quinta-feira, julho 30, 2020

ANTIGA CAPELA DE SÃO PEDRO


CHAFARIZ DE SÃO MARCOS 
Um comentário de João Pedro colocado no facebook de um amigo comum, sobre a forma como o Chafariz de S. Marcos está “arrumado”, com o resto das casas do largo de São Marcos.

Lembrou-me que no; “Memorial Cronológico e Descritivo da Cidade de Castelo Branco”, da autoria de Porfírio Silva, existe um capítulo sobre  antigas Capelas da terra albicastrenses. Diz Porfírio Silva; "que a Capela de S. Pedro  estava situada nas proximidades do chafariz de S. Marcos, num local ocupado actualmente por casas particulares".
Em 2019 visitei uma casa que tem quintal que dá para a atual rua de S. Marcos, local onde conversei com o atual proprietário que me informou do seguinte:  tendo um padre amigo visitado a sua a casa, estranhou o mesmo, o pequeno muro existente no quintal assim como os pilares ali existentes. Argumentado de seguida, que ali deveria ter existido no passado uma capela. 
As imagens desta publicação foram recolhidas nesse quintal. A minha pergunta só pode ser a seguinte: Será que os pilares que podemos ver nas imagens, podem ter pertencido à antiga Capela? Fica a pergunta, se alguém conseguir responder, força…

CAPELA DE SÃO PEDRO
Em 1853 esta capela  já não existe. No ligar em que se achava edificada, que é próximo ao chafariz de São Marcos, estão hoje edificadas algumas casas particulares. Nela se achava erecta a irmandade de S. Pedro, que se compunha de clérigos e de alguns seculares; a qual depois de  demolida a capela foi transferida, e a imagem do Santo para a igreja da Sé, e ali se dissolveu há mais de 20 anos, em consequência de umas questões  sobre se deverem ou não ser levados por clérigos os irmãos seculares que faleciam. 
Os poucos bens pertencentes a esta capela foram encorpados na Igreja da Sé. Dum auto  exarado no livro do Tombo a folha 27, datada de 12 de Outubro de 1753, consta a respeito desta capela o que se segue: "Que ela tinha sobre a porta da entrada, que estava virada para a vila, um alpendre de quatro arcos de pedra, dois virados ao norte e dois virados ao acidente". 
"Que o seu comprimento era de 93  e meio palmos, incluindo 27 da capela mor, e a largura era de 31 e meio a do corpo, e a da capela mor de 20 ditos".
"E finalmente, consta que também tinha três altares, o mor, e dois colaterais; e que da parte da epistola  existia uma sacristia com duas janelas, e uma casa contigua, que servia para acomodações próprias"

Recolha de dados: "Memorial Cronológico e Descritivo Da Cidade de
Castelo Branco" de J. A. Porfírio Silva
O  ALBICASTRENSE

terça-feira, julho 28, 2020

ÁGUIAS DE SÃO MIGUEL DA SÉ - "UM TRISTE FINAL".


   (O SEU PATRIMÓNIO)

Em outubro de 2008 postei neste bloque, a publicação que pode ser lida depois do pequeno texto explicativo. Publicação onde perguntava no final; “Onde estariam os troféus, bandeira, estandarte, atas e livre de registos da antiga coletividade, “Águias de São Miguel da Sé”? Soube hoje por mero acaso (12 anos depois), que tudo o que havia na seda de coletividade na altura do seu encerramento, Jogos de matraquilhos, mesa de ping pong, secretaria, balcão, máquina de café, uma carrada de troféus e documentos sobre a sua história, foram vendidos por 160 euros. Material que depois essa pessoa vendeu por 300 euros.
Segundo me foi transmitido, quem comprou os troféus terá mandado muitos deles para o lixo, outros ofereceu-os por aqui e por ali. Contudo o que mais me magoou nesta amargurada historia, foi que alguém terá contactado os responsáveis da nossa autarquia sobre o que fazer aos troféus e registos da coletividade que tantas alegrias tinham dado a muitos albicastrenses. A resposta dos responsáveis segundo me foi dito, é que não estavam interessados em nada do que ali existia. 
Ou seja, doze anos depois ficamos finalmente a saber, que quem dirigia a terra albicastrense em 2008, resolveu deixar ir para o lixo meio século da história de uma das coletividade mais importantes dos últimos 50 anos do século XX. 
Palavra que perante toda esta história me interroguei sobre quem escolhemos nós para dirigir a nossa terra! 
Como foi possível deixarem ir para o lixo meio século de história da  terra Albicastrense? 
Termino dizendo que quem permitiu ou fechou os olhos a este desfecho, deveria ser chamado a tribunal para responder sobre sepultamento de meio século  na nossa história.

