segunda-feira, março 29, 2021

SINAIS DE TRANSITO DERRUBADOS DO BAIRRO DO VALONGO

TRISTEZAS NO MEU BAIRRO
  
Não sei a quem compete tê-los sempre em pé (salve seja), nem sei quem foram os vândalos que se divertem a derruba-los, mas deixá-los em situação de repouso perpetuadamente, não  
me parece boa ideia.



MEUS SENHORES

Vamos lá vistoriar de vez enquanto as nossas ruas para evitar situações como está. 
Pois só assim, será possível evitar situações como esta.

O ALBICASTRENSE

sexta-feira, março 26, 2021

APONTAMENTOS HISTÓRICOS SOBRE CASTELO BRANCO

336 ANOS DEPOIS !!!!

No dia 29 de Março de 1685, faleceu Gaspar Mousinho Magro, que nasceu em Castelo Branco em 1611, e que fez da sua vida um rosário de merecimento. Este desejo ainda era observado nos primeiros anos do século XX. 
Nasceu em Castelo Branco na primeira metade do século XVII, filho de um casal de Albicastrenses, António Magro Mousinho e Isabel Pires. Desempenhou em Castelo Branco, (sua terra natal) vários lugares importantes, entre os quais o de Procurador às cortes em 1669. 
Casou com Catarina Vilela Leitão, deste casamento não houve filhos. Talvez por isso e também por ser homem possuidor de avultados bens, institui "uma capela na igreja Santa Maria cuja administração confiou, por disposição testamentaria, à confraria de Nossa Senhora do Rosário, para que, com o seu rendimento, se distribuíssem dotes às raparigas pobres, casadoiras, de boa vida e costumes". 
Gaspar Mousinho Magro faleceu em Castelo Branco a 29 de Março de 1685. Está sepultado no convento de Santo António. 
                                                               O ALBICASTRENSE

quarta-feira, março 24, 2021

UMA GRANDE MULHER.

ALBICASTRENSES DE OUTROS TEMPOS.

Depois de ter publicado o elogio fúnebre de Tavares Proença da autoria de Maria Emília de Oliveira Pinto Louraça, não podia deixar de aqui voltar a publicar um pouco do que consegui descobrir desta albicastrense, mulher de quem muito nos devemos orgulhar.

MARIA EMÍLIA DE OLIVEIRA PINTO LOURAÇA
(1869/1925)
 
Maria Emília Louraça de Oliveira Pinto, nasceu na rua do Cavaleiro em 1869, e faleceu em Castelo Branco a 12 de Fevereiro de 1925, terra onde sempre viveu. Foi diretora do jornal; “A Aurora”, infelizmente de efémera duração. Foi colaboradora da “Enciclopédia das Famílias” e do “Almanaque de Lembranças”, tendo trocado correspondência com Ana de Castro Osório, nome de grande craveira a nível nacional, em concreto no campo da literatura infantil, e a quem não passou despercebido o valor de Maria Emília Louraça.
Modesta professora particular, a ensinar de dia e noite em tempos em que as explicações ou lições não davam para sobreviver, com um mínimo de conforto, teve Maria Emília de recorrer ao trabalho manual de encadernadora, na modesta papelaria de que era proprietária na rua da Figueira nº 37, em Castelo Branco. Local que também servia de redação e administração do jornal “A AURORA”. Ali compunha o jornal e ali vendia também estampas, revistas, histórias da carochinha e literatura de cordel.
O seu valor intelectual não passou despercebido à cidade, a ela se encomendou o elogio do Rei D. Carlos, quando da sua visita a Castelo Branco, por motivo da inauguração da Linha férrea da Beira Baixa, em 5 e 6 de setembro de 1891 e o elogio fúnebre de Tavares Proença Júnior quando chegaram a Castelo Branco os seus restos mortais, vindos de Lausanne, Suíça.
Maria Emília Louraça de Oliveira Pinto, bem mereceria que na fachada da casa onde viveu, fosse afixada uma placa onde constasse que ali viveu uma grande albicastrense. Existe  actualmente uma rua na Urbanização da Carapalha. com o seu nome.
Em homenagem a esta nossa conterrânea, pode ser lido a seguir,  uma notícia saída no jornal Gazeta de Espinho a 18 de Abril de 1918. Notícia que descobri na Internet.


