sexta-feira, setembro 29, 2017

EFEMÉRIDES MUNICIPAIS – CXXII

A rubrica Efemérides Municipais foi publicada entre Janeiro de 1936 e Março de 1937, no jornal “A Era Nova”. Transitou para o Jornal “A Beira Baixa” em Abril de 1937, e ali foi publicada até Dezembro de 1940.
A mudança de um para outro jornal deu-se derivada à extinção do primeiro. António Rodrigues Cardoso, “ARC” foi o autor desde belíssimo trabalho de investigação, (Trabalho que lhe deve ter tirado o sono, muitas e muitas vezes).

(Continuação)
Vem agora a sessão de 8 de Fevereiro de 1807.
A ata respetiva apanha perto de cinco paginas, mas resume-se em pouco.
Francisco António Peres requereu que o dispensassem de depositário do povo de Monforte e foi substituído por Joaquim José Mendes Fevereiro.
O povo de Monforte requereu que o guarda de folha do pão pudesse acoimar “em todos os lugares coimares e vedados”, recebendo por cada cabeça de gado que multasse dez réis, “e o dobro, se fosse fora do termo”, e o requerimento foi deferido, ficando o guarda “obrigado assenta-las no livro como as das justiças”, quando as coimas excedessem a quantia de trezentos réis.
O escrivão de Câmara ficava impedido, “sob pena se suspensão”, de passar “mandado algum de crescente para cobrança”, quando o aumento do ordenado não constasse de provisão régia.
O carcereiro ficava com o ordenado anual, de oitenta mil réis, “com o correspondente azeite”.
E fazia-se isto, “atentas as mantas dos presos que tem que fazer este concelho para elas não chegar o seu rendimento”.
O alcaide, porque tinha muito trabalho, é que ficava a receber mais seis mil e quatrocentos réis.
(Continua) 

PS. Aos leitores dos postes “Efemérides Municipais
O que acabaram de ler é uma transcrição do que foi publicado na época.
 O Albicastrense

quarta-feira, setembro 27, 2017

A RUA DA MINHA ESCOLA – (V)

(ESCOLA DA MINA)
O que sabemos nós da rua da nossa escola primária?

Alfredo Alves da Mota, nasceu em 9 de Agosto de 1859, em Peso da Régua Em 1883. Termina a licenciatura em Filosofia e imediato se matricular em  medicina, curso que concluiu em 1887, com elevada classificação.
No ano seguinte, vamos encontrá-lo em Vila Velha de Rodão, como médico da Companhia dos Caminhos de Ferro, que então construía a linha da B. Baixa.
Concorreu, mais tarde para médico de Castelo Branco, onde viria a permanecer, até ao fim da vida. Notabilizou-se o Dr. Alfredo da Mota na luta contra a mortalidade infantil, dotando a cidade do Dispensário de Puericultura que tantos serviços prestaram à cidade e concelho.
Desenvolveu grande atividade em toda a cidade, ficando na memória de todos os albicastrenses o seu trabalho a quando da “pneumónica” (gripe) em 1918, que dizimou um terço da população da cidade e do concelho.
Figura política de grande prestígio, ocupou vários lugares de destaque nos órgãos regionais. Foi ainda professor do Liceu Nacional de Castelo Branco, exercendo também grande influência na fundação e participação efetiva em várias Associações Profissionais.
Aos 76 anos de idade, já afastado de todas as suas atividades dizia; “Afastado da minha vida, agora não sei o que hei-de fazer”… faleceu em castelo Branco a 5 de Fevereiro de 1935.

PS. Ernesto Pinto Lobo, era na altura o responsável pelo Departamento Cultural da Câmara Municipal. A imagem publicada neste poste, foi retirado do referido livro.     
                                                 O Albicastrense

segunda-feira, setembro 25, 2017

PISTA DE PATINAGEM DE CASTELO BRANCO

UMA PISTA A FAZER DE CONTA
Quando soube da construção desta pista, coloquei neste blogue as minhas reservas em relação à sua construção.
Hoje posso afirmar que as minhas dúvidas tinham razão de ser, pois desde a sua inauguração, apenas por uma ou duas vezes ali vi gente a utilizar a referida magana.
Não vou aqui bater no passado, pois tal não irá servir de nada, contudo, sempre posso deixar aqui uma pergunta a quem neste momento comanda a autarquia da minha terra e que provavelmente irá continuar por lá.

QUAL O FUTURO DESTA PISTA DE PATINAGEM?

Será que vai continuar no lugar a fazer de conta que por ali existe uma pista de patinagem, ou os responsáveis têm ideias para dar vida a uma pista moribunda?
Se não existir qualquer ideia para dar vida à pobre abandonada, proponho que se faça o enterro da pobre infeliz e que no seu lugar, seja erguido um monumento em sua honra.
                                                O Albicastrense

sábado, setembro 23, 2017

A RUA DA MINHA ESCOLA - (IV)

(ESCOLA DA HORA D’ALVA)
O que sabemos nós da rua da nossa escola primária?
  

José Frederico do Casal Ribeiro Ulrich, engenheiro civil, ficou ligado a muitas das obras levadas a cabo na cidade de Castelo Branco, entre os anos 40 e 50.
Esta ligação, fundamentalmente técnica, levou o executivo camarário da época, e perpetuar a sua memória num arruamento da cidade.
O engenheiro José Ulrich nasceu em Lisboa a 28-12-1905, concluindo em 1928, o seu curso de engenheiro, no Instituto Superior Técnico, com distinção.
Em 1912 dirigiu os serviços de Urbanização. Em 1944 era Subsecretario de Estado das Obras Publicas. Em 1951 foi nomeado Presidente da Junta de Energia Nacional Nuclear.
Em 1974 foi nomeado Ministro das Obras Públicas onde desenvolveu obra de grande mérito. De entre muitas, destacamos, melhoramentos vários em todos os concelhos do Pais, a Construção do Laboratório Nacional de Engenharia, a ponte de Vila Franca de Xira e a urbanização do Santuário de Fátima.
Foi em vida, agraciado, entre outras, com as grã-cruzes das Ordens de Cristo, de Isabel a Católica e a Comenda da Cruz Vermelha Portuguesa.

PS. Ernesto Pinto Lobo, era na altura o responsável pelo Departamento Cultural da Câmara Municipal. A imagem publicada neste poste, foi retirado do referido livro.
O Albicastrense

quinta-feira, setembro 21, 2017

DESCOBRINDO CASTELO BRANCO ANTIGO – (X)


Esta é uma imagem que não vai ser nada fácil de identificar. A imagem terá sido apanhada nos anos 40 do passado século, (se estiver errado peço desculpa), e diz respeito a um dos locais mais queridos dos albicastrenses.

Em que sitio da terra albicastrense, fica nos dias de hoje este local?

Não sei quem agarrou esta imagem, contudo, não posso deixar de agradecer a todos aqueles que nos deixaram estas relíquias, independentemente  de já não estarem entre nós. 
                                                    O Albicastrense

segunda-feira, setembro 18, 2017

A RUA DA MINHA ESCOLA - (III)

ESCOLA DO CASTELO
O que sabemos nós da rua da nossa escola primária?

Este arruamento estende-se da Praça de Camões (a que o povo chama de Praça Velha, respeitando antigas tradições) até à Rua do Arressário.
Esta rua ainda constitui o caminho mais rápido, entre o recinto do Castelo e a Praça de Camões.
Diz a tradição, que este nome, significava o começo do crescimento das antigas povoações ou espaços próprios, onde viviam os judeus. É uma rua muito antiga. É conhecida desde 1314.

PS. Ernesto Pinto Lobo, era na altura o responsável pelo Departamento Cultural da Câmara Municipal. A imagem publicada neste post, foi retirado do referido livro.
                                                     O Albicastrense

sábado, setembro 16, 2017

A VELHA TORRE DA TERRA ALBICASTRENSE

UMA IMAGEM RESTAURADA


                                         O ANTES E O DEPOIS
A velha torre da terra albicastrense bem merece ser lembrada como a imagem a cores a documenta. 
Confesso que a recuperação da imagem me deu bastante trabalho, mas no fim, ao olhar para ela, afirmo que fiquei contento por poder ver  a velha torre como os nossos antepassados a viam, a cores.
 O Albicastrense

sexta-feira, setembro 15, 2017

A RUA DA MINHA ESCOLA - (II)

ESCOLA DO CANSADO
O que sabemos nós da rua da nossa escola primária?



João Velho nasceu em Castelo Branco, em meados do século XII, sendo homem de grande prestígio.
Como conselheiro de D. Dinis, deslocou-se ao reino de Aragão para os devidos tratamentos do casamento entre o Rei e aquela que viria a ser a Rainha – Coração dos Portugueses – A Rainha Santa Isabel.
Atendendo ao afastamento, que a cidade de Castelo Branco teria à época dos centros de decisão, a presença do albicastrense João Velho em trabalhos deste tipo, revela o seu grande prestígio. É bom não esquecer ou pelo menos ter sempre em alguma conta, que a nossa região, pelo menos até finais do século XV, era zona de certo mode desértica pela falta de muitos bens essenciais.
Esta pequena explicação serviu, em meu entender, para confirmar que, o grande prestígio de João Velho, nada ficou a dever ao prestigio da região de onde provinha, mas sim a qualidades raras reveladas em situações diplomáticas ou afins, de importância nacional. Esta rua é uma das transversais do Cansado.
Resta acrescentar que esta foi a "minha" escola primaria. Escola que frequentei da primeira à quarta classe, com o professor João Nunes, também conhecido pelo "Careca", entre 1959 e 1964.

PS. Ernesto Pinto Lobo, era na altura o responsável pelo Departamento Cultural da Câmara Municipal. A imagem publicada neste post, foi retirado do referido livro.
O Albicastrense

quarta-feira, setembro 13, 2017

A RUA DA MINHA ESCOLA - (I)

ESCOLA DO MATADOURO
O que sabemos nós da rua da nossa escola primária?


A Câmara Municipal de Castelo Branco, publicou através do Departamento de Extensão Cultural da Divisão de Educação e Cultura no início deste século, um pequeno livrinho com o nome, “A Rua da Minha Escola”.
Livrinho que dá a conhecer, aqueles que legaram os seus nomes às ruas das nossas escolas primárias.
Como gostei da simplicidade e originalidade deste pequeno livrinho, vou posta-lo página a página, para homenagear os seus autores.

Rua do Matadouro

O edifício construído no Alto do Cansado, por deliberação da Camara Municipal, presidida pelo Dr. Manuel Pires Bento, em 1904, teve por arrematante das obras José Pires, de Castelo Branco. Por 2.766$oo, a quem foram adjudicadas, em sessão de 8-6-1906. O Noticias de Beira, jornal de política contaria à Camara, que era progressista, louvou contudo a iniciativa (29-5-1904).
Para que o Matadouro se construísse, cobrou-se durante muito tempo um imposto especial, lançado sobre as carnes verdes vendidas em Castelo Branco.

PS. Ernesto Pinto Lobo, era na altura o responsável pelo Departamento Cultural da Câmara Municipal. A imagem publicada neste post, foi retirado do referido livro.
O Albicastrense

segunda-feira, setembro 11, 2017

ANTIGOS JORNAIS DA TERRA ALBICASTRENSE

JORNAL “A BEIRA BAIXA"
(12 /4/1937 – 21/6/1975)
Dos muitos jornais que a cidade de Castelo Branco viu germinar e morrer ao longo dos tempos, o jornal a “Beira Baixa” foi seguramente um dos mais duradouros.
A sua primeira edição veio a público no dia 12 de Abril de 1937. Tinha como diretor; António Rodrigues Cardoso, (Castelo Branco tem hoje uma rua com o seu nome). 
O seu último suspiro, (ultima edição), saiu no dia 21 de Junho de 1975, tinha nessa altura como diretor Manuel Almeida Garrett.
Trinta e oito anos de vida!
Mil novecentas e sessenta e nove edições...
Em homenagem a essas 1969 edições e a todos aqueles que nele trabalharam ao longo da sua existência,  aqui fica a primeira página da primeira  edição. 
Na primeira página da última edição de 21 de Abril de 1975, prometia voltar, infelizmente tal nunca aconteceu.
                                                            O Albicastrense

quinta-feira, setembro 07, 2017

DESCOBRINDO CASTELO BRANCO ANTIGO – (IX)

Esta é uma imagem que vem no seguimento de outra captada no mesmo local e focando o mesmo edifício. A imagem contrariamente à outra, mostra o edifício na sua quase totalidade 
A imagem terá sido captada nos anos cinquenta (+-) do século passado. A pergunta é a mesma:
Em que local da terra albicastrense, tinha este velho edifício residência?
O velho edifício foi mandado abaixo nessa mesma década. A praça que o albergava mudou de nome e está hoje bem diferente.
                                               
 O Albicastrense

segunda-feira, setembro 04, 2017

ZONA HISTÓRICA DE CASTELO BRANCO - (II)

UMA ZONA HISTÓRICA SEM VIDA

Percorri ontem as ruas dos Ferreiros e de S. Maria e confesso que senti um enorme arrepio pela espinha abaixo enquanto percorria estas ruas.
Durante o trajecto captei algumas imagens ao acaso, (como aliás tinha prometido, num post anterior, sobre a nossa zona histórica), imagens que poderiam ser às centenas, tal é o estado de abandono em que se encontram estas ruas. 
No entanto, penso que este pequeno conjunto de imagens, documenta bem o estado catastrófico em que estas ruas se encontram.

Num espaço com pouco mais de 400 metros, (Ruas dos Ferreiros e S. Maria) o cenário e simplesmente arrepiante e medonho.
Casas abandonadas adornam ruas de tristeza, casas em ruínas,  destroços em descomposição, ruas e locais onde a vida deixou de estar.

Ao percorrer estas ruas, dou comigo 
a pensar no seguinte:
Como pôde a tal cidade moderna, tão "propagandeada" por muitos senhores, deixar a sua maior preciosidade ao abandono?
Dizem certos senhores, que neste momento estão em recuperação na nossa zona histórica muitas casas,
                                            "Tretas meus amigos!"

Nas duas ruas em causa está a ser recuperada uma casa, a casa que vai servir para hostel, ou seja, a tal cidade moderna está-se borrifando para a sua zona histórica. 
Anuncio que já não tenho palavras para continuar este post. Como dizem que uma imagem vale por mil palavras, aqui ficam algumas imagens, na esperança de que os albicastrenses vejam nelas, e de uma vez por todas, as palavras que me faltam para descrever a tristíssima situação da zona histórica da terra 
              O Albicastrense.

sexta-feira, setembro 01, 2017

DÉCIMO SEGUNDO ANIVERSÁRIO

                DOZE ANODEPOIS… 
(Setembro de 2005 - Setembro de 2017)

No décimo segundo aniversário do blogue, “Castelo Branco - O - Albicastrense”, tenho para quem vaguear por aqui, uma fatia de bolo e uma taça de champanhe para ofertar.

A quem visitar o blogue pela primeira vez, pedincho que não abuse do champanhe e pape unicamente uma fatia de bolo.
A quem me visita desde os primeiros anos (eu sei que existem alguns “malucos”) manduque o que quiser mas não abuse do champanhe, pois ele não merece confiança.

Falando maís seriamente. Não sei exatamente quantas visitas já teve o blogue, contudo, não andarei muito longe da verdade se atestar que mais de um milhão de viajantes passaram por cá.
Termino esta breve nota festiva, atestando que vou continuar a falar da terra albicastrense enquanto os meus neurónios o autorizarem.
Apelando de seguida ao meu velho computa, para ele ter cuidado com a sua memória ram e rom e não deixe entrar a ferrugem nos seus  megabys.        
O Albicastrense

O PASSADO E O PRESENTE - (III)

CASTELO BRANCO  ATRAVÉS DOS TEMPOS  Terceira publicação da rubrica: “ I magens do passado e do presente da terra albicastrense ” .  A imagem...