OUTUBRO DE 2008
ÁGUIAS DE SÃO MIGUEL DA SÉ

Águias de São Miguel da Sé fecharam portas. Não sabia? Eu também não!
Foi preciso passar pela antiga sede desta Associação, (Rua 5 de Outubro) e reparar nas obras que decorrem no edifício que agasalhava esta coletividade, para ficar a saber da sua extinção!?

COLECTIVIDADES ALBICASTRENSES
Castelo Branco é hoje uma cidade onde não faltam coletividades de carácter recreativo e desportivo. Das muitas associações existentes em Castelo Branco, subsistem algumas a que eu chamaria; Antigas Coletividades Albicastrenses, (coletividades que vão desaparecendo pouco a pouco) e outras mais recentes, que designaria como; Coletividades pós 25 de Abril.
Se em relação às últimas parece não haver grandes dificuldades, podendo até dizer que o trabalho desenvolvido por estas associações, é bastante positivo e merecedor de aplausos, sendo igualmente justo referir o apoio que a nossa autarquia tem prestado a estas coletividades. 
No entanto no que diz respeito às velhas coletividades a coisa é bastante mais complicada… Existiam até há pouco tempo na nossa cidade, (se a memória não me atraiçoa); Assembleia de Castelo Branco, Centro Artístico Albicastrense, (do qual sou sócio à cerca de 40 anos) Clube de Castelo Branco, Benfica de Castelo Branco, Águias de São Miguel da Sé e Desportivo de Castelo Branco. 
Nos últimos anos, duas destas coletividades; Assembleia de Castelo Branco, (2000) e os Águias de São Miguel da Sé (2005) fecharam as portas, sem que qualquer albicastrense se preocupasse, (pelo menos assim parece) sobre o que terá levado ao encerramento de porta, ou sobre o destino que terá levado o património destas coletividades.

ÁGUIAS DE SÃO MIGUEL DA SÉ (1950- 2005?)
A
SUA HISTÓRIA

Após alguns contactos, consegui descobrir um quinhão da história desta velha coletividade albicastrense; Os fundadores desta associação, começaram por se reunir em finais dos anos 40 na tasca do Júlio Marzia hoje conhecida, (que me desculpe o seu atual proprietário de quem sou amigo) pelo café do cabeça grossa, (situado junto ao Café Beirão).
As primeiras reuniões, decorreram nesta tasca onde lhes era cedido pelo Júlio, uma sala para reunirem no inicio dos anos 50 ganharam asas e abriram a sua primeira sede na rua Ruivo Godinho, (segundo ouvi perto do restaurante, “O Caçador”). 
Teve como seu primeiro presidente; Zé Augusto Gama, também conhecido por “Zé Doutor”, em virtude de trabalhar num consultório médico. Na década de sessenta, mudaram a sua residência para a rua cinco de Outubro, (edifício da foto) e ali desenvolveram a sua actividade até à sua extinção. Após a mudança da sede, esta associação tornou-se uma das mais populares a nível futebolística da nossa cidade, fazendo do futebol o seu emblema. Inscrita no antigo “Inatel” (Organização fundada em 1935, como Fundação Nacional para a Alegria no Trabalho – FNAT).
Foi durante muitos anos, a associação mais representativa da nossa cidade, nas competições desportivas promovidas pelo Inatel. 
Em 1974 ganhou a taça do Trabalhador, prova organizado pelo Inatel cuja final se realizou na Covilhã. Por ali passaram jogadores como, Irmãos Vaz, Augusto Nabais, Isidoro, Tomás, Aurélio, Henrique Silva, Zé da Costa, Irmãos Serra, Sávedra, Catarro, Quim e muitos outros, (Muitos destes jogadores viriam mais tarde a jogar no Benfica de Castelo Branco).
O período de ouro desta associação, foi sem dúvida os anos que vão de sessenta a oitenta, nestes anos passaram por sucessivas direções desta coletividade, homens como Américo, Zé Benfica (tragicamente desaparecidos num acidente de automóvel em 1973), Augusto Vaz, Augusto Nabais, e muitos outros. Na década de 80, esta associação ganhou notoriedade na modalidade de atletismo, chegando a ter um bom lote de atletas que a representavam em provas por todo o país. Lembraria o Viegas, antigo praticante e grande impulsionador do atletismo nos Águias de S. Miguel da Sé. Da década de 90 do século XX, e dos primeiros anos do século XXI, praticamente nada se sabe de interessante sobre a atividade dos Águias de São Miguel da Sé.