NOVA COLABORADORA
Enceta hoje na Gazeta de Espinho, a Ex.ma Sr. D. Maria Emília De Oliveira Pinto Louraça, inteligente e digna diretora do nosso colega a “Aurora”, de Castelo Branco, devido à sua pena a qual é um cinzel pois não escreve, esculpe, uma brilhante colaboradora, que adiante publicamos. Chamando a atenção dos nossos leitores para a poesia e o artigo em prosa intitulado o "Dever". Agradecemos à Sr. D. Emília Louraça, a sua deferência à honra que nos acaba de dar.
Hoje dou a conhecer o belo poema. Brevemente publicarei o artigo que tem por título: “ O Dever.


ORFÃ
Só sem abrigo e proteção,
Ela caminha sempre só.
Os seus pés descalços pelo chão,
Vertendo sangue fazem dó.
 
O seu vestido desbotado.
Todo farrapos miseráveis,
E’ pelo vento fustigado,
Preso por suas mãos inábeis.
 
Vago e cabisbaixo o olhar,
No chão se pousa tristemente,
Não tendo jamais p’ra fitar,
Ente que su’alma  tem ausente.  
 
Conheceis vós essa figura,
Acabrunhada pela dor?
A sua vida bem escura,
Sendo de tal mortal palor?
 
Se procurardes porque chora,
Ou porque se soltam seus ais,
Dirá que só na terra mora,
Pois lhe morreram seus pais.
 
E’orfã mas filha das selvas,
Delas vivendo por mercê,
Esperando sempre sobre relvas,
Recursos que só Deus lhe dá.
 
Dar a conhecer albicastrenses do passado, é um dever de todos nós.
Recolha de dados históricos: Jornal “Reconquista” 
e "Estudos de Castelo Branco".
O Albicastrense

segunda-feira, março 22, 2021

ELOGIO FÚNEBRE A FRANCISCO TAVARES PROENÇA JUNIORES.

Com a homenagem feita a Francisco Tavares Proença Júnior no passado sábado, achei por bem, voltar a publicar algumas das publicações que ao longo da existência deste blogue lhe dediquei. Depois da pequena biografia dele, segue-se o elogio fúnebre a Francisco Tavares Proença Júnior, quando chegaram a Castelo Branco os seus restos mortais, vindos de Lausanne.

