR E ACREDITAR, QUE A TERRA ALBICASTRENSE É A TERRA DO NOSSO CORAÇÃO. 
Veríssimo Bispo-2019 
O ALBICASTRENSE

segunda-feira, agosto 12, 2019

PORTADOS QUINHENTISTAS DE CASTELO BRANCO


RE-PUBLICAÇÃO  SOBRE OS PORTADOS
QUINHENTISTAS DA TERRA ALBICASTRENSES 

TRABALHO DO PADRE  ANACLETO MARTINS - 1979
(Publicação: Quinta de Sete.

(Continuação)
RUA D' EGA
São quinhentistas os portados geminados números: 6 e 8; 44 e 46; 69 e 71; os portados, com lintéis trabalhados, números: 59 e 64; os portados simples números: 4, 10; 23; 32; 48; 50; 52; 58; 60; 63; 68; com inscrição ilegível, no lintél e dividido em porta e janela, 72; 75; 80; 82; 84; 87; 89; 91; 94 e 109.
A casa nº 29 tem um belo portado, gótico, interior, denunciando a existência de um antigo átrio que o precederia.
TRAVESSA DA RUA D' EGA
É quinhentista o portado número 2, bastante prejudicado, sendo também quinhentista a janela existente na mesma casa.
RUA DOS OLEIROS
São quinhentistas os portados geminados, números 34 e 36; 39 e 41; 48 que foi geminado com portado, hoje transformado em janela; os portados, com lintéis trabalhados, com ornato característico, números: 1; 21; 24; 51; 53; e 62; os portados simples: 4; 5; 7; 9; 30; 38; 52; 55; 64; 65 e 68, correspondente à casa que faz esquina com a Travessa da Rua Nova, casa muito mal tratada e com um bom conjunto de janelas, também quinhentistas.
TRAVESSA DOS OLEIROS
É quinhentista o portado número 3, na casa que lhe corresponde, há também uma janela quinhentista com um recorte em bico, no centro do lintél.
RUA DOS PELETEIROS
(Temporariamente também designada “das Constituintes”)
São quinhentistas os portados geminados números: 38, geminado com portado, hoje transformado em janela; 63 e 65; os portados com lintéis trabalhados, números 37; 42 e 76; os portados simples, números: 20; 26 – o edifício a que corresponde este número tem duas janelas também quinhentistas: 31; 32; 34; 48; 56; 62 e 74.
O portado número 42, tem uma tesoura gravada no lintél, envolvida no respectivo ornato.
RUA NOVA
São quinhentistas os portados geminados, números: 46 e 48; o portado número 14, manuelino, de impressionante e singela beleza; o portado número 54, geminado com janela que foi portado, também quinhentista e os portados simples, números: 10, que foi dividido, e prejudicado para formar também janela, 11; 12; 13; 38; 42.
TRAVESSA DA RUA NOVA
São quinhentistas os portados geminados números: 3 e 5, os portados simples, números: 4; 10; 11; 14; 17; 21, 29,31, 33 e 35. Os portados números 10 e 11 estão bastante prejudicados.
A casa correspondente aos números 33 e 35 tem no primeiro andar uma janela quinhentista, com lintél trabalhado com ornato manuelino.
RUA DO CAVALEIRO
(Também conhecida por Rua das Freiras)
É quinhentista o portado número 5-A
RUA DOS PASSARINHOS
São quinhentistas os portados números: 18 e 22.

33 ANOS DEPOIS
TRABALHO DE VERÍSSIMO BISPO - (2013)
Rua D' ega
Os portados quinhentistas números: 46; 58; 82; 84 e 94 contabilizados no trabalho do padre Anacleto, já não moram nesta rua.
As casas em que eles davam entrada a quem nelas viviam, foram remodeladas e nos seus lugares existem hoje, coisas de que nem vale a pena falar. 
Existem ainda mais dois portados (98 e 91), que não consegui descortinar se eles foram rebocados e depois pintados, ou se foram arrasados e substituídos por tijolos e cimento.
A juntar a esta tragédia, temos ainda portados em casas degradadas, portados borrados e com outras maletas.
Travessa da Rua D'ega 
O portado número 2 e a janela que constavam no trabalho do padre Anacleto, deixaram de existir. A casa que albergava os lindinhos foi “remodelada”. O portado e a janela deviam estar fora de moda, por isso foram espatifados.
Rua dos Oleiros
Nesta rua temos alguns dos mais belos portados da terra albicastrense, contudo, esse facto de pouco ou nada lhes valeu, pois os portados números 5 e 30 deixaram de existir.
O padre Anacleto no seu trabalho, diz o seguinte sobre uma casa situada nesta rua: 
Casa que faz esquina com a travessa da Rua Nova, casa muito mal tratada e com um bom conjunto de janelas, também quinhentistas”.
Trinta e três anos depois, a casa continua “agora muito mais mal tratada” à espera de melhores dias, como aliás se pode ver numa das imagens que fazem parte deste post. E ainda há quem diga, que por vezes as coisas não se resolvem porque ninguém levanta o problema! Pobre padre Anacleto....
Travessa dos Oleiros
O único portado desta rua continua no seu lugar.
Rua dos Peleteiros
Nesta rua temos duas baixas, o portado número 76 foi deitado abaixo, o número 48 foi transformado em janela.
Rua Nova
Nesta rua a desgraça instalou-se e semeou o flagelo. Os portados números: 11; 13; 46e 48 já não habitam nesta rua. Os motivos que levaram ao abatimento de alguns dos portados, foram as obras feitas pela autarquia albicastrense nesta zona, (Museu Cargaleiro).
Outros, (como não podia deixar de ser) foram as remodelações das casas onde eles davam entrada. Com essas remodelações, eles foram deitados abaixo e nos seus lugares temos hoje: portões para meter o popó, paredes de cimento e até portados de granito novos.
Travessa da Rua Nova
Tal como na rua anterior, a desgraça também se instalou nesta rua. Os portados números: 4; 10; e 14 deixaram de existir. 
Os motivos de tal atrocidade, foram os mesmos da Rua Nova.
Rua do Cavaleiro
Nesta rua o portado descrito pelo padre Anacleto, continua no seu posto.
Rua dos Passarinhos
Os 2 portados contabilizados no trabalho do padre Anacleto, continuam a existir.

RESUMO DAS NOVE RUAS

Trinta e três anos depois do trabalho do padre Anacleto, constatei que neste conjunto de nove ruas, houve 17 (DEZASSETE.) portados que foram arrasados.
Uma autêntica razia! É o mínimo que posso dizer do manda abaixo, praticado pelos albicastrenses ao longo desse tempo.
Contudo, torna-se necessário salvaguardar os casos da Rua Nova e Travessa da Rua Nova, pois alguns dos portados (simples) estavam em casas que foram mandadas abaixo, para que fosse possível requalificar a zona do museu Cargaleiro.
Nas outras ruas, os motivos foram (como sempre), as obras feitas nas casas, que suportavam os portados, obras que levaram à substituição dos velhos portados por aberrações completamente estapafúrdias.
Também neste conjunto de ruas, as velhas casas em que muitos dos portados dão entrada, estão em péssimas condições, situação que pode levar à destruição de muitos deles, se todos ficarmos sossegadinhos no nosso cantinho.
(Continua)
O Albicastrense

MEMÓRIAS DA TERRA ALBICASTRENSE

Recuperar e pintar antigas imagens da terra albicastrense, dá-me uma enorme satisfação.  Quando “apanho” uma antiga imagem da terra albicast...