INTERROGAÇÕES:
Mais que saber a quem cabem as responsabilidades, ou culpas desta extinção, interessa saber o que foi feito do seu património, (livros de atas, troféus, bandeira, estandarte, etc). Estará na posse de algum dos seus últimos dirigentes? Foi depositado em lugar seguro?
Apelava a estas pessoas para depositarem o património existente, (por menor que seja) nas entidades oficiais, pois só assim será possível escrever o passado dos Águias de São Miguel da Sé, e evitar que o tempo apague a história e o esforço de muitos albicastrenses que dedicaram parte do seu tempo a esta coletividade e aos albicastrenses.
O Albicastrense

quinta-feira, julho 23, 2020

LUÍS CORREIA - "SAIO DE CONSCIÊNCIA TRANQUILA"

         A OPINIÃO DE UM  ALBICASTRENSE 
Luís correia deixa a Câmara Municipal de Castelo Branco, no próximo dia 27 de julho.
“Perante a decisão de perda de mandato do Tribunal Constitucional, deixo a Câmara Municipal de Castelo Branco no próximo dia 27 de julho de 2020.
Faço-o de consciência tranquila. Ver um erro administrativo punido como se de um crime grave ou gravoso se tivesse tratado é lamentável e injusto. Reafirmo que nunca, em qualquer momento, prejudiquei Castelo Branco, a autarquia ou os Albicastrenses.
O trabalho que deixo feito fala por si.
Hoje, sete anos depois de assumir a liderança da Câmara Municipal de Castelo Branco, o desenvolvimento do concelho é uma evidência: da Economia à Área Social, da Cultura às infraestruturas, da coesão territorial ao apoio às freguesias.
Não posso também deixar de repudiar a campanha difamatória e demagógica de que tenho sido alvo. Não pode valer tudo pela sede de poder. Este tem sido um processo altamente desgastante. Para mim, em termos pessoais, profissionais e institucionais, mas também para a minha família, que, lamentavelmente, se viu arrastada para uma situação que não criou e que não merece.
Os Albicastrenses conhecem-me. Sabem que sou um homem de boa fé, palavra e confiança. Saio com a certeza de que fiz o melhor pela minha terra e pelas minhas gentes. Sempre coloquei os interesses do município e dos seus munícipes em primeiro lugar.
A todos os Albicastrenses, o meu muito obrigado pela oportunidade que me deram de servir o nosso concelho.
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Este blogue fará quinze anos em setembro deste ano, durante esse tempo nunca aqui puxei por esta ou por aquela personagem ou por qualquer partido político, pois tenho para mim que no dia em que o fizesse, este blogue deixaria de ter qualquer interesse.

O lema deste blogue é: “Bem-Vindo a um Blogue livre de opiniões sobre Castelo Branco, sejam elas boas ou más. O Blogue é de todos e para todos os Albicastrenses...

