quinta-feira, novembro 29, 2018

BAIRRO DO VALONGO

UMA VERGONHOSA E TRISTE SITUAÇÃO 
As imagens aqui postadas mostram uma triste situação existente no Bairro do Valongo, problema que existirá certamente em bairros semelhantes ao bairro do Valongo.
Nas ruas do meu bairro, é possível ver-se de cem em cem metros, um poste como os que se podem ver nas imagens aqui postadas. O triste arraial de fios, foi e continua a ser colocado pelos operadores de televisão, Internet e telefone. As referidas empresas, estão-se pura e simplesmente borrifando para o triste espectáculo que deixam atrás de si.
- Como é possível que empresas que pagam milhões e milhões de euros em publicidade e a clubes de futebol, forneçam os seus serviços da forma como o fazem?
- Como é possível que as autarquias que deviam estar atentas a estas situações, se estejam borrifando para tudo isto?
- Como é possível que os moradores destes bairros, continuem a não exigir a estas empresas, um serviço que não faça dos seus bairros, uma espécie de bairro do terceiro mundo?  
Responda quem quiser e souber.
Eu confesso que não consigo compreender
e aceitar, esta autêntica vergonha. 

                                                          O Albicastrense

terça-feira, novembro 27, 2018

APONTAMENTOS PARA A HISTÓRIA DE CASTELO BRANCO

O Prior Manuel de Vasconcelos nasceu em Castelo Branco. Faleceu em Torres Vedras em 13 de Agosto de 1647, legando à Misericórdia da terra albicastrense, por testamento feito nesta vila em 6 de Agosto do mesmo ano, toda a sua avultada fortuna, então avaliada em 50 contos. No testamento impôs este benemérito, à Misericórdia a obrigação de construir e sustentar, na Praça Velha defronte da cadeia, uma capela para que os detidos pudessem assistir à missa. Não é conhecido o primitivo estatuto ou compromisso da Misericórdia.

Em 1735 a Mesa da Misericórdia, pediu ao Rei D. João V, que lhe fosse concedido o subsídio do real de água da Câmara, para a conclusão das obras da reedificação da Igreja e do Hospital anexo.
Foi-lhe concedido esse subsídio durante quatro anos. Durante o lapso de tempo em que a Misericórdia recebeu as importâncias provenientes do imposto do real de água não consegui ultimar as obras em curso.

Em 1740, sendo Provedor Manuel da Fonseca Coutinho, a Mesa fez uma nova pedição ao Rei, dizendo que sem embargo de zelo e cuidado com que se tinha trabalhado na dita obra, ainda esta se não achava acabada e se tinha despendido não só a importância do dito real de água, que era de 1.414$104 réis, mas também a quantia de 1.747$800 réis de rendas da Misericórdia".
O Albicastrense

sexta-feira, novembro 23, 2018

NOVO TELEGRAMA AO PRESIDENTE LUÍS CORREIA

  LARGO DO ESPÍRITO SANTO
Na passada quarta-feira quando estava a captar as imagens que estão neste poste, uma pessoa aproximou-se de mim e disse-me o seguinte:
- “É vergonhoso o estado em que se encontra aquela casa, não acha?”
Acrescentando de seguinda:
- “A Câmara comprou a casa e colocou grades para impedir a passagem das pessoas. Cerca de dois anos depois, está tudo na mesma para não dizer pior”.
Finalizando de seguida:
Investi todas as minhas economias na compra da casa ao lado, fiz obras, e actualmente entra-me água em casa em virtude da casa que está a fotografar, estar uma desgraça”.
Perante tais palavras, disse a essa pessoa que já tinha alertado a autarquia através deste blogue, para o triste espectáculo que é ver esta casa e este bonito pátio na situação em que se encontram. Prometendo que iria novamente levantar esta questão no blogue.
Como quem promete tem que cumprir, aqui estou eu a consumar a promessa.
Senhor presidente Luís Correia, comprar a velha casa foi uma boa medida, deixa-la ao abandono durante quase dois anos e a degradar-se ainda mais, é totalmente inadmissível, isto para não dizer coisa pior.
Trata-se de uma pequena casa, casa que facilmente poderá ser recuperada com alguns milhares de euros, podendo depois ser alugada a quem necessitar.
Senhor presidente Luís Correia, o Largo do Espírito Santo é um dos mais bonitos locais da nossa terra, ele não é merecedor de ter no seu seio o triste espectáculo de uma casa a cair de podre.
Muito atenciosamente, espero que muito brevemente V. Ex. tome medidas, para resolver este infeliz assunto.
O Albicastrense

