quinta-feira, outubro 29, 2020

CURIOSIDADES TOPONÍMICAS

TOPONÍMIA ALBICASTRENSE

Em 1881 decidiu a nossa autarquia deliberar sobre a toponímia da terra albicastrenses, não para colocar qualquer nova denominação (nova rua), mas apenas para se substituírem alguns letreiros.
A ata da sessão em que tal deliberação foi tomada, regista. “Havendo equívoco na designação do nome d’algumas ruas d’esta cidade quando se lhes puseram os dísticos, deliberou a Câmara que se fizessem as seguintes modificações nos letreiros em harmonia com o nome que as ruas tinham.
O letreiro da rua que se encontra com a designação de = paliteiros emendou-se para Pelliteiros = A rua que se lhe segue com o nome de = postigo = designar-se por = Postiguinho de Valladares = A rua de Santa Maria à Devesa, e que se acha designada com o nome de Postiginho = emendar-se para Postigo = Deliberou mais a Camara que a parte habitada da estrada que conduz do Espirito Santo a Abrantes se lhe substituísse o letreiro de = Travessa do Espirito Santo = pelo de = Rua da Granja”.
                                                           O ALBICASTRENSE

sexta-feira, outubro 23, 2020

REGISTOS PAROQUIAIS QUINHENTISTAS

ALBICASTRENSES DO SÉCULO XVI
Aos 13 dias baptizey costança filha de pero vaz Vasconcelos e de ysabel mansa foram padrinhos joan roiz castello branco e antonio vaz estacio e maria de guois e joana Roiz todos parentes e a guerra parteira.
Domingos tomé
 
Pedro Vaz de Vasconcelos era filho de Manuel de Vasconcelos, Cav. Fid. da C.R. que viveu em C. Branco, onde casou com D. Constança Rodrigues de Castelo Branco, filha do poeta do Cancioneiro Geral João Rodrigues de Castelo Branco. Sucedeu na casa de seu pai e viveu na mesma vila, onde faleceu a 10-8-1610 e jaz enterrado defronte da porta principal da Igreja de S. Maria, tendo casado com D. Isabel Manso, filha de Filipe Vaz Carrasco, escudeiro fidalgo e cavaleiro de guarda de El-Rei e de sua mulher D. Brites Manso.
Foram seus filhos;
- O Padre Manuel de Vasconcelos, nascido em C. Branco em 1575 e falecido a 13-7-1674 em Torres Vedras, formou-se em Cânones na Universidade de Coimbra a 3-7-1604 e foi um dos grandes benfeitores da Misericórdia de C. Branco, a quem deixou a maior parte dos seus bens, como refere entre outros, o Dr. José Lopes Dias em Estudantes da Universidade de Coimbra, naturais de C. Branco;
- António de Vasconcelos que foi batizado a 14-5-1565 na Igreja de S. Maria, frequentou a Universidade de Coimbra e foi escrivão da Misericórdia de C. Branco em 1614 e o testamenteiro do Padre Heitor Borralho de Almeida, vigário de S. Maria, tendo falecido a 6-3- 1610;
- D. Constância Rodrigues, cujo registo de batismo aqui vai exarado e que faleceu moça e solteira a 21-10-1596 e jaz na capela-mor da igreja de S. Maria; Filipe Vaz de Vasconcelos (ou Carrasco), que foi batizado a 15-11-1567 na igreja de S. Maria, bacharelando-se em Cânones na Universidade de Coimbra a 13-7-1567 e foi mestre-escola da Sé de Portalegre; - Joana Manso e D. Maria de Vasconcelos, que faleceram.
- António Vaz Estaço era filho de Simão Vaz Frazão, que foi almoxarife e Juiz dos Direitos Reais de C. Branco, a quem foi dada carta de brazão com armas dos Frazões e de sua mulher D. Violante Estaço.
Viveu em C. Branco, onde exerceu o cargo de almoxarife e casou com D, Ana Frazão de que descendem entre outros, os Frazões do Sabugal e os barões de Ruivos.
Recolha de dados:
 “Registos Paroquiais Quinhentistas de Castelo Branco”. 
Da autoria de Manuel da Silva Castelo Branco.
O ALBICASTRENSE

terça-feira, outubro 20, 2020

ZONA HISTÓRICA DA TERRA ALBICASTRENSE

A BRIGADA DOS MALUCOS

“NA DEFESA DAS RUÍNAS DA RUA MOUZINHO MAGRO” 

Ao captar hoje na rua Mouzinho Magro, as imagens que dão brilho a esta pobre publicação, fui de abordado por um elemento da Brigada dos Malucos (a Rosa Amorosa), que de mansinho me intimidou com a seguinte questão.