Todavia perante a triste situação da demissão de Luís Correia, não podia este albicastrense (que nunca votou nele), ficar a ver a banda passar como se tudo isto não lhe dissesse respeito.
Confesso que me deixa triste (muito triste), ler comentários onde se chama tudo e mais alguma coisa a um homem que dedicou parte da sua vida à terra albicastrense. É fácil, muito fácil enxovalhar um homem quando ele está por baixo, assim como era fácil colar-se a ele quando ele dirigia a nossa autarquia. 
Perante tudo isto, que posso eu dizer sobre o que aconteceu ao Presidente da Autarquia Albicastrense? 
Diz Luís Correia:Ver um erro administrativo punido como se de um crime grave ou gravoso se tivesse tratado é lamentável e injusto”.
Talvez haja alguma verdade nesta expressão de Luís Correia, contudo, para quem tinha à sua disposição um grupo de assessores jurídicos, pessoas que deveriam informa-lo como evitar este tipo de erros e nada fizeram, é caso para dizer, que ele se pôs mesmo a jeito para o que aconteceu.
Confesso que lamento bastante esta demissão, pois nutria por Luís Correia (enquanto presidente da nossa autarquia), uma certa simpatia, independentemente das muitas reprovas que lhe fiz ao longo dos seus dois mandatos. Simpatia que não me impede de reconhecer, que ele deveria ter saído por conta própria, desse modo teria evitava toda esta tragédia.
O ALBICASTRENSE

segunda-feira, julho 20, 2020

CHAFARIZ DE SÃO MARCOS


    IMAGENS FINAIS

As obras no chafariz estão praticamente concluídas, falta apenas encher o tanque da águaCoisa que irá acontecer assim que o  tanque secar.



A ideia  de ir ao Café do Abílio beber um porto mantém-se, por isso, assim que o tanque estiver cheio (que deve acontecer dentro de uma ou duas semanas), eu aviso para depois combinarmos a hora e a data.
ALBICASTRENSE

domingo, julho 19, 2020


UMA PROPOSTA PARA QUEM COMANDA A TERRA ALBICASTRENSE.

CINEMA NO PARQUE DA CIDADE DURANTE O VERÃO
           
Tendo em conta o abandono do parque da cidade por parte dos albicastrenses, tendo em conta a falta de público nas salas de cinema da terra albicastrense em virtude do covid 19, pois torna-se bastante incomodativo assistir a um filma de mascara na cara.
Alvitro a quem comanda a terra albicastrense (Presidente Luís Correia), para que em conjunto com quem explora atualmente as salas de cinema do ALEGRO, que fosse considerado a hipótese do cinema começar a ser projetado no parque da cidade, durante a época de verão. 
Com esta medida, ajudava-se a empresa que explora as atuais salas na nossa cidade, dava-se utilidade ao nosso parque da cidade, fazia-se o retorno dos albicastrenses ao parque, e o nosso presidente fazia um brilhareto.

ESTAREI EU A SONHAR ? 
SERÁ ESTA HIPÓTESE POSSÍVEL ?

Vamos lá fazer força, para ver se na nossa casa maior, se dá um clique na cabecinha das pessoas que por ali estão instaladas, e possam consideram esta proposta.
O ALBICASTRENSE

quinta-feira, julho 16, 2020

A TERRA ALBICASTRENSE NO FINAL DO SÉCULO XVIII - (VI - Ultimo)


 Rol dos Confessado da freguezia da Santa Sé desta cidade de Castello Branco na Quaresma do prezente anno de 1794.
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Onomástica Albicastrense
(Esta publicação é a ultima do belíssimo trabalho do Coronel Vasco da Costa Salema).
(Continuação)
Entre os nomes próprios aparecem alguns pouco vulgares, como Pulquéria, Escolástica, Úrsula, Silvano, além de Matildes, de que já assinalamos haver duas expostas com esse nome, há uma Hipólita (Fogo nº 4), uma Florencia, (Fogo nº 207), uma Simoa (Fogo nº 459) e cinco Urianna ou Vrianna – o nome escrito de ambas maneiras (Fogo nº 46, 84,129,192 e 462).
Quanto aos apelidos encontravam-se muitos ainda hoje existentes na cidade, como Chito, Carrega, Sarrasqueiro, Nacha, (e Nacha – Luísa), Fevereiro (e Fevereira – Maris Dias e Isabel), Feijão, Salvado, Riscado, Biqueira, Morcela, Casqueira, Rato, Grilo, (e Grila – Maria Isabel), Pelejão, Cordeiro, (e Cordeira – Maria Luísa), Castelo branco, Siborro, Geraldes, Cabaço, Caldeirinha, Belo, Cabrito, Calcinha, Canelas, Borrego, Camarinhas, Vinagre, etc.