quarta-feira, novembro 21, 2018

APONTAMENTOS PARA A HISTÓRIA DE CASTELO BRANCO

No dia 27 de Novembro de 1285, estiveram em Castelo Branco, suas majestades o rei D. Dinis e sua esposa Rainha D. Isabel de Aragão.
O monarca, achando que a vila não se desenvolvia e que o casario estava deveras espartilhado pelas muralhas, com ruas muito apertadas e vielas estreitas, ordenou que se construíssem novas muralhas, a fim de haver mais espaço, para melhor se urbanizar e para se poderem abrir ruas mais amplas, onde melhor se transitasse e mais confortavelmente se mercadejasse.
Neste sentido o perímetro das muralhas, que estava a asfixiar a urbe, passou a ter o triplo do seu comprimento.
No dia 24 de Novembro de 1788, o Pré – Medicado do Porto, passou o diploma de parteira a Maria Martins, a qual foi a primeira obstetra a exercer esta atividade clínica, oficialmente em Castelo Branco.
No dia 28 de Novembro de 1883, foi criado em Castelo Branco, o corpo de Policia Civil. Foi seu primeiro Comissário, António Fevereiro que tinha como Chefe de esquadra, Rodrigues Antunes.
Recolha de dados: Jornal "Reconquista".
O Albicastrense

domingo, novembro 18, 2018

ZONA HISTÓRIA DA TERRA ALBICASTRENSE

                 UMA  TRAVESSA AO ABANDONO

A Travessa da Sobreira é uma rua com pouco mais de cem metros, cem metros, onde o abandono e a tristeza se estabeleceram e a tornaram uma travessa desprezada e abandonada por quase toda gente.

Visitei na passada sexta-feira esta travessa, confesso que vim de lá muitíssimo triste, pois a maior parte das casas desta rua ou estão abandonados ou em ruínas. Pela milésima vez digo, que não consigo compreender o desamparo em que a nossa zona histórica se encontra.
Numa terra onde se desenvolvem obras por tudo o que é sítio, na sua zona histórica está quase tudo a cair de podre, parecendo até, que tal situação é normal e que aquilo é tudo para mandar abaixo um dia destes.
Nesta travessa “mora” uma casa com dois portados quinhentistas e uma janela simplesmente fantásticos, infelizmente, tal privilégio em nada contribui para que ela seja uma travessa que orgulhe os seus moradores e os albicastrenses.

E por aqui me fico, pois as imagens
aqui postadas, valem muito mais que as minhas palavras.
                                                        O Albicastrense

quinta-feira, novembro 15, 2018

A ERMIDA DA NOSSA SENHORA DE MÉRCOLES


ENCICLOPÉDIA 
ALBICASTRENSE

MAIS UMA VEZ DE QUER AQUI DESTACAR
A OBRA DE J. RIBEIRO CARDOSO 
CASTELO BRANCO E O SEU ALFOZ”.

(Achegas para uma monografia regional)

O ALBICASTRENSE

terça-feira, novembro 13, 2018

domingo, novembro 11, 2018

APONTAMENTOS PARA A HISTÓRIA DE CASTELO BRANCO

                           ENCICLOPÉDIA ALBICASTRENSE

No dia vinte e cinco de Julho de 1835, foi empossado como primeiro Governador Civil do distrito de Castelo Branco, José Neves Barbosa, que exerceu estas funções até ao dia 28 de 
Outubro de 1835. 
Os cargos de Governadores Civis foram criados por decreto de 18 de Julho de 1835, em seguimento da lei de 25 de Abril do mesmo ano e de acordo com a constituição de 1822. O cargo de governador civil deixou de existir em 2013, através de decreto-lei 114/2011.

No dia vinte e quatro de Julho 1829, foi inaugurado em Castelo Branco o passeio da devesa, conhecido durante muitos anos, por Passeio Verde.
Neste passeio existiu um primoroso coreto, onde as bandas filarmónicas tocaram, durante muitos e muitos anos. Durante a cerimónia inaugural, atuou a Orquestra do Clube Harmonia, sob a regência do maestro Urbano de Jesus Escoto.
Este coreto ficou arruinado pelo tornado que assolou Castelo Branco, no dia 6 de Novembro de 1954, o qual lhe destruiu a pesada cúpula, transformado toda a estrutura metálica, num montão de ferros retorcidos.
O Albicastrense

