sexta-feira, novembro 29, 2019

OS NOSSOS PORTADOS QUINHENTISTAS

UM DESVENTURADO PORTADO QUINHENTISTAS

DAR VIDA UM UMA ZONA HISTÓRICA SEM VIDA.

Muito se tem falado nos últimos tempos dos nossos portados quinhentistas, conversas que devemos aplaudir e agradecer, pois os nossos belos portado são merecedores de tudo o que pudermos fazer por eles.
Durante muitos anos, muitos foram os portados quinhentistas da terra albicastrense, rebocados, mutilados, substituídos ou até mandados abaixo, sem que alguém levantasse a voz em sua defesa.
O portado que pode ser observado nesta publicação, foi um dos muitos que foram mutilados, portado que tem residência no Arrabalde dos Oleiros, local onde se podem ver alguns belos exemplares.
Este albicastrense não pode deixar de apelar aos seus conterrâneos, para que num próximo fim-de-semana em vez de irem sentar o rabinho num dos cafés na nossa Devesa, dêem um saltinho pela nossa zona histórica e visitem os nossos portados.  
Estou convicto, que só perante a nossa presença e o nosso interesse pela nossa Zona Histórica, os responsáveis políticos iram atuar de forma a dar vida a uma Zona Histórica sem vida.
PS. A imagem aqui postada tem alguns anos,  atualmente
esta casa tem morador e apresenta melhor especto.
O Albicastrense

terça-feira, novembro 26, 2019

EFEMÉRIDES MUNICIPAIS – CXXXVIII


A rubrica Efemérides Municipais foi publicada entre Janeiro de 1936 e Março de 1937, no jornal “A Era Nova”. Transitou para o Jornal “A Beira Baixa” em Abril de 1937, e ali foi publicada até Dezembro de 1940.
A mudança de um para outro jornal deu-se derivada à extinção do primeiro. António Rodrigues Cardoso, “ARC” foi o autor desde belíssimo trabalho de investigação, (Trabalho que lhe deve ter tirado o sono, muitas e muitas vezes).

(Continuação)
sessão de 5 de outubro de 1809
Foi por isso o alvará para o corregedor da comarca de Guarda, dai veio o pedido de informação para a Câmara de Castelo Branco, a qual respondeu assim:

Senhor:
O requerimento das suplicantes D. Maria Anna e suas irmãs bem que à primeira vista pareça singello digno de atenção todavia elle se dirige a privar os moradores do Lugar de Monforte da comumunião dos pastos contra huma sentença que estes obtiveram; e para que tudo seja por Vossa Alteza Real conhecido os afficiais da Camara a quem se dignou ouvir julgão ser do dever expor o que tem havido entre as suplicantes e os moradores daquele Povo.
Em mil sete centos se setenta e dois, propôz o Pai das recorrentes hum libello contra os moradores de Monforte para affeito de gados os pastos delle que são comuns assim como os que são desta Cidade, e Comarca, e correndo a dita cauza seus termos se julgou em mil sete centos e oitenta e três contra o Autor conservados os Reos na posse em que se achavão e posto que desta sentença appellesse ainda não apareceo reforma della.
Em mil oito centos e quatro apresentou o Pai das recorrentes hum Alvara para esta Camara informar igual requerimento aquelle que agora apresentão com termos mais singelos mas mais sinistros e cavilozos.
Porque a ser lhe concedido o poder de desfrutarem como quizerem as recorrentes as suas Arvores, segue-se que ficarão inhibidos os moradores de Monforte de pastarem com os seus gados as Ervagens que cahissem na Terra das recorrentes, e assim ficava aquella sentença sem efeito, he sim justo que as Arvores das recorrentes não sejam cortadas, mas se os moradores do Povo tem praticado este maleficio, acção ordinária tem ellas para o fazerem punir.
Não consta que aquelles moradores estorvem ás recorrentes o uzo das suas Arvores antes pelo contrario consta que eles varejão, e  apanhão  os fructos das Arvores, utilizando se os gados dos moradores daqueles que incontrão quando pastão as suas Ervagens e que as recorrentes podiam fazer  apanhar antes da sua chegada e assim de tudo tirada a communião dos pastos reduzia-se aquelle Povo a total mezeria não tendo tão bem com que podesse fazer as despezas que o mesmo he obrigado.
He o que temos que responder e Vossa Alteza Real Mandará o que foi servido. Castello branco em Camara de sinco de Outubro de mil e oito cento e nove annos.
Eu Jose Manuel Vaz Touro Escrivão da Camara que o “escrevi”.