            
                  Reportagem da época, pela jornalista local,
                                     D. Maria Emília Louraça. 
                       (Publicada no Jornal de Castelo Branco, 
                                  “A AURORA”, de 15-10-1916).
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Na terça-feira pretérita saia a cidade por momentos da sua inercia habitual. Circulava nas bocas de todos os seus habitantes uma tristíssima notícia. Ia chegar de Lausanne (Suíça) para recolher ao jazigo da família o cadáver do nosso querido Patrício Sr. Francisco Tavares Proença Júnior falecido em plena mocidade. 
Muito antes da chegada da locomotiva que trazia aqueles preciosos despojos, começou o povo a caminhar em grupos para a estação do caminho-de-ferro, onde se acumulou, misturando-se ali sem distinção todos aqueles, que queriam render o seu preito respeitoso àquele morto ilustre.
 Passando algum tempo pôs-se o cortejo em marcha percorrendo silencioso o trajeto que vai da Estação à Igreja Matriz onde foi depositada a urna em magnífico catafalco.
Em todos os rostos se divisava a tristeza da solenidade do momento, deixando-nos a dolorosa impressão duma perda irreparável.
Ontem realizou-se o enterro que escusado é dizer se revestiu de um caracter imponente; tudo o que de Castelo Branco tem de melhor estava ali representado não falando no povo que se apinhava em massa em extinção compacta.
Enaltecer as qualidades do morto não pertence a mim fazê-lo, por ser medíocre na arte de escritora, deixo isso a quem tiver competência para o fazer; direi apenas que o Sr. Proença Júnior, era um moço distinto de excelentes qualidades e um belo carácter.
Castelo Branco está de luto por ter falecido um dos seus filhos mais diletos; neste pequeno torrão que o viu nascer no palácio dos seus maiores, teve o Sr. Proença Júnior o seu berço de oiro.
Parecia que nada lhe faltava para ser feliz, um pai que o adorava e uma mãe que o estremecia; em sua carinhosa irmã a Sr. D. Barbara Tavares de Proença colhia ele um verdadeiro amor fraternal; o dinheiro tinha-o sempre à farta e não lhe faltavam amigos em cada pessoa conhecida.
De repente acontecimentos políticos levaram-no para longe de nós, e atualmente para achar alívio á doença que de há muito o vinha martirizando via-se obrigado a viver na Suíça onde os seus não o podiam acompanhar por saúde de seu pai ser também pecaria.
Ultimamente agravaram-se os sofrimentos do simpático moço, e lá morreu longe de terra que o vui nascer, e da pátria que muito amava.
 Triste odisseia duma existência que parecia tao florida, e ainda mais triste o desenlace, que a todos acabrunhou deixando-nos um vácuo tarde ou nunca preenchido porque a sua saudosa memória ficará na lama de todos.
Os albicastrenses que esperavam abraçá-lo um dia cheio de vida e mocidade, apenas puderam ter a consolação de acompanhar os seus restos ao jazigo da família onde ficaram depositados.
Que descanse em paz o nosso querido, e nunca assaz chorado patrício e amigo, e à sua família enlutada as sentidas condolências lhe enviam os colaboradores e a redação do jornal “A AURORA”.
O ALBICASTRENSE

sábado, março 20, 2021

HOMENAGEM A FRANCISCO TAVARES PROENÇA JÚNIOR.

UMA JUSTA E MERECIDA HOMENAGEM

 Resolveram os responsáveis políticos da terra albicastrense no dia em a Cidade de Castelo Branco celebra o seu 250º aniversário, homenagear Francisco Tavares Proença Júnior.
 Homenagem que consistiu em colocar um busto dele na Praça D. José, homenagem que no entender deste albicastrense, só peca por tardia. 

