domingo, junho 30, 2019

CHAFARIZ DE SÃO MARCOS

EM DEFESA DO CHAFARIZ DE SÃO MARCOS

Em Janeiro coloquei aqui vários postes sobre o lastimável estado em que se encontra o nosso Chafariz de São Marcos. 
Cheguei  inclusivo a ir a uma assembleia publica da nossa autarquia, a protestar contra  a desgraçada situação em que ele se encontra. 
Nessa assembleia o presidente Luís Correia, declarou que existia uma proposta na entidade responsável por este tipo de monumentos, para a sua recuperação, no valor de 16.000 euros. 
Aguardavam pois os nossos responsáveis luz verde, para começarem a sua recuperação. 
Seis meses depois tudo está como dantes (perdão! Pior), pois nestes seis meses o pobre chafariz está com uma das suas paredes a cair, como se pode ver nas imagens captadas por mim, na passada sexta-feira.
Ao presidente Luís Correia este albicastrense afirma que não se irá calar, enquanto não vir o início das obras no local, e que irá estar presente na próxima assembleia pública da nossa autarquia, para reclamar deste parece que está resolvido, mas que na prática não anda nem desanda.

O ALBICASTRENSE

quinta-feira, junho 27, 2019

EFEMÉRIDES MUNICIPAIS – CXXXV


A rubrica Efemérides Municipais foi publicada entre Janeiro de 1936 e Março de 1937, no jornal “A Era Nova”. Transitou para o Jornal “A Beira Baixa” em Abril de 1937, e ali foi publicada até Dezembro de 1940.
A mudança de um para outro jornal deu-se derivada à extinção do primeiro. António Rodrigues Cardoso, “ARC” foi o autor desde belíssimo trabalho de investigação, (Trabalho que lhe deve ter tirado o sono, muitas e muitas vezes).

(Continuação)
Sessão de 19 de Julho de 1808.
Nesta sessão ainda foram nomeados os "avaliadores das Ervagens do Conselho, e do povo que se hão-de arrematar dia de São Tiago" e foi nomeado para depositário dos bens do concelho o capitão José Joaquim Pancas. - Gastava-se que nem manteiga com  este capitão Pancas.
Por fim, já depois de encerrada e assinada a acta, aparece mais o seguinte enxerto, que convém seja lido: "Nesta nomearão a José Jorge, José Mendes e Miguel Gregório para avaliarem as searas que pella cavalaria Inglesa foram consumidas com declaração do que pertence a cada Lavrador desta cidade, e termo a fim de se poder requerer por este arbitramento Judicial a paga das mesmas searas".
As searas tinham desaparecido. Os antigos ingleses não estavam com cerimonias: chegavam, viam as searas, atiravam para lá com os cavalos, que as lavavam pelo cheiro. 
A respeito da paga… vão esperando para ver. Logo no dia seguinte, 20 de Julho, apareceram os avaliadores das ervagens como o resultado da avaliação. 
Avaliaram tudo em 1. 293.000 réis. E vamos lá com Deus.

A parece a seguir uma acta de sessão que se diz realizada em 9 de Agosto, na qual se dá Joaquim Pessoa de Amorim como dispensado das funções do cargo de depositário geral das sisas. Décimas, quintos e novos impostos, e se nomeia internamente para o mesmo cargo António José da Cunha, mas a acta não está assinada e ao lado tem a nota: - “Sem efeito – Touro” Aquilo, por tanto, não valeu nada. 
Adiante.

A sessão seguinte realizou-se em 19 de Setembro.
Aparece primeiro, por provisão de 12 de Agosto, dispensado do cargo de vereador João de Mendanha Valadares (que aparece desta vez mais com o rabo-leva de Souto maior) e nomeado para o substituir Fernando da Costa Cardoso Pacheco.
Depois aparece nomeado Francisco José Magro “almotacé para servir com o atual”. Em seguida vem Joaquim José Mendes Fevereiro prestar juramento de bem servir o seu emprego de “correio assistente” e obrigar seus bens presentes e futuros à garantia que tem de prestar, de 160.000 réis por um lado e de 3.300.000 réis por outro.
Para o tempo, era qualquer coisa.
 (Continua)
PS. Aos leitores dos postes “Efemérides Municipais:
O que acabaram de ler é uma transcrição, do que
 foi publicado na época.
O Albicastrense

sexta-feira, junho 21, 2019

PAINÉIS INFORMATIVOS DA TERRA ALBICASTRENSE - (4)

