quarta-feira, dezembro 29, 2021

TRAVESSA DO RELÓGIO - A TRISTEZA MORA NELA

UMA TRAVESSA AO ABANDONO

Para última publicação de 2021, confesso que gostaria de postar neste blogue algo de positivo sobre a nossa zona histórica, infelizmente, vou terminar o ano com mais uma desgraça. 
Fui ontem alertado para a queda de parte de uma casa na Travessa do Relógio, coisa que eu já tinha alertado, uma vez, que algumas das casas da Rua dos Ferreiros que têm traseiras para a referira travessa, estão em miserável estado. No local da desgraça (como se pode ver nas imagens), foi colocada uma fita para impedir a passagem às pessoas. 
Mais que lamentar a desgraçada situação, pois já nos acostumamos a tão triste sina, não posso deixar de exigir a quem ali mandou colocar a fita (autarquia albicastrense), que o local não pode permanecer eternamente naquela situação.   
Espero não ver na Travessa do Relógio, a deplorável situação que existe no Largo do Espírito Santo, local onde duas grades impedem à cerca de quatro anos a passagem de pessoas frente a uma casa que dizem oferecer perigo de derrocada. Termino, acrescentando que estou farto de más notícias sobre a nossa zona histórica, todavia, ignorar o que lá se passa, seria prestar um péssimo serviço à terra albicastrense. 

UM ANO DE 2022 CHEIO DE MUITA SAÚDE, SÃO OS DESEJOS DESTE ALBICASTRENSE PARA TODOS OS VISITANTES DO BLOGUE.

O ALBICASTRENSE

segunda-feira, dezembro 27, 2021

ENCICLOPÉDIA ALBICASTRENSE

MEMÓRIAS DA TERRA ALBICASTRENSE

No dia doze de Dezembro de 1884, a edilidade albicastrense, aceitou a proposta de Maria Lopes, para fornecer o petróleo para alimentar os candeeiros de eliminação pública da cidade de Castelo Branco.
O preço por cada 15 litros de combustível, foi de, 1.542 réis. 
Cento e trinta e sete anos depois, aqui fica uma notícia que não pode deixar de nos fazer sorrir. 
                                           O ALBICASTRENSE

quinta-feira, dezembro 23, 2021

ENCICLOPÉDIA ALBICASTRENSE

MEMÓRIAS DA TERRA ALBICASTRENSE.

(CASTELO BRANCO, EM TEMPOS DO REI D. JOÃO II)

O rol dos capitães da milícia tem o mérito de nos enunciar os arruamentos da antiga vila de Castelo Branco, no começo de segundo quartel do séc. XVI.  
Advinha-se o coração do burgo na Praça Velha, de que irradiavam, as ruas de Santa Maria, dos Ferreiros, dos Peleteiros, do Cavaleiro e a Rua Nova. No gaveto ou vizinhança da Praça, com a rua do Cavaleiro, ficava a estalagem. 
Para leste, havia as ruas dos Oleiros, D’ Ega e do Pé do Muro e, para oeste, a Rua de João Afonso, até à porta de S. Tiago, e a do Arressario até à Rua Pequena. 
Fora deste conjunto, ficavam a Rua do Mercado e o Arrabalde, sem esquecer o Convento de Franciscanos, que em 1526 passara à Ordem de Santo Agostinho ou da Graça e em que atualmente se encontra a Santa Casa da Misericórdia. Estas notas constam na obra do célebre genealogista albicastrense, Miguel Achioly da Fonseca, hoje em poder do seu descendente, Sr. Domingos Acciaióli de Sá Nogueira.
---------------------------------------------------
Nota: Um dos motivos que me levou a postar esta publicação, foi o querer relembrar aqui antigos nomes de ruas da nossa Zona Histórica.
Rua do Pé do Muro, Rua João Afonso, Rua Pequena, Rua da Estalagem, Rua do Cavaleiro e não como erradamente consta na placa toponímica, Rua dos Cavaleiros.
Gostaria ainda de recordar, que existem ruas cujos nomes se mantêm há mais de 500 anos. Quinhentos anos de história, quinhentos anos por onde passaram muitos antepassados meus e de muitos outros albicastrenses. 
Recolha de dados: Revista “Estudo de Castelo Branco de 1961”.
Da autoria de, Manuel Rosado de Camões de Vasconcelos
O ALBICASTRENSE

terça-feira, dezembro 21, 2021

sábado, dezembro 18, 2021

RECORDAR UM PINTOR.