-Vossemecê veja lá o que vai escrever, nós não queremos que nos tirem estas maravilhosas ruínas, elas são património riquíssimo da nossa zona histórica. Só ontem estiveram cá um montão de gente a visita-las.
-Um montão de gente a ver estas ruínas?
-Vossemecê nem imagina! Eles ficam com os olhos em bico perante este espectacular pecúlio arqueológico.
Eu nem sequer queria acreditar no que estava a ouvir, quando o Ti Manel Gago  se juntou a nós e me apontou o dedo e vociferando.
-És… és.. tas ru…ru…iinas são, são no…no…ssas. Nós… nós… partimos as trombas a quem vi…vi…  er… cá.. ca… man... man... da-las abaixo.
-Tenha calma amigo, ninguém vai derrubar as vossas preciosidades.
Ainda ele não tinha acabado de falar, já o “Alberto Faísca” que parecia estar eletrificado, me notificou.
-Nós estamos dispostos a tudo e mais alguma coisa. Se vieram cá derrubar estas nossas preciosidades, nos matamos, esfolamos e pomos as tripas dos maganos ao sol.
-Mas que raio têm estas ruínas de tão importante?
-Olha, esta é burro que nem um calhão! Nesta casa nasceu, viveu e morreu um grande albicastrense, se calhar o maior de todos!
Perante o meu desconhecimento e até ignorância, resolvi tirar nabos do púcaro e atrevi-me a perguntar de quem estavam eles a falar.
-Desculpem a minha ignorância, mas de quem estão vocês a falar?
-Estamos a falar de D. Zé Pinguinhas (respondeu o Faísca). 
Perante o meu espanto, implorei aos meus velhos neurónios para me dizerem algo sobre o homem, contudo nada de nada brotou deles. Por isso, resolvi mostrar a minha ignorância perguntando aos presentes.
-Quem foi D. Zé Pinguinhas?
-Este gajo é mesmo calhão! Anda a armar-se em chico inteligente e não sabe quem foi o ilustríssimo e muito benemérito D. Zé Pinguinhas (respondeu a Rosa Formosa). Acrescentado de seguida; Ele descendia da ilustre família Pinguinhas, família antiquíssima e muito distinta da nossa terra.
-Alto lá! (vociferou o Faísca), este gajo pode ser um espião mandatado por alguém! Será que podemos confiar nele?
-Tem calma Faísca, ele pode ajudar-nos na nossa luta pela preservação destas ruínas, objetou o “Alberto Meias Solas”, (sapateiro com loja aberta perto das ruínas). D. Zé Pinguinhas dedicou sua vida a causas fidalgas, não havia tasca ou mulher na terra albicastrense, que não tivesse por ele um carinho do tamanho dum copo de três.
-Querem dizer que ele dedicou a sua vida ao sector vitivinícola?
-Ao quê !?
-Ao sector dos vinhos e afins.
-Ó… Ó… lha, estás a go… go…go…zar connosco, ou…ou… és parvo? (replicou o Manel Gago)
-Por amor de Deus, eu estou apenas a tentar saber quem foi D. Zé Pinguinhas.
A coisa parecia estar a descambar, por isso, resolvi fazer-me de parvo (o que não é muito difícil) e avancei com nova pergunta.
-Além de encostar a barriguinha aos balcões das tascas, o vosso D. Zé Pinguinhas fazia o quê na vida, para que vocês queiram perpetuar as ruinas da casa onde ele nasceu, viveu e morreu?
-Vossemecê é parvo ou só fala com eles (berrou a Rosa Amorosa). Ele teve uma vida muito trabalhosa, de manhã visitava as tascas da nossa zona histórica, de tarde, visitava as que ficavam fora das muralhas, à noite… festejava com os amigalhaços os mimos do dia. Dizem, que eles chagavam a despejar dois garrafões do bom tintol da Tasca do Carvoeiro por noite. Se calhar vossemecê ainda queria que o homem labutasse mais (indagou a Maria Borralho, que se tinha juntado à molhada?
-O homem era mesmo danado (respondi eu). Estou mil por cento convencido da justeza das vossa pretensões, por isso, vou divulga-las, apoia-las e fazer delas minhas, se vocês concordarem.  
-Apoiado! (berrou o Alberto Meias-Solas). Até lhe digo mais… se nos fizer esse frete, eu ponho-lhe meias-solas nas botas e nos sapados de borla.
-Olha este! Ao Chico Abelhudo oferece meias-solas de borla, a mim impõe carinhos  e beijinhos pelo trabalho (roncou a  Maria Borralho).
-Veja lá o que vai escriturar, nós vamos estar por aqui,  fazemos-lhe a cama se incentivar a maralha da nossa autarquia a mandar abaixo as nossas ruínas (apregoou o Alberto Faísca, que parecia estar em curto- circuito)
Perante a acalmia instalada, meti a viola no saco e dei o fora antes que aparecesse algum maluco a pedir a minha cabeça.