  UM PEQUENO RESUMO DA VIDA DE  FRANCISCO TAVARES PROENÇA JÚNIOR

Nasceu a 1 de Junho de 1883, em  Lisboa, filho de Francisco de Almeida Tavares de Proença e de Luzia de Judite Galdino. A 20 de Outubro de 1899, sai de Portugal com destino a Inglaterra onde ingressa no colégio de Arreton Vicarege, na ilha de Wight. Durante a sua estadia no colégio o jovem Francisco conheceu novas realidades, cresceu física e intelectualmente, tende sido um aluno brilhante. A 27 de Julho de 1900 deixou Inglaterra com destino a Portugal, fazendo uma paragem por Paris, tendo visitado a Exposição Universal e apreciado o pavilhão de Portugal. 
A nove de Agosto chega a Castelo Branco com um aspecto muito debilitado, atribuído por todos ao cansaço da viagem e à má alimentação, faz exames médicos e é-lhe diagnosticado tuberculose. Parte para Davos na  Suíça a fim ser internado no sanatório de Schatzalp, situava-se nos Alpes Suíços. A 30 de Março de 1901 regressa a Portugal, no início do verão instala-se numa das suas casas na Serra da Estrela e aproveita a estadia para conhecer melhor alguns aspectos da região: geografia, hidrologia, etnologia e climatologia, tende inclusivamente preparado um estudo que nunca chegou a ser publicado.
Em Dezembro de 1901 regressa a Davos para novo tratamento e aproveita o tempo para se dedicar à fotografia. A vinte de Marco de 1902 é considerado completamente curado e regressa à serra da estrela, onde permanecera até ao fim do verão desse ano. 
Em Outubro do mesmo ano, ingressa na Faculdade de Direito de Coimbra mais por vontade do seu pai do que por sua própria vontade. Durante a estadia em Coimbra surgem as primeiras referências ao seu gosto pelo estudo da arqueologia, tendo sido aqui que a paixão pela arqueologia tomou forma: Começou a frequentar o Museu do Instituto, a convite do Dr. Bernardino Machado, bem como a sua biblioteca, o direito ficou assim relegado para segundo plano. 
Nos fins-de-semana deslocava à quinta da Cortiça propriedade da família, situada perto de Leiria, onde tentava por em pratica os seus conhecimentos de arqueologia. 
Em Março de 1903 descobre a Anta da Urgueira e registou a topografia das capelas da Senhora de Mércoles, de Santa Ana e de São Martinho, neste ano ainda publica vários trabalhos. Em 1905 é convidado a participar no congresso Préhistorique de Franca, em Pèrigueux, onde apresenta duas comunicações. Em 1906 publica vários trabalhos e visita pela primeira vez o museu da Figueira da Foz, nesse mesmo ano escreve ao pai a dizer-lhe que está muito descontente com o curso de direito e que tinha desejo de dar outro rumo à sua vida, o pai proibiu-o de abandonar a Universidade.
Em Outubro de deste mesmo ano, vai a Lisboa visitar o Museu de Etnologia e conhece o Dr. Leite de Vasconcelos, volta a Coimbra para tentar concluir os seus estudos, porem advocacia não era de facto a sua vocação e perde o seu tempo com os amigos. 
Em 1907 publicou em O Archeologo Português um estudo sobre “inscrições Romanas de Castelo Branco” e prepara um trabalho para o congresso de Autun, com o título de “Essai d`un inventaire des enceintes portugaises (résume)“, nesse mesmo ano abandona definitivamente Coimbra.
Em 26 de Março enviou 1909 enviou à Câmara Municipal de Castelo Branco uma proposta para a criação de um Museu, a 8 de Abril a Câmara aceitou formalmente a proposta cedendo para o efeito a capela do Convento de Santo António. Em Junho de 1909 publicou “Anta da Urgueira (Beira Baixa)” e prepara ansiosamente a inauguração do Museu Arqueológico de Castelo Branco.
Em Janeiro de 1910, desloca-se a Lisboa onde se encontra com Leite de Vasconcelos, com quem conversa sobre a inauguração do Museu por ele financiado, recebendo por doação as peças da sua coleção privada, ficando também a seu cargo a direção a e conservação do espolio.
A 17 de Abril abriu ao público o Museu de Castelo Branco que teve na sua primeira direção Francisco Tavares Proença Júnior, o conservador Dr. Manuel Pires Bento e o Conservador Ajudante, Sr. Manuel dos Santos. Nesse mesmo ano fez o lançamento do nº 1 da sua revista a que chamou “ Materiais para o estudo das antiguidades portuguesas
Ainda nesse ano, o pai envolve-se na luta politica pelos ideais Monárquicos, e foi o chefe do Partido progressista no distrito de Castelo Branco, e a 5 de Outubro dá-se a implantação da Republica em Portugal.
 