 BARATA MOURA

"DEZ ANOS APÓS A SUA MORTE"
(9 de Janeiro de 1911 - 18 de Dezembro 2011)

Nascido na aldeia histórica de Castelo Novo, concelho do Fundão, no dia 9 de Janeiro de 1911, completou este ano… 100 anos de vida.
A sua aprendizagem artística foi feita em Lisboa na Escola de Artes Aplicadas e na Escola António Arroio – para onde migrou aos 17 anos. No entanto, fortemente arraigado à sua terra natal, a passagem dos anos e os ares da cidade não desvaneceram os laços de profundo afecto que ligavam o Artista aos víveres modestos das gentes da região onda nascera, não porque aí possuísse bens materiais, mas porque desta recebeu marcada influência vivencial, espiritual, moral e mesmo intelectual, do berço até hoje. Com vasta obra artística, pintou mais de cinco mil telas, entre elas, muitas das paisagens físicas e humanas da beira interior.

Recentemente levantei a hipótese dos responsáveis pelo Museu, Francisco Tavares Proença Júnior (autarquia Albicastrense), criarem um espaço no museu com o nome do pintor, lugar onde estariam expostas algumas das obras do mestre Barata Moura. Infelizmente a resposta foi negativa, o argumentando utilizado para a recusa foi de que: "o espaço proposto  não podia ser utilizada para esse fim"! 
Dez anos depois da sua morte, os responsáveis pelo nosso museu dão-se ao luxo de ter cerca de oitenta  obras do pintor, “sossegadas sossegadinhas” na reserva do museu, impedindo desta forma que os albicastrenses lhes ponham os olhes em cima!
Lamentável! É o mínimo que me ocorre dizer…
O Albicastrense

sexta-feira, dezembro 17, 2021

ASSEMBLEIA GERAL DA “A.D.D.C.E.R.N.Z.H.D.T.A”.

 BRINCAR  PARA  NÃO CHORAR

Segundo fui informado (por uma ave abelhuda), na passada semana realizou-se em local desconhecido uma valorizada Assembleia Geral da: (Associação Defensora das Casas em Ruínas na Zona Histórica da Terra Albicastrense). Assembleia Geral, que teve a seguinte Ordem de Trabalhos:

PONTO ÚNICO:
“Pela defesa das casas em ruinas da
Zona Histórica da Terra Albicastrense”.
 
Segundo a mesma ave abelhuda, consta que a magnânima assembleia geral decorreu sem grandes chatices, uma vez, que na mesma apenas podiam estar presentes sócios fundadores, como a maioria deles já esticou as botas, estiveram presentes meia dúzia de gatos-pingados. 
O presidente da referida associação, pessoa que durante muitos anos teve grandíssimas responsabilidades políticas na terra albicastrense, foi convocado para comandar a referida associação e poder dirigir a respetiva assembleia geral.
Ainda segundo a mesma ave abelhuda, foi atribuída por unanimidade a medalha de “Latão Furado”, a alguns dos responsáveis políticos que nos últimos anos contribuíram pelo: “deixa andar, o não quer saber, ou ainda, quantas mais casas em ruínas melhor”. Além das medalhas atribuídas aos ditos cujos, foi igualmente enaltecida a atitude de passividade da grande maioria dos albicastrenses, na defesa das ruinas da referida Zona Calamitosa da terra albicastrense.
O que levou de imediato o presidente da referida assembleia geral, a propor a atribuição de diplomas de honra aos mais destacados albicastrenses na causa, do quanto pior melhor. Ao tentar saber o nome dos ilustres agraciados, foi-me dito, que a labuta desses notáveis foi desinteressada e em defesa das ruínas da nossa Zona Calamitosa, por isso, eles não necessitam de ser aplaudidos ou conhecidos.
Entre as criaturas presentes nesta marada assembleia, destacaram-se o Chico Maneta, homem que cada vez que era consagrada qualquer decisão, colocava um copo nos beiços, e gritava: “apoiado! Apoiado!
Ao seu lado, Zé Coveiro (homem que já enterrou centenas de fregueses), berrava; “mas que grande seca! Despachem lá esta treta, pois tenho um paroquiano para enterrar!”
Rosa Magricela, mulher desgastada pelo tabaco e pelo bom tinto da tasca do Tó Carvoeiro, argumentava; “Nem mais uma casa recuperada, mais sim todas elas mal tratadas!”. Sentada ao lado da Rosa Magricela,  Linda Penetra, mulher que tem por hábito penetrar em assembleias de coletividades, mas que não é associada de nenhuma, pois afirma à boca cheia que não subsidia colectividades da treta. Perante tanta tontaria,  junta-se à maralha berrando bem alto: “abaixo a reconstrução, viva a destruição!”.
Perante tal algazarra, o maioral da Assembleia Geral deu por terminado os trabalhos da mesma, anunciando de imediato, a marcação de nova assembleia para o dia de São Nunca à Tarde. No final da referida assembleia adoidada, foi servido um lava-dentes na antiga rua do Saco, local recuperado por um Comendador, mas nunca gozado pelos albicastrenses.
                                                     O Albicastrense

terça-feira, dezembro 14, 2021

A HISTÓRIA DO BAIRRO DO LEONARDO

No dia 21 de Outubro de 1940, faleceu em Castelo Branco, o conceituado industrial Leonardo José de Sousa de 68 anos de idade. De origem bastante modesta, singrou na vida, a pulso. Iniciou a sua atividade comercial, instalando uma taberna na cidade. Posteriormente ligou-se á indústria corticeira.

