sábado, março 31, 2018

EFEMÉRIDES MUNICIPAIS – CXXVI

A rubrica Efemérides Municipais foi publicada entre Janeiro de 1936 e Março de 1937, no jornal “A Era Nova”. Transitou para o Jornal “A Beira Baixa” em Abril de 1937, e ali foi publicada até Dezembro de 1940.
A mudança de um para outro jornal deu-se derivada à extinção do primeiro. António Rodrigues Cardoso, “ARC” foi o autor desde belíssimo trabalho de investigação, (Trabalho que lhe deve ter tirado o sono, muitas e muitas vezes).

(Continuação)
 Sessão de 29 de Maio de 1807.
 Foi presente e aberta uma carta regia e por ela se verificou que eram nomeados (ou eleitos, como nas cartas regias se diz sempre) vereadores Joaquim Pessoa  de Amorim, José Tudela de Castilho e Diogo da Fonseca Barreto e Mesquita, e para procuradores do concelho, José Joaquim Pancas.

No dia 4 de Julho realizou-se a sessão seguinte.
 Da respetiva ata apenas consta que os bons dos vereadores “determinaram que se deitasse pregão, para toda a pessoa que tiver pão por ceifar e ceife até ao dia sete do corrente mês, porque passados eles se dá Licença Geral para se acarretar”.

Na sessão de 26 de Julho de 1808, que é a que vem a seguir, conta o nosso escrivão Vaz Touro o que se passou pela forma seguinte:
 “Nesta apareceo hum Requerimento de Francisco Rodrigues Bonitinho obrigado do açougue da Nobreza e Povo desta Cidade em que pedia lhe acrescentem mais três dés reis em arrate o que visto nesta Camara que informada do excessivo preço a que tem chegado as rezes grandes e gado miúdo e informação dos Procuradores do Povo que convinham neste acrescente houveram por bem que o dito obrigado possa vender do principio de Agosto por diante vaca cada arrate e setenta reis, chibato, e carneiro a sessenta reis sendo este acórdão digo sendo este acrescente da aprovação do Meritíssimo Corregedor desta Camara”.

Notem a diferencia do valor do dinheiro. A vaca deixava-se subir para 70 reis o arrátel e o chibato e o carneiro para 60 reis, porque as rezes grandes e o gado miúdo tinham subido para um preço excessivo.
Compara-se com os preços de hoje, em que o gado se vende ao desbarato, e vejam qual era o valor do dinheiro então. Então e muitas dezenas de anos depois, porque nós estamos agora a lembrar-nos de ver, em certo dia, nosso avô muito satisfeito por ter vendido o seu azeite muito bem, a quartinho (um escudo e vinte centavos) cada alqueire.
 Quantum mutatus ab illo! 
Tradução; "Quanto mudado está do que era!"
 (Continua)
PS. Aos leitores dos postes “Efemérides Municipais:
O que acabaram de ler é uma transcrição do que
 foi publicado na época.
O Albicastrense

sexta-feira, março 23, 2018

PONTE DO PONSUL


  


UMA TRISTEZA É O MÍNIMO QUE SE PODE DIZER, SOBRE A MISERÁVEL SITUAÇÃO A QUE DEIXARAM  CHEGAR A VELHA PONTE DO PONSUL. 

QUEM DEVEM OS ALBICASTRENSES CULPAR PELO ABANDONO DA VELHA PONTE?

 SEREMOS COMO DIZ O "COMPANHIA", TODOS    RESPONSÁVEIS PELO  SEU ABANDONO?
O Albicastrense

domingo, março 18, 2018

EMAIL AO PRESIDENTE DA AUTARQUIA ALBICASTRENSE

MUSEU FRANCISCO TAVARES PROENÇA JÚNIOR

Estive na passada sexta-feira no museu e declaro que mais uma vez vim de lá com o coração devastado e destroçado por ver que, após nove meses de obras de recuperação do edifício, muitos mais meses serão necessários para concluir as obras, pois as coisas andam devagar devagarinho, e diria mesmo, a passo de caracol.
Palavra que não consigo entender este arrastar de obras. Por vezes, chego a magicar que este arrastar de obras é deliberado, pois chegar ao local e não ver praticamente ninguém nas obras,  não pode  deixar de nos levar a cogitar isso mesmo.
 Caro presidente Luís Correia: como antigo trabalhador do museu ao longo de quase trinta anos, não posso deixar de aqui colocar as minhas mágoas em relação ao arrastar das obras e dizer-lhe de seguida, que o nosso museu não pode continuar ao Deus dará, no que diz respeito à falta de um diretor.
Como antigo trabalhador, sei a importância que um diretor tem para o bom funcionalmente do nosso museu. Uma instituição como o museu Francisco Tavares Proença Júnior, não pode estar sem diretor, por muitos braços direitos que V. Excelência tenha e por mais habilitados que estes sejam.
 Caro presidente Luís Correia, tive o privilégio de trabalhar com o Dr. António Salvado e Dr. Ana Margarida, nos tempos em que o museu era uma instituição de referência na terra albicastrense.
Por esse facto, posso dizer-lhe sem qualquer hesitação, que o nosso museu era nesses tempos, o rosto daqueles que o cuidavam, pessoas dedicadas, e habilitados profissionalmente.
 Caro presidente Luís Correia, eu sou daqueles que pensam que cada galo deve estar na sua capoeira, ou seja, à frente do nosso museu tem estar alguém que não seja nomeado ou indicado por quem comanda a terra albicastrense, uma instituição como o nosso museu tem que ter à sua frente alguém com provas dadas na área da cultura e sem medos de ser “chutado” sempre que haja eleições.
 Caro presidente, terminava este meu email a V. Excelência, afirmando o seguinte: ter um diretor no museu Francisco Tavares Proença Júnior, não é desperdiçar dinheiros públicos ou sinal de menos competência de quem comanda a terra albicastrense. 
Ter um diretor competente e suficientemente ambicioso, é em meu entender, o  elemento essencial   para que o museu possa voltar a recuperar o prestígio que já teve no passado e fazer, com que a terra albicastrense e os albicastrenses voltem a reconhecer o museu, como o seu museu.
Um albicastrense preocupado pelo seu museu.
O Albicastrense

quinta-feira, março 15, 2018

PÉROLA SEM HORAS

BRINCAR SEM OFENDER
Como o relógio da terra albicastrense não dá
horas a alguns dias, aqui fica a minha galhofa com o triste facto. 
Espero que esta brincadeira sirva pelo menos, para apresar a sua reparação.
                                      O Albicastrense

MUSEU FRANCISCO TAVARES PROENÇA JÚNIOR - EXPOSIÇÃO

A ESPESSURA DO TEMPO



10 DE MARÇO

A

13 DE MAIO




EXPOSIÇÃO  COLECTIVA



O ALBICASTRENSE

terça-feira, março 13, 2018

CADERNOS DE CULTURA - (2)


JOÃO MOURATO 
 FARMACÊUTICO E INTELECTUAL
   EM CASTELO BRANCO
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 Maria Adelaide Neto Salvado
(2ª PARTE)
 O ALBICASTRENSE

domingo, março 11, 2018

CADERNOS DE CULTURA - (1)

JOÃO MOURATO – FARMACÊUTICO E INTELECTUAL
                                            EM CASTELO BRANCO
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                               Maria Adelaide Neto Salvado

Esta é uma publicação  que já aqui postei uma vez, todavia, a qualidade do trabalho da Dr. Adelaide Salvado sobre João Mourato, impõe que o coloque novamente neste blogue.
Este é um trabalho que muito merece ser conhecido pelos albicastrenses, deixa-lo unicamente nas paginas dos Cadernos de Cultura, seria um acto de injustiça para com a sua autora e João Mourato. Como o trabalho tem dezoito paginas, vou posta-lo por duas vezes.
O ALBICASTRENSE

quinta-feira, março 08, 2018

ALBICASTRENSES ILUSTRES XXXV


JOSÉ BENTO PEREIRA
Nasceu em Castelo Branco aos 15 de Abril de 1785. Era filho do major de melícias José Pereira dos Santos e de D. Maria Bernarda Crespo. Doutorou-se na faculdade de Direito em Coimbra no ano de 1806, sendo premiado nos últimos anos do curso.
Regressou a Castelo Branco aqui exerceu advocacia até 1822. Em 1822, durante a invasão Francesa, prestou relevantes serviços à sua pátria, e a propósito deste facto histórico uma pequena memoria, que ficou manuscrita.
Em 1820 foi consultado pela junta preparatória das cortes sobre o modo de organizar a representação nacional.
Em 1821 foi nomeado juiz de facto para os abusos de imprensa nas Comarcas de Castelo Branco, Guarda e Pinhel, e ainda no mesmo ano fez parte da comissão encarregada para promover melhoramentos nas cadeias pela portaria do Ministério do Reino de 21 de Novembro; publicou também neste ano; “One  saphica ao aniversario da fausto dia 15 der setembro de 1820 e Discurso pronunciado na audiência de juízo do 1º distrito na causa que move a José Pereira Palha de Faria Guião.
Chamado em 21 de Novembro de 1822 para tomar parte nas cortes como deputado pela divisão eleitoral de Castelo Branco no lugar de Manel Fernandes Tomaz, ai compareceu em 1823, sendo logo escolhido para a comissão de legislação. Assinou o protesto de 2 de Junho de 1823.
Dissolvidas as cortes regressou a Castelo Branco, onde foi perseguido por causa das suas ideias liberais a ponto de não poder sair de casa. Sendo-lhe instaurado processo, e sendo pronunciado por crime politico em 1 de Agosto de 1823, teve de aproveitar o indulto de 5 de Junho de 1824.
Foi então residir para Lisboa, onde advogou, mas em 12 de Novembro de 1828 foi preso por ordem de D. Miguel e conduzido à torre de S. Julião, onde esteve até 1831, ano em que a 13 de Fevereiro de 1833 foi transportado para bordo da charrua Oreste, que o levou a Vila da Paria.
Regressou a Portugal em18 de Dezembro de 1833, foi em 39 do mesmo mês nomeado juíz do tribunal comercial da 2ª instância. Influências políticas o fizeram  exonerar deste cargo por decreto de 5 de Outubro de 1836, mas pouco tempo depois era reintegrado no lugar.
Afastou-se então inteiramente da política dedicando-se ao estudo da jurisprudência. Algumas vezes a sua opinião foi solicitada e seguida pelos ministros de estado em questões internacionais.
Em 10 de Agosto de 1855 foi nomeado presidente do tribunal comercial de 2ª instância. Não tinha honrarias, expeto a carta de conselho dada em 30 de Julho de 1851. Faleceu este notável jurisconsulto em Lisboa a 1 de Setembro de 1864.
Recolha de dados.
“Monografia de Castelo Branco de António Roxo”.
O Albicastrense

sexta-feira, março 02, 2018

RUA VAZ PRETO


A VELHA 
MURALHA


ESTAS SÃO IMAGENS QUE NÃO NECESSITAM DE PALAVRAS, POR ISSO, SÓ POSSO MENDIGAR A QUEM POR AQUI “PASSAR”, QUE DIGA O QUE PENSA SOBRE ESTA TRISTE SITUAÇÃO.

O ALBICASTRENSE

O PASSADO E O PRESENTE - (III)

CASTELO BRANCO  ATRAVÉS DOS TEMPOS  Terceira publicação da rubrica: “ I magens do passado e do presente da terra albicastrense ” .  A imagem...