LÁ VAI UM,
LÁ VÃO DOIS,
LÁ  VÃO  TRÊS,
LÁ  VÃO QUATRO,
CINCO PAINÉIS AO ABANDONO,
UM É UM ACIDENTE, DOIS É UMA DESGRAÇA,
OS OUTROS, UMA CALAMIDADE

Comecei por falar nestes painéis, quando ao passar pelo nosso museu,  reparei no estado em que se encontrava um que lá existe (na  altura, até levantei a hipótese de se tratar de vandalismo). 
Alguns dias depois, ao passar pela Praça Camões, notei que o que ali existe, sofria também ele da mesma doença, coloquei novo poste para alertar os responsáveis da nossa autarquia para esta trágica desgraça dos painéis.
Voltei a falar no assunto, quando reparei que o painel que se encontra frente ao café Beirão, também ele fora atingido pela referida desgraça. Pensava eu que se tratava de uma doença benigna, e que  rapidamente a nossa autarquia iria resolver  o assunto.
Engano meu!  Parece que estamos perante uma epidemia generalizada, pois descobri que o painel que se encontra frente a Junta de Freguesia e um outro que está no nosso Castelo, também padecem da D.C.D.A.E.D.N.Q.S. “doença crónica do abandono e do não quero saber”.

A pergunta não pode deixar de ser feita: 
Então gasta-se uma pipa de massa nos painéis (bem gostos na minha opinião), e depois, permite-se que eles se degradem e fiquem como estão?

Será que os responsáveis pela nossa autarquia estão malucos, ou o maluco sou eu, que ando por aqui a pregar boas intenções!? Responda quem quiser e souber, pois eu estou a ficar meio apanhado dos pirolitos com esta horrível epidemia

O ALBICASTRENSE

terça-feira, junho 18, 2019

DESCUBRA A DIFERENÇA

ONDE ESTÁ ELA!?

A primeira destas duas imagens, terá sido captada no início do século XXa segunda, foi captada por mim recentemente. 
Nestas duas imagens existe um pormenor (importante), que muito provavelmente não iram reparar à primeira vista. 

A pergunta aos visitantes deste blogue é a seguinte:

Desimpeçam a vossa "janela" do conhecimento, e verbalizem lá, o que falta na segunda imagem.

PS. A reabilitação do antigo Logradouro do Museu, poderá permitir que o que falta na segunda imagem, passa eventualmente ser reposto.
Vamos lá responder a esta contenda e apoiar 
o projeto, junto de quem dirige a 
terra albicastrense.
Albicastrense

domingo, junho 16, 2019

REABILITAÇÃO DO LOGRADOURO DO MUSEU FRANCISCO TAVARES PROENÇA JÚNIOR

 VEM SENTAR-TE DEBAIXO 
DAS 
MINHAS FOLHAS
Estive ontem numa iniciativa promovida pela Sociedade dos Amigos do Museu Francisco Tavares Proença Júnior, ação que visa a reabilitação do Logradouro da Fonte do Fauno do Museu, num espaço abandonado ao lado do nosso museu.  
Iniciativa da Sociedade de Amigos, para ser apresentada á Câmara Municipal, o projeto é da autoria do Arq. Pedro Novo. 
Confesso que fiquei entusiasmado com o projeto, não pela sua grandeza (que não tem), mas pela sua simplicidade e bom gosto. Por isso, não posso deixar de apelar aos albicastrenses o seguinte:
Vão ao nosso Museu ver a pequena exposição sobre este projeto, depois, subam ao local onde se propõem construir este Logradouro. 
Se gostarem da ideia, toca a postá-la no vosso facebook, de maneira a que o nosso presidente Luís Correia fique sensibilizado e, dê luz verde a esta notável ideia.   
 