- Cá temos a questão do Charrapal, que depois se complica ainda, como veremos, se Deus nos der saúde e paciência para levar isto até ao fim.
(Continua)
PS. Aos leitores dos postes “Efemérides Municipais:
O que acabaram de ler é uma transcrição real da acta de 1809. 
O inicio e o final desta publicação, são palavras do seu autor.
O Albicastrense

sábado, novembro 23, 2019

UMA BOA NOTÍCIA - FERRINHO DE ENGOMAR VAI FINALMENTE SER RECUPERADO


O PRÉDIO QUE EM TEMPOS FOI CONHECIDO POR; "FERRINHO DE ENGOMAR", VAI FINALMENTE SER RECUPERADO. 

Muitas foram as vezes que aqui reclamei sobre a triste situação em que se encontra o  prédio que pode ser visto nesta publicação. 
Na quarta-feira, ao passar na rua D. Dinis, foi surpreendido pela publicidade colocada  nos vidros da loja “Caldeira Modas” que fica no r/chão deste prédio, anunciando "Liquidação Total".
Entrei na loja e falei com o seu proprietário, pessoa que muito simpaticamente me informou que ia fechar em virtude de ter que abandonar o edifício, por ele ter sido vendido. 
    
O prédio foi comprado por uma pessoa que habita próximo de Castelo Branco, pessoa que o vai mandar recuperar para depois o rentabilizar. Após tantos anos de abandono, este albicastrense espero agora,  que este bonito edifício  seja rapidamente recuperado para que ele possa ser uma mais-valia para um local que bem necessitado está de ter muito mais vida. 
O Albicastrense

quarta-feira, novembro 20, 2019

REGISTOS PAROQUIAIS QUINHENTISTAS DE CASTELO BRANCO - (III)

UM FANTÁSTICO TRABALHO 
DE
MANUEL DA SILVA CASTELO BRANCO
(Antigo Presidente da Câmara Municipal de Castelo Branco)

Na celebração do 50º aniversário da publicação deste belo trabalho de investigação  (1969/2019), lançava um apelo à nossa autarquia, para que pensasse na possibilidade de
 publicar este  trabalho.

  
 
O ALBICASTRENSE  

segunda-feira, novembro 18, 2019

PORTADOS QUINHENTISTAS DA TERRA ALBICASTRENSE

UMA ROTA OU UMA ANEDOTA?

A rota dos Portados Quinhentistas foi sem qualquer dúvida uma excelente ideia.  
Todavia, quem se deslocar à nossa zona histórica  para os observar, não pode deixar de se interrogar sobre a situação de muitos dos nossos belos portados, uma vez, que  grande parte deles estão  em casas abandonadas e em muito mão estado. 
A imagem postada nesta publicação, foi captada na Rua do Relógio, rua que tem alguns belos exemplares, mas cujas as casas estão desabitadas e  em péssimo estado.
Cria-se uma rota designada por: “Rota dos Portados Quinhentista”, evento lançado com muita pompa e circunstancia, e depois nada de nada se faz pelas casas que os sustentam?   

       UMA VERGONHA!

É O MÍNIMO QUE SE PODE DIZER DA SITUAÇÃO EM QUE SE ENCONTRAM MUITOS DOS PORTADOS QUINHENTISTAS DA TERRA ALBICASTRENSE.  
O Albicastrense

sexta-feira, novembro 15, 2019

CAMPO DE JOGOS DO MONTALVÃO / PARQUE URBANO CRUZ DO MONTALVÃO

HOJE:
😠😠😠😠😠😠😠😠
 CAMPO DE JOGOS DO MONTALVÃO

AMANHÃ: 
😊😊😊😊😊😊😊😊
PARQUE URBANO CRUZ DO MONTALVÃO 
                                   


Começaram a ser colocados 
no campo de jogos do Montalvão, painéis para isolar o espaço onde vai ser construído  o  futuro Parque Urbano Cruz do Montalvão. 

Esta é uma obra que terá com certeza o apoio da grande maioria dos albicastrenses, pois, vai transformar um local à muitos anos abandonado pelos albicastrenses,  (que me perdoe   quem não concordar comigo), por um espaço de excelência. 
O ALBICASTRENSE

quarta-feira, novembro 13, 2019

ZONA HISTÓRICA DA TERRA ALBICASTRENSE

UMA ZONA HISTÓRICA 
AO ABANDONO. 

Ao longo dos catorze anos de existência deste blogue, muitas foram as vezes que aqui desembuchei sobre a situação catastrófica em que a nossa Zona Histórica se encontrava.

-Catorze anos a percorrer a nossa zona histórica, para aqui poder contar a miserável situação urbanística que lá existe.
-Catorze anos de informação e denúncia de uma local que nos devia orgulhar, mas, que nos abarrota de tristeza e desanimo, sempre que lá vamos.
-Catorze anos em que a minha esperança de um dia a poder percorrer sem me entristecer, se vai desvanecendo pouco a pouco.
-Catorze anos em que nunca vi por lá que comandou ou comanda, os distintos da nossa autarquia.
Vêm estes meus desabafos, a propósito do artigo que o jornal Povo da Beira, publica na sua edição de hoje. 