Outros, alguns, seriam possivelmente mais alcunhas que propriamente apelidos, julgamos que já não são usados por ninguém na cidade de Castelo Branco, tais como:
CAPADO, SARZEDO, SUZANA, LATA, PANÇA, ROMANO, GRANDELA, MELICIA, CARAMELO, PELAYO, CABELETE, LÃABRANCO, ESCARRANHADO, PALCIGO, BISCHO, PELICANO, FRANCELA, BONITINHO, BARRETE, TURINO, CARAPETOZO, BOLORICO, DOURADO, GRIFA, PEIXA, MADROA, BACALDOU, LONGO, MONTOZO, GANDUFA, HONRADA E HONRADO, GANÃO, PASMADO, GORDO, PERTGULHA, JOEIREIRO, BORDA, ANJO, LARGA, LEIGA, LAPITA, LADEIRA, LOBINHO,  PREYA,  GÉMEA, CUME, ZAMBADA, MARCULHO, BIZARRO, ESTOUVADO E CARRANCHO, MASBARBAS (1).
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O  apontamento que se  segue é meu, e não de Vasco Salema:  
(1) - MASBARBAS, casou com uma antepassada minha. Ele deu aos filhos o apelido da mulher "Bispo" e não o dele.
 O apelido Masbarbas morreu com ele.
O ALBICASTRENSE

terça-feira, julho 14, 2020

304 ANOS DEPOIS

IRMÃOS SIAMESES - "ABDON E SEMEN"
(14-07-1716 - 14-07-2020)

Na antiga Capela de S. Braz demolida em 1940, quando dela só já restavam algumas das suas paredes-mestras.
Existia uma lápide onde figuram em relevo duas crianças desprovidas de membros inferiores e uma inscrição em latim cuja tradução livre é a seguinte: 
"Abdon e Senne, que nasceram ligadas, têm um só baixo-ventre, sexo e fígado; têm vidas distintas e distintas também todas as demais coisas; deram a Deus a vida; mas morrendo um, o outro morreu também, desfalecendo pouco a pouco durante sete hora, juntos foram gerados, juntos viveram e juntos morreram, 1716”.

Num auto datado de 13 de Outubro de 1753, que consta do Tombo da Comenda da Ordem de Cristo, fez-se a seguinte referencia a esta lápide comemorativa de um nascimento teratológico gemelar: 
a parte de cima da porta travessa virada ao Poente está uma pedra metida na parede, na qual existe retratada em relevo um prodigioso parto que houve nesta vila em o ano de 1716, pois dele nasceram duas crianças unidas no corpo mas cada com sua cabeça e braços, e mandou gravar o retrato delas na sobredita pedra, para eternizar sua memória, o Ilustríssimo D. João de Mendonça, Bispo da Guarda”.

Esta lápide esteve exposta no rés-do-chão do museu até 1994.  Foi retirada do solo onde estava visível e colocada na reserva do museu, em virtude das obras ali realizadas. 
VINTE E SEIS ANOS depois!!! Esta bela lápide continua longe dos olhos dos albicastrenses.
A pergunta a fazer não pode ser outra! Por mais quanto tempo estará esta bela lapide afastada dos nossos olhos.
                               O ALBICASTRENSE

segunda-feira, julho 13, 2020

CHAFARIZ DE SÃO MARCOS

Como é possível ver-se na imagem aqui publicada, as obras referentes à recuperação do nosso chafariz de S. Marcos estão quase finalizadas, segundo me foi dito, faltam apenas pequenas coisas.   

Pode não ter sido como já disse anteriormente, a recuperação mais desejada, contudo, no momento interessa mais amimar o velho chafariz que entrar numa disputa do que era possível fazer-se e não se fez.

Não sei se haverá festança no dia em que se derem por finalizadas as obras, todavia, este albicastrense irá passar pelo local para beber no Café meu amigo Abílio, um Porto pela recuperação desta nossa pérola.