MEUS AMIGOS

 Que tal levantarem o traseiro do sofá, irem visitar a pequena exposição e o local   onde se propõem construir o referido Logradouro!

O ALBICASTRENSE

sábado, junho 15, 2019

DUAS INSCRIÇÕES DA ZONA HISTÓRICA DA TERRA ALBICASTRENSE

PÉROLAS DA TERRA ALBICASTRENSE

Três pérolas que podem ser observadas na nossa zona histórica. A primeira no início da rua dos Ferreiros. A segunda na Praça Camões. A terceira no início da rua de Santa Maria, para quem entra na rua, pelo Largo do Espírito Santo.


Pedido de proteção à imaculada Conceição de 1646, sob o antigo baluarte da Porta da Vila (hoje entrada da rua dos Ferreiros).





Pedido de proteção à imaculada Conceição, de 1646, sob o antigo baluarte da Porta do Espírito Santo (hoje final da rua de Santa Maria).

Pedido de proteção à imaculada Conceição,
 de 1646 , colocado na fachada da antiga biblioteca  (Praça Camões).


Ps. Como os visitantes são importantes neste blogue, aqui estão as três inscrições. 
O Albicastrense

sexta-feira, junho 07, 2019

RUA CONSELHEIRO ALBUQUERQUE

 VERDADE OU  MENTIRA!

Nos últimos dias têm circulado na Internet, alguns postes sobre um possível abate das árvores ou parte delas da rua Conselheiro Albuquerque (rua lateral ao liceu, para quem desce a avenida Nuno Álvares em direção à estação), com o fim de arranjar e alargar o passeio onde estão dez árvores de grande porte.
Um amigo pediu-me que fosse ao local captar algumas imagens e, depois as colocasse aqui para que fosse possível falar sobre este assunto. Como alguns pedidos são ordens para mim, aqui estou eu a postar algumas imagens da referida rua.
Tenho a dizer o seguinte sobre este infeliz assunto: Passo por esta rua dia sim, dia não, confesso que muitas das vezes ao passar por ali, me interroguei sobre o estado miserável do referido passeio. É portante verdade que o dito passeio necessita de ser arranjado, o seu estado (como já disse anteriormente) é simplesmente miserável.
Dito isto, declaro que este hipotético abate das árvores para arranjar o passeio é um autêntico absurdo, pois no meu modesto entender, bastava proibir o estacionamento á dúzia de carros que ali estaciona diariamente, para arranjar e alargar o referido passeio e o problema resolvia-se.
Até me apetece dizer: as árvores estão mal cuidadas, os passarinhos estão em demasia no local, os passeios estão em péssimo estado e quem vai pagar por este deixa andar que um dia tudo se vai arranjar é a terra albicastrense, cada vez mais desfolhada de árvores.
- Será que fazer estrondo nas redes sociais, pode evitar o que se diz sobre o futuro destas árvores? 
- Os albicastrenses não terão uma palavra a dizer sobre este funesto assunto!?
O Albicastrense

terça-feira, junho 04, 2019

ENCICLOPÉDIA ALBICASTRENSE - (40)

ACONTECIMENTOS DO PASSADO
(183 ANOS DEPOIS)
No dia três de Junho de 1836, devido à instabilidade parlamentar e ao crescente descontentamento popular, o qual punha em causa o modelo de regime político, instituído e definido pelas Cortes Constitucionais de 1826, onde foi outorgada a Carta Constitucional, por D. Pedro IV, substituindo a constituição de 1820.
A Guarda Municipal espalhou o terror pela cidade de Castelo Branco, entrando à força em vários domicílios prendendo, sequestrando, injuriando e maltratando todas as pessoas que fossem suspeitas de pertencerem à facão miguelista.
PS. Recolha de dados: Jornal "Reconquista".
O ALBICASTRENSE

O AMOR E A MORTE... NOS ANTIGOS REGISTOS PAROQUIAIS ALBICASTRENSES – (17)

Por Manuel da Silva Castelo Branco XIII - QUANDO A GUERRA BATE À PORTA.  II Parte - A Guerra da Sucessão de Espanha (1704).    Nos seis Ass...