51 MILHÕES DE EUROS  ORÇAMENTADOS PARA 2020, E NEM UMA ÚNICA PALAVRA  SOBRE A NOSSA ZONA HISTÓRICA!

Palavra que não consigo compreender que se gastem milhões de euros em ciclovias e Parque Urbano Cruz do Montalvão (entre outros investimentos), e se deixe ao abandono a maior preciosidade da terra albicastrense, a sua ZONA HISTÓRICA. 

Ao ler este artigo, resolvi deambular por parte da nossa zona histórica para desanuviar e olvidar as mágoas que a notícia me deixou.  

Entrei pela rua dos Ferreiros (uma autêntica calamidade), continuei pela rua de Santa Maria (uma autêntica desgraça), subi a rua dos Chões e parei na Praça da Palha (uma autêntica pobreza), subi a rua do Terrojão (nem dá para acreditar), entrei na rua da Caleja Nova em direção há rua do Mercado (uma autêntica catástrofe) e subi ao castelo. 
Local, onde aliviei a alma e botei maldições, contra todos os responsáveis pela calamidade instalada na nossa Zona Histórica.       
                                              O Albicastrense

sábado, novembro 09, 2019

LARGO DO ESPÍRITO SANTO - NEM DÁ PARA ACREDITAR!!

   
COMO É POSSÍVEL!!!!!!

Ontem ao passar por este local, dei comigo a observar (mais uma vez), as pessoas que caminham por este passeio.
Entram nele no final da rua de Santa Maria, como existem grades no passeio, descem na escadaria antes da primeira grade, voltando ao passeio, subindo a escadaria seguinte!!!

Esta é uma triste situação que já aqui denunciei em:

JUNHO 16, 2017
AGOSTO 29, 2017
SETEMBRO 22, 2018
NOVEMBRO 23, 2018
Como sou teimoso e raramente  me deixe vencer pelo; "deixa andar que um dia a coisa vai resolver-se", aqui fica mais uma publicação a denunciar este triste assunto.

Surdo e mudo, é o mínimo
 que podemos chamar a  quem tem  a obrigação de resolver este assunto, e  nada faz para a resolver.
O Albicastrense

quinta-feira, novembro 07, 2019

EUGÉNIA LIMA

                EUGÉNIA LIMA
Castelo Branco, 29 de março de 1926, 
Rio Maior, 4 de abril de 2014,

Ao passar hoje na rua do Espírito Santo e ao olhar para a placa afixada na casa em que Eugénia Lima nasceu, dei comigo a pensar:



“QUE MAL TERÁ FEITO ESTA MULHER À TERRA ALBICASTRENSE, PARA TER UMA PLACA TÃO PAUPÉRRIMA E POBRE, NA FRONTARIA DA CASA ONDE NASCEU?”

Triste, muito triste!

É o mínimo que se pode dizer desta pobre e raquítico placa. Não merecerá Eugénia Lima uma placa mais digna e completa (isto para não dizer outras coisas), na frontaria da casa onde nasceu? Responda quem quiser ou souber, pois esta albicastrense confessa que situações como esta, lhe põem os pouco neurónios que ainda lhe restam, aos trambolhes.
                                                   O Albicastrense

segunda-feira, novembro 04, 2019

CHAFARIZ DE SÃO MARCOS


UM CHAFARIZ À ESPERA 
DAS 
OBRAS PROMETIDAS

No dia 20 de setembro coloquei aqui uma publicação onde dava a conhecer a situação do nosso Chafariz de São Marcos.

No dia 4 de outubro postei nova publicação onde dava a conhecer o seguinte:

"SERVE ESTA MINHA PUBLICAÇÃO, PARA INFORMAR TODOS AQUELES QUE TÊM SEGUIDO A MINHA CONTENDA EM DEFESA DO CHAFARIZ DE SÃO MARCOS, QUE FOI HOJE INFORMADO  PELO PRESIDENTE LUÍS CORREIA, DA ABERTURA DO CONCURSO PARA A SUA REQUALIFICAÇÃO. 
VAMOS ESTAR ATENTOS, PARA QUE ESTA REQUALIFICAÇÃO NÃO SEJA UM FAZ DE CONTA, O VELHO TANQUE DO CHAFARIZ EXIGE SER DESENTERRADO DA COVA ONDE FOI SEPULTADO".

Como se vê nas imagens hoje captados por mim, no local tudo continua como dantes, ou seja, a tristeza de ver o velho Chafariz ao abandonado e desamparado continua. 

Repito o que disse no dia 4 de outubro:

VAMOS ESPERAR, CONTUDO, VAMOS ESTAR ATENTOS, POIS O VELHO CHAFARIZ ASSIM O EXIGE. 
O ALBICASTRENSE

MEMÓRIAS DA TERRA ALBICASTRENSE

Recuperar e pintar antigas imagens da terra albicastrense, dá-me uma enorme satisfação.  Quando “apanho” uma antiga imagem da terra albicast...