Se alguém quiser associar-se a este porto de honra, só tem que exprimir presente, pois, assim que  souber da data, vou publica-la aqui.
                    O ALBICASTRENSE  

sexta-feira, julho 10, 2020

COMENTÁRIOS - (XXVIII)


ZONA HISTÓRICA DA TERRA ALBICASTRENSE.

Os comentários deixados pelos visitantes neste blogue, são fundamentais, pois, sem eles esta coisa não teria graça nenhuma. Atualmente os postes são partilhados por mim no facebook, por isso, muitos do novos comentários ficam unicamente ali postados.
Em meu entender, muitos dos comentários deixados nos postes, merecem muito mais que a pequena caixa onde são colocados, por isso, mais uma vez aqui fica um testemunho que em meu entender merece ser lido por todos os albicastrenses.  

                       DAR PALAVRA A QUEM SABE O QUE DIZ.
Júlio Vaz de Carvalho disse num comentário sobre a publicação; "Recuperar bem uma velha casa, e não honrar um belo portado quinhentista", o seguinte:

Aquilo está para lá da extravagância. Aquilo é mesmo um hino ao desprezo e uma Ode à falta de respeito pelo património que querem vender lá fora. Aliás, toda a política de recuperação que foi feita, pejada de erros e intervenções questionáveis, algumas das quais já se começam a notar falhas na intervenção, deveria envergonhar todos os que aplaudem por sabujice ou por acharem a parolice destas intervenções deverá ser a imagem de marca da cidade. 
Houve boas intervenções? Sim, houve, mas, as que eu mais vejo aplaudir são precisamente aquelas que são apresentadas como grande cartaz turístico da cidade e que se degradam ou simplesmente e desprezam. Há pouco mais a fazer naquilo a que reduziram a zona velha da cidade. 
Com a quantidade de excelentes exemplos de recuperação e intervenção em zonas históricas, com critério e bem preservadas, num raio de 150 km, muitas delas em Municípios com muitíssimos menos recursos, e o resultado está à vista. Temos uma zona Histórica à qual se fizeram uns trabalhos de cosmética (a cosmética é naturalmente algo que se usa para esconder, é efémera e não resolve). 
Por isso, continuamos a ter turistas que entram com uma expectativa de encontrar uma "rota dos portados quinhentistas" (não do século XV como insistem, apesar dos avisos de há uns anos, em manter na sinalética - nem uma revisão de texto se deram ao trabalho de fazer antes de gastarem uma pipa de massa com aquilo??!?!); pois, esses são os turistas que entram e saem (às vezes nem 15 m lá estão) porque, estampada no rosto trazem a expressão de decepção e fraude. Onde está o incentivo para o surgimento de estabelecimentos voltados para o turismo? Gastam-se rios de dinheiro a alimentar o bem estar do albicastrense "urbano" e continua-se a ostracizar os que aqui ainda resistem? 
Castelo Branco é aquilo a que sempre se acostumou a ser: um destruidor de património comum em detrimento do Progresso de meia dúzia, que da cidade só conhecem o que de imediato lhes satisfaz o ego ou o estômago. Sigam as festas, que é disso que a malta vive. Caro Amigo, andar para aqui a alertar para estas situações tem o resultado que bem sabe, assim como disso têm consciência os que realmente se interessam. 
Só lamento que os tais sabujos (e outros limitados que bajularão sempre quem esteja no poder) olhem, para quem levanta a voz para estas questões, como se deles próprios se tratasse; ou seja, acham que tudo esconde interesses económicos e político-partidários.
O que é certo, é que entre a sabujice que continua a iludir-se com as migalhas do pé de dança e da jantarada aqui, festarola ali, e os que realmente gostariam de ver vontade genuína de ter uma zona histórica digna de se ver e não de envergonhar, uns têm a fama, outros o proveito. 
O resto, são blá-blá. Dói-me muito, enquanto filho dessa terra, afirmar o que vou dizer, mas é o que sinto, com o que observo: Cambada de parolos em que se tornaram, e insistem em que todos se tornem, até mete dó. E há cada vez mais quem aplauda isto tudo, sem a noção do logro.
PS. O meu bem-haja ao Júlio Vaz de Carvalho, por este esclarecedor comentário.
O ALBICASTRENSE

quinta-feira, julho 09, 2020

ENTREVISTAS


O TANQUE QUE JÁ FOI
ENTERRADO DUAS VEZES.