Francisco Tavares Proença Júnior aderiu à causa Monárquica e sublevou a Beira Baixa contra os Republicanos e juntou-se na Galiza, ao movimento de Paiva Couceiro, não tanto para defender os seus ideais mas sim os do seu pai. Durante aproximadamente dois anos entra em escaramuças contra os republicanos, sendo obrigado a fugir de Portugal.
Em Outubro de 1912 voltaram a evidenciar-se os sinais da doença respiratória que lhe tinha sido diagnosticada em 1900, parte para Davos e instala-se no hotel Curhaus onde é observado pelo Dr. Spengler, que lhe disse não haver motivos para preocupação, regressa a Paris, onde aluga um pequeno apartamento.
Um mês depois, volta a Davos com novos sintomas da doença, em Abril de 1913 escreveu ao Presidente da Republica Francesa, Raymond Poincaré, a dar-lhe conhecimento de um projeto com inovações para um navio de guerra. 
Em Maio, não suportando mais o ambiente de Davos, mudou-se para Lousanne e a 8 de Junho remeteu para a Chancelaria Particular do Imperador da Rússia uma carta dando-lhe conhecimento do projeto, anteriormente apresentado ao Presidente Francês. 
Os Russos pediram mais detalhes ao que respondeu com algumas indicações isentas de pormenores técnicos. Nunca recebeu resposta. Durante o ano de 1914 deambulou pela Europa, em Agosto de 1915 instalou-se em La Rosiaz, na Suíça, e ali dedicou os seus últimos meses de vida ao estudo fisiologia e da microbiológica, a 24 de Setembro de 1916 morre com 33 anos.
No dia 12 de Outubro a comissão executiva da Câmara Municipal de Castelo Branco, aprovou por unanimidade a alteração do nome do museu, para Museu Municipal Tavares Proença Júnior. A 14 de Outubro realizou-se o seu funeral em Castelo Branco

 Dados desta pequena biografia foram retirados do livro ”Arqueologia: coleções de Francisco Tavares Proença Júnior” de Carlos Fabião.
O Albicastrense

quinta-feira, março 18, 2021

250 ANIVERSÁRIO DA CIDADE DE CASTELO BRANCO

No próximo dia 20, a cidade de Castelo Branco comemorá o seu 250 aniversário. Confesso que tal me passa um pouco lado, pois a terra albicastrense não se mede pelo tempo que tem como cidade, mas antes, pela totalidade da sua existência que segundo alguns historiadores, remota ao século XIII. 

Segundo sei, foi colocada na Praça D. José, um busto de Francisco Tavares Proença Júnior, busto que vai ser descoberto em cerimónia pública. Vai também ter honras de inauguração, uma pintura feita na casa que encosta à muralha na rua das Olarias.

Em relação ao busto nada tenho a dizer, pois o fundador do nosso museu é mais que merecedor desta homenagem. Apenas um senão: homenageia-se o fundador do nosso museu, e deixa-se que o museu que tem o seu nome esteja ao Deus dará!!!!.....


Quanto à pintura, confesso que quando vi imagens dela na Internet fiquei preocupado, pois a obra parecia-me um pouco estranha.

Fui hoje ao local e conversei com o autor da obra. O autor, natural dos Açores, tem obras feitas em 35 países, segundo ele, a obra é uma homenagem ao Bordado de Castelo Branco.
Confesso que depois de olhar bem para obra e de ter conversado com o seu autor, me subornei à beleza da obra.