AGORA FALANDO SEM ESTAR A MANGAR COM A TRISTEZA INSTALADA.
Palavra que não compreende que quem dirige a terra albicastrense ande constantemente a gabar-se por obras feitas, e depois, pouco ou nada faça para resolver situações como a que a imagem mostra
O Albicastrense

sábado, outubro 17, 2020

TOPONÍMIA ALBICASTRENSE

 Se perguntarmos a um qualquer albicastrense onde fica a rua Reis dos Mares (rua centenária na terra albicastrense), estou inteiramente convencido que poucos saberão. Tentei saber um pouco deste topónimo, todavia, pouco ou quase nada descobri.

- Sei que em 1950, quando das alterações toponímicas na nossa terra (altura em foi criada a Travessa do Montinho), a rua Rei dos Mares já aparece no jornal “Beira Baixa”, como a rua de onde partia a nova Travessa do Montinho.
- Sei que existem por todo o país, muitas outras ruas com o nome de Rei dos Mares, porém, nada de nada encontrei sobre o porquê deste topónimo. 
- Será que este nome tem a ver com os nossos navegadores?
- Ou será, ou o nome é uma homenagem ao Deus mitológico Poseidon, também conhecido como  Neptuno para os romanos, que o consideravam o grande Rei dos Mares?

PS. Se alguém quiser acrescentar algo às poucas certezas e muitas
 dúvidas que tenho, está à vontade para o fazer.
                                                        O Albicastrense

sexta-feira, outubro 16, 2020

TRISTEZAS DO MEU BAIRRO


O ser “humano” é por vezes surpreendente, tão parvamente surpreendente que ainda me consegue assombrar. As imagens mostram-nos a estupidez de alguém, que não querendo andar mais cem metros para colocar o seu lixo no contentor mais próximo, resolveu deixar os seus sacos do lixo num local onde até então tinha estado um contentor. A história  pode ser contada em poucas palavras: Neste local morava um contentor, como ele ficava perto da casa que podemos ver numa das imagens, calculo que o tenham desviado para onde está atualmente (local onde não existe casa), por causa de possíveis cheiros (o que alias me parece justo), se foi esse o motivo. Uma qualquer “pessoa” discordando da mudança do contentor e não querendo andar mais cem metros para colocar o lixo resolveu deixar o lixo no local onde anteriormente estava o contentor. Como vou eu terminar esta publicação? Insultando o protagonista deste ato indigno de um qualquer ser humano, ou dizer ao “senhor” para ter juízo?
Fica para quem ler esta publicação a decisão de a terminar,
 pois eu desejava nunca tê-la escrito.
O ALBICASTRENSE

quarta-feira, outubro 14, 2020

AMIGOS DA CASA DE ANTÓNIO SALVADO

UMA JUSTA HOMENAGEM 

Realizou-se no primeiro dia deste mês na Usalbi, uma reunião de amigos de António Salvado. A reunião teve como objetivo, a  aprovação dos estatutos da futura AssociaçãoAmigos da Casa de António Salvado”.

Esta reunião contou com a presença do poeta e teve a participação de 24 pessoas. Gente que aprovou os futuros estatutos da referida Associação. Ela terá a sua Sede na Rua D’Ega, casa onde o poeta nasceu e cresceu. 

A casa foi oferecida pelo nosso poeta à autarquia albicastrense, que a vai recuperar de modo a instalar lá a referida Associação.
Espera-se agora, que em 2021 as portas da associação possam estar abertas ao público. 

Resta acrescentar, que a abertura da Associação “Amigos da Casa de António Salvado” é uma justíssima homenagem a um homem a quem a terra albicastrense muito deve.   