Com as obras a terminarem no chafariz de São Marcos, resolveu o albicastrense passar por lá para entrevistar quem por ali andasse na passeada a mirar as obras.
A primeira pessoa que me apareceu pela frente foi o “Ti Queixinhas”, albicastrense que passa a vida a queixar-se de tudo e de nada. Ao ver-me, aproximou-se sorrateiramente e disparou:
- O gajos só podem estar  insensatos  da cachola, então desenterram o tanque e depois voltaram a enterra-lo? Será que eles endoidaram e ainda não deram por isso!?
Por detrás de mim alguém gritava: "rua com eles, rua com eles, rua com eles!" Voltei-me e dei de caras com o “Ti Manel Cangalheiro”, figura importante no largo e proprietário da Agência Funerária; "Uma Porta Aberta para o Céu".
- Vossemecê já viu bem o que eles fizeram? - Então não é que desenterraram o cadavérico tanque e não me contrataram para lhe fazer novo enterro! – Esta malta é toda interesseira, só dão trabalho aos da cor deles.
Ainda o “Ti Manel Cangalheiro” não se tinha calado, já a “Rosa Viçosa”, florista com loja aberta no largo e muito "bem-amada" entre os seus moradores (eu que o diga), gritava para quem a quisesse ouvir.
- Os malandros desenterraram e voltaram a enterrar o pobre desgraçado, sem me dizerem nada! O pobrezinho não teve direito a uma palma, coroa ou um simples raminho de flores, nunca vi enterramento mais desconsolado.
Perante toda esta caldeirada de insatisfação, confesso que já não sabia para onde me virar e o que dizer, quando de repente o “Ti Queixinhas” aparece a baralhar ainda mais a contenda.
- Esta malta não vale nada! Eles que se cuidem, que na próxima vou votar na oposição.
Para baralhar ainda mais, eis que aparece o “Ti Alfredo”, pessoa com café aberto no largo, de imediato estabeleceu ordem no areal da discussão.  
- Chega, Chega, Chega! – Os malandros não quiseram saber de nós, mas a partir de agora, nós também não queremos saber deles.
Zé Castanha, mecânico com oficina no largo, entra na discussão e estrebucha raios e coriscos contra quem decidiu o que decidiu, propondo a criação de uma comissão parlamentar (perdão! Do largo…), para inquirir o enterro do tanque.
Quando tudo parecia estar em vias de acalmia perante a proposta do “Zé Castanha”, eis que emerge de novo o “Ti Alfredo” gritar.
- Chega, Chega, Chega… isto só lá vai com o manda abaixo dos malandros que enterraram o nosso tanque.
Rosa Viçosa, mulher que sempre pensou pela sua cabeça e não pela dos outros, levantou a voz e exclamou bem alto:

- Chega uma PORRA! Aqui não chega nada e quando chega, é o que eles querem e não o que nós desejamos.
O “Ti Manel Cangalheiro” farto de tanta prosa e nenhum defunto, propôs de imediato que fossem ao café do Alfredo matar a sede, pois assim sempre podia alguém esticar as botas de tanto embeber briol e ele ganhar algum.
O ALBICASTRENSE

domingo, julho 05, 2020

AS NOSSAS CHAMINÉS

SERENAMENTE NO SEU LUGAR 
 
COMO É VISÍVEL NAS IMAGENS AQUI PUBLICADAS, AS OBRAS DO NOVO ESPAÇO DA MODELO CONTINENTE NA TERRA ALBICASTRENSE, ESTÃO A AVANÇAR  A BOM RITMO.


A NOSSA LINDINHA, 
MANTEM-SE SERENAMENTE NO SEU LUGAR, CONTRARIANDO DESSA FORMA,   CERTOS PROGNÓSTICOS.
A minha postura na defesa da linda chaminé, mentem-se: Qual o futuro desta nossa linda Chaminé? Enquanto não houver claridade sobre o seu futuro, irei continuar a chatear os responsáveis da Modelo Continente, assim como dos responsáveis políticos da nossa autarquia. 

