terça-feira, novembro 24, 2020

CHAMINÉ DA ANTIGA FABRICA DA CORTIÇA

LUTAR PELA TERRA ALBICASTRENSE
 
Começaram hoje as obras de recuperação da nossa "Lindinha", com a retirada do ninho das cegonhas da chaminé, como aliás se pode ver nas imagens captados por mim no local.

Perante tal, este albicastrense agradece a SONAE o cumprimento da palavra quanto á sua recuperação e ao mesmo tempo, dizer bem-haja a todos aqueles que durante toda esta luta contribuíram através dos seus facebooks, para a recuperação da nossa "Lindinha".


O QUE NÃO PODE SER ESQUECIDO:

Podem até afirmar que nada ligam às redes sociais, podem até impingir que não têm facebook, todavia, este velho albicastrense não tem dúvidas em afirmar, que esta luta só foi ganha graças a todos aqueles que durante muito tempo não deixaram cair a nossa "Lindinha".                                   
O ALBICASTRENSE

sábado, novembro 21, 2020

TOPONÍMIA ALBICASTRENSE

A palavra toponímia é derivada dos termos gregos  (tópos), lugar, e (ónoma), nome, (o nome de um lugar). Toponímia significa o estudo histórico e linguístico da origem dos lugares. A toponímia está intimamente relacionada aos valores culturais das populações, refletindo e perpetuando a importância histórica de factos, pessoas, costumes, eventos e lugares, que ficarão na nossa memória coletiva, como motivo de orgulho para sempre. 

Na Lei vigente, compete às Câmaras Municipais a denominação das Avenidas, Ruas, Praças, Travessas, Becos e Largos, assim como a numeração dos seus edifícios. Situada na zona do castelo, a rua têm o seu início perto da torre do relógio, terminando a mesma na rua Mouzinho Magro, esta rua era antes conhecida, por rua dos “Curraes” (1).  
QUEM FOI O TENENTE VALADIM? 
Eduardo António Prieto Valadim, nasceu em Lisboa a 13 de Julho de 1856, em 1884 foi como militar servir Portugal, para a antiga província ultramarina de Moçambique, tendo participado em várias batalhas no sertão Moçambicano.
O seu nome ficaria para a história pelo facto de ser incumbido de comandar uma expedição a vários régulos e, a despeito do êxito alcançado junto de alguns, foi friamente decapitado pelo ”régulo Mataca", em Janeiro de 1890. Resta acrescentar que depois de “cabeça cortada” justiça na terra, hoje praticamente todas as nossas cidades têm uma rua com o nome de Tenente Valadim, não sabendo porém os habitantes, quem foi Tenente Valadim.
Nota:  Régulo Mataca, dominava enormes áreas do sertão Moçambicano, e foi sempre um feroz inimigo de Portugal, diversas expedições foram organizadas para o combater – "pacificar, era o eufemismo usado na altura”, em finais do século XIX e princípio do seguinte.

(1)       -  Currais - (origem controversa)
Área descoberta cercada ou recinto coberto fechado onde se 
recolhe o gado.
O Albicastrense

quarta-feira, novembro 18, 2020

APONTAMENTOS HISTÓRICOS SOBRE CASTELO BRANCO

 RECORDAR O PASSADO
 DA
  TERRA ALBICASTRENSE NO PASSADO

Em 10 de Março de 1240 foi a vila de Castelo Branco visitada pelo Rei D. Sancho II, que nela ordenou o povoamento do território de Idanha -a-Velha.
O Mestre da Ordem do Templo D. João Escrito fez em 1245, no Porto uma concordata com o Bispo da Guarda para a cedência de um lugar apropriado, em Castelo Branco, para a construção de uma casa de habitação para aquele prelado e sua comitiva e de um celeiro onde ele pudesse arrecadar os produtos das suas rendas.
O ALBICASTRENSE

segunda-feira, novembro 16, 2020

IMAGENS DO ANTIGO HOTEL DE TURISMO DA TERRA ALBICASTRENSE.

 HOTEL QUE ENGRANDECEU TERRA ALBICASTRENSE.





PÉROLAS DO PASSADO DA TERRA ALBICASTRENSE

(Hotel derrubado na década de 70 do passado século).

O ALBICASTRENSE

sábado, novembro 14, 2020

PORTADOS QUINHENTISTAS DA NOSSA ZONA HISTÓRICA

OS MAIS BELOS PORTADOS QUINHENTISTAS
 DA 
NOSSA ZONA HISTÓRICA



 Se tivesse que escolher os mais belos Portados Quinhentistas do nossa zona histórica, este seria com certeza um deles.