O ALBICASTRENSE

quarta-feira, março 17, 2021

FEIRAS E MERCADOS DA TERRA ALBICASTRENSE

 A TERRA ALBICASTRENSE  NO PASSADO

A Feira mais antiga da memória da cidade é identificada em 1390. Por esta época, o movimento mercantil desenvolvia-se e tinha o seu assente no interior e cercanias do castelo ressaltando a Rua do Mercado, topónimo ainda hoje existente. Mais tarde, descendo pela Rua Nova, permanece durante séculos no Largo da tradicional Praça Velha.
O desvio da vida ativa, para fora das muralhas, os locais de vendas comerciais, andaram em redor da Igreja da Sé até, que aos poucos e poucos, passando pelo atual Largo de Rei D. José, foram parar ao largo da Devesa onde se mantiveram, muito além dos anos 50.
Com o crescimento da atividade comercial na cidade, intimamente relacionada com a situação geográfica de transição Norte/Sul, Leste/Oeste, juntamente com o movimento de muitas outras atividades de produção, únicas na região nasceu em 1420, por mandado de D. João I, uma feira com a duração de 15 dias, da segunda metade de abril até ao primeiro dia do mês de maio.
Duzentos anos depois – 1641, uma outra feira é criada no dia de S. João. Com o decorrer das necessidades prementes das trocas comerciais nasceram, no período de 1641 a 1760, mais quatro feiras, que se realizavam nas seguintes datas e meses: 12 de maio, 25 de abril, 2 de agosto e 4 de outubro.
Este clima de profusão de feiras teve retrocessos, com a extinção de algumas. Em 1762, realizavam-se em Castelo Branco um mercado, no primeiro domingo de cada mês, variando o dia da semana com o decorrer dos anos.
Em 1848, nova feira aparece de 1 a 4 de janeiro.
Nem sempre foi pacífica e a existência do local das feiras e mercados.
Conhecem-se alguns distúrbios, intimamente ligados ou à cobrança exagerada de impostos ou à competição, por vezes selvagem, de um mercado livre em demasia.
Existe documentação municipal e outra, que informa de algumas intervenções das forças da ordem. A tolerância das necessidades da subsistência da comunidade albicastrense, nem sempre foi tomada na devida consideração pela instituição municipal.
Nos dias de hoje os mercados realizam-se à segunda-feira, depois de muitas lutas e alterações e as feiras, têm as seguintes datas: 6 de Janeiro, 30 de Agosto, 4 de Outubro e 18 de Dezembro.
Hoje, as feiras perderam muito ou quase tudo da sua dinâmica inicial.
As facilidades do incremento comercial ditaram, à sua quase totalidade, a sentença de morte. 
As que hoje ainda existem, vão passando, por meros movimentos turísticos desta ou daquela região, completamente afastadas das necessidades, onde tiveram origem.
Da memória das feiras e mercados na cidade de Castelo Branco restam o Largo da Devesa, o Velho Mercado Municipal, que o tufão acelerou o desaparecimento e o famoso vendedor de melancias da Devesa, durante mais de 50 anos, o Tio Carriço. Esta figura, muito popular na cidade, tinha uma maneira singular de escolher as boas melancias, pela ponta de uma vara e enorme orgulho, em vender com mais de 20 quilos. 
Hoje, com a aceleração da industria agrícola e a uniformidade quê se quer dar ás melancias, todas do mesmo tamanho e parecidas como os ovos de avestruz, o Ti Carriço diria: "estas não valem uma parrachica".
Recolha de dados históricos: "Castelo Branco Antigo
da autoria de Ernesto Pinto Lobo.
O ALBICASTRENSE

domingo, março 14, 2021

APONTAMENTOS HISTÓRICOS SOBRE CASTELO BRANCO

 
118 DEZOITO ANOS DEPOIS !!..
 😏  😏  😏   😏
No 15 de Março de 1903, apareceu pela primeira vez, um automóvel em Castelo Branco.
Eram três hora e meia da tarde, quando chegaram a esta cidade, tripulando um automóvel, os drs. Tavares de Melo, e Chmpalimoud, que tinham saído de Coimbra, no dia 14 de Março, às sete e meia da manhã,  oito horas antes da chegada a Castelo Branco
Os festejados automobilistas lamentavam-se pelo estado degradado em que se encontravam as estradas, especialmente entre Penela e Figueiró do Vinho. 
Depois de almoçarem, em Castelo Branco, seguiram para Grândola via Elvas e Évora. Era o maior percurso que jamais se tinha feito, em automóvel no nosso país.

PS. Não havendo informação sobre o carro, será que podia ser um modelo como este, que é do referido ano?

Recolha de dados, Jornal “Reconquista”.
O ALBICASTRENSE

sexta-feira, março 12, 2021

APONTAMENTOS HISTÓRICOS SOBRE CASTELO BRANCO


ARTUR DE SAMPAYO TORRES DA SILVA FEVEREIRO 

Castelo Branco, 17.03.1851- Lisboa, 02.04.1913

(170 ANOS DEPOIS)