PSPodem derrubar a velha chaminé e vencer-me pela razão da força, mas, nunca o conseguiram fazer, pela força da razão.
O ALBICASTRENSE

quinta-feira, julho 02, 2020

ZONA HISTÓRICA DA TERRA ALBICASTRENSE

RECUPERAR BEM UMA VELHA CASA,
E NÃO HONRAR UM BELO PORTADO QUINHENTISTA.

No que diz respeito à nossa zona histórica, confesso que já quase nada me surpreende, independentemente de por vezes alimentar ilusões quanto à sua recuperação. Vem este meu desabafo, a propósito da minha última visita ao local. 
Ao deambular pela rua dos Peleteiros, reparei na recuperação de uma velha casa, de imediato disse para mim mesmo: “Boa! Uma velha casa recuperada!”.
O pior, foi quando reparei que no portado que dá entrada para a referida casa (um dos mais bonitos da nossa zona histórica), tinha sido colocada uma porta de alumínio, assim como em todas as janelas. 
Se a antiga porta em ferro já era condenável, a de alumínio é em meu entender duplamente condenável, ou estarei eu enganado nesta assunto? 
De imediato perguntei a mim próprio, se este tipo de afronta à nossa zona histórica, não era coisa do passado?
Que me desculpe quem não concordar comigo, mas não posso deixar de dizer o seguinte: não sou fundamentalista no que diz respeito à nossa zona histórica, mas, recuperar um velha casa e depois colocar num dos mais belos portados quinhentista existentes da nossa zona histórica, uma porta em alumínio, é no mínimo revoltante. 
Claro que se torna necessário dizer o seguinte: Os responsáveis por este e outros episódios do mesmo género, não são aqueles que gastam o que têm e o que não têm para recuperar as suas casas. Os culpados, são aqueles que escolhemos para comandarem os destinos da terra albicastrense, responsáveis que deviam proteger e acarinhar cada uma das velhas ruas, cada uma das velhas casas, cada um dos velhos portados quinhentista, mas, que pouco ou nada fazem nesse sentido.
O ALBICASTRENSE

quarta-feira, julho 01, 2020

NOTAS DA HISTÓRIA DA TERRA ALBICASTRENSE


 DESGRAÇAS NA TERRA ALBICASTRENSE 

Por decreto do Ministério da Guerra e em satisfação da Câmara Municipal de Castelo Branco, foi concedida licença a 17 de Julho de 1835, para serem desmantelados os arcos da muralha da cidade, sendo aproveitada a pedra, resultante destas demolições, para ser aplicada em obras a construir, de manifesta utilidade pública.
Posteriormente, em Março de 1839 foi autorizada a venda em haste pública, de parte da pedra que resultou da demolição de algumas muralhas do Castelo, telha e madeiramentos procedentes da destruição deste património nacional. E assim, se aniquilou, leviana e irresponsavelmente, parte do património castrense da nossa cidade. 

         A ANTIGA VILA DE CASTELO BRANCO, E AS SUAS PORTAS

Porta do Esteval, ainda hoje mal localizada.
Porta do Espírito Santo,  como entrada dos caminhos do Alentejo.
Porta da Vila, que dava entrada para a Rua dos Ferreiros.
Porta do Ouro, em frente da antiga capela de S. Brás.
Porta da Traição, em frente de S. Gens.
Porta de S. Tiago, que dava entrada pela Calçada de Alegria aos visitantes de Cafede e S. Vicente da Beira.
Porta de Santarém, no lado poente dando acesso ao caminho das Sarzedas.
(As entradas pelo “Postiguinho de Valadares” “Porta do Relógio” e “Porta do Postigo” são posteriores).
O ALBICASTRENSE

O PASSADO E O PRESENTE - (III)

CASTELO BRANCO  ATRAVÉS DOS TEMPOS  Terceira publicação da rubrica: “ I magens do passado e do presente da terra albicastrense ” .  A imagem...