               O ALBICASTRENSE

sexta-feira, novembro 13, 2020

TOPONÍMIA ALBICASTRENSE


Esta é uma rua que poucos albicastrenses saberão onde fica, porém, nem por isso menos importante que qualquer outra rua da terra albicastrense. 
Ela fica situada na encosta que sobe ao castelo, encosta que dá acesso ao largo Fernão Sanches,  que entra na rua do Sobreiro, seguido-se a rua do Mercado, que depois nos transporta ao nosso castelo.
Da fonte que dá denominação a esta rua, diz Manuel Tavares dos Santos no seu livro; “Castelo Branco na História e na Arte” editado em 1958, o seguinte:
 A Fonte do Tostão é um Poço circular situado na serra da Cardosa, nas proximidades do local onde existe a Capela de S. Gens. A água deste poço era apreciada como uma das melhores de Castelo Branco”.
ALBICASTRENSE

quarta-feira, novembro 11, 2020

IMAGENS DA ANTIGA DEVESA DA TERRA ALBICASTRENSE.


                                                    

    A TERRA 
     ALBICASTRENSE

IMAGENS

DA

DEVESA DO PASSADO 

   O ALBICASTRENSE

segunda-feira, novembro 09, 2020

APONTAMENTOS HISTÓRICOS SOBRE CASTELO BRANCO

PROCISSÃO DO CORPO DE DEUS
 NA TERRA ALBICASTRENSE (SÉCULO XVII).

A entrada do exército inimigo em Castelo Branco, implantando a dor e a tristeza na sua população, realizou-se no dia do Corpo de Deus, precisamente na data em que ela saia organizar uma faustosa e brilhante procissão espaventosa e pitorescas folias.
Para se avaliar a importância e brilho dessas festas, aqui se transcreve um curioso programa elaborado pela Câmara de Castelo Branco. Rol dos juízes de ofício que ande dar danças e insígnias e tudo o mais necessário para a procissão do Corpo de Deus ano de 1680.
“Francisco Esteves, juiz dos pastores, dará uma dança de paus de seis homens que é a da Lousa. Os cabreiros darão outra dança”.
Manuel Francisco, juiz dos hortelões, um carro armado de flores e frutas”.
Simão Fernandes, juiz dos alfaiates, a Serpe bem vestida com quatro homens de guarda com suas chuças e sairá na véspera do dia e correrá a Vila”.
Francisco Marques, juiz dos cardadores e tosadores dará S. Gens em sua charola acompanhado de duas tochas adiante e uma dança”.
António Pires, juiz dos sombreiros dará uma dança mourisca com sua insígnia adiante que lavará um sombreiro”.
Tomás Rodrigues, juiz dos ferreiros, dará quatro diabos e sua insígnia”.
Paulo Rodrigues, juiz dos tecelões e tecedeiras, dará Santo Estêvão em sua charola e uma dança adiante com seu folião e a dança será de seis moças”.
Carlos Ribeiro, juiz dos carpinteiros, dará S. José em sua charola e duas tochas e uma dança”.
Manuel Gomes, genro de João Bonito, juiz dos sapateiros dará S. Crispim em sua charola com duas tochas e uma dança adiante e três moças com violas e castanhetas”.
André Francisco, juiz dos moleiros desta vila e termo dará Santo António em sua charola e duas tochas e uma dança de seis homens ou moças com seu folião”.
Mateus Travasses, juiz dos almocreves, dará Santo Amaro em sua charola com quatro tochas e seu guião e uma dança”.
Domingos Fernandes Grilo, juiz dos barbeiros, dará o Rei David com ceptro e coroa muito bem vestido e dois pajens que o acompanhem”.
António Martins Calrão, juiz dos cadeireiros, dará um guião com descantes de três violas de bons tangedores”.
 “Lucas Fernandes, juiz dos ferradores, dará S. Jorge em seu cavalo com dois estribeiros de cada lado à turquesca. 
Francisco Travassos, juiz dos estalajadeiros, dará oito homens de alabardas em corpo com couras, ou vestidos de armas brancas com tambor adiante de S. Jorge e um pífano.
Bartolomeu Rodrigues, juiz dos espingardeiros e serralheiros dará um homem com insígnia se alferes, com a sua banda, que irá a cavalo diante dos soldados de S. Jorge, por pajem da lança. 
Marcos Fernandes, juiz dos oleiros, dará um rei mouro com coroa e ceptro, com quatro mouros a seu lado com seus alfanges, que irão a traz de S. Jorge. “Manuel Sanches, juiz dos pedreiros, dará um estandarte ou bandeira de guerra e um tambor que irá adiante dos soldados de S. Jorge.
Gaspar da Fonseca, juiz dos cereeiros dará oito tochas para acompanhar o Santíssimo.
“Os mercadores cada um dará uma tocha que eles levarão ou mandarão ter na procissão.
Catarina Martins Ferreira, juíza das padeiras, dará duas pelas e um dança de seis mulheres com pandeiros e castanhetas com seu folião.
“Os boticários cada um levara sua tocha entre os mercadores. 
Manuel Martins Galeguinhos, juiz dos maquilões dará uma dança pastoril (Designavam-se maquilões os homens que transportavam os cereais para os moinhos e a farinha para a casa dos clientes dos moleiros).
 “O alferes de S. Marcos irá com seu guião.
 “Baltazar Gonçalves, juiz dos mulateiros e burriqueiros dará uma dança mourisca de oito homens.
“Os obrigados e magarefes dos açougues levarão, uma hora antes da procissão sair, um touro amarrado à corda pelas ruas por onde for a procissão, com homens que levem suas aguilhadas para tagerem o touro e, na corda a que for amarrada, irão pegando nas pontas uns a traz e outros adiante do boi”.
A festa principiava na véspera, em que os juízes de ofício tinham de ir à Câmara mostrar as suas danças e folias, sendo multado ou preso aquele que não cumprisse.
Nesse dia eram permitidas todas as folganças e turânicas sendo os diabos (pobres aprendizes de ferreiro pintados de preto e de vermelho) apedrejados pelos gaiatos entre chufas a risotas.
Porém, no dia da procissão, não eram permitidos os motejos da véspera e o cortejo fazia-se com a circunspeção das autoridades e a compostura de todas os figurantes, sob a vigilância atenta dos meirinhos e beleguins.
 Ps. O texto é da autoria de Manuel Tavares dos Santos está escrito tal como foi publicado pelo seu autor, no jornal Beira Baixa em 1951
O ALBICASTRENSE