                          

                                                   ESPERANÇA
Tu és de sempre como o tempo,
tu és de longe como o espaço!
Súplica de cada momento,
falas   ---   se o ânimo, quebrado,
nos enregela o pensamento!
 
Reapareces na tristeza
de uns alhos baços, perseguidos,
e  és bem mais alta que a beleza!
Âncora, os teus ganchos são vivos
gumes de sol e de certeza!
 
Deixa-me, ó luz, acreditar
que um dia não serás precisa!
Que foste apenas a passagem
para a real e definida
forma de que és agora imagem!
 
                                  António Salvado
                                            O ALBICASTRENSE

domingo, outubro 11, 2020

UM ESPÍRITO NA RUA DOS FERREIROS

UM ESPÍRITO DO PASSADO 
DEAMBULANDO PELA NOSSA ZONA HISTÓRICA

Percorri ontem as ruas de S. Maria e Ferreiros para recordar tempos em que por ali podíamos contemplar vida. Tempos em que nestas ruas não habitava um deserto de vida, mas antes, um oceano de existência e de sorrisos de crianças.
Após ter percorrido as ruas, sentei-me no escalão de uma casa da rua dos Ferreiros, quando inesperadamente ouço uma voz.
- Os malandros estão-se borrifando, para isto tudo.
Percebi rapidamente que alguém estava muitíssimo zangado com a situação da nossa zona histórica. Olhei, e vi um velhote com cara de poucos amigos ao qual perguntei.
- Quem é que se está borrifando para isto tudo?
- Vossemecê sabe muito bem quem eles são?
Perante esta resposta embaraçosa, resolvi fazer-me de pateta e perguntar.
- Está a falar do Presidente?
- Do Presidente e dos outros.
 A conversa parecia agora prometedora, por isso, deitei lenha prá fogueira na tentativa de saber quem eram os outros.
- Por que razão, se está borrifando o Marcelo para isto tudo, e quem são os outros todos?
- Vossemecê está a gozar comigo?
- Deus me livre de estar a gozar consigo, pois tenho muito respeito pelos mais velhos.
A conversa prometia, pois eu ao fazer-me de parvo para lhe sacar os nomes dos malandros que se estavam “borrifando para isto tudo”, estava a irrita-lo.
- O meu amigo disse que era o presidente e os outros todos.
- Pois disse, mas não disse que era o Marcelo.
Perante esta conversação que parecia não levar a lado nenhum, resolvi perguntando-lhe os nomes que eu queria que ele dissesse, mas que ele não queria dizer.
- Se não é o Marcelo, então é o presidente da nossa autarquia, e os outros, são a restante vereação.
- Olha! Afinal vossemecê sabe quem eles são.
A situação estava bem difícil, pois tinha sido apanhado na minha própria ratoeira, por isso, resolvi ser mais perspicaz.
- Você parece ter cagaço, em dar nome aos malandros de que fala.
- Eu sou uma alma tranquila e de boa paz, por isso, prefiro que o meu amigo os diga.
O velhote começava a ficar demasiado calmo par o meu gosto, por isso, resolvi atiça-lo um pouco.
- O meu amigo fala e volta a falar, mas diz praticamente nada.
- Agora está a chamar-me empata qualquer coisa?
A coisa não andava nem desandava, por isso, resolvi continuar a dar-lhe música para ver se homem se descosia.
- O meu amigo desculpe, mas eu nunca tive intenção de lhe chamar o que quer que fosse, mas você chispa-se aos nomes.
- Está enganado! Eu chispe-me é a atrevidos que sabendo que eu sei que eles sabem, fingem não saber de nada.
Como ele não dizia os nomes e como eu não consegui que ele os dissesse, resolvi acabar com esta conversa desconsolada e arrematar a questão final:
- Eu tenho estado a magicar para comigo próprio que o conheço de algum lado, contudo, não consigo recordar-me quem vossemecê é.
- Sou alguém que aqui nasceu, que aqui viveu, que aqui casou, que aqui viu os filhos nascer e crescer, que viu os casar e ter filhos e que aqui morreu.
- Morreu!
- Sim, sou um albicastrense do passado, albicastrense cujo o espírito regressa a um sítio onde foi feliz, a um local despedaçado pelos albicastrenses do presente, a um lugar onde os albicastrenses do futuro não irão encontrar memórias do passado.
Perante a minha estupefação, segui o seu caminho sem olhar uma única vez para trás. Quem demónio seria o homem? Uma alma retornada do passado com saudades do local onde foi feliz, ou eu fechei os olhos, dormitei e tudo isto foi um sonho?
(Crónicas da nossa Zona Histórica).
O ALBICASTRENSE

sexta-feira, outubro 09, 2020

LARGO DO ESPÍRITO SANTO

BURRICES NA TERRA ALBICASTRENSE QUE NOS ENVERGONHAM A TODOS.