No dia 12 de Março de 1851, nasceu em Castelo Branco, Artur Torres da Silva Fevereiro, que se formou bacharel, em direito. Iniciou a sua carreira forense, como Delegado do Ministério Publico. 
Posteriormente foi nomeada Secretario e depois Diretor Geral da Secretaria do Reino, onde de distingui como zeloso funcionário. Foi vogal do Supremo Tribunal Administrativo. 
Deixou um acervo de leis, decretos e informação, concatenados sob a designação de Anuário da Direção Geral. Tinha Carta do Conselho, a Grão Cruz da Ordem de Cristo, os Colares se São Maurício e de São Lázaro, de Itália, entre outras condecorações.                                                                                                  Albicastrense     

quinta-feira, março 11, 2021

TRISTEZAS NA NOSSA ZONA HISTÓRICA

ESTUPIDEZES DE GENTE BURRA


O expositor que pode ser visto nesta publicação, está situado  ao lado da Igreja de Santa Maria do Castelo.  Expositor, que deveria ter um mapa sinalizando os locais de relevo a visitar na terra albicastrense. Infelizmente uns anormais resolveram vandaliza-lo roubando os mapas que nele estavam expostos.

                                    
Evitar este tipo de vandalismo é praticamente impossível, agora, permitir que estes painéis fiquem durante tempos e tempos nesse estado, é  inaceitável. Aos responsáveis pela nossa autarquia, não posso deixar de exigir  rapidez na resolução  deste tipo de parvoíces .
O ALBICASTRENSE

segunda-feira, março 08, 2021

UM HOMEM DE GRANDE VALOR.


SEBASTIÃO

PÉROLAS DO CLUBE MAIS REPRESENTATIVO 

DA

TERRA ALBICASTRENSE 

Muitos foram os jogadores que representaram  o Benfica de Castelo Branco ao longo dos tempo, muitos mais iram fazê-lo, todavia, atreve-me a dizer que poucos deram tanto ao clube como Sebastião.  
O ALBICASTRENSE

domingo, março 07, 2021

ZONA HISTÓRICA DA TERRA ALBICASTRENSE

EM DEFESA DA NOSSA ZONA HISTÓRICA

- Haverá contenda mais apaixonante que lutar pelas memórias de um local?
 😏   😖   😊
- Haverá combate mais interessante que reedificar um local que o tempo e o desleixo de alguns, deixaram desfalecer?
 
Lutar pela recuperação da nossa zona histórica, é dizer a quem nos últimos 50 anos dirigiu a terra albicastrense, que os albicastrenses de hoje, se recusam a ser coveiros de um local onde residem séculos e séculos da história da terra albicastrense. 
Esgrimar pela sua recuperação, é dizermos a nós próprios, que os nossos antepassados podem repousar sossegados, pois nós seremos guardiões das suas memórias. 
Não deixar morrer de vez a nossa zona histórica, é nosso dever e dever dos nossos filhos, se entretanto nos juntarmos a quem já partiu. Ficar a assistir à derrocada final, é dizer que tudo isso nos passa ao lado e que não queremos saber do que lá se passa.
                                               O ALBICASTRENSE

sexta-feira, março 05, 2021

APONTAMENTOS HISTÓRICOS SOBRE CASTELO BRANCO

 RECORDAR O PASSADO DA TERRA ALBICASTRENSE

No dia 4 de Março de 1910, o Conde de Penha Garcia, em carta dirigida a Francisco Tavares Proença Júnior, informava-o que estava a ser estudado o realojamento do Liceu Nacional de Castelo Branco e que, na sua opinião, achava que o melhor seria construir-se um edifício de raiz.
Porém, a solução encontrada foi transferir o Liceu, do edifício do Largo da Sé (que depois foi a central dos Correios), para o antigo Paço Episcopal, o que teve lugar no mês de Outubro de 1911, uma vez que em 20 de Abril de 1911, foram nacionalizados todos os bens que pertenciam á Igreja. 
Só em 2 de Março de 1946 é que o Liceu, depois chamado de Nuno Alvares, é instalado em edifício próprio, onde hoje ainda se encontra, com a designação de Escola Secundaria Nuno Alvares, de Castelo Branco.
Recolha de dados; “Jornal Reconquista”.
O ALBICASTRENSE

O PASSADO E O PRESENTE - (III)

CASTELO BRANCO  ATRAVÉS DOS TEMPOS  Terceira publicação da rubrica: “ I magens do passado e do presente da terra albicastrense ” .  A imagem...