quinta-feira, novembro 08, 2018

TELEGRAMA AO PRESIDENTE LUÍS CORREIA

 CASAS AO ABANDONO E EM RUÍNAS 
NAS TRASEIRAS DA SÉ

As imagens aqui postadas mostram-nos uma pequena fileira de oito  de casas situadas detrás da nossa  Sé. 
Casas, onde muita gente foi feliz, contudo, com o passar dos anos, os seus inquilinos foram morrendo e hoje com a exceção de uma delas, todas estão ao abandono e em ruínas. 
Ao passar hoje por este local  (Rua das Damas), os meus neurónios furiosos interrogavam-se sobre o porquê do abandono a que o local está actualmente sujeito. 
Como sou um albicastrense da velha guarda, em vez mandar o habitual email nosso Presidente, resolvi mandar um telegrama. Vamos ver se alguém se pronuncia sobre esta vergonhosa e triste situação. 
O ALBICASTRENSE

terça-feira, novembro 06, 2018

EFEMÉRIDES MUNICIPAIS – CXXX

A rubrica Efemérides Municipais foi publicada entre Janeiro de 1936 e Março de 1937, no jornal “A Era Nova”. Transitou para o Jornal “A Beira Baixa” em Abril de 1937, e ali foi publicada até Dezembro de 1940.
A mudança de um para outro jornal deu-se derivada à extinção do primeiro. António Rodrigues Cardoso, “ARC” foi o autor desde belíssimo trabalho de investigação, (Trabalho que lhe deve ter tirado o sono, muitas e muitas vezes).
(Continuação)
A nova vereação reuniu-se em sessão a dar posse do cargo de procurador a António de Almeida Freixedas, que prometeu “guardar em tudo o serviço de Sua Alteza e Direito as partes”, mas foi logo dizendo, para que ficasse entendido.
que em attencao a não querer comprometer os poucos bens que lhe são necessários para sustentação de sua caza em razao de se não ter pago a Terça do anno de mil oito centos e sette por andar o Concelho empenhado em huma Terça protesta o novo Procurador desde anno de mil oito centos e oito que se não incube daquela Terça passada nem doutra alguma obrigação, e responsabilidade que seja pertencente aos Procuradores que servirão nos anos antecedentes, mas sim se incube tão somente da Terça, de mil oito centos e oito”.
Tinha razão o Sr. Freixadas. Quem as fez é quem tem a obrigação de as pagar. 
Vem a seguir a sessão de 5 de Março, em que apenas se tratou da demarcação da coutada da Senhora de Mércole
A sessão seguinte realizou-se em 13 de Março.
Nessa sessão deliberou a Câmara:
Quem em consequência de huma ordem recebida do juízo da Correição em virtude de outra que dimanou da Secretaria da Real Junta do Commercio com datta de vinte e quatro de Fevereiro de mil oito centos e oito procederão a nomeação de quatro pessoas as mais inteligentes para informarem esta Camara sob  a derrama de que a mesma  está incumbida fazer sobre todos os Negociantes, Traficantes de qualquer ramo que seja assim como de todos os Fabricantes ou rendeiros  de rendas publicas ou particulares afim de que a mesma proceda na dita Derrama com igualdade, exaução para cujo fim nomearão  a Francisco Antonio Perez, José Pessoa Tavares, José Vaz da Cunha e António José da Cunha”.
Foram nomeados estas “pessoas as mais inteligentes “para a cidade e, para os lugares do termo, foram nomeados dois homens de cada lugar para procederem a igual serviço, de que deram conta em sessão de 9 de Abril. Antes, porem, de 9 de Abril, houve duas sessões, a 17 e 25 de Março.
 (Continua)
PS. Aos leitores dos postes “Efemérides Municipais:
O que acabaram de ler é uma transcrição do que
 foi publicado na época.
O Albicastrense

sábado, novembro 03, 2018

APONTAMENTOS PARA A HISTÓRIA DE CASTELO BRANCO

ENCICLOPÉDIA ALBICASTRENSE

No dia 2 de Novembro de 1806, a edilidade albicastrense, concedeu a José Inácio Robalo, licença para abrir uma botica em Castelo Branco, foi a primeira farmácia a funcionar na cidade. 
Hoje Castelo Branco tem nove farmácias ao seu serviço (nestas incluem-se as do Fórum e Alegro). 
A farmácia Grave é actualmente a mais antiga das farmácias que existem na terra albicastrense. 
Segundo consta, terá aberto portas no já longínquo ano de 1916, pelas mãos de João Mourato Grave.
No dia 12 de Novembro de 1801, tomou posse do cargo de parteira municipal da cidade de Castelo Branco, Maria do Carmo. O ato de posse, que se revestiu de um certa solenidade, teve lugar nos Paços do Concelho.
                                             O Albicastrense

MEMÓRIAS DA TERRA ALBICASTRENSE

Recuperar e pintar antigas imagens da terra albicastrense, dá-me uma enorme satisfação.  Quando “apanho” uma antiga imagem da terra albicast...