😝      😞     😠     😢  

A Casa verde foi comprada pela nossa autarquia em 2016/17 para ser recuperada. As grades foram lá colocadas nessa altura. Mais de três anos depois, elas continuam lá impedindo a passagem a quem por ali passa. 
Quem quiser que comente esta burrice, eu já não tenho palavras para tanta estupidez.
O Albicastrense

terça-feira, outubro 06, 2020

ANTIGA PISCINA DE CASTELO BRANCO

  VERGONHOSO!!! 
😝 😞 😠 😢 

DESTA VEZ NEM VOU COMENTAR A TRISTEZA QUE É, VER ESTE  LOCAL ASSIM. PREFIRO QUE CADA UM DIGA DE SUA JUSTIÇA.


O ALBICASTRENSE 

domingo, outubro 04, 2020

CURIOSIDADES TOPONÍMICAS DA TERRA ALBICASTRENSE

TOPONÍMIA ALBICASTRENSE

                                                       
Em 1950 os responsáveis pela autarquia de terra albicastrense, resolveram fazer uma autêntica revolução na toponímia da cidade. 
Vai daí, alteraram nomes de ruas, recuperam nomes de ruas que tinham sido removidos durante a implantação da república e colocaram novos nomes em muitas das ruas (assim que puder, irei aqui contar como tudo se passou e as alterações que houve).
Hoje irei apenas divulgar o caso de um largo da terra albicastrense. Largo que durante muitos e muitos anos teve nome de santo, mas cujo o  nome foi usurpado, para o baptizarem de jardim; “José Bento da Costa Albuquerque”.
Desconfio que a mudança tenha acontecido para homenagear alguém ligado à implantação da república em Portugal. Em 1950 em virtude da tal revolução toponímica feita em Castelo Branco, o largo recuperou o nome que tinha anteriormente e voltou designar-se de largo de; (São...). 
Tentei saber quem foi Bento José da Costa Albuquerque, todavia nada descobri sobre este homem. 
A pergunta que aqui deixo para quem quiser responder não é sobre o homem, mas antes, sobre um largo que passou a jardim e o jardim que passou  a largo novamente

Qual o largo que tinha um nome bastante conhecido e
respeitado na terra albicastrense, mas que no início do século XX, 
passou a designar-se de Jardim; Bento José da Costa Albuquerque.
 Mas que em 1950, voltou  ao nome que tinha anteriormente. 

Não prometo um almoço nem um jantar a quem acertar, mas, sempre posso oferecer um cafezito a quem acertar, desde que essa pessoa ao passar por mim na cidade, me recorde o prémio conseguido. A resposta certa só será dada daqui a dois ou três dias, para que todos possam responder. 
                                                                 O ALBICASTRENSE       

sexta-feira, outubro 02, 2020

TRISTEZAS DA NOSSA ZONA HISTÓRICA

UM PORTADO BARBARAMENTE MAL TRATADO

Muitas e muitas vezes comentei neste blogue, a tristeza que é andar pelas ruas da nossa zona histórica e vermos o que ao longo dos tempos “fizemos” aos nossos portados quinhentistas. O portado que dá luz a esta publicação, mora numa velha casa da rua do Muro. Como é possível ver-se na imagem, o portado foi pintado à  muitos anos e está como a imagem o documenta.  Estou convicto que nos dias de hoje talvez não fosse possível tal barbaridade, contudo, não ponho a mão no cepo por esta minha convicção, pois se o fizesse talvez ficasse sem ela. 

A casa está ao abandono e em mau estado (uma entre muitas), por isso, lanço um apelo para que quando esta casa for recuperada, os responsáveis pela nossa zona histórica OLHEM para o símbolo que ela ostenta, e não deixem que voltem a pintar o portado. Confesso que ver este tipo de barbaridades fico fulo e ao mesmo tempo motivado, para lutar contra este tipo de barbaridades.

O ALBICASTRENSE

O PASSADO E O PRESENTE - (III)

CASTELO BRANCO  ATRAVÉS DOS TEMPOS  Terceira publicação da rubrica: “ I magens do passado e do presente da terra albicastrense ” .  A imagem...