Em 1907, numa altura de grande a recessão económica e os operários albicastrenses atravessavam uma enorme crise laboral, Leonardo de Sousa tomou a iniciativa de construir a expensas suas, dezenas de casas de habitação, para depois arrendar a preços módicos, a trabalhadores que laborassem na sua fábrica.
 Foi deste modo que surgiu o tão conhecido e popular Bairro do Leonardo, nome que se estendeu a toda aquela zona citadina, em tácita memória e expressiva homenagem, de todos os albicastrenses a Leonardo de Sousa, o qual permanece na lembrança de todos os naturais de Castelo Branco. 
Há mesmo quem considere Leonardo de Sousa, como sendo o pioneiro do desenvolvimento e renovação urbanística, que cinco décadas mais tarde se veio a verificar em Castelo Branco. De notar que em 1940, residiam em Castelo Branco, 12.763 habitantes. 

PS. A recolha de dados: Jornal ”A Reconquista" 

 O Albicastrense

quarta-feira, dezembro 08, 2021

EFEMÉRIDES MUNICIPAIS – CXLVIII

A rubrica Efemérides Municipais foi publicada entre Janeiro de 1936 e Março de 1937, no jornal “A Era Nova”. Transitou para o Jornal “A Beira Baixa” em Abril de 1937, e ali foi publicada até Dezembro de 1940. A mudança de um para outro jornal deu-se derivada à extinção do primeiro. António Rodrigues Cardoso, “ARC” foi o autor desde belíssimo trabalho de investigação, (Trabalho que lhe deve ter tirado o sono, muitas e muitas vezes).

(Continuação)
Vem agora a sessão de 26 de Março de 1811.
Nomeação dos novos vereadores, que foram, José da Silva Castelo Branco, Francisco José de Carvalho e Fernando das Costa, e o novo procurador, que foi Fernando José de Carvalho.

Depois apareceu um ofício do médico Dr. Filipe Joaquim Henriques de Paiva a dizer que deixava o partido, certamente por lhe ter sido diminuído o ordenado. Mandou-se registar o ofício para os devidos efeitos.
Mas logo a seguir, aparece também outro ofício do Dr. João Antunes Pelejão a despedir-se também de médico do partido a que pertencia e isso punha a Camara em embaraços.

Que fez ela então? Reuniu os dois partidos num só e ficou nele o médico Pelejao como o ordenado completo “em atenção ao maior trabalho que havia de ter sendo só”. Em seguida mandou-se escrever ao cirurgião Manuel Mendes de Abreu “para recolher à cidade ou ao lugar onde se achassem as autoridades constituídas”.

Quem sabia lá para onde as autoridades constituídas podiam ver-se forçadas a mudar-se? 
As tropas de Massena ainda por ai andavam. Ainda na mesma sessão foi nomeado Manuel Ribeiro da Silva para “Depositário dos Novos Direitos”.
(Continua)
Aos leitores dos postes “Efemérides Municipais”.
O que acabaram de ler é uma transcrição, do
que foi publicado na época.
O Albicastrense

segunda-feira, dezembro 06, 2021

PROPOSTA PARA A NOSSA AUTARQUIA.

Hoje ao passar ao lado deste expositor que se encontra perto da rotunda da estação da CP (expositor sem nada exposto), parei, olhei para ele, e disse a mim mesmo: “Veríssimo, e se neste expositor os responsáveis pela nossa autarquia assumissem sem medos e sem demagogia a recuperação da nossa Zona Histórica?

 

Como não sou de ficar à espera do dia de São Nunca, resolvi eu mesmo colocar no referido expositor, o que eu gostaria que lá estivesse afixado. A proposta está feita, agora vamos ver se os responsáveis pela  nossa autarquia dão corda aos sapatos, e começam a divulgar projetos e medidas para a sua recuperação.

         O ALBICASTRENSE

sexta-feira, dezembro 03, 2021

MEMÓRIAS DA TERRA ALBICASTRENSE - JORNAL; "A BEIRA BAIXA"

PRIMEIRA EDIÇÃO DO ANTIGO JORNAL,"A BEIRA BAIXA".

EDIÇÃO DE 12 DE ABRIL DE 1937.

Jornal do qual foi leitor durante muitos e muitos anos. 

Tenho para mim, que terá sido um dos melhores jornais de sempre da terra albicastrense.

        O ALBICASTRENSE.

O PASSADO E O PRESENTE - (III)

CASTELO BRANCO  ATRAVÉS DOS TEMPOS  Terceira publicação da rubrica: “ I magens do passado e do presente da terra albicastrense ” .  A imagem...