sábado, novembro 07, 2020

APONTAMENTOS HISTÓRICOS SOBRE CASTELO BRANCO

AMOR E MORTE EM CASTELO BRANCO NO SÉCULO XVI

No século XVI o castelo foi teatro da seguinte tragédia: D Fernando de Meneses, Comendador da Ordem de Cristo e Alcaide-Mor de Castelo Branco, combinou com Manuel de Fonseca Coutinho, Alcaide-Mor de Idanha-a-Nova, contrair matrimonia cada um deles com a irmã do outro. Surgiram, porem, entre ambos, graves desavenças que obstaram aos casamentos.

Desvairado pelo ódio, Manuel de Fonseca Coutinho entrou clandestinamente no castelo pela Porta da Traição e matou D. Fernando de Meneses e os seus criados Bernardo da Silva e Manuel de Matos. Para o julgamento do crime deslocou-se de Lisboa a Castelo Branco uma alçada de desembargadores com cinquenta homens de guarda. 
O réu foi condenado a ser degolado em efígie por se achar ausente, nas custas do processo e a indemnizar os herdeiros de D. Ferrando de Meneses com dez mil cruzados a cada uma das famílias dos dois criados com quatro mil cruzados.
Decorrido algum tempo, Manuel de Meneses Coutinho foi indultado pelo Rei D. João IV com a restituição das suas honrarias mas proibido de residir em Castelo Branco e em sete léguas em redor. Fixou residência em Oledo onde possuía avultados bens.
Porfírio da Silva atribuiu a este episódio a origem do nome da Porta da Traição, que já existia anteriormente como em muitos outros castelos. Era por essa porta de comunicação com uma galeria subterrânea, que os defensores da fortaleza podiam sair para os campos, nas ocasiões de assédio, quando reconheciam a impossibilidade de defesa.
O ALBICASTRENSE

quinta-feira, novembro 05, 2020

APONTAMENTOS HISTÓRICOS SOBRE CASTELO BRANCO

A TERRA ALBICASTRENSE NO PASSADO

Em 1385, achando-se o Infante D. Dinis, filho de D. Pedro I e de D. Inês de Castro, em Covilhã onde havia entrado com tropas castelhanas instituindo-se Rei de Portugal, foi-lhe enviado de Castelo Branco, pelo Condestável D. Nuno Alvares Pereira, a seguinte carta:

“Nuno Álvares Pereira, Conde de Barcelos, de Ourem e de Arraiolos Condestável  por meu Senhor El-Rei de Portugal e seu Mordomo-Mor, me encomendo em vossa graça e mercê: Eu vos faço saber que a mim me e dito que vão sois vindo com muitas gentes ao reino de meu Senhor El-Rei e fazeis nele guerra, mal e dano: e ainda o pior é por onde vides vos chamais Rei de Portugal do que muito me maravilho e pareceu-me que se, do vosso conselho só, tal nome tomaste, que o devereis melhor de cuidar e se vo-lo outrem aconselhou entendo que vos não aconselhou verdadeiramente porque para homem do vosso estado é coisa feia e vergonhosa: e porem eu sentindo muito estas coisas que são contra o serviço do meu Senhor El-Rei sou vindo a esta terra para vo-las contrariar com a ajuda de Deus e hoje, dia da leitura desta carta, cheguei aqui a Castelo Branco e enviovo-la a dizer para serdes disso certo e rogo-vos e peço-vos que não hajas por nojo um pouco vos deter porque Deus querendo eu serei convosco daqui a três dias pouco mais ou menos”.
O ALBICASTRENSE

terça-feira, novembro 03, 2020

CURIOSIDADES TOPONÍMICAS

A NOSSA DEVESA

         “A HISTÓRIA TOPONÍMICA DE UM LUGAR

Na historia da toponímia da terra albicastrense, temos ruas, praças ou lugares que mudaram de nome várias vezes ao longo dos tempos, a Devesa é um desses casos.
A “DEVEZA” como na altura se escrevia, consta em atas camarárias da autarquia albicastrense pelo menos desde 1655; “a Devesa ia nesses tempos, desde a atual rua Tenente Valadim até ao lugar a que hoje designamos por Cansado“.
Em 1862 o Vereador Castro de Refoios propôs à restante vereação, que o terreno desde o paredão do passeio da Devesa para o lado do quartel de Cavalaria se chame "Praça d’ EL Rei o Sr. D. Luís"
O nome terá sobrevivido cerca de meio século, uma vez que a meio do século XX a Praça foi remodelada e passou a ser designado por, "Campo da Pátria".
Contudo, quer o primeiro quer segundo nome, nunca foram muito do agrado dos albicastrenses, pois a grande maioria dos albicastrenses continuava a chamar ao local;
Devesa.
Posso até dar um exemplo: o meu pai fazia cadeiras para vender no mercado semanal da Devesa, todas as segundas feiras, lá vinha eu a minha mãe o meu pai com uma dúzia de cadeiras nos braços, desde a rua do padre Américo “Cansado” até à Devesa vender cadeiras.
Já neste século depois da remodelação, foram colocadas no local duas placas pela nossa autarquia com a designação de Devesa. Quanto à denominação “Docas”, que me desculpe quem a designar por esse nome mas tal designação não faz qualquer sentido, na minha modesta opinião é uma besteira trocar um nome secular,  por um nome que nada diz ao local.
O ALBICASTRENSE

domingo, novembro 01, 2020

CURIOSIDADES TOPONÍMICAS

 TOPONÍMIA ALBICASTRENSE

No ano de 1862 foram atribuídos nomes a três ruas e um largo já existentes na terra albicastrense, algum deles por proposta do Vereador Castro de Refoios. Logo em  Janeiro a Câmara deliberou:

Que a rua que vai da devesa em direção a S. Marcos se dominasse, Rua Formosa e que no cunhal da casa do Sr. Dr. Agostinho Fevereiro se escrevesse o nome da rua (esta tem agora o nome de João de Deus).
 E na sessão imediata o mesmo vereador propôs que o terreno desde o paredão do passeio da devesa para o lado do quartel de Cavalaria se chame Praça d’ EL Rei o Sr. D. Luís.
Foi aprovada ficando o mesmo Sr. encarregado de mandar colocar a sua inscrição e a da rua formosa onde julgue conveniente. Esta praça, mais conhecida por a Devesa, tem agora o nome de Campo da Pátria (voltou a ter o nome de Devesa). 
Da ata da sessão de 1 de Março seguinte consta que, entre outras, foi aprovado a proposta seguinte: “Que a rua onde moram João dos Santos Caio, José Nunes das Bouças defronte da casa da assembleia se domine, Rua das Flores”.
Esta rua tem hoje o nome de Presidente Sidónio Pais e a associação denominada Assembleia estava instalada em casa na esquina com a rua do Pina, pertencente a família Ordaz Caldeira de Valadares e onde foi construída a Agencia do Banco de Portugal.
O ALBICASTRENSE

MEMÓRIAS DA TERRA ALBICASTRENSE

Recuperar e pintar antigas imagens da terra albicastrense, dá-me uma enorme satisfação.  Quando “apanho” uma antiga imagem da terra albicast...