terça-feira, setembro 28, 2021

VELHAS IMAGENS DA TERRA ALBICASTRENSE PINTADAS.

IMAGENS PINTADAS

Três imagens cujos os locais 
 pouco mudaram ao longo dos tempos.


Três belas imagens que bem podemos classificar de, "Pérolas da Terra Albicastrense".


Três imagens que me deu
 muito gosta alindar.



 






O ALBICASTRENSE

sexta-feira, setembro 24, 2021

PORTADO QUINHENTISTA DA NOSSA ZONA HISTÓRICA

UM BELO PORTADO EM ARCO

 O portado em arco que pode ser visto nesta publicação, é autêntica peça rara na nossa Zona Histórica. A casa a que ele dá entrada, está situada na rua da Misericórdia, e encontra-se à muito  ao abandono.

Ou seja, temos um belo portado em arco, portado quase único (segundo consta na placa afixada na parede da casa), e para espanto de quem por ali passa, a casa que o suporta está ao abandono!

 Uma placa afixada ao lado do Portado, relata o seguinte:Portado de arco quebrado, quase único na Zona Histórica, identifica a casa que se supõe ter sido a antiga Sinagoga da Judiaria Velha de Castelo Branco. 

Note-se porém que a casa do lado tem as mesmas proporções, o que reforça o facto de a Sinagoga não ter carácter de peça autónoma e se inserir na malha do casario. O portado de acesso ao sobrado é simples”.

Em tempo de eleições, alguns “pretendentes” ao cadeirão da nossa autarquia, profetizam soluções para medicar as maletas que a nossa Zona Histórica sofre.
Vou aguardar para ver até que ponto essas promessas são reais,  ou se mais uma vez tudo vai continuar na mesma na nossa Zona Histórica.
O ALBICASTRENSE

quinta-feira, setembro 23, 2021

MORREU HOJE O “TONHO" DO CAFÉ BEIRÃO.

HOMEM QUE FICARÁ NA MEMÓRIA DE QUEM O CONHECEU. 

Homem que 1966 tomou conta de um dos mais antigos cafés da nossa cidade. Em  memória do “Tonho do Beirão”, aqui fica um trabalho sobre o Café Beirão, publicado neste blogue em maio de 2007 

CAFÉS DA MINHA CIDADE
(Maio de 2007)

CAFÉ BEIRÃO

O Café Beirão é sem dúvida, um dos mais antigos estabelecimentos deste ramo na nossa cidade, podendo ser considerado atualmente, o decano dos cafés da cidade de Castelo Branco. Aberto nos anos quarenta no local onde anteriormente existia uma oficina de mármores por Chico Carriço, com o nome por qual ainda hoje é conhecido “Café Beirão”, estará a beira de comemorar setenta anos de idade.
Durante aproximadamente 17 anos Chico Carriço manteve-se à frente do café, porém em 1966 trespassou-o para o seu atual proprietário a quem todos hoje designamos por “Tonho do Beirão” e que ali se mantém há mais de quarenta anos.
É um café sem grandes floreados, mas com raízes bem profundas no coração dos albicastrenses, se perguntarmos a alguém onde fica todos dirão: Largo da Sé.
A sua explanada é sem qualquer dúvida lugar de culto nos verões da nossa cidade, os caracóis ali servidas tiram do céu o mais fiel devoto de qualquer santo, isto sem esquecer a bela imperial como acompanhamento.
Numa cidade onde o “deita abaixo” é normalmente o desporto favorito de alguns, gostaria de recordar aqui o velho Café Lusitânia e o saudoso Café Arcádia, cafés da minha infância que os albicastrenses não souberam defender dos ignorantes da nossa história.
Ao Café Beirão  e ao seu atual proprietário, este albicastrense deseja muitos e muitos anos a servir os albicastrenses.
O Albicastrense

domingo, setembro 19, 2021

BORDADEIRAS DA ANTIGA OFICINA ESCOLA DE BORDADOS DO MUSEU.

"RECORDA-LAS É UM DEVER DE CIDADANIA" 

Hoje ao mirar a imagem que ilustra esta publicação dei comigo a dizer a mim próprio: “o bordado de Castelo Branco deve muito a estas mulheres”.
A Escola de Bordados do Museu Francisco Tavares Proença Júnior foi fundada em finais dos anos setenta do passado século e deixada morrer, por gente que escolheu alçar pedra na terra albicastrense em vez de amparar a Oficina Escola de Bordados do Museu Francisco Tavares Proença Júnior. 
Todavia, não é sobre esse drama que quero falar, mas antes, do grupo de bordadeiras que durante anos e anos nos maravilharam com os seus bordados no nosso museu.
D. Etelvira, Teresa, Augusta, Manuela Aleluia, Deolinda, Irene, Lurdes Garrido, Leonor, Manuela Serra, Maria de Jesus, Mariazinha, Matilde, Vina, Zé Inácio, Paula, Júlia Bispo, Rosário, M. Rodrigues e Rosário Corte.  
Se elas ficaram a dever ao nosso museu o seu local de trabalho, também é verdade, que o nosso museu lhes ficou a dever o encanto que os seus bordados difundiam a quem o visitava. Para todas elas (felizmente ainda entre nós), este albicastrense só pode dizer-lhes que o nosso bordado lhes deve muitíssimo, pois sem elas, o bordado de Castelo Branco não teria a projeção que hoje tem.
Num tempo em que se afixam placas com nomes de autarcas que apenas cumpriram com o seu dever, este albicastrense não pode deixar de  afirmar o seguinte. Não seria justo ter uma placa no átrio do nosso museu, lembrando a existência da Oficina Escola de Bordados,  assim como o esforço e a dedicação de todos os seus protagonistas. 
Ps. Na imagem falta a Vina e a Manuela Rodrigues
O ALBICASTRENSE

quarta-feira, setembro 15, 2021

OS VINTE MAIS BELOS PORTADOS QUINHENTISTAS DA TERRA ALBICASTRENSE

PÉROLAS
DA 
NOSSA  ZONA  HISTÓRICA

Nem o facto da nossa Zona Histórica ter estas pérolas,  evitou que pouco-a-pouco ela fosse transformada numa zona que nos envergonha a todos.




  

      


                                                             O ALBICASTRENSE

segunda-feira, setembro 13, 2021

ZONA HISTÓRICA DA TERRA ALBICASTRENSE

UM AMONTOADO 
DE 
CASAS AO ABANDONO.
         😒  😲  😒
A imagem aqui publicada mostra-nos um conjunto de casas onde não mora rigorosamente ninguém, ou seja, todas as casas que podem ser vistas nesta imagem, estão em ruínas e ao abandono. 
Este conjunto de casas (para quem não saiba), dão para a Rua de E’ Ega e Rua da Misericórdia. O situação deste conjunto de casas envergonha-nos a todos, e muito principalmente, aqueles que ao logo dos anos tudo prometeram e nada cumpriram em relação à nossa zona histórica.
Numa altura em que uns tantos senhores apregoam a defesa da nossa zona histórica como promessa maior, eu só posso mesmo afirmar o seguinte:
Deixem-se de tretas! 
De uma vez por todas, assumam a recuperação da nossa Zona Histórica, como a prioridade das prioridades dos vossos programas.
Meus amigos, não basta escrever num qualquer papel que se tem como objetivo maior, recuperar uma zona ao abandono, pois o tempo das promessas já passou, agora, é necessário e urgente recuperar, para depois darmos vida a uma zona que está praticamente morta. 
O ALBICASTRENSE

sábado, setembro 11, 2021

EFEMÉRIDES MUNICIPAIS – CXLVI

A rubrica Efemérides Municipais foi publicada entre Janeiro de 1936 e Março de 1937, no jornal “A Era Nova”. Transitou para o Jornal “A Beira Baixa” em Abril de 1937, e ali foi publicada até Dezembro de 1940. A mudança de um para outro jornal deu-se derivada à extinção do primeiro. António Rodrigues Cardoso, “ARC” foi o autor desde belíssimo trabalho de investigação, (Trabalho que lhe deve ter tirado o sono, muitas e muitas vezes).


(Continuação)
Falamos agora da sessão realizada pela Câmara em 3 de Novembro de 1810. 
Foi a última daquele ano. Era praxe invariavelmente seguida reunir-se a Câmara no 1º dia de Janeiro para nomeação das “justiças do termo”.
Nesta mesma sessão, os vereadores, depois da nomeação das Justiças.
Acordarão que em attençao aos prejuízos que tem tido todos os Habitantes desta Cidade e a ruina dos Prédios pella invasão do inimigo vindo por consequência e diminuir muito o rendimento de sizas, e não estarem os povos em circunstancias de sofrerem hum forrolho avultado para se prenhencher o cabeção com que esta Cidade Contribui que fossem chamados os Médicos, e Cirurgião do Partido desta Cidade para fazerem novo ajuste dos partidos que devem perceber em quanto as circunstancias não premittem que receberão os que agora precebião”.
Era tão grande a miséria que, para acudir às necessidades mais urgentes, se julgava indispensável reduzir os ordenados dos médicos e do cirurgião dos partidos da cidade. Deve, porém, dizer-se que a “ruína dos prédios” não era apenas obra dos invasores, era também consequência do cumprimento de ordens terminantes de Wellington, que mandava destruir tudo, transformar os campos em verdadeiro deserto, para que os franceses não encontrassem meios de subsistência.
O resultado foi transformar-se esta terceira invasão francesa numa verdadeira de bárbaros. Os franceses, desesperados, nas povoações por onda passavam praticavam as maiores crueldades, assassinavam a torto e a direito, pareciam verdadeiras feras.
É verdade também que os portugueses lhe pagavam na mesma moeda. Se a ocasião se proporcionar, como esperamos, havemos de ainda contar cenas pavorosas que nos contava nosso avô, que já por cá andava nesses tempos e delas foi testemunha.
 (Continua)
Aos leitores dos postes “Efemérides Municipais”; O que acabaram de ler é uma transcrição, do que foi publicado na época.
O Albicastrense

quarta-feira, setembro 08, 2021

ANIVERSÁRIO DO BLOGUE

BLOGUE; “CASTELO BRANCO – O – ALBICASTRENSE”.
(05-09-2005 = 05-09-2021)

DEZASSEIS ANOS DEPOIS.
Muitas chatices e dissabores, mas também, algumas alegrias e
contentamentos e mais de um milhão de visitantes.
Vamos ver se consigo chegar aos vinte anos de presença, depois… a reforma.

 ABRAÇO PARA TODOS OS VISITANTES DO BLOGUE.
SEM VOCÊS, ISTO NÃO TERIA GRAÇA NENHUMA.
O ALBICASTRENSE

terça-feira, setembro 07, 2021

CHAMINÉ DA ANTIGA FÁBRICA DA CORTIÇA ESTÁ A SER RECUPERADA

VALE SEMPRE A PENA LUTAR.

Setembro 2020

Tal como disse no meu facebook, enviei ao Grupo Continente uma pequena mensagem a defender a permanência da Chaminé no novo complexo do grupo em Castelo Branco. Recebi hoje do grupo a mensagem que pode ser lida a seguir:

Olá, António.

Informamos que a chaminé centenária irá ser restaurada. A Sonae MC rege-se por um forte compromisso de sustentabilidade ambiental, no entanto, graças à presença de um ninho de cegonhas na chaminé do terreno do novo Continente Bom Dia Castelo Branco, decidimos aguardar que as cegonhas abandonem o ninho, previsivelmente a partir de setembro, para podermos reabilitar a chaminé que se encontra em risco de colapsar. O plano será restaurar a chaminé, de forma a que as cegonhas possam manter o seu lar quando regressarem. 
Estamos a acompanhar o processo, para garantir que todos os procedimentos decorrem dentro da legalidade e protegem a biodiversidade do local. Agradecemos a sua preocupação e estamos disponíveis para qualquer esclarecimento adicional.  
 Obrigado!

UM ANO DEPOIS.. "Setembro de 2021"

A recuperação da velha chaminé (embora tardia), é a prova  que ficar de braços cruzados perante a inercia e o não quer saber dos responsáveis pela nossa autarquia, não é solução. A hora não é de apontar  o dedo a quem esteve bem ou a quem esteve mal, mas, antes afirmar, que a recuperação da nossa lindinha é mérito de todos aqueles que no seu facebook não a deixaram cair.
Claro que não posso deixar de aqui agradecer ao grupo Continente, o facto de ter respeitado a sua palavra. Para os responsáveis  grupo, o meu Bem haja e o  de todos os albicastrenses que se preocupam com a defesa do património da terra albicastrense.
O    ALBICASTRENSE

sábado, setembro 04, 2021

ANTIGO HOTEL DE TURISMO

RECORDAR A TERRA ALBICASTRENSE

 ANTIGO HOTEL DE TURISMO DE CASTELO BRANCO
(Inaugurado em Maio de 1945 e demolido em 1974)

Pérola  derrubada em 1974, que hoje bem poderia ser uma espécie de  ex-líbris da nossa cidade.
O ALBICASTRENSE

MEMÓRIAS DA TERRA ALBICASTRENSE

Recuperar e pintar antigas imagens da terra albicastrense, dá-me uma enorme satisfação.  Quando “apanho” uma antiga